terça-feira, 31 de julho de 2012

Drama dos fogos volta ao Algarve

Houve algum pânico", relata Maria Marreiros, funcionária do lar de idosos de Bensafrim, no concelho de Lagos. Esta vila algarvia esteve ontem ameaçada por um incêndio, que destruiu duas casas desabitadas e obrigou à retiradas das crianças da creche, por precaução. Chegou a ser equacionada a evacuação do lar de idosos, mas não foi necessário. 


As chamas, que consumiram um pinhal e mato, estiveram a poucos metros da vila. "Foi um susto", confessa António Inácio, de 77 anos, que vive no bairro localizado mais próximo da área ardida, enquanto, sentado num banco de madeira, assiste ao combate dos bombeiros e meios aéreos.

José Correia é mais novo e ainda tem forças para dar luta ao fogo. À falta de outros meios, pega em canas verdes para abafar as chamas. "As pessoas devem ajudar", refere. Antes, teve o cuidado de retirar os seis cães de caça que tinha numa casa velha, que esteve ameaçada pelo fogo.

A poucas dezenas de metros, próximo do campo de futebol, há uma casa ardida. "Não vive lá ninguém há muito tempo", garantem os populares.

Ana Margarida não estava em Bensafrim quando o incêndio começou, mas nem por isso deixou de reparar nele. "Da praia da Luz via-se uma coluna de fumo", conta. José Jorge, pelo contrário, detectou o fogo no início. "Estava em casa e faltou a luz; pouco depois vi fumo", relata o morador, que tem a casa próximo do pinhal ardido. "Ainda reguei à volta de casa por precaução", acrescenta. n

Fio partido terá causado o fogo

"Tudo indica que terá sido um fio da electricidade que se partiu e provocou uma descarga eléctrica, mas as autoridades estão a investigar", diz o presidente da junta local, João Gomes, como provável causa para o incêndio. Moradores relatam, aliás, que houve uma quebra de energia eléctrica antes do eclodir do fogo. "Foi um susto para a população ver o fogo perto das casas", salienta o autarca.

Análise a incêndio de Tavira

Vítor Vaz Pinto, Comandante Operacional Nacional da Protecção Civil, e elementos dos comandos locais que estiveram envolvidos no combate ao incêndio de Tavira há 15 dias, estiveram ontem reunidos. O encontro, que começou ao início da noite e terminou já depois do fecho desta edição, serviu para analisar o fogo que, ao longo de quatro dias (75 horas), lavrou nos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel.

A reunião surge no âmbito do relatório que o Governo pediu à Autoridade Nacional de Protecção Civil, a propósito do incêndio, depois de várias críticas tornadas públicas à forma como funcionou o comando e as operações – lideradas pelo próprio Vaz Pinto. O relatório tem de ser entregue até dia 10 de Agosto.

Ontem, a Polícia Judiciária não quis avançar quaisquer detalhes sobre a investigação em curso às causas do incêndio. A PJ não quer, para já, confirmar as indicações iniciais que apontavam uma fagulha, nas obras do parque eólico de Cachopo, como causa das chamas.


domingo, 29 de julho de 2012

Terras do nosso Algarve - Budens

Budens é essencialmente um Algarve que aqui já é diferente. Sente-se a aproximação do promontório da costa, testemunha da energia do vento, o mar reflecte já o azul profundo da costa atlântica, a oeste.


Localização

Situa-se à beira da EN 125, ao Km 20 de Lagos e a 7 Km de Vila do Bispo do concelho.

População

Com base nos Censos de 2001 verifica-se que a população de Budens tem cerca de 1800 pessoas, número que muito aumenta com os visitantes em viagem turística. Cada vez mais, esses turistas visitam a aldeia e nela permanecem para além da época alta, ciosos do sossego que aí usufruem.

Actividades Principais

A Pesca é desde tempos imemoriais a principal actividade, com os carapaus a serem capturados com rede de cerco, o polvo por meio de alcatruzes, assim como a lula e o choco. Diversos mariscos como o berbigão, o lingueirão, o burgau e o perceve, também são capturados. A agricultura é de subsistência, com algumas figueiras e de alguma pastorícia. O turismo da Natureza, e o golfe são agora a principal fonte de rendimento dos habitantes. As casas recons-truídas ou restauradas mantêm no essencial o seu estilo primitivo.

História

São significativos os vestígios da presença do homem desde épocas recuadas. Na charneca junto à Lagoa de Budens foram feitos diversos achados arqueológicos.
Na Boca do Rio, onde existiu um importante povoado dedicado à pesca e salga do pescado foram encontradas ruínas de fornos romanos para fabrico de ânforas e vários vestígios do período romano-lusitano.
Na freguesia estão referenciados 18 menires e no Sítio do Martinhal, escavações recentes revelaram fornos utilizados para produzir as ânforas nas quais o peixe salgado era transportado. Moedas aqui encontradas datam o local entre os séculos II e V. Existem ainda muitos poços e sistemas de rega de origem muçulmana.
Ao largo da Praia da Boca do Rio encontra-se afundado o navio L’ Ocean, que constitui um interessante vestígio da arqueologia sub-aquática.

Moínho de Budens

Património Cultural

A Igreja Matriz de Budens é um Templo rural do séc. XVIII, com altares de talha dourada, onde se encontra uma imagem de Nossa Sr.ª do Rosário e alfaias religiosas dos sécs. XVI a XVIII.

A Ermida de Sto. António na estrada para a Raposeira, é de Estilo Árabe. A sua construção data do século XVI ou XVII, com frontal do altar e azulejos do séc. XVIII. O altar desta ermida é em talha dourada e tem uma imagem de Santo António em madeira.

A Ermida de S. Lourenço, em Vale de Boi, é de uma só nave e possui belos azulejos.

O Forte de S. Luís ou de Almádena data de 1632, quando foi mandado construir a custas próprias, por Luís de Sousa, Conde do Prado, Capitão General do Algarve e Governador do Reino do Algarve durante o reinado de Filipe III. No terramoto de 1755, sofreu alguns estragos e ficou abandonado desde 1849.
Situa-se numa alta falésia rochosa, a nascente da foz da ribeira de Budens, local conhecido por Boca do Rio.
Este forte foi construído para proteger a almadrava, armação para a pesca de atum, situada a poente da Boca do Rio, que esteve em actividade desde o tempo dos Romanos. As almadravas, da costa algarvia, tornaram-se, a partir do séc. XVI, um alvo apetecido de corsários e piratas, pelo que se construíram alguns fortes para as proteger, como este.

Villa Romana da Boca do Rio, vestígios arqueológicos de uma villa e exploração agrícola e marítima, com tanques de salga para a industria do “garum” conserva de peixe e mariscos enviada depois para Roma em ânforas.

Os restos dos armazéns da Antiga Companhia de Pescas do Algarve assentam sobre o balneário romano.

O Forte do Burgau construído no séc. XVII, no reinado de D. João IV, das suas ruínas observa--se uma panorâmica deslumbrante.

O Forte da Figueira ou de Santa Cruz edificado no séc. XVI, só se conhecem as paredes. Situa--se em local de difícil acesso sobre a Praia da Figueira.

Património Natural

O Paul de Budens tem 134 ha, e é uma zona húmida costeira alimentada principalmente pela ribeira de Vale Barão, entre outras.
Antigamente era explorada como arrozal, e actualmente alberga cágados, gaivinas pretas e marrecos. É ponto de passagem de milhares de aves migratórias para sul.
Ginetas e texugos, bem como lontras e saca-rabos juntam-se às muitas aves.

Tradições

O Rancho Folclórico de Budens tem no seu repertório músicas de inspiração local e outras adaptadas do folclore algarvio como o “corridinho marafado”, a “Amendoeira” e a “Matilde Sacode a Saia”.

Bodião, o Mouro - Segundo a Crónica do ano 1600 da História do Reino do Algarve, existia “um castelo derrubado em que viva um cavaleiro mouro”, que se revoltou contra o Rei de Silves. Fazia sortidas e assaltos até aos arredores de Lagos e regressava ao seu refúgio que era muito forte, como se via “nos pedaços de parede que ainda estão de pé”. Sem porta, o castelo estava entulhado “até ao primeiro sobrado” e nele se entrava por uma escada de corda lançada da janela e logo recolhida.
Este mouro chamava-se Bodião e o lugar (Budens) tomou o seu nome.


Gastronomia

Do mar vêm as caldeiradas de peixe, o sargo grelhado da terra vem carne de porco estufado. Misturando os dois sabores, as lulas recheadas, são uma delícia.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Monumentos e Património do nosso Algarve - Castelo de Silves

O Castelo de Silves fica situado no Algarve, na freguesia, cidade e concelho de Silves, distrito de Faro, em Portugal. Este castelo encontra-se em posição dominante sobre o rio Arade e é o maior castelo de toda a região algarvia. Além disso, o Castelo de Silves é considerado por muitos como o mais belo exemplo das construções militares islâmicas em Portugal.


História

Ainda antes do início da construção do Castelo de Silves, já existia nesse lugar uma antiga fortificação, provavelmente construída pelos Romanos ou pelos Visigodos. No entanto, a partir do século VIII, após a invasão da Península Ibérica pelos muçulmanos, os novos senhores de as-Shilb (Silves) iniciaram a construção desta fortificação. Por se encontrar numa posição geográfica privilegiada, a povoação de as-Shilb cresceu rapidamente.

Foi no entanto apenas nos séculos seguintes que a povoação de as-Shilb conheceu o seu apogeu, tornando-se palco de diversas disputas entre princípes muçulmanos, acabendo mesmo por ser conquistada pelo rei Al-Um’tamid no ano de 1052, tornando-se assim na sede de uma taifa.

Acredita-se que tenha sido nessa altura que a muralha envolvente de uma área com cerca de doze hectares tenha sido construída. Trata-se de uma muralha ameada, rasgada por três portas e reforçada por torres de planta quadrangular.

A nível interno, existiam duas ruas principais que constituíam os dois eixos que definiam a povoação. Bem perto da Porta de Almedina, também chamada de Porta Principal ou Porta de Loulé, existis um grande edifico, o Palácio das Varandas, que apesar de já não existir, encontra-se referido na poesia do rei Al-Um’tamid.

Segundo o que se encontra registado na crónica de Xelbe, no final do século XII, a povoação de as-Shilb era um dinâmico centro urbano, comercial e cultural do mundo islâmico. No início do século XIII, o último rei muçulmano, Ibn al-Mahfur, deu início à reforma Almóada das suas defesas, conferindo-lhe as linhas gerais com que, exceptuando algumas pequenas alterações, o Castelo de Silves chegou aos nossos dias.




O castelo medieval

Na época da Reconquista Cristã, sob o comando do rei D. Sancho I de Portugal, os exércitos portugueses, apoiados por uma frota de cruzados dinamarqueses e frísios, conquistar o vizinho Castelo de Alvor, em 1189. Ainda no verão desse ano, com o auxílio de uma nova frota de cruzados, desta vez ingleses e alemães, os exércitos portugueses cercaram Silves, com o objetivo de a conquistar. O sítio teve início na segunda quinzena do mês de julho e viria a durar mais de um mês, sendo que, após violentos ataques com uma grande variedade de máquinas de guerra, tais como torres de madeira, catapultas e um ouriço, que é uma esfera de madeira armada com diversas pontas de ferro. Assim, a 2 de setembro, após a destruição de várias torres e troços das muralhas, a povoação acabou por se render, sendo violentamente saqueada.

Mais tarde, em 1191, os muçulmanos, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya’qub al-Mansur, contra-atacaram e conquistaram novamente todos os territórios a sul do rio Tejo, com excepção da povoação de Évora. Assim, o Castelo de Silves ficou novamente nas mãos dos muçulmanos, com quem permaneceu por pouco mais de meio-século.

Já no ano de 1242, os cavaleiros da Ordem de Santiago, comandados pelo seu Mestre, D. Paio Peres Correia, intentou a reconquista de Silves. No entanto, foi apenas em 1253, sob o reinado de D. Afonso III de Portugal, que a povoação de Silves e o seu castelo voltaram para as mãos de Portugal. Em 1266, o soberano concedeu à povoação de Silves o seu Foral, determinando a recuperação e o reforço das suas defesas.

Em 1755, no terramoto que ocorreu próximo de Lisboa, a estrutura do castelo de Silves e de suas muralhas foi severamente danificada.

Do século XX aos nossos dias

Num decreto de 23 de junho de 1910, o Castelo de Silves foi classificado como Monumento Nacional. Mais tarde, nas décadas de trinta e quarenta, a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais promoveu várias intervenções de restauro e consolidação, tendo-se desobstruído alguns troços de muralhas e refazendo-se algumas torres que estavam quase a ruir.

Desde 1984 que estão a decorrer escavações arqueológicas no interior do Castelo de Silves, sendo que, atualmente, este constitui-se num dos maiores e mais bem conservados monumentos do país.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Autarcas estimam em 24 milhões prejuízos dos fogos no Algarve

Mais de 24 milhões de euros é valor dos prejuízos causados pelos incêndios da última semana em Tavira e São Brás de Alportel, num cálculo preliminar feito pelos autarcas dos dois concelhos algarvios que viram desaparecer a maior mancha de sobreiros da serra do Caldeirão.


Para apoiar as vítimas, o Governo anunciou ontem a criação de uma comissão interministerial coordenada pelo ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que terá ainda como missão propor medidas que evitem que a massa florestal ardida venha a contaminar os sistemas de abastecimento de águas da região. 

Os presidentes dos municípios de Tavira e São Brás de Alportel, Jorge Botelho e António Eusébio, estiveram anteontem reunidos com Miguel Relvas e nove secretarias de Estado para "definir a linha de actuação do Governo, que se pretende seja conhecida o mais breve possível". 


Também presente na reunião, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, David Santos, lembrou que a zona afectada constitui uma parte significativa da bacia hidrográfica que serve o sistema de abastecimento de águas. 

"Aquela é uma zona de recolha de água nas barragens e fornecimento para o Sotavento algarvio", disse, alertando que só uma intervenção rápida conseguirá evitar que haja "penetração para os aquíferos ou até para as barragens, uma questão muito importante para o Algarve".


"Cenário dantesco"

Só em Tavira, estimou Jorge Botelho, os prejuízos resultantes dos fogos terão ascendido a mais de dez milhões de euros. Em São Brás de Alportel, o autarca António Eusébio calculou em 13 milhões os danos apenas florestais, a que se juntam mas 1,5 milhões em "bens particulares e privados, directamente ligados ao edificado". "Foram afectadas mais de 60 famílias, mais de cem pessoas, directamente, por este fogo", revelou. 


O Governo fará a sua própria avaliação na próxima sexta-feira, numa reunião na CCDR que juntará quatro secretários de Estado e os eleitos locais. O Bloco de Esquerda já pediu a audição urgente de Miguel Relvas no Parlamento para esclarecer que medidas de apoio às vítimas dos incêndios pretende aplicar.

Também ontem, a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP) anunciou que vai interpor um processo-crime contra o presidente do Governo Regional da Madeira pelas suspeitas levantadas em torno dos incêndios. Numa visita às zonas fustigadas pelas chamas - um "cenário dantesco", descreveu -, Alberto João Jardim registou ontem a "estranha coincidência" de os incêndios terem ocorrido apenas semanas depois de ter defendido a redução do número de bombeiros na região. "Esta situação excepcional até parecia servir para provar que não há bombeiros a mais", disse Jardim, motivando a reacção negativa dos dirigentes da ANBP.

Para que a Madeira possa fazer face aos prejuízos causados, Jardim pediu o "aligeiramento" do plano de resgate que obrigou a duras medidas de austeridade e ao maior aumento de impostos de sempre no arquipélago. E admitiu renegociar com o Governo de Pedro Passos Coelho esse mesmo programa, que facultou à Madeira um empréstimo de 1500 milhões de euros para pagar a credores parte da dúvida regional superior a 6,5 mil milhões. Aquando do temporal de 2010, a região beneficiou de apoios financeiros da República na ordem dos 740 milhões para cobrir grande parte dos prejuízos causados.

Fonte: Público

terça-feira, 24 de julho de 2012

IX Feira Medieval de Silves

A nona edição de recriação histórica do período medieval em Silves irá decorrer entre os dias 28 de Julho e 5 de Agosto, no centro histórico da cidade, e funcionar das 17h00 à 01h00.



A Feira Medieval da antiga capital do ‘Reino do Al-Gharb' promete uma viagem ao tempo da conquista, em particular a 1189, ano em que os cristãos tomaram a cidade.
Na feira, os visitantes poderão assistir a pequenos apontamentos cénicos, dois torneios medievais e um espectáculo diário alusivo à época recriada.
A iniciativa promete levar todos aos tempos gloriosos da histórica cidade de Silves, proporcionando toda a vivência dessa época e pondo à disposição dos visitantes o habitual ‘roupeiro real', que permite que se encarne uma personagem medieval, através do aluguer de trajos.

Este ano, a entrada é paga. Há a opção de aquisição de uma pulseira para todos os dias do evento - 3 euros antes do início da feira e 4 durante o evento. Em alternativa, poderão ser adquiridos bilhetes diários com o custo de dois euros.

Os ingressos já se encontram à venda no castelo e em diversos serviços municipais espalhados pela cidade. 

Mundialito de Futebol de Praia anima Praia da Rocha

Pelo oitavo ano consecutivo, Portimão assume-se como palco da mais emblemática prova de futebol de praia no nosso país, o Mundialito de Futebol de Praia, que entre sexta-feira e domingo, dias 27 a 29, juntará Portugal, Espanha, Alemanha e China no areal da Praia da Rocha. 


O ambiente único e vibrante que o espetáculo do futebol de praia proporciona tem vindo a captar cada vez mais adeptos, pelo que quem estiver nos extensos areais de Portimão poderá contar, à semelhança dos anos anteriores, com muita animação e entrada gratuita no estádio montado propositadamente na Praia da Rocha. 

A presença de Portugal nesta competição tem sido particularmente relevante e, além de ser a tradicional anfitriã da prova, a seleção nacional alcançou a final por nove vezes, vencendo a prova nas edições de 2003, 2008 e 2009. 

Depois do afastamento sofrido em Moscovo, a seleção liderada por José Miguel terá agora a oportunidade de fazer sorrir aos portugueses, mas encontrará pela frente fortes rivais, em especial Espanha, atual campeã do Mundo de futebol de praia da FIFA. 

No dia 26 de julho, às 10:30 horas, a equipa da seleção portuguesa, à semelhança dos anos anteriores, irá realizar um programa social, com uma visita a uma instituição particular da solidariedade social de Portimão. 

A TVI garante a transmissão em direto dos jogos do XVII Mundialito de Futebol de Praia. 

Na sexta-feira, decorrem os jogos Espanha-Alemanha (13:15) e China-Portugal (14:30); no sábado, realizam-se os encontros Espanha-China (13:15) e Portugal-Alemanha (14:30); a jornada final engloba Alemanha-China (13:15) e Portugal-Espanha (14:30). 

Fonte: Região Sul

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Loulé: Dominado fogo em Montes Novos

O incêndio que lavrou esta segunda-feira na localidade de Montes Novos, em Loulé, foi dado como dominado às 20h42, informa a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Novo incêndio com uma frente em Loulé mobiliza dezenas de homens

De acordo com a página oficial da ANPC, o fogo, que deflagrou hoje às 14h25, foi dado como dominado mais de seis horas depois de ter deflagrado. No local, estão ainda 101 bombeiros, apoiados por 30 veículos operacionais.

O fogo deflagrou na sequência de um reacendimento, ao início da tarde, do incêndio que começou na quarta-feira na serra algarvia e foi declarado como dominado ao quarto dia, no sábado.
As autoridades registaram hoje à tarde outro ponto de reacendimento do incêndio, em Tafe, Tavira, embora aparentemente com menor gravidade do que o primeiro.

Nova situação 'alarmante' com fogo perto de povoação

As autoridades registam hoje à tarde dois pontos de reacendimento do incêndio que deflagrou na quarta-feira no Algarve e num dos locais o fogo está perto de uma povoação, segundo o presidente da Junta de Freguesia de Cachopo, Tavira.


Sidónio Barão disse à Lusa que houve um reacendimento na zona de Tafe, no concelho de Tavira, e outro na zona de Montes Novos, já no município de Loulé. Neste segundo caso, «o fogo está perto da população e a situação é alarmante».

Segundo a página da Autoridade Nacional de Protecção Civil na internet, às 14:52 foram accionados dois helicópteros bombardeiros pesados para o combate ao incêndio, dominado no sábado ao final da tarde. Há também a indicação, às 14:00, de que continuavam a decorrer os trabalhos de «consolidação da extinção».

O fogo deflagrou na sequência de um reacendimento, ao início da tarde, do incêndio que começou na quarta-feira na serra algarvia e foi declarado como dominado ao quarto dia, no sábado.

A combater o fogo estão 84 operacionais, dos quais 53 são bombeiros, apoiados por 18 viaturas e oito meios aéreos: cinco helicópteros bombardeiros e três de ataque inicial.

O presidente da Junta de Freguesia de Salir, Deodato João, disse à Lusa que a zona de Montes Novos é um dos maiores aglomerados da freguesia.

De acordo com o autarca, a zona, onde hoje de manhã já tinha havido um reacendimento que foi rapidamente dominado, é de difícil acesso e tem muitas habitações e cortiça empilhada.

Montes Novos fica perto de Besteirinhos, já no concelho de São Brás de Alportel, aonde o fogo chegou nos últimos dias, embora nunca tenha chegado a propagar-se para o concelho de Loulé.

Segundo o autarca, apesar de ter circundado a freguesia de Salir, o fogo não chegou realmente entrar no território, tendo consumido floresta até à fronteira do concelho de São Brás com o de Loulé.

Para tentar delimitar a zona, nos últimos três dias foram feitos aceiros à volta daqueles montes, com máquinas de rasto do exército, concluiu.

Fonte: Sol

Comunicado

Caros leitores

O Nosso Algarve encontra-se activo desde 6 de Maio de 2011.

Desde o 1.º dia da sua criação que no Nosso Algarve existe a preocupação de divulgar o Algarve, mediante notícias da região mas também dando a conhecer o que de bom existe aqui.

Este blogue nasceu da ideia do seu criador e administrador, Paulo Martins, que posteriormente juntou mais duas pessoas, Jorge Cabrita e Carla Silva.

Ao longo de todos estes meses o blogue do Nosso Algarve tem tido um aumento de número de visitas que nos tem surpreendido mas que também nos tem motivado a continuar.

O Nosso Algarve tem uma média, de pouco mais, de 400 visitas diárias, sendo que em alguns dias chega a ultrapassar a barreira das 1000 visitas.

Por este motivo, achamos que seria uma boa ideia incluir neste projecto outras pessoas que  sintam vontade de dar uma contribuição válida e positiva, podendo, inclusive, publicar textos da sua autoria.

Achamos também que a visibilidade do Nosso Algarve deveria ser usada para ajudar artistas algarvios (músicos, pintores, escritores, etc.) que queiram divulgar e apresentar os seus trabalhos neste espaço.

Assim como, também, deveria ser usado para todas as entidades de utilidade pública da região que queiram utilizar este espaço para dar conhecimento das suas iniciativas.

O convite está lançado, quem estiver interessado, pode nos contactar, por mensagem no facebook ou para o email nossoalgarve@gmail.com

Saudações algarvias
Carla Silva

domingo, 22 de julho de 2012

Entre 20 a 25% do concelho de São Brás de Alportel ardeu

Entre 20 a 25% do concelho de São Brás de Alportel terá ardido nos últimos dias, no incêndio que teve início há quatro dias na zona de Tavira e que se alastrou até ao concelho vizinho e que só neste sábado foi dado como dominado pela Protecção Civil. 



A estimativa é do presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel que este domingo, acompanhado pelos vereadores da Protecção Civil e da acção social, se deslocou aos locais mais atingidos para fazerem uma avaliação das condições em que estão as pessoas afectadas pelo fogo e que estão a ser acompanhadas por psicólogos. “As pessoas ontem [no sábado] já regressaram às suas casas durante a parte da manhã. Neste momento a nossa preocupação não serão os bens que foram perdidos, mas as pessoas e as condições em que estão”, disse David Gonçalves.

O autarca adiantou à agência Lusa que apenas durante a próxima semana os meios da câmara e da junta deverão reunir-se para avaliar o que foi perdido. “Tenho a ideia que anda à volta de cerca de 20 a 25% a área ardida no concelho, uma faixa de 30 a 40 quilómetros”, estimou. 

O presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, tinha já avançado, por su lado, que um terço da área total daquele concelho tinha ardido neste incêndio.

De acordo com David Gonçalves, “o mais grave” é que o que ardeu no concelho foi sobretudo “o meio de sobrevivência das pessoas”, que se dedicavam à colheita da cortiça e à pequena agricultura. “E isso desapareceu completamente não para todas, mas para algumas pessoas. Há pessoas que ficaram sem absolutamente nada e que nunca mais vão reaver os seus bens. Para um sobreiro dar cortiça, são pelo menos 30 a 40 anos. As pessoas têm idades com uma média para cima dos 70 anos e nunca o verão”, exemplificou.

O autarca defendeu que “o Governo, obrigatoriamente, também terá de tomar medidas em relação ao que foi perdido”.

Falta de coordenação no combate ao fogo

Os autarcas dos concelhos afectados pelo incêndio que deflagrou na quarta-feira, São Brás de Alportel e Tavira, apontaram algumas falhas na coordenação das operações de combate aos fogos. 

A Protecção Civil diz que só quando for dado como extinto o incêndio que lavra há dias na serra algarvia é que irá fazer a sua avaliação da coordenação das operações no terreno, acusada de “ineficácia” e falta de meios humanos. Na Madeira, a organização do combate às chamas também foi questionada.

Para o presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, apesar das críticas ao trabalho dos bombeiros, nomeadamente na zona de Cabeça do Velho, essa falta de coordenação terá sido por parte do comando a nível nacional. “Porque em termos de homens, em termos de trabalhos no terreno, tivemos aqui bombeiros do país inteiro e foram inexcedíveis”, destacou.

Fonte: Público

Terras do nosso Algarve - S. Brás de Alportel

No centro histórico da vila, por entre as casas térreas e caiadas da arquitectura popular avultam os prédios apalaçados dos antigos industriais e comerciantes da cortiça, com fachadas cobertas por azulejos, cantarias lavradas e varandas de ferro.
A influência Árabe está patente na designação de alguns sítios – Almargens, Alcaria, Alportel e Mesquita.


Localização

Com uma área aproximada de 150 km2, está situado no coração do sotavento algarvio numa zona de transição entre o Barrocal e a Serra e faz fronteira com os concelhos de Tavira, Loulé, Faro e Olhão. É constituído por uma só freguesia e cerca de 40 sítios dispersos pelo seu território, com nomes tão singulares como Tesoureiro, Tareja, Javali, Desbarato, Cova da Muda, Mesquita, Alportel, Soalheira e Cabeça do Velho entre muitos outros.

População

A população desta única freguesia atinge os 10.000 habitantes pelos dados preliminares de 2001.

Actividades Principais

A estrutura económica tradicional é a pequena unidade agrícola tanto no Barrocal de sequeiro, como no de regadio e o montado de sobro, em grande número na serra. Paralelamente, a indústria extractiva, de calcário e de brecha, e a indústria transformadora ganham alguma importância. A indústria corticeira continua a ser um dos símbolos desde o século XIX, pela importância que ainda detém, negociando-se aqui mais de 60% da produção do país.
O montado de sobro ocupa uma extensa área concelhia. Produz mais de 230 mil arrobas/ano de cortiça de primeiríssima qualidade e as cerca de 20 fábricas em plena laboração representam uma importante fonte de emprego.



História

A área do concelho de São Brás de Alportel tem vestígios de presença humana desde o Neolítico, sendo a via romano-medieval, hoje em recuperação, testemunho dos primeiros fluxos mercantis na zona.
Da presença da civilização romana neste concelho existem ainda “alguns metros” de uma calçada romana que ligava esta povoação a Ossonoba (Estoi) e Pax Júlia (Beja), e ainda uma inscrição funerária (séc. II d. C.) encontrada no pedestal do púlpito de uma ermida (hoje Igreja de S. Romão) e que se encontra no Museu Nacional de Arqueologia, em Lisboa.
Também foram encontrados em S. Brás, em 1915, vestígios da invasão dos bárbaros (Visigodos) séc. V d. C. Faziam parte desse espólio arqueológico duas sepulturas antigas que abrigaram uma bilha, em perfeito estado e algumas ossadas.
No séc. XVI, o local de nascimento do poeta árabe Ibne Ammar no séc. XII, era ainda um pequeno povoado com uma ermida.
Sobre os árabes, foram encontradas moedas de prata quadradas e uma em ouro, numa “panela”. Segundo Silva Lopes, em meados do séc. XIX, a aldeia de “S. Braz d’Alportel”, sede de uma das freguesias de Faro, era “grande e bonita, com um formoso templo de três naves na praça, algumas casas e ruas boas e uma bonita quinta. Para leste, havia uma fonte de muita e excelente água, onde bebiam os moradores e cujos sobejos regavam hortas e faziam rodar as mós de alguns moinhos”. A freguesia tinha então cerca de mil fogos, a maior parte na serra
No início do séc. XX, beneficiando das novas estradas entre Loulé – Tavira e Faro – Almodôvar e da proximidade das fontes de matéria-prima, S. Brás tornou-se o principal centro corticeiro português, registando um forte surto demográfico, comercial e industrial. Em 1914, é criado o concelho. Nos anos 20, com a transferência da indústria da cortiça para outras regiões, a vida local como que estagnou. Hoje, com um desenvolvimento mais harmonioso, o concelho preserva alguns bons testemunhos deste longo passado.

Património Cultural

A Igreja Matriz tem um excelente miradouro sobre a paisagem envolvente. O templo, de provável construção do séc. XV e ampliação do séc. XIX, contém pinturas de santos de ima- ginária do séc. XVII e um retábulo neoclássico em mármore no baptistério.
Capela do Senhor dos Passos - Evidencia-se a talha dourada ao gosto da segunda metade do séc. XVIII.
Paço Episcopal Construído nos sécs. XVII-XVIII para que os bispos do Algarve escapassem aos calores do pino do Verão, sofreu modificações posteriores que alteraram a sua estrutura. Hoje, resta parte do edifício principal e uma fonte barroca abobadada com oito bicas.
Casa da Cultura António BentesMuseu Etnográfico do Trajo Algarvio, instalado num edifício representativo da arquitectura burguesa do final do séc. XIX. O museu realiza diversas exposições temporárias e alberga uma diversificada recolha etnográfica da região: mostra de trajos característicos do Algarve nos sécs. XIX-XX; núcleo de escultura religiosa po-pular; colecção de veículos tradicionais recuperados e respectivos arreios no cenário das antigas cavalariças, de uma exposição de alfaias agrícolas e ainda área dedicada ao Ciclo da Cortiça.




Património Natural

A vegetação natural é constituída por sobreiros sob os quais nasce um estrato arbustivo de esteva e medronheiros. Os vales férteis abrigam culturas horto-frutículas. A parte sul da freguesia tem uma flora rica onde um grande número de orquídeas floresce na Primavera. Geralmente a partir de Fevereiro começa a florir a Ophrys Tenthredinifera e a época termina no princípio de Junho com o satirião-menor.
As alfarrobeiras da região gozam de merecida fama; são árvores centenárias, que ficam carregadas de vagens negras a parir de meados de Julho. A alfarroba tem variadíssimas utilizações – pode servir para alimento para gado, sucedâneo de chocolate ou matéria prima para a indústria farmacêutica. Para além das alfarrobeira encontram-se também amendoeiras e figueiras.

Tradições

O Sr. José Viegas de São Brás faz vassouras das folhas secas de palmeira anã. Estica uma corda entre o cinto e o anel preso a uma tábua, mantendo-se assim sobre uma tensão uniforme. Pega então sobre dois folíolos cuja extremidade dobra sobre esta corda esticada e fixa-os com uma fina tira de palmeira. Repete então os procedimentos até que as folhas atadas à corda sejam suficientes para dar a volta a uma cana seca. Depois de bater a palma com um martelo até esta ficar plana, ata-a à cana rematando com a extremidade da corda firmemente presa dentro da própria atadura. Põe então um prego para completar a fixação ao cabo. Depois de aparadas as pontas das “cerdas” estas são passadas por um dispositivo que mais parece “uma cama de pregos” que lhes confere o aspecto fino e acabado.

Produtos Locais

Muitas das velhas artes e ofícios continuam activos em São Brás de Alportel.
Testemunham-no as vassouras e pincéis de palma produzidos em Soalheira, os trabalhos de empreita de Peral e Alfarrobeira da Tumba, as cantarias de Chibeira e Corotelo, os canastros e cestos de Desbarato. Ainda se encontram em Vale de Mealhas as tijoleiras e telhas produzidas manualmente e os ferros forjados em Vilarinhos e Gralheira.
Às colheres de madeira, às miniaturas de carros típicos, aos peões dos jogos infantis de Vilarinhos juntam-se as cadeiras da Ribeira de Alportel.

Gastronomia

Gaspacho, açorda de poejo, coelho bravo (serrano), cabrito com ervilhas, galinha cerejada, ovos com tomate, grão com ovos, são alguns dos aromáticos pratos da gastronomia local. Os méritos dos produtores locais estendem- -se à aguardente de medronho, aos licores de ervas silvestres e à doçaria de amêndoa, figo e alfarroba.

Incêndios: Comandante nacional recusa avaliar operação e mantém confiança no dispositivo

O comandante nacional da Proteção Civil, Vítor Vaz Pinto, recusou hoje avaliar a operação de combate aos incêndios, que nos últimos dias atingiram o Algarve, afirmando apenas que mantém total confiança no dispositivo. 

O incêndio florestal, que deflagrou em Tavira e se estendeu a São Brás de Alportel, foi, na tarde de sábado, declarado como dominado, dada a probabilidade de a área afetada pelas chamas se alargar ser considerada como muito reduzida. 


Os autarcas dos concelhos envolvidos, São Brás de Alportel e Tavira, apontaram algumas falhas na coordenação das operações, o que conduziu, no seu entendimento, a que o incêndio se propagasse muito rapidamente. 

"No final, veremos se houve coordenação ou se não houve coordenação, durante a situação de emergência, se alguém proferiu essas declarações, não tenho qualquer comentário a fazer", referiu Vaz Pinto. 

O também anterior comandante distrital de operações de socorro de Faro frisa que mantém a total confiança no dispositivo, mas admite que em alguns locais os meios não tenham chegado no tempo adequado. 

No entanto, argumenta que perante determinada emergência, é necessário decidir "em prol do todo e não do particular". 

Vaz Pinto relata que um técnico florestal com quem falou no sábado lhe dizia que em duas horas o incêndio consumiu 7.000 hectares, algo a que confessa nunca ter assistido. 

"Nunca assisti a um fenómeno destes. Não me recordo de ter acontecido uma situação de tanta complexidade e já ando nisto há alguns anos", referiu. 

O comandante nacional sublinha que o combate a este incêndio foi muito difícil, atendendo a que as projeções eram feitas a quilómetros de distância. 

"Esta operação teve os meios adequados, foi uma operação muito complexa, os combatentes andaram sempre atrás dos incêndios, e só ontem é que foi possível uma janela de oportunidade para colocar os meios à frente dos incêndios", observou. 

"O principal objetivo é salvaguardar a vida das pessoas e até ao momento foi conseguido, pois não há vítimas a lamentar", concluiu.

Fonte: Região Sul

sábado, 21 de julho de 2012

Finalmente: Incêndio na serra algarvia está dominado

O incêndio que lavra desde quarta-feira na serra algarvia foi hoje dominado na tarde deste sábado.

A informação foi prestada pelo segundo comandante nacional da Proteção Civil, José Codeço, revela a agência Lusa.

A probabilidade de a área afetada pelas chamas se alargar é muito reduzida mas, existem ainda focos do incêndio que merecem especial atenção, como a norte do concelho de São Brás de Alportel e na zona junto a Cachopo, em Tavira.

 

«As forças ainda estão no terreno e foram consideradas em todos os setores como sendo suficientes, pelo que nós podemos declarar o incêndio dominado», disse José Codeço acrescentando que os meios deverão manter-se para combater eventuais reativações.

Segundo o responsável, näo há justificação para começar a retirar os meios acionados para o combate - mais de 1.000 operacionais e treze meios aéreos -, ponto que vai ainda ser abordada num briefing com o comando nacional.

José Codeço sublinhou que poderá ainda haver frentes ativas, mas dentro do perímetro do incêndio (aproximadamente 75 quilómetros), pelo que a probabilidade de a área atingida se estender é muito reduzida.

«As forças que estão no terreno de imediato combatem essas reativações", concluiu.

A informaçäo disponibilizada no site da Autoridade Nacional de Proteçäo Civil informa ainda que todos os incêndios ativos neste momento no Continente estão em fase de resolução.

Fonte: TVI24

Norte de São Brás de Alportel é a zona mais preocupante

A Protecção Civil retirou durante a noite habitantes da povoação de Javali, em São Brás de Alportel, que é neste momento a zona mais preocupante do incêndio que lavra no Algarve há três dias.


De acordo com o segundo comandante nacional da Protecção Civil, coronel José Codeço, a zona "norte do concelho de São Brás de Alportel, passando por essa povoação de Javali, é verdadeiramente a zona preocupante deste incêndio" e onde as autoridades concentraram as operações de combate.

"O vento esteve [durante a noite] bastante mais forte do que era previsível para esta zona. Tivemos algumas situações verdadeiramente preocupantes, particularmente a norte de são Brás de Alportel, onde tivemos necessidade de retirar uma série de pessoas de habitações a norte do concelho, até à população de javali", contou.

Segundo o responsável, as pessoas foram retiradas com a ajuda da GNR e o seu realojamento foi coordenado pelos serviços da câmara de São Brás de Alportel.

José Codeço afirmou que a Protecção Civil está a "envidar todos os esforços para que o fogo não chegue a alguns pontos estratégicos, nomeadamente um ponto de referência que é o Barranco do Velho".


Durante a noite chegaram mais nove máquinas de rasto, das quais três vieram de Santarém com um grupo de apoio e outras três do Exército.

"Alocámos a esta zona dois grupos dos incêndios florestais do Porto e desde hoje de manhã oito meios aéreos pesados, quatro helicópteros e quatro aviões", acrescentou, salientando que "as pessoas devem confiar nos trabalhos dos operacionais que estão no terreno" e "evitar transitar nas zonas onde estão as colunas com viaturas, a não ser que seja extremamente necessário".

O incêndio em mato que atinge os concelhos de Tavira e de São Brás de Alportel continuava às 08h00 de hoje activo em duas frentes.

A essa hora, mantinham-se no combate 1.040 operacionais, entre os quais 707 bombeiros e 30 membros do grupo de intervenção da GNR. Os homens estavam a ser ajudados por 260 veículos. 


Fogo passou barreira de proteção de habitações em São Brás de Alportel

O fogo que está a ameaçar casas em São Brás de Alportel passou a barreira montada pelos bombeiros e incendiou a vegetação em redor das habitações, constatou a Agência Lusa no local.


Os bombeiros tinham montado uma linha de defesa no topo da colina que dá para o vale onde está situado o Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, mas o forte vento fez o fogo passar por cima e tornou inglório o esforço feito até aí para defender a zona.

A Agência Lusa assistia às operações e à progressão do fogo junto a uma família que ainda se encontrava perto da sua habitação e todos nessa altura abandonaram a zona.

O sentimento dominante era de impotência face ao fogo e incompreensão para com o trabalho de prevenção que, na sua opinião, deveria ter sido feito ao final da tarde, o que consideram que teria evitado a progressão até à zona do Bico Alto.

"O fogo era uma coisa de nada, num monte ali à frente, esteve lá um jipe, identificou o fogo mas não fizeram mais nada. Só depois, quando já era tarde, é que mandaram um autotanque", lamentou um dos moradores, António Rodrigues.

Igualmente no local estava um empresário, de 76 anos, que disse á Agência Lusa, nunca ter visto um fogo tão grande na zona, em toda a sua vida.

"Houve um fogo há oito anos, mas não me recordo de um fogo tão grande como este. A situação está muito má e agora o vento ainda veio piorar mais. Temos todos de ir embora", afirmou.

Ao final da tarde de sexta-feira, o forte vento provocou o reacendimento do incêndio em Arimbo e levou-o para "as portas de São Brás de Alportel", designadamente na zona de Bico Alto, na parte mais alta da localidade, onde "coloca dezenas de casas em risco", disse um vereador da autarquia.

Vítor Guerreiro, que tem o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes, adiantou que já tinha sido dada ordem de evacuação da aldeia de Tereja, cuja população é composta sobretudo por pessoas idosas.

De acordo com a página oficial da autoridade Nacional de Proteção Civil, cerca das 23:30 estavam no local mais de 1.000 bombeiros, apoiados por mais de 250 viaturas operacionais, a combater o incêndio com duas frentes ativas.

Fonte: RTP

Tavira: Os Portugueses Responderam ao Apelo



"HOJE O POVO PORTUGUÊS MOSTROU A FORÇA DE UNIÃO !!!!

Trocando um dia de praia por um dia de ajuda ao próximo, o povo algarvio, os turistas, os desempregados, os que trabalham e tiveram uma horita para almoçar, rumaram aos supermercados para comprar comida e líquidos para os bombeiros. Alguns foram ao quartel de Tavira para entregar ajuda, outros para a zona de incêndios para entregar aos soldados de páz. Ví camiões cheios de fruta que agricultores traziam, crianças com pacotes de leite, idosos com o que conseguiam trazer. Foi uma imagem impressionante."

Testemunho de Vedo Trhulj

Seis feridos ligeiros e cinco habitações consumidas pelo fogo na serra do Caldeirão

O incêndio que lavra na serra do Caldeirão, em Tavira e São Brás de Alportel, causou seis feridos ligeiros entre os bombeiros e consumiu cinco habitações na sexta-feira, disse à Lusa o segundo comandante dos Bombeiros de Lagoa. 


“O fogo tem actualmente [durante a madrugada de hoje] três frentes activas e causou seis feridos entre os bombeiros. Todos eles já tiveram alta hospitalar”, disse o segundo comandante dos Bombeiros de Lagoa, Nuno Bento.

A mesma fonte informou que cinco habitações foram consumidas pelas chamas, quatro no concelho de Tavira e uma no concelho de São Brás de Alportel, e que uma viatura dos bombeiros ardeu no teatro de operações.

Segundo informou, um total de 1018 homens combatem as chamas apoiados por 250 viaturas, e os meios aéreos regressam ao combate às chamas às 08h00 de hoje.

Até ao momento, não foi apurada a totalidade da área ardida.

Fonte: Público

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tavira: pelo menos quatro casas destruídas


O presidente câmara de Tavira confirmou que o fogo destruiu, naquele concelho, quatro casas de habitação, três das quais na freguesia de Santa Catarina e outra na freguesia de Santo Estêvão.


«Neste momento, parece que temos uma situação complexa na Portela da Corcha, é a situação mais complicada», referiu, acrescentando que as localidades de Picota e Palheirinhos também inspiram cuidados e que em Vale Murta «ardeu tudo» na quinta-feira.

Os presidentes das juntas de freguesia das zonas afetadas estão no terreno a transmitir ao executivo e ao comando operacional dados acerca das situações críticas ou potencialmente críticas, acrescentou.

Em permanência no terreno, estão também dois vereadores da autarquia, que contactam «in loco» com as populações para complementar as informações das autoridades.

Desde as 16:10 que o Posto de Comando Operacional foi instalado no Polidesportivo de São Brás de Alportel, concelho para onde o fogo alastrou.

Em São Brás de Alportel, várias casas terão ardido nas zonas de Arimbo, Parises e Cabeça do Velho, apesar dessa informação ainda estar sujeita a confirmação. 

O incêndio que lavra na serra do Caldeirão, em Tavira e São Brás de Alportel, já mobiliza mais de 900 operacionais apoiados por dez meios aéreos. Este é o maior contingente registado desde o início do fogo.


As situações mais preocupantes para os bombeiros concentram-se nas zonas de Cabeça do Velho e Parises, em São Brás de Alportel, apesar de haver também situações complicadas em Tavira, segundo disse à Lusa fonte daquela autoridade.

«Temos outras zonas que precisam de muita atenção, pois estamos a ter reativações muito violentas, que estão a dar-nos muito trabalho», esclareceu a mesma fonte.

Dos 955 operacionais, 629 são bombeiros, apoiados por quase 200 veículos e dez meios aéreos, lê-se na página de Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Fonte: TVI24

S. Brás de Alportel: Fogo destruiu muitos hectares de um dos melhores montados de sobreiro do país

Pelo menos cinco mil hectares de terreno terão ficado queimados no concelho de Tavira, Algarve, e uma “boa parte” corresponderá àquela que será uma das melhores zonas de sobreiros do país, disse hoje Gonçalo Gomes, da Associação Al-Portel. 


O responsável da Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel indicou que “uma parte significativa das manchas que arderam correspondiam a manchas de sobreiral, não só de São Brás, mas também na fronteira com o concelho de Tavira”, afirmou o responsável da Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel. 

A contabilização no concelho de São Brás ainda não é possível porque o “incêndio está a progredir infelizmente tão rapidamente, não há forma de manter uma atualização”. 

Além do aspeto financeiro do incêndio em zona de sobreiro, Gonçalo Gomes lembrou as consequências sociais e ecológicas. 

“Para muitas das pessoas, esta é a vida delas. Na prática é o sustento deles. A seguir a este drama imediato do incêndio e dos riscos para a vida das pessoas, segue-se o drama ecológico e depois o drama social”, analisou. 

A exploração da cortiça é o “alicerce da economia da parte serrana do concelho de São Brás”. 


O incêndio de hoje evoca memórias de 2004, quando um fogo semelhante progrediu desde Almodôvar até ao Algarve e “entrou diretamente no concelho de São Brás de Alportel”. 

“Neste caso o fogo está a entrar no quadrante Nordeste do concelho e o de 2004 foi no quadrante Noroeste. Complementarmente, os dois massacram completamente a zona de serra do concelho de São Brás”, disse. 

Depois das chamas, os processos de regeneração ao nível dos sobreiros “são muito lentos”, uma vez que a produção em pleno necessita de operações de manutenção. 

“Na altura, por falta de recursos das pessoas, às vezes por alguma inércia das entidades, a manutenção não foi feita e o processo de regeneração atrasou ainda mais”, notou. 

Com o incêndio a entrar agora numa área “saudável e a produzir é um drama tremendo para o concelho”, acrescentou. 

São Brás de Alportel é conhecido como um dos concelhos com a produção de cortiça de maior qualidade do país, saindo das cascas dos seus sobreiros produtos de referência do design português, como carteiras, cintos, chapéus ou outras peças.

Fonte: Região Sul

Fogo perto de S. Brás de Alportel, Tavira pede alimentos e água para bombeiros

A situação em São Brás de Alportel é «grave e séria» e as chamas estão nesta altura a apenas dois quilómetros da vila, disse à Lusa o presidente da Câmara, António Eusébio.

Na sua página do facebook, o município de Tavira está a pedir aos munícipes que levem bens alimentares ou bebidas engarrafadas para os bombeiros municipais.


«O fogo ficou descontrolado durante o início da noite ontem (quinta-feira) e chegou desde o norte de São Brás até às portas de Tavira. Aqui em São Brás está a dois quilómetros do centro da vila. Vamos ter que fazer o ponto da situação de manhã para ver que passos dar», explicou.

De acordo com o autarca, a «situação é grave é séria» tanto mais que apesar do número elevado de meios os bombeiros estão exaustos, alguns dos quais vieram de outros incêndios, e quando há mais vento a situação complica-se.


António Eusébio disse à Lusa que neste momento estão a ser retiradas Centro de Medicina Fisica e Reabilitação do Sul, em São Brás de Alportel, cerca de uma centena de pessoas, 50 dos quais doentes.

O presidente da Câmara refere que as pessoas estão a ser retiradas do edifício apenas por uma questão de segurança e para respirarem melhor, porque nesta altura o «ar é muito denso, devido ao muito fumo».

Referindo que as autoridades foram obrigadas a retirar os habitantes das localidades de Cabeça de Velho, Parizes e Arimbo, durante a noite, António Eusébio indica que não pode avançar com números.

«Não temos acesso às estradas cortadas por onde o fogo está a passar. Não tenho meios para chegar à serra. Disseram-me que há várias habitações consumidas pelo fogo, mas ainda não tenho o ponto da situação. De certeza que haverão muitos animais mortos, muitas casas ardidas e automóveis, mas só mais tarde podemos confirmar», disse.

António Eusébio revelou igualmente que desde quarta-feira à noite «a Guarda Nacional Republica cortou várias estradas», muitas delas «continuam fechadas por uma questão de segurança para as pessoas».

O fogo não chegou ao outro concelho limítrofe de Tavira, em Alcoutim, apesar de ter estado nas imediações, disse à Lusa o presidente da câmara local, Francisco Amaral.

De acordo com o autarca, em Alcoutim «há largos milhares de hectares de pinheiro manso», mas «estão muito limpos, não têm pasto nem mato», o que impede a propagação dos incêndios.

Francisco Amaral adiantou ainda que Alcoutim está a apoiar o combate ao incêndio de Tavira, tendo enviado bombeiros para combater as chamas em Cachopo, e tendo recebido, na quinta-feira à noite, os idosos internados no lar de Cachopo.

Naquela freguesia, o fogo está, segundo o presidente da Câmara Municipal de Tavira, «bastante perto da cidade», estando uma das frentes a lavrar «na freguesia de Santo Estevão, [na zona dos] Moinhos da Rocha , mais conhecida pela zona do caminho-de-ferro».

Jorge Botelho remeteu. No entanto, um ponto da situação para mais tarde, explicando que vai agora «tentar avaliar como as coisas estão», sublinhando que ainda que falta fazer uma análise dos custos e danos causados pelo incêndio.

Fonte: Sol

Incêndio em Tavira já queimou um terço do concelho


O incêndio que começou em Tavira às 14h de quarta-feira já consumiu um terço da área total do concelho. As contas são do presidente da Câmara, Jorge Botelho, que apelou ao Governo para decretar o estado de calamidade pública.

Às 10h desta sexta-feira, o fogo tinha duas frentes activas e estava a ser combatido por mais de 700 bombeiros, apoiados por quase 200 veículos, três helicópteros e quatro aviões. Os meios foram reforçados ao início da manhã, com cerca de uma centena de bombeiros do Porto e de Leiria. Para o local deslocaram-se também três assistentes sociais e um psicólogo, para dar apoio às populações afectadas.


“O ponto de situação no concelho é drástico, porque o fogo chegou a Tavira. Um incêndio que acontece em Cachopo, com dois dias de operações com muitos meios no terreno, chegar a Tavira, independentemente das consequências, só posso dizer que foi drástico e grave”, afirmou Jorge Botelho à Lusa. 

“Para termos uma ideia da calamidade são muitos proprietários, muita economia e é um concelho queimado”, constatou o autarca, sublinhando que em causa estão áreas de sobreiros, pinheiros, eucaliptos e zonas de caça. A área afectada ronda os 20 mil hectares, segundo Jorge Coelho, e as chamas começam a ameaçar o concelho vizinho.

Hoje ao início da manhã havia uma coluna de fumo a pairar sobre a vila de São Brás de Alportel e o ar estava irrespirável, conforme constatou o PÚBLICO no local. A situação é "grave e séria", disse à Lusa o presidente da Câmara de São Brás de Alportel, António Eusébio, acrescentando que as chamas estão a dois quilómetros do centro da vila.

António Eusébio disse ainda que estavam a ser retiradas do Centro de Medicina Fisica e Reabilitação do Sul, em São Brás de Alportel, cerca de uma centena de pessoas, 50 dos quais doentes. O autarca refere que as pessoas estão a ser retiradas do edifício apenas por uma questão de segurança e para respirarem melhor, porque nesta altura o “ar é muito denso, devido ao muito fumo”.

“Não temos acesso às estradas cortadas por onde o fogo está a passar. Não tenho meios para chegar à serra. Disseram-me que há várias habitações consumidas pelo fogo, mas ainda não tenho o ponto da situação. De certeza que haverão muitos animais mortos, muitas casas ardidas e automóveis, mas só mais tarde podemos confirmar”, disse António Eusébio.


O presidente da Câmara de Tavira esteve reunido durante a madrugada com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, a quem pediu que seja decretado o estado de calamidade pública. Mas Miguel Macedo pede mais tempo para avaliar a situação.

Em declarações aos jornalistas após visitar o posto de comando móvel da Autoridade Nacional de Protecção Civil situado em Cachopo, o ministro afirmou que a declaração do estado de calamidade “ver-se-á”, porque “há legislação própria e requisitos que têm de ser cumpridos” para que possa ser decidida.

O incêndio em Tavira era ao início da manhã o que mobilizava mais meios em Portugal continental, segundo as informações disponíveis no site da Autoridade Nacional de Protecção Civil. Além deste, mantinha-se activo o incêndio na Junqueira, em Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, que começou ontem às 17h07. Hoje às 7h48, o fogo foi dado como dominado, mas continuavam no local 80 bombeiros apoiados por 20 veículos.

Fonte: Público