quinta-feira, 29 de março de 2012

Aromas, sabores e saberes regionais mostram-se no Portimão Arena

Entre 30 de março e 1 de abril, o Portimão Arena acolhe a feira “Algarve Genuíno – Aromas, Sabores e Saberes Regionais”, onde vão estar reunidos mais de meia centena de expositores com uma montra representativa de produtos genuinamente algarvios.



O público pode encontrar no mesmo espaço artesanato, compotas e geleias, doçaria, enchidos, frutos secos, gastronomia, licores, aguardentes e vinhos regionais, mel e derivados, plantas aromáticas e medicinais, produtos biológicos e sal, entre outras especialidades.

Destaque para os colóquios temáticos marcados para os dias 30 e 31 de março, nos quais a qualidade dos vinhos algarvios e a certificação dos produtos regionais, e a forma como os mesmos podem contribuir para o turismo e para a economia da região, serão os principais temas a debater por conceituados especialistas.

Em paralelo à feira terá lugar uma mostra de vinhos do Algarve, na qual os produtores locais promoverão a qualidade e excelência das suas colheitas, havendo ainda demonstrações de culinária ao vivo, decantação e degustação de vinhos, assim como a atuação de grupos de música tradicional.

Neste certame poderão ainda ser degustados os melhores sabores regionais na área de tasquinhas, decoradas a rigor com a recriação das ‘casinhas’ algarvias, onde serão servidos petiscos tradicionais e outros produtos algarvios, sendo sorteado diariamente um cabaz com produtos regionais, que resulta da contribuição dos próprios expositores presentes.

Os mais pequenos não foram esquecidos e, como tal, haverá uma área infantil que funcionará no 1.º andar do Portimão Arena durante o horário de funcionamento da Feira, com playground, piscina de bolas, labirintos, insuflável e outros atrativos para crianças entre os 4 e os 9 anos.

As portas do Portimão Arena abrem no primeiro dia entre as 17h00 e as 24h00, enquanto no dia 31 a feira pode ser visitada das 11h00 às 24h00 e no domingo entre as 11h00 e as 22h00.

O valor dos ingressos é de 1 euro, com entrada gratuita a crianças até aos 12 anos, sendo de referir que 10 por cento da bilheteira do evento reverterá a favor de uma instituição de solidariedade social de Portimão.

O Portimão Arena é servido pelas linhas L11 e L14 do Circuito Urbano ‘Vai e Vem’, com paragem no Parque de Feiras e Exposições, e pelas linhas L2, L5 e L16, com paragem nas Cardosas, podendo os horários e demais informações ser consultados em www.cm-portimao.pt.

A feira é organizada pela Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve, em colaboração com o Município de Portimão e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve.

Fonte: Vai Passear

Praias do nosso Algarve - Praia Verde

Fazendo justiça ao nome, esta praia encontra-se circundada por uma vasta área de pinheiro manso, que desce em suaves colinas até ao areal e onde se passeiam, sem pressas, camaleões. Os pinheiros assumem a curiosa forma de enormes cogumelos, o sub-coberto é rico e muito verde em todo o bosque.


O parque de estacionamento está inserido num espaço ajardinado com equipamentos turísticos e oferece uma fabulosa vista panorâmica sobre a linha de costa arenosa. No areal, um curioso poço antigo que cresce quando o mar leva a areia, marca a paisagem. 
Já na praia as dunas exibem a sua flora: o estorno, o bonito narciso-das-areias, a aromática perpétua-das-areias e, mais para o interior, o piorno-branco, arbusto característico do sotavento arenoso. O ambiente é quente, luminoso e seco, o mar tranquilo e morno.


Acesso: Viário pavimentado a partir da EN 125, seguindo na direcção da Praia Verde durante 1500m. Estacionamento ordenado e amplo. Caminho pedonal até à praia (100m). Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudeste.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Gastronomia Algarvia - Choquinhos à Algarvia

Ingredientes:
choquinhos pequenos
batatas
azeite
alhos com pele
vinho branco


Preparação:
Coloca-se uma frigideira ao lume com azeite e os alhos esmagados com pele e acrescentam-se os choquinhos. Fritam-se até alourar e depois junta-se-lhe o vinho branco e deixa-se fritar até o vinho evaporar.
Serve-se acompanhado de uma salada de tomate e batata frita e com alguns coentros por cima dos choquinhos.

domingo, 18 de março de 2012

Monchique: Produção de medronho atinge 15 mil litros

Monchique já conta com 70 destilarias de aguardente de medronho legalizadas, que produzem cerca de 15 mil litros por ano. "A procura tem aumentado", diz José Paulo Nunes, presidente da Associação de Produtores de Aguardente de Medronho do Barlavento Algarvio (APAGARBE ).


A bebida, produzida segundo métodos tradicionais, tem vindo a conquistar cada vez mais consumidores, sendo um dos ex-líbris daquele concelho serrano do Algarve. "Além desses produtores, existe mais uma dezena actualmente em fase de legalização", refere Rui André, presidente da autarquia, adiantando que "a aguardente de medronho traz um incremento de riqueza ao concelho".

José Nunes João , conhecido por ‘Mil Homens', é dono de uma das 70 destilarias legalizadas. "É uma tradição familiar. Desde os 8 anos que participo na destila", explica o produtor, actualmente com 67 anos. Este ano apanhou cerca de três mil quilos de medronho, que darão cerca de 300 litros de aguardente. O CM acompanhou o processo. "Existem alguns segredos para ter uma aguardente de qualidade. Em primeiro lugar, o medronho tem de estar maduro e não pode ser posto a fermentar com pés ou folhas", refere o produtor. Depois da fermentação, com água em barricas de madeira, o fruto é destilado em alambique de cobre. "A qualidade melhorou muito com o engarrafamento", garante o presidente da APAGARVE, adiantando que são feitas análises ao produto.


55 MIL EUROS EM QUATRO MESES

A Câmara de Monchique, em conjunto com as associações de produtores de mel e medronho e com o apoio da Caixa Agrícola, abriu este ano uma loja no centro da vila. "Tem sido um sucesso, facturando nos primeiros quatro meses um valor em torno dos 55 mil euros", diz Rui André, presidente da autarquia.

Este ano, a Câmara quer avançar com outro projecto: a Casa do Medronho. "Já apresentámos a candidatura a verbas do QREN1, estando em causa o investimento de um milhão de euros", diz o autarca.

A Casa do Medronho será um espaço museológico que dará a conhecer todo o processo de produção. O projecto contempla um alambique comunitário e uma central de engarrafamento, bem como uma área de venda. Rui André acredita que será possível exercer "um papel regulador de mercado, em termos de qualidade e preço". Entretanto, em Julho, a vila será palco da 1ª Feira do Medronho.


PRODUTOS DA SERRA ATRAEM CONSUMIDORES

Os produtos tradicionais da serra de Monchique têm cada vez maior procura. Além da aguardente de medronho, os enchidos, o presunto e o mel assumem um papel de relevo.

Os enchidos e presunto são produzidos a partir de porco preto, alimentado por cereais. Funcionam quatro fábricas no concelho. No sector da apicultura, existem quatro grandes produtores -"que vendem o mel para a Nestlé", diz o presidente da Câmara - e oito pequenos. No total, a produção de mel neste município serrano ronda as 300 toneladas por ano.


sábado, 17 de março de 2012

À Descoberta do Algarve Rural - Pelo Nordeste Interior

Este percurso leva-nos pelo interior do Algarve, do Algarve mais nordeste.
Dá-nos a descobrir uma natureza genuína e pura, expressa na paisagem, nos costumes e nas suas gentes. Sob o signo da água descobrimos engenhos, entramos num mundo de grandes e pequenas barragens e muitas e grandiosas ribeiras. E em cada recanto deliciosas formas de estar, na quietude e no silêncio em que a azinheira acompanha o recente pinheiro e o resto são matos. Os modos de ser do mundo rural podem ser recordados em diversos Núcleos Museológicos, mas é ao vivo que percorremos as ruas de terra batida, provamos o pão e os enchidos, descansamos num poial e trocamos dois dedos de conversa. E se apreciamos os testemunhos dum rico património arqueo-metalúrgico e natural, este é o roteiro certo. 



1º Troço: Odeleite - Vaqueiros

Começamos o percurso em Odeleite visitando a Igreja de Odeleite (1), um edifício do séc. XVI onde apreciamos as pinturas sobre talha e algumas peças de ourivesaria muito valiosas. Num passeio pelas ruas da aldeia podemos observar alguns fornos comunitários e engenhos de água. Também merece uma visita o Moinho de Água das Pernadas (2), situado a norte de Odeleite. No local das comportas da barragem de Odeleite, 50m por cima da estrada de terra batida, estão construídas duas eiras circulares, muito bem conservadas, uma em terra batida e outra em ladrilhos de barro. São vestígios da arquitectura rural serrana e de práticas agrícolas locais. Mas o que confere grande atracção turística a Odeleite são a Ribeira e a Barragem de Odeleite (3), o seu ambiente natural, a variedade de fauna e flora e as excelentes zonas de banhos. Seguindo a EN 122 até ao cruzamento para o Vale do Pereiro, tomamos a estrada municipal 505 e fazemos uma paragem nesta pitoresca aldeia. Convivemos com a presença forte da arquitectura rural serrana e o artesanato que se produz localmente. Seguimos pela mesma estrada e chegamos a uma pequena localidade com vestígios de uma forte tradição mineira, ligada às antigas minas de cobre e a uma actividade extractiva de tempos imemoriais. É o Monte das Furnazinhas (4) situado entre as Ribeiras da Foupana e de Odeleite. A paisagem apresenta um ondulado de cerros arredondados, entrecortados por sinuosos barrancos. Nas terras baixas as hortas são envolvidas por cercas e nas zonas altas a paisagem é de matos, pastagens e arvoredos. Para os apreciadores de espécies de caça, a Reserva de Caça Associativa das Furnazinhas (5) disponibiliza excelentes locais de observação.
Continuamos até à pitoresca localidade de Soudes. Como cartão de visita temos logo à entrada um Moinho de Vento (6). Vamos encontrar algumas eiras antigas e vários engenhos de água. Numa paisagem de sobreiros e pinheiros, fazemos um passeio até à Barragem das Perguiças (7) onde podemos pescar ou simplesmente descansar. 


Barragem de Odeleite


2º Troço: Vaqueiros - Martinlongo

Apanhamos depois a estrada 506 até chegar a Vaqueiros. Nesta aldeia, deambulando tranquilamente pelas ruas, lado a lado com as construções serranas, e num cenário tipicamente rural, chegamos à Igreja Matriz de Vaqueiros (8). Recomendamos uma visita ao Núcleo Museológico de Vaqueiros “Vidas do Campo” (9), onde se apresenta um retrato da organização rural e um relato das práticas económicas da agricultura de subsistência, com destaque para o papel económico do núcleo familiar. Ficamos a perceber melhor o ciclo do pão e o seu lugar na gastronomia da zona, tal como o do azeite e o do porco. Os primores da horta, o mel, o queijo, o vinho caseiro, o medronho e a carne de borrego completam esta dieta feita essencialmente de ingredientes produzidos localmente. 
Por fim podemos ir tomar banho à Barragem de Vaqueiros ou fazer, ali perto, um piquenique na Fonte da Parra (10), num passeio por entre juncos, loendros, choupos e estevas. Para quem aprecia o modo de viver de outros tempos, basta deslocar-se até ao Monte das Ferrarias, uma pitoresca localidade toda ela construída em pedra, com as ruas em terra batida e pedra (11). Dispõe de uma hospedaria para quem desejar pernoitar.
Na estrada 506, cerca de 200m antes do Monte das Ferrarias, encontramos o Parque Mineiro da Cova dos Mouros (12), com 5000 anos de história para contar. Na antiga mina, redescoberta em 1865, encontra-se um percurso pedestre inédito, com perto de 1000m a céu aberto. Mostra a evolução da história da mineração e da metalurgia com reconstituições pré-históricas de habitações e utensílios primitivos, o que transmite ao visitante a sensação de viajar em épocas remotas. Neste parque podemos ainda dar um passeio de burro, percorrendo uma paisagem de grande riqueza. Junto à Ribeira da Foupana (13) existem excelentes locais para passear e para banhos. 

Cova dos Mouros - Parque Mineiro

3º Troço: Martinlongo - Giões

O percurso continua até Martinlongo. O nome da aldeia, diz a história, que provém de um habitante de nome Martim e que era muito Longo. Só que ninguém sabe se era longo de altura ou longo de vida. O nosso primeiro encontro vai ser com a Igreja de N. Sra. da Conceição (14). É um templo Quinhentista cuja origem remonta a uma antiga mesquita de que conserva o minarete, adaptado actualmente a torre sineira. A sua sacristia tem o mais importante arquivo do concelho. A próxima visita é à Ermida de São Sebastião (15) que apresenta reminiscências medievais. Antes de deixar a aldeia vamos até à “Flor da Agulha” (16), uma oficina muito conhecida onde as artesãs concebem as bonecas de juta, cada uma representando as diversas profissões de antigamente. Também situada na povoação, a Olaria de Martim Longo (17) perpetua a tradição do trabalho do barro. Nos agro-alimentares, destacam-se o mel, o pão, os enchidos e os doces regionais.
De Martinlongo vamos fazer três rotas. A 1ª rota leva-nos à Barrada para visitar o Núcleo Museológico “Espelho de Nós” (18), onde se apresenta a comunidade num conjunto de fragmentos, nos quais os seus habitantes se reflectem. Inclui ainda informação do concelho de Alcoutim sobre as formas de distribuição e uso das terras, a estrutura fundiária da região e a dinâmica da comunidade como espaço de construção da identidade. A apreciar ainda, junto à Ribeira da Foupana, um Moinho de Água (19).
A 2ª rota leva-nos a Castelhanos para conhecer o Moinho de Água das Serralhas (20) situado junto à Ribeira do Vascão. Encontra-se em muito bom estado de conservação, se bem que não esteja a funcionar. Tomamos a EN 124 para iniciar a última rota, fazendo um pequeno desvio para Santa Justa. Aqui visitamos o Núcleo Museológico (21) instalado na Escola Primária. Este núcleo recriou a sala de aula dos anos 50/60, com os materiais e métodos da altura, e pretende dar a conhecer às novas gerações o ensino primário de outros tempos e recordar aqueles que ali viveram a sua infância. Antes de sair da localidade é de apreciar a Ermida de Santa Justa (22), um pequeno templo Quinhentista. 


Martimlongo

4º Troço: Giões - Fonte Zambujo

Voltamos para trás para apanhar a EN 124 e vamos até ao cruzamento de Giões. Aí seguimos pela estrada 507-1 até Giões, uma aldeia no coração da serra Algarvia. Visitamos a Igreja Matriz de Giões (23), outro dos muitos templos Quinhentistas deste percurso, que exibe um portal de arco perfeito, orlado por bonitos efeitos de argamassa pintados a azul. É de destacar a bonita janela rectangular com vitral em losangos. Saímos de Giões para fazer novas rotas. A 1ª é ao Cerro das Relíquias (24), situado numa das margens da Ribeira do Vascão, perto da ponte. É um antigo povoado Árabe que apresenta vestígios de algumas minas antigas. O local tem também valor paisagístico, grande riqueza na fauna e flora, diversas zonas de banhos e agradáveis locais para merendar (25). Neste sítio, junto à Ribeira do Vascão e à ponte, encontra-se um Moinho de Água (26) muito bem conservado. O moinho está construído em forma circular e podemos ver como é que se moíam os cereais antigamente. A 2ª rota a fazer é até ao sítio de Água Santa, um local de banhos na Ribeira do Vascão, provido de águas sulfúreas (27) que se notabilizaram pela cura de algumas doenças de pele.
Voltamos à estrada 507 e desviamos para Clarines para uma visita à Ermida de Nossa Sra. da Oliveira (28). É um pequeno templo de notável simplicidade e grande significado, pois diz-se que Nossa Senhora apareceu junto à oliveira para falar com a população. Junto a Clarines fica a povoação de Farelos. Estas duas localidades estão inseridas numa paisagem quase alentejana, repleta de sobreiros. Em Farelos recomendamos o contacto com o Núcleo Museológico “Tecer e Usar” (29), que ilustra a técnica da tecelagem da lã e pretende incentivar a sua prática. 
Seguimos novamente pela estrada 507 até à EN 124 em direcção ao Pereiro. Envolve-nos uma planície muito seca. A vegetação é pobre. No Pereiro sugerimos a visita à Igreja de São Marcos (30), um templo Quinhentista com um interessante conjunto de retábulos. Do Pereiro fazemos um desvio para a localidade de Fonte Zambujo para descobrir, na antiga Escola Primária, o Núcleo Museológico “A Construção da Memória” (31). Aqui é apresentada uma exposição sobre diversas manifestações da cultura popular, como as superstições, as actividades artesanais e a poesia popular.
Voltamos à EN 124 e seguimos para Alcoutim com propostas muito aliciantes em termos de património e que estão contempladas no percurso “Pelo Vale do Guadiana”. A escolha é diversa: o Castelo, o Menir do Lavajo e um rico património religioso. Os amantes da natureza podem desfrutar de praias fluviais e imensas ribeiras e barragens. 

Ribeira do Vascão

Tavira: Festival de Gastronomia serrana promove sabores da terra

Os sabores da zona serrana do concelho tavirense voltam a estar em destaque, de 17 de março a 15 de abril, com a realização da nona edição do Festival de Gastronomia Serrana. 




Restaurante Almargem (freguesia de Santa Maria), Casa de Pasto Fernanda (freguesia da Conceição), Monte Velho, O Constantino, Os Arcos da Serra (freguesia de Santa Catarina da Fonte do Bispo) e o restaurante Ti Rosa (freguesia de Cachopo) são os estabelecimentos que farão as delícias dos amantes da cozinha tradicional. 

À semelhança das edições anteriores, os clientes habilitam-se a ganhar um fim de semana numa das seguintes unidades hoteleiras: Pequeno Castelo (Santo Estêvão) e Apartamentos Turísticos Tavira Vacations (Santiago). 

Promover os sabores e saberes das gentes serranas, bem como manter viva a tradição da boa mesa são os principais objetivos deste Festival, já considerado um evento de referência no contexto gastronómico nacional. 

A iniciativa encontra-se associada ao movimento Slow Cities, e consequentemente ao conceito Slow Food, que tem como principal pressuposto viver segundo critérios de qualidade, em que a cozinha tradicional se demarca do atual padrão alimentar. 

A edição deste ano do Festival de Gastronomia Serrana destaca, ainda, a Candidatura Portuguesa Dieta Mediterrânica a Património Cultural Imaterial da Humanidade UNESCO 2012, juntamente com Chipre e Croácia. 

A cidade de Tavira foi a escolhida para representar o nosso país, dado o mérito do seu património imaterial ancestral ainda muito vivo em todo o território, a diversidade paisagística, produtiva e cultural e a identidade fortemente mediterrânica. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dicas para o fim-de-semana

Revista à portuguesa, festival de humor, jazz e outros estilos de música, baja TT e gastronomia, estão entre as sugestões destas dicas. 

Jazz em Olhão com o quarteto Blue Dot a 17 de março, às 21h30 Auditório Municipal no âmbito do festival Audi Jazz and Soul Olhão. Tocam Ricardo Matos (voz e guitarra), Pedro Gil (guitarra), Paulo ‘Strak’ da Silva (contrabaixo) e Vasco Fialho (bateria).

A Naifa leva ao TEMPO - Teatro Municipal de Portimão o espetáculo “Não se deitam comigo corações obedientes” a 17 de março pelas 21h30.


Ainda em Portimão o cantor Fernando Pereira apresenta 'As Nossas Canções' dia 19 às 21h30. Os bilhetes custam 5euros.

Também em Portimão o Café Inglês, na zona Ribeirinha a presenta a 16 de março a partir das 20h30 a dupla Luuk Meulema & Marcelão Duarte que apresentam Blues Fusion.

Igualmente em Portimão, no mesmo espaço e à mesma hora, mas no dia 17 realiza-se o concerto All right 80´s pop made into jazz e a 18 de março às 14h30 é a vez de Tinto Beat com Rico Lima, Carlos Moraes, Luís Henrique e João Frade com música brasileira de fusão.

Em Loulé o Mercadinho da Primavera, no centro da cidade, começa a 17 de março entre as 10h00 e as 17h00 com Artesanato Tradicional e Prazeres e Experiências.

Faro acolhe o 8º Festival de Flamenco no Teatro das Figuras com Quadro Flamenco “El Temple” a 16 de março e no dia 17 “Al Compás”. Os bilhetes custam 10 euros.

Ainda em Faro concerto promenade pela Orquestra do Algarve no Teatro das Figuras 18 março às 12h00, dedicado à família dos instrumentos de percussão, dirigido pelo Maestro João Tiago Santos e tendo como solista o percussionista José Ramalho.

Em São Brás de Alportel a revista à portuguesa “Não há €uros p’ra Ninguém”, sobe ao palco do Cineteatro São Brás a 17 de março, protagonizada pelos reconhecidos atores Octávio Matos, Natalina José e Anita Guerreiro.

Em Lagoa, o humorista Pedro Tochas apresenta “Coisas” no Auditório Municipal, a 17 de março, pelas 21h30, espetáculo integrado no HumorFest que decorre até ao dia 25. Bilhetes a 10 euros.

Pedro Tochas no Humor fest em Lagoa (algarve)  

Ainda em Lagoa e na mesma sala,dia 18 às 16h30 há concerto promenade da Orquestra do Algarve, dedicado à família da percussão que inclui tambores, pratos, tímpanos, entre outros, conduzido pelo Maestro João Tiago Santos e com solo do percussionista José Ramalho.

Passa por Tavira (Praça da República), e Alcoutim (Pereiro) e Mértola, a Baja Carmim prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno nos dias 17 e 18 de março, com a participação de automóveis, motos, quads e buggys.

O Festival de Gastronomia Serrana de Tavira decorre nos restaurantes da zona serrana do concelho de 17 de março a 15 de abril.

Também em Tavira, concerto "Música nas Igrejas" com Duo Double L de Piano e Clarinete na Ermida de São Sebastião às 18 horas no dia 17 de março.

Ainda em Tavira Baile da Pinha com Cristiano Martins no Salão da Junta de Freguesia de Santa Luzia às 22 horas do dia 17 de março.

Finalmente em Tavira o Cineteatro António Pinheiro exibe a 18 de Março às 21h30 o filme “Para lá da música” de Sam Taylor Wood (Reino Unido / Canadá 2009).

Em Alcoutim futebol entre pais e filhos para assinalar o Dia do Pai a 19 de março às 18h30 no campo de futebol da vila. Depois do jogo, o Clube Desportivo de Vaqueiros (CDV) organiza um jantar entre todos os participantes.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia da Manta Rota

Esta é uma extensa praia associada à povoação da Manta Rota, que ainda mantém algum do seu carácter original de terra piscatória, embora seja actualmente um importante centro turístico. O areal delimita o sistema lagunar da Ria Formosa a nascente. O cordão dunar é largo, especialmente a nascente e a poente da povoação, já que no centro dominam os equipamentos turísticos. 


Passadiços sobrelevados levam o visitante até ao areal, permitindo a observação da vegetação dunar desde a frente de mar, onde dominam o estorno e o cardo, até ao interior onde surgem plantas aromáticas como a perpétua-das-areias, que impregna o ar com o seu intenso odor a caril, bem como de arbustos de grande porte, como o piorno-branco, planta característica do sotavento arenoso. Uma linha refrescante de choupos marca o parque de estacionamento nascente desta praia. Menos frequentada que a vizinha zona balnear de Monte Gordo, oferece ainda recantos tranquilos sobretudo nos extremos do areal.

 

Notas: De modo a contribuir para a preservação do local, o cordão dunar deverá ser atravessado utilizando os passadiços existentes.

Acesso: Viário alcatroado a partir da EN 125, seguindo na direcção da Manta Rota durante cerca de 2 km. Estacionamento muito amplo e ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudeste.

Pesca de sardinha proibida por 45 dias no Algarve

A pesca da sardinha pára a partir de hoje e durante 45 dias, no Algarve. O defeso da espécie foi decidido pelo Governo, depois de estudos terem revelado que há menos sardinha no mar, mas os pescadores queixam-se da perda de rendimento.


"É muito difícil estarmos este tempo todo impedidos de capturar sardinha, dado que não vamos ter qualquer apoio do Estado", salienta Mário Galhardo, presidente da organização de produtores Barlapescas. E acrescenta que "as pessoas só não abandonam a pesca, porque não há empregos lá fora".
António da Branca, presidente da organização Olhãopesca, diz que as embarcações podem continuar a pescar outras espécies, mas "só as mais pequenas deverão ir ao mar".
Os armadores e pescadores estão ainda preocupados por não saberem qual a quantidade permitida para a captura da espécie a partir de Maio, e até ao final do ano, mas a quota será inferior à do ano passado.
Segundo já fez saber a Direcção-geral das Pescas, existe uma avaliação do Conselho Internacional para a Exploração do Mar, que aponta para uma redução dos desembarques na ordem dos 50%, em comparação com o ano passado. Essa avaliação indica que se têm registado diminuições consideráveis da quantidade total de sardinha no mar, desde 2005.

PESCADORES QUEIXAM-SE DO TEMPO SECO

O tempo seco não está apenas a preocupar os agricultores portugueses. "Isso também é mau para a pesca", afirma António da Branca, da organização de produtores Olhãopesca, adiantando que "faz falta chuva e mar agitado que revire os fundos, de forma a que haja mais alimento para os peixes junto à costa". E desabafa, em tom irónico, que "há seca em terra e no mar". Segundo António da Branca, a pesca vive momentos muito difíceis: "Os custos que suportamos são cada vez maiores e já há mesmo barcos que ameaçam encostar ao cais".



quarta-feira, 14 de março de 2012

Gastronomia Algarvia - Carapaus Alimados

Ingredientes:
Para 4 pessoas

800 grs de carapaus médios ou pequenos ;
2 dl de azeite ; 
1 dl de vinagre ; 
100 grs de cebolas ; 
2 dentes de alho ; 
1 molho de salsa ; 
sal grosso q.b.

 

Confecção:

Amanhe os carapaus em cru, tirando-lhes a serrilha, a espinha do umbigo, as tripas e a cabeça. Lave-os bem em água. Em seguida, salgam-se, utilizando o sal grosso, colocando os carapaus em camadas alternadas com sal.
Deixe repousar cerca de 24 horas. Retire o sal aos carapaus e lave-os em água fria.
Leve um tacho com água ao lume. Deite dentro os carapaus e deixe cozer. Depois de cozidos, metem-se em água fria. Limpe as peles, as escamas e algumas espinhas da barriga, ficando com uma carne dura e de bom aspecto.
Coloque os carapaus na travessa onde vão ser servidos, regue com azeite, alho picado, cebola descascada e cortada ás rodas e o vinagre. Polvilhe com salsa picada.

Conselho: Os carapaus a utilizar deverão ser do tamanho médio e bem frescos. Há pessoas que, no momento de temperar os carapaus, adicionam tomate maduro, cortado ás rodas.


Autódromo do Algarve queixa-se de entidades estatais


O Autódromo Internacional do Algarve, através da assessoria de imprensa, queixou-se esta terça-feira ao DN de "incumprimento, por parte de entidades estatais, quanto a verbas acordadas".

Autódromo do Algarve queixa-se de entidades estatais

Em causa, uma alegada dívida no valor de 3,2 milhões de euros da Parkalgar, a empresa que gere os direitos do Autódromo Internacional do Algarve, situado em Portimão, para com a Formula One Management (FOM). A questão, polémica, está relacionada com a realização, no referido traçado, no ano de 2009, de uma corrida automobilística do campeonato GP2 Series.

"Há um processo a correr em tribunal. Em causa está o incumprimento de pagamentos relativos à prova de GP2 Series que teve como palco, em Setembro de 2009, o Autódromo Internacional do Algarve [inaugurado em 2008]. O Autódromo tinha acordado o recebimento de verbas por parte do Estado português, mas não as recebeu e acabou por incorrer numa situação de incumprimento".

Palavras proferidas ao DN, esta terça-feira à tarde, pela assessoria de imprensa do Autódromo Internacional do Algarve e, simultaneamente, de Paulo Pinheiro, administrador da Parkalgar e responsável máximo pelo traçado, que não presta declarações sobre esta matéria.

A Formula One Management reclamará, tudo o indica neste momento, uma quantia de 3,2 milhões de euros à empresa Parkalgar.

Fonte: DN

terça-feira, 13 de março de 2012

Fauna e Flora do nosso Algarve - Alfarrobeira

Julga-se que as suas sementes foram usadas, no antigo Egipto, para a preparação de múmias; foram, aliás, encontrados vestígios de suas vagens em túmulos.

Pensa-se que a alfarrobeira terá sido trazida pelos gregos da Ásia Menor. Existem indícios de que os romanos mastigavam as suas vagens secas, muito apreciadas pelo seu sabor adocicado. Como outras, a planta teria sido levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal.


 

A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate (carat) era o peso de uma semente de alfarroba. Era considerada uma característica única da semente da alfarroba, o seu peso sempre igual. Hoje em dia, contudo, sabe-se que seu peso varia como qualquer outra semente.

Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, embora a sua excelência esteja ainda ligada à semente, donde é extraída a goma, constituída por hidratos de carbono complexos (galactomananos), que têm uma elevada qualidade como espessante, estabilizante, emulsionante e múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.

Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa - tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.

 

A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açúcar (essencialmente sacarose, glucose, frutose e manose), 18% de fibra (celulose e hemicelulose), 0,2-0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g) e de fósforo. Por outro lado, as características particulares dos seus taninos (compostos polifenólicos) levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças.

Ao contrário das laranjeiras, que necessitam de muita água, as alfarrobeiras conseguem viver saudavelmente com 250 mililitros de água por ano e mesmo em períodos de seca severa ou extrema mantêm ou até aumentam a produção.

Este ano, a produção subiu de 35 mil toneladas para quase 40 mil toneladas.

A alfarroba, também designada por "chocolate saudável" por ter um baixo teor de gordura, é igualmente mais lucrativa.

No Algarve há apenas duas fábricas de transformação da semente de alfarroba, a Danisco e a Victus Industrial Farense, e quase toda a sua produção é para exportação.

A semente de alfarroba é utilizada em várias indústrias, como a farmacêutica (para dar forma a alguns comprimidos), a cosmética (quanto mais os cremes forem hidratantes, mais goma da semente de alfarroba têm, o chamado E410, que absorve a água), a alimentar (como aditivos para pudins, papas de bebé e estabilizantes de gelados), a têxtil e do papel.

"Portugal fica apenas com cerca de cinco por cento da produção de sementes de alfarroba que é aproveitada para as fábricas dos gelados da Olá e da Nestlé", adiantou Isaurindo Chorondo, gerente de A Industrial Farense, uma fábrica fundada em 1944 e que numa primeira fase se dedicou exclusivamente ao fabrico de rações para animais.

A polpa da alfarroba - 90 por cento do peso do fruto - é aproveitada para doçaria variada como bolachas e bolos, licores, xarope, pão e alimentação dos animais.

O aproveitamento deste produto tradicional algarvio está a ser valorizado pela própria Direcção Regional de Agricultura do Algarve (DRAAlg), que confirmou à Lusa que o nível de plantação na região está em expansão.

Portugal é o terceiro produtor mundial de alfarroba - os primeiros são os espanhóis e os terceiros os marroquinos - mas o aumento de produção nos últimos dez anos pode levar o Algarve a conquistar uma agricultura sustentável e transformar o País no segundo produtor de alfarroba do mundo.

Com os apoios europeus, nomeadamente através de subsídios e do "Projecto aos frutos de casca rija e alfarroba", a produção pode aumentar.

Madeira e Algarve com aumento da rentabilidade na hotelaria

O Algarve e a Madeira foram as únicas regiões a aumentar em Janeiro a rentabilidade média nos estabelecimentos hoteleiros, enquanto as restantes regiões viram este indicador reduzir-se, com maior expressão no Alentejo (menos 16,2 por cento) e no Centro (menos 12,6 por cento).

praias no algarve

INE divulga estatísticas referentes a Janeiro


Os dados foram revelados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo mesma fonte, as dormidas nos estabelecimentos hoteleiros portugueses registaram uma queda de 1,5 por cento em janeiro, face ao mesmo mês do ano passado, porque a procura de hotéis pelos residentes caiu 9,3 por cento.

No primeiro mês do ano, o Instituto Nacional de Estatística (INE) registou 1,6 milhões de dormidas, um decréscimo homólogo de 1,5 por cento, correspondentes a 650,4 mil hóspedes (menos 4,3 por cento) do que no mês homólogo do ano anterior. Para esta diminuição, salienta o INE, contribuíram "apenas" os residentes (cujas dormidas caíram 9,3 por cento naquele período) já que os não residentes registaram um aumento de 3,7 por cento. Os contributos mais positivos vieram dos turistas do Brasil (mais 13,9 por cento), Alemanha (mais 7,9 por cento), França (mais 5,8 por cento) e Reino Unido (mais 5,6 por cento), enquanto os mercados italiano, espanhol e irlandês tiveram os resultados menos favoráveis, com destaque para os turistas oriundos de Itália (menos 22,8 por cento). Os proveitos do sector (72,5 milhões de euros em Janeiro) mantiveram a tendência de evolução negativa dos dois meses anteriores, com reduções homólogas de 3,3 por cento para os proveitos totais e de 1,2 por cento para os de aposento (48,1 milhões de euros).

Os apartamentos turísticos e as pousadas assinalaram resultados desfavoráveis face a janeiro de 2011 (menos 17,3 por cento e menos 9,8 por cento de dormidas, respetivamente) mas, pela positiva, destacaram-se os aldeamentos turísticos, que apresentaram pelo terceiro mês consecutivo o maior crescimento homólogo (mais 27,6 por cento em janeiro). Seguiram-se os hotéis (mais 3,7 por cento), com o contributo de todas as categorias (em particular dos hotéis de 5 estrelas) à exceção das unidades de 3 estrelas (menos 1,8 por cento).

Fonte: DN

A22 - Representantes das zonas transfronteiriças espanholas reúnem-se para tentar acabar com cobrança

Representantes das cinco zonas espanholas transfronteiriças vão reunir-se em breve para definir uma estratégia comum para eliminar a cobrança de portagens em Portugal, segundo o secretário-geral da Federação Nacional de Associações de Transporte de Espanha. 

 

Juan António Millán Jaldón explicou que, depois de assinar na sexta-feira, em Huelva (Espanha), um manifesto de apoio a uma área transfronteiriça livre de portagens que permita a livre circulação entre a Andaluzia e o Algarve através da Via do Infante (A22), o objetivo imediato é alargar esta meta a todas as passagens de fronteira entre Portugal e Espanha. 

“O próximo passo é as cinco zonas transfronteiriças reunirem-se brevemente em Salamanca para assinar um convénio de coordenação e trabalharem em conjunto, em toda a raia, desde Ayamonte até Tui, numa estratégia com Portugal para criar áreas transfronteiriças livres de portagens”, afirmou. 

O representante disse que é necessária a existência de zonas transfronteiriças livres de portagens e sublinhou que “não basta os descontos que já deram e vêm dando há algum tempo”. 

“Queremos que se restabeleça a livre circulação, a igualdade e se acabe com a discriminação”, afirmou, referindo que a “Comissão Europeia chamou a atenção a Portugal” e “deu dois meses ao Governo para reconsiderar e modificar a legislação” relativa à cobrança de portagens nas antigas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) “nos aspetos que discriminam e afetam a livre circulação”. 

Juan António Jaldón considerou que “Portugal está na obrigação de mudar a legislação” e defendeu um “aliança estratégica hispano-lusa” para que “a Península Ibérica faça um pacto pela mobilidade e encete esforços e uma posição comum” para, na Europa, definir como aplicar a diretiva eurovinheta. 

Esta legislação europeia harmoniza os sistemas de tributação, como impostos sobre veículos, portagens e direitos associados à utilização das infraestruturas rodoviárias, e institui mecanismos equitativos de cobrança às transportadoras europeias. 

Questionado pela Agência Lusa sobre a extensão da área que deverá ficar livre de portagens nas zonas transfronteiriças, Juan António Jaldón respondeu que terá de ser definidas consoante a especificidade de cada zona. 

“Será negociada caso a caso, porque nem todas as zonas transfronteiriças são iguais. Falou-se genericamente em 100 quilómetros, mas não é a mesma coisa falar de Fuente de Oñoro ou de Vigo, onde provavelmente chegam 60 quilómetros, enquanto no primeiro caso pode ser necessário chegar aos 80”, precisou. 

Juan António Jaldón manifestou ainda o desejo de que os portugueses “adiram cada vez mais ao manifesto” assinado na sexta-feira por associações empresariais, de transportes, sindicatos e autoridades locais da província de Huelva e pela Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) a favor de uma zona transfronteiriça sem portagens e da suspensão do sistema de cobrança implementado pelo Governo português. 

O Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013 define cinco áreas de cooperação: Galiz/Norte de Portugal, Norte de Portugal/Castela e Leão, Centro/Castela e Leão, Alentejo/Centro/Estremadura e Alentejo/Algarve/Andaluzia.

Fonte: Região Sul


domingo, 11 de março de 2012

A algarvia Filipa Sousa vence Festival da Canção

A concorrente algarvia, de Albufeira, Filipa Sousa, interpretando a canção "Vida Minha", venceu ontem à noite (10 de março) o Festival RTP da Canção com 24 pontos (197 pontos atribuídos pelo juri nacional, na votação intermédia), deixando no segundo lugar a canção "Será que será" com 16 pontos (151 pontos do juri nacional) interpretada pelos "Cúmplices" e na terceira posição a canção "Amor a preto e branco" com 16 pontos. O festival, este ano dedicado ao Fado, Património Imaterial da Humanidade, foi apresentado por Sílvia Alberto, Pedro Granger e Joana Teles. 



A cantora / fadista de Albufeira, está assim legitimada para representar Portugal no 52º Festival Eurovisão da Canção 2012, que se irá realizar em Baku, no Azerbeijão, no próximo dia 24 de maio. 

Recordamos que Filipa Sousa completou no passado dia 2 de março 27 anos, interpretou um tema da dupla de compositores Andrej Babic (música) e Carlos Coelho (letra) e embora sempre tem estado mais ligado ao fado, designadamente integrada no grupo Al-Mouraria, conseguiu levar a sua voz e conquistar com grande mérito este festival. 

Filipa Sousa iniciou os estudos musicais aos 6 anos, e diz já ter nascido a cantar. Conquistou diversos prémios em concursos de fado e festivais regionais. Do seu currículo consta que aos 16 anos experimentou o fado por brincadeira e nunca mais parou de o cantar, tendo vencido vários concursos de fado amador, designadamente em Albufeira, Portimão, Lagoa, Lagos, Olhão e Loulé. Integra desde 2003 o grupo Al-Mouraria, dirigido pelo músico Valentim Filipe, tendo atuado em vários pontos do país e no estrangeiro, designadamente em Espanha, Marrocos e Canadá. Com este agrupamento musical gravou recentemente um DVD ao vivo na Praça dos Pescadores em Albufeira. 

Em 2007, Filipa Sousa tornou-se mais conhecida do grande público, com a participação no programa musical da RTP «Operação Triunfo». 

Em Fevereiro de 2008 foi homenageada pela Câmara Municipal de Albufeira - cantou temas ao piano e à guitarra, no Auditório Municipal que se encheu de público. 

Agora, Filipa vence o Festival RTP da Canção e vai representar Portugal no 52º Festival Eurovisão da Canção, com "Vida Minha" na voz e o Algarve no coração. 

Fonte: Região Sul

Algarve recolhe mais de 26 mil kg na campanha “Papel por alimentos”

Em 2 meses, o Banco Alimentar do Algarve recolheu 26.254kg de papel, que será trocado por alimentos. Resultados “muito acima de quaisquer expectativas”. 

Algarve recolhe mais de 26 mil kg na campanha “Papel por alimentos”

Traduzindo-se num esforço que" tem envolvido a sociedade algarvia, nomeadamente escolas, públicas quer privadas, a Universidade do Algarve e as mais diversas empresas privadas", a campanha “Papel por Alimentos” vai obter por cada tonelada de papel recolhido o equivalente a 100 euros em alimentos.

Efetuada em parceria com a Quima, empresa de recolha e recuperação de desperdícios, a campanha de recolha de revistas, folhetos e mesmo livros, integra-se “num ideal mais vasto de sensibilização para a importância do papel de cada pessoa na sociedade e para a possibilidade de recuperar e reutilizar coisas que parecem não ter valor”, referem os responsáveis do BA do Algarve, na sua prestação de contas.

Até ao momento regista-se, no setor público, a participação do SEF (antigo Governo Cívil de Faro), ARS Algarve, ARH Algarve, Águas do Algarve, tribunais e polícias, passando por autarquias, como Loulé e Faro. A intenção é atingir as 100 toneladas de papel.

Recorde-se que os Bancos Alimentares Contra a Fome iniciaram a campanha no início do presente ano, associando preocupações ambientais e de solidariedade e o material deve ser depositado nas instalações em Faro e em Portimão, por todas as pessoas e entidades que se queiram associar, nomeadamente a administração pública e local.

Terras do nosso Algarve - Castro Marim

Castro Marim é uma das populações mais orientais de Algarve. Se encontra situada entre as colinas desde onde se pode desfrutar de uma maravilhosa panorâmica do extenso estuário do rio Guadiana, fronteira entre o Algarve e Andaluzia. 
A população está rodeada pela Reserva Natural do Sapal, uma das zonas húmidas mais importantes de Portugal, de grande valor por suas idóneas condições naturais nas que habitam uma grande variedade de aves e outras espécies.


A grande maioria das habitações mantém-se intacta face ao fenómeno urbanístico, o que permite usufruir em pleno de toda a história do Concelho.
As suas características raianas, que nos levam ao Rio Guadiana, convidam-nos a um passeio de barco, único e imperdível.

Castro Marim é uma vila completa, que nos oferece as praias, a serra e o rio.
Não se pode contornar a gastronomia, que conta com o mais fresco peixe e marisco. 
A economia assenta na extracção de sal e cal, pesca, agricultura, pecuária e silvicultura. A administração local e as actividades afectas ao turismo contribuem para o florescimento da economia local. 


Património 

O património edificado mais significativo inclui o castelo (monumento nacional, possivelmente construído à volta das ruínas do anterior forte muçulmano), cujas muralhas encerram o que resta da igreja de São Tiago (século XIV) e do palácio dos Alcaides; o forte de São Sebastião (reinado de D. João IV); as igrejas de Nossa Senhora dos Mártires (século XVIII) e de São Sebastião e a capela de Santo António. Ao nível do património natural salienta-se o rio Guadiana e a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim.



História 

Os restos da presença humana na zona se remontam ao Neolítico e continuam durante a Era dos Metais, época na que se crê que Castro Marim estava mais próxima ao mar. Durante milhares de anos prosperou graças ao comércio fluvial, as embarcações ascendiam pelo Guadiana até seu porto para abastecer-se dos metais provenientes do norte.

Fenícios, romanos, muçulmanos também estiveram presentes nestas terras. A reconquista cristã arrebatou estas terras dos mouros no ano de 1242 baixo as ordens de D. Paio Peres Correia. As lutas entre árabes e cristãos debilitaram gravemente a cidade que sofreu uma importante redução demográfica.

A importância desta população se deve a sua situação estratégica, fronteiriça com o Reino de Castela e próxima a Marrocos levou a implantação durante o século XIII de uma política de repovoação e reforço das defesas. Por isso lhe foram concedidos privilégios por parte de Alfonso III e baixo o reinado de D. Dinis, o Papa João XXII a nomeou em 1319 a primeira sede da Ordem de Cristo.

Poucos anos depois em 1356 a Ordem se translada a Tomar e a população volta a reduzir-se. Mas sua grande importância defensiva e comercial faz que volte a conceder a Foral em 1504.

A partir do final do século XV a população goza de uma grande actividade económica, graças a importância do porto pesqueiro e comercial, a agricultura e a função defensiva.

Hoje em dia a riqueza da cidade também se soma de forma importante ao turismo introduzindo desde os anos 60 em todo o Algarve.

sábado, 10 de março de 2012

À Descoberta do Algarve Rural - Pela Serra do Caldeirão

Ao entrarmos na Serra do Caldeirão, entramos também no “outro” Algarve, o das gentes genuínas, das artes tradicionais, da excelente gastronomia. A paisagem muda a sua cor à medida que prosseguimos o passeio. O verde das florestas de eucalipto, sobreiro e pinheiro dá lugar aos campos cultivados de trigo e cevada. Por entre os montes ouvem-se ribeiras correndo. Aqui e ali contactamos com as gentes nos labores diários: um tirador de cortiça, um pastor, um moleiro, uma mulher a trabalhar no tear, nas hortas. 

Percorremos as ruas estreitas em pedra, admiramos as chaminés, os fornos, os telhados inclinados, os muros caiados, os pátios e os poiais. Entramos nos museus e vivemos as histórias de antigamente. Redescobrimos as artes e técnicas que ainda perduram no artesanato local. Um passeio a pé conduz-nos à tranquilidade e o ar puro transporta o aroma da esteva, do rosmaninho e do mato. Para satisfazermos todos os nossos sentidos, só falta provar o queijo, o vinho, a aguardente, os enchidos, o pão e as filhós. 





1º Troço: São Brás de Alportel - Cachopo

Começamos o nosso percurso no centro histórico da vila de São Brás de Alportel, entre as casas térreas e caiadas, de arquitectura popular e os prédios apalaçados dos antigos industriais e comerciantes da cortiça, com fachadas cobertas por azulejos, cantarias lavradas e varandas de ferro. Percorremos a “Calçadinha”, uma via romano-medieval, testemunho dos primeiros fluxos mercantis na zona. Visitamos a Igreja Matriz (1), uma construção original do séc. XV, com pinturas de santos do séc. XVII, e a Capela do Senhor dos Passos em talha dourada. Do adro desta Igreja não podemos deixar de admirar a paisagem envolvente. Logo ao lado, situa-se o Jardim do Episcopado (2) também conhecido por “Verbena”, com o seu bonito coreto. Este é o jardim anexo ao Palácio Episcopal, construído entre o séc. XVII e o XVIII para os bispos do Algarve. Recentemente, foram instaladas no jardim as piscinas públicas. De seguida vamos visitar as indumentárias das gentes algarvias de antigamente, expostas no Museu Etnográfico do Trajo Algarvio (3) integrado na Casa da Cultura António Bentes.
Para observar de perto o rico património natural desta zona onde o sobreiro domina a paisagem, recomendamos que se aventure pelas bonitas estradas que conduzem a Loulé, ao Barranco do Velho ou a Tavira. 
Na saída de São Brás de Alportel para o Barranco do Velho, pela EN 2, vislumbra-se num ponto elevado a Pousada de São Brás, uma estrutura de alojamento que faz parte da rede de pousadas nacionais e é, ao mesmo tempo, um excelente miradouro sobre a vila e a costa litoral. Antes da aldeia do Alportel, desviamos para Tesoureiro onde se podem comprar doces e bolos regionais.
Um pouco mais à frente, Alportel destaca-se pelo seu casario branco com típicas chaminés de formatos vários e coberturas em telha de canudo. Aqui visitamos a Ermida de São José (4) e podemos constatar, pela arquitectura das casas ao longo da estrada, a grande riqueza que existiu naquela região, proveniente sobretudo da extracção corticeira. Continuando pela EN 2, seguimos para a Fonte Férrea (5) datada de 1820. Situada num vale rodeado de árvores e com um riacho que corre durante quase todo o ano, é um local excelente para piqueniques, pois está equipada com mesas, bancos e vários assadores em pedra e tijolo. 
Chegamos ao Barranco do Velho, uma pequena aldeia localizada nas portas da Serra do Caldeirão, zona de grande tradição corticeira, onde a cor dominante da paisagem é o verde dos sobreiros e das azinheiras. Dificilmente se encontram “tiradores” de cortiça, mas em Junho, se contactarmos o Gabinete Técnico-Florestal, é possível assistir a esta tradição. Subimos à Capela (6) de traços tipicamente algarvios, erguida em 1944 no cimo de um monte. O seu adro faz desta um dos mais maravilhosos miradouros do Algarve, abrangendo vastos horizontes de montes cobertos de sobreiros e medronheiros. Esta aldeia é famosa pelo seu medronho. Há uma pequena casa de artesanato onde se podem adquirir produtos serranos.
Do Barranco do Velho seguimos para Cachopo pela EN 124. Mais à frente, rodeada por montes cobertos de sobreiros, encontramos a Feiteira, uma povoação dispersa ao longo da estrada. Podemos parar no Centro de Descoberta do Mundo Rural da Feiteira (7) localizado na antiga Escola Primária, junto à estrada principal. Os amantes do pedestrianismo encontram aqui uma rede de percursos pedestres que permitem um conhecimento profundo do território e um contacto próximo com a natureza. Estes percursos ligam, através de uma grande rota (com 45 km), este Centro de Descoberta a outros dois, localizados no “monte” da Mealha e no “monte” das Casas Baixas. 
A paisagem até à aldeia de Cachopo é dominada por uma grande zona florestal com espécies protegidas por lei. De destacar os muitos moinhos de vento, infelizmente bastante degradados, que se espalham pelos montes. 


São Brás de Alportel - Palácio Episcopal


2º Troço: Cachopo - Stª. Catarina Fte. Bispo

Chegamos a Cachopo, uma pequena aldeia do séc. XVI. Nesta zona é a agricultura que providencia o principal sustento, destinando-se essencialmente ao consumo doméstico e sendo complementada pela criação de animais. 
Logo à entrada, fazemos uma paragem na Fonte Férrea de Cachopo (8), um local muito bonito, com águas férreas e muito arborizado, próprio para piqueniques e onde se podem encontrar bons exemplares da flora local. 
Já na aldeia, é de visitar o Pólo Museológico (9) que ilustra bem a identidade serrana. Percorrendo as ruas é de registar a arquitectura tradicional serrana, as casas em xisto ou caiadas, poiais, beirados, fornos comunitários, eiras, fornalhas e chaminés rendilhadas. As maravilhas do artesanato local encontram-se numa unidade de tecelagem manual, “A Lançadeira” (10). Aqui podemos adquirir ou encomendar excelentes peças ou simplesmente conhecer as técnicas antigas e como funcionavam os teares. Subindo as ruelas que conduzem à Igreja de Santo Estevão, passamos pelas oficinas do albardeiro e do ferreiro, dois artesãos que ainda trabalham como nos outros tempos e que podem ser visitados. Paramos depois para uma visita à Igreja de Santo Estevão (11), um templo com uma só nave e um altar-mor com imagens de Santo Estevão e São Sebastião, ambas do séc. XVIII. 
Para os amantes da arqueologia, recomendamos um pequeno desvio seguindo a estrada 504 até ao “monte” da Mealha, onde destacamos a Anta das Pedras Altas (12) e a Anta da Masmorra (13), monumentos megalíticos do período Neolítico final. Ainda na Mealha é de visitar os Palheiros Redondos (14), construções circulares feitas em pedra solta e terra, com telhados de colmo, que em tempos serviram de casa aos seus proprietários. No Centro de Descoberta do Mundo Rural da Mealha (15) estão disponíveis informações sobre a rede de percursos pedestres existentes nesta zona. 
Para os curiosos da arquitectura local, sugerimos um passeio até ao “monte” de Casas Baixas, pela estrada 505, onde se podem observar exemplares genuínos da construção serrana, como sejam os fornos comunitários, casas em pedra, ruas estreitas. Também aqui existe um Centro de Descoberta do Mundo Rural (16) e uma rede de percursos pedestres.
Seguimos pela EN 397 em direcção a Água de Fusos onde existe uma excelente área de piquenique com miradouro. Aproveitamos para desfrutar da excelente vista sobre a costa. 
Na descida para Tavira encontram-se pequenas casas de petiscos onde se pode apreciar a gastronomia local.
A poucos quilómetros de Tavira, viramos para a Asseca e vamos encontrar o Pego do Inferno (17), uma zona de grande riqueza ambiental e paisagística. É uma excelente área de lazer com uma cascata cujas águas caem de 5 metros de altura formando uma piscina muito profunda, óptima para banhos. Recentemente foi sujeita a uma obra de melhoramento dos acessos o que valorizou imenso o local. 
Retomamos a estrada em direcção a Tavira e na rotunda apanhamos a EN 270 para Santa Catarina. Passamos pela Fonte do Bispo onde existe um Centro Cultural e uma Casa de Turismo em Espaço Rural.


Mealha - Palheiros


3º Troço: Stª. Catarina Fte. Bispo - Tavira

Seguimos para a bonita povoação de Santa Catarina da Fonte do Bispo. Recomendamos a visita à Igreja Matriz (18), um edifício estilo Renascença do séc. XVI. Entre as imagens merece referência a da N. Sra. da Graça, do séc. XVI, em tábua, representando a adoração dos pastores. O património natural desta zona é muito rico. À nossa volta estendem-se muitas hortas e pomares de sequeiro e de citrinos. As vastas panorâmicas características da Serra do Caldeirão, dominadas por estevas são entrecortadas por “montes”. Descobrimos uma arquitectura tipicamente serrana, com casas térreas, telhados de uma ou duas águas, rebocadas ou com pedra à vista. Nos arredores, é bonito o passeio pela Ribeira de Alportel, aproveitando para observar a avifauna e a flora locais. Convém marcar uma visita aos artesãos da Associação de Telheiros Artesanais (19), caso se queira contactar com uma indústria multissecular, que produz os elementos construtivos da imagem de marca da arquitectura mediterrânica: a telha mourisca, os ladrilhos de tijoleira, os azulejos e o tijolo burro. Na Cooperativa Agrícola de Santa Catarina (20) visitamos o lagar de azeite e, se for possível, é de assistir ao processo de destilação do medronho. 
De Santa Catarina de Fonte do Bispo podemos fazer pequenas rotas. A 1ª rota sugerida leva-nos a Eiras Altas para adquirir bonitas plantas, nos viveiros locais. É um percurso muito bonito, percorrendo as pequenas estradas de alcatrão que seguem ao longo da Ribeira da Asseca. A 2ª rota leva-nos a visitar o monte de Várzea do Vinagre onde se encontram produtores de aguardente de medronho. E a 3ª rota leva-nos a Tavira, cidade do período Barroco, com as suas casas senhoriais, de telhados em triângulo e cantarias lavradas que nos faz deliciar com os pormenores arquitectónicos, as janelas de reixa ou as platibandas coloridas. Recomenda-se a visita ao centro de exposições do Palácio da Galeria (21), ao Castelo (22), à Igreja do Carmo (23) ou a outra das muitas igrejas que Tavira tem para oferecer. Podemos optar por um passeio ao longo do rio Gilão, passando pela Ponte Romana (24) e seguindo junto ao jardim do coreto até ao antigo mercado, agora convertido em espaço cultural. E, apanhando o barco até à Ilha de Tavira (25), podemos ainda mergulhar na beleza da Ria Formosa.


Tavira - Ponte Romana


sexta-feira, 9 de março de 2012

Dicas para o fim de semana

Festival de humor, teatro, jazz, fado e outras músicas, dança contemporânea, gastronomia, e várias modalidades desportivas marcam estas dicas. 

Em Lagoa, ecoam Voces de Mujeres Flamencas com cantoras e bailarinas de Sevilha, Auditório Municipal no dia 9 às 21h30. Os bilhetes custam 10 euros.

Também em Lagoa, o Festival “Humorfest” que decorre de 10 a 25 de março, apresenta o espetáculo One (Her)man Show, como humorista Hermen José no Auditório Municipal no dia 10 de março às 21h30. Bilhetes a 10 euros.


Lagos acolhe no Centro Cultural o concerto da irlandesa Linda Scanlon a 8 de março às 21h30 no evento ‘Vozes de Mulheres’. Entradas a 8 euros.

Ainda em Lagos e no mesmo palco, 9.º Festival de Música ‘The Quintessence International Band’ no dia 10 às 21h00, com bilhetes a 10 euros.

Em Faro a Associação de Músicos ARCM celebra o seu 22º Aniversário com uma festa espetáculo de variedades que terá lugar a 10 de março de 2012, com abertura de portas às 21h.

O auditório Pedro Ruivo, no Conservatório Regional Maria Campina em Faro é o palco do bailado contemporâneo "Transição" pela Companhia de Dança Luís Damas a 9 de março pelas 21h30. Bilhetes a 10 euros.

Em Olhão o Audi Jazz and Soul Olhão traz ao auditório municipal o Nuno Ferreira Trio é a 10 de março pelas 21h30. Nuno Ferreira na guitarra, Demian Cabaud no contrabaixo e Marcos Cavaleiro na bateria, reinterpretam standards de Bill Evans, Keith Jarrett e Brad Mehldau, entre outros.

Teatro em Loulé com a peça ‘O Cerco a Leninegrado’, comédia representada por Eunice Muñoz, no palco do Cine-Teatro Louletano no dia 10 às 21h30. Os bilhetes custam 6 euros.


O Centro Interpretativo dos Frutos Secos, em Loulé, recebe mais uma Oficina do Gosto Slow, a 8 de março, pelas 18h00, tendo o pão como tema central.

A Feira do Pão Quente e do Queijo Fresco decorre em Vaqueiros (Alcoutim) no dia 11 de março das 09h30 às 19h00. Além da gastronomia há animação e artesanato.

Em Albufeira, o espetáculo “Tudo isto é fado” tem lugar a 10 de março, a partir das 20h00, no Pavilhão da Nuclegarve, em Fontainhas, freguesia de Ferreiras com a atuação dos fadistas Luís Manhita, Cremilde e Isa Brito guitarra e viola portuguesa, de Tiago Valentim e Filipe Valentim. A noite inclui jantar e termina com um baile, animado pelo acordeonista Marco António.

A Praça da República, em Tavira, é a linha de partida da Marcha-passeio na luta contra o cancro promovida pela Associação Oncológica do Algarve (AOA) a 11 de Março, pelas 10 horas, no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher.

Cartaz_Dia_da_Mulher

O cineclube de Tavira apresenta no Cineteatro António Pinheiro às 21h30 do dia 8 de março“Como esquecer de Malu” de Martinho (Brasil 2010) e a 11 de março “Rumo à liberdade” de Peter Weir (E.U.A. 2010)

Na mesma sala espetáculo "Os sonhos realizam-se" no dia 10 às 21h00 organizado pela Associação Tavirense de Apoio ao Imigrante (ATAI)

Na aldeia do Cachopo (Tavira) há encontro de Poetas às 15h00 do dia 10 de março Organizado pelo Grupo Cantares de Cachopo "Seara de Outono". Concerto com o Duo Cantabile (canto/piano) na Ermida de São Sebastião em Tavira, no âmbito do ciclo Música nas Igrejas dia 10 de marços às 18h00.

A Taça de Portugal em Paraquedismo traz aos céus dePortimão a partir das 10h00 dos dias 10 e 11(Sky Surf) e também a 17 e 18 de março, (prova livre), centenas de paraquedistas que partirão do Aeródromo Municipal de Portimão.

Ainda em Portimão, o imitador Fernando Pereira apresenta o espetáculo “As nossas canções” a 12 de março às 21h30 no Auditório Municipal de Portimão. Bilhetes a 5 de março com os descontos habituais.

Finalmente em Portimão, permanece em exibição a revista à portuguesa “Fecha as “nalgas” que vem a troika” com sessões: 5ª e 6ª às 21h00 e Sábados e Domingos às 15h30 e 21h00 na sala do Boa Esperança Atlético Clube.


Fonte: Observatório do Algarve

Algarve Genuíno mostra os produtos regionais

O Portimão Arena recebe nos dias 30, 31 de Março e 1 de Abril, a feira ‘Algarve Genuíno-Aromas, Sabores e Saberes Regionais’ que pretende apresentar os produtos tipicamente algarvios.

De 30 de Março a 1 de Abril no Portimão Arena

Nesta montra representativa da região estão presentes vários produtos ligados a diversas áreas, desde o artesanato à doçaria, passando ainda pela gastronomia e pela etnografia. Aqui podem ser degustados os melhores sabores regionais na área das tasquinhas. Ao mesmo tempo, realizam-se algumas demonstrações culinárias.

Nos dias em que irá decorrer a feira terá também lugar a Mostra de Vinhos do Algarve, onde os produtores locais aproveitarão para promover a qualidade das suas colheitas. Está também prevista a realização de alguns seminários.

Qualquer pessoa que exerça actividade em qualquer das áreas já referidas, pode candidatar-se a expositor. Para isso, é necessário apenas entrar em contacto, até 12 de Março, com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, que organiza a feira, em parceria com o Município de Portimão e com a Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia da Ilha de Tavira

A praia situa-se na extrema nascente da Ilha de Tavira, junto à Barra do Cochicho, mesmo em frente a Tavira. O acesso faz-se de barco a partir do cais das Quatro Águas, em Tavira, mas a viagem não é longa e há mesmo quem prefira ir a nado até à ilha. 


O caminho para o cais acompanha o Rio Gilão e a frota de pesca artesanal que aí circula ou repousa, bem como extensas áreas de salinas, onde os perna-longa, pequenas aves que se assemelham a cegonhas em miniatura, se alimentam. Este é o troço da Ilha de Tavira mais humanizado, existem várias casas de veraneio, um parque de campismo e inúmeros equipamentos turísticos na área envolvente, incluindo vários bares de “pés na areia” já pelo areal adentro. Também é possível encontrar apoios locais para praticar actividades náuticas e até para realizar cruzeiros pela Ria Formosa. Na face da ilha voltada para a ria a qualidade da água é boa e as crianças apreciam as águas mornas e mais paradas da laguna, bem como as estruturas que possibilitam os mergulhos em salto.


Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela. De modo a contribuir para a preservação das dunas deverão ser utilizados os caminhos pré-existentes.

Acesso: De barco a partir do cais das Quatro Águas em Tavira (EN 125). Estacionamento amplo e ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudeste.