terça-feira, 14 de outubro de 2014

Procura para aquacultura no Algarve foi superior em 40% às áreas disponíveis

A ministra da Agricultura e Mar, Assunção Cristas, anunciou hoje que a procura de investidores interessados em aquacultura 'offshore' no Algarve foi superior em 40% às áreas disponíveis, admitindo disponibilizar novas áreas.


"No Algarve tivemos candidaturas que superam a área que estava disponível em cerca de 40%. Os candidatos estão a ser seriados e haverá uma decisão de acordo com o regulamento", afirmou Assunção Cristas, quando questionada sobre os resultados do concurso internacional para a exploração de áreas de aquacultura 'offshore' (em mar aberto), entre o Algarve e Aveiro, lançado em meados de julho.

"Isto sugere que há procura, há interesse, e que, eventualmente, podemos caminhar para mais áreas", adiantou a ministra, à margem de um seminário sobre o mar, organizado pela Assembleia da República.

Os concursos públicos internacionais previam a atribuição de duas concessões para produção em mar aberto com a duração de 30 anos, no Algarve e ao largo de Aveiro, mas os investidores não mostraram interesse por esta região.

"Sabíamos que estávamos a propor áreas mais difíceis, mais desafiantes, o mar [da região de Aveiro] é mais difícil, mas as áreas estão pré licenciadas e poderão continuar a estar disponíveis para quem no futuro, com mais tecnologia e, se calhar, com um bocadinho mais de capacidade de arriscar, se queira dedicar a essas áreas", sugeriu a governante.

No Sul, "as pessoas estão mais interessadas", até porque no Algarve existem "boas experiencias com bons resultados" em matéria de aquacultura 'offshore', comentou Assunção Cristas.


Feira de Natal de Lagoa sai à rua com muitas novidades

A Feira de Natal de Lagoa, uma das principais iniciativas alusivas à quadra natalícia que se realiza no concelho, prepara-se este ano para apresentar muitas novidades e novos motivos de atração.


Agendada para os dias 12, 13 e 14 de Dezembro, a feira vai realizar-se pela primeira vez ao ar livre, mais precisamente no Largo do Auditório Municipal, depois de, nas três primeiras edições, ter decorrido na nave da FATACIL.

O evento, organizado pela União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, vai para a quarta edição e «tem vindo a crescer sustentadamente, tendo em 2013 registado recordes de expositores e visitantes».

No sentido de manter esta «linha de qualidade e crescimento», a organização está a preparar várias inovações para atrair ainda mais público. Cinema para os mais pequenos, animação infantil diversificada, teatro e música são algumas das novidades, além dos já habituais insufláveis.


Feira de Carvoeiro

Uma semana depois de Lagoa, a 19, 20 e 21 de dezembro, é a vez de Carvoeiro receber também a sua Feira de Natal, que terá lugar no Largo da Praia, e que passará a ser organizada pela União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro.

À semelhança do que tem acontecido na Feira de Natal de Lagoa, o executivo apostará na qualidade, crescimento e diversidade de um evento que contará com muita animação e algumas novidades. Em breve, serão anunciados os programas das feiras.

Os expositores e comerciantes interessantes em marcar presença nas feiras para expor e divulgar os seus produtos poderão fazer a inscrição entre 20 de outubro e 14 de novembro, que poderá ser efetuada presencialmente nas instalações da União das Freguesia de Lagoa e Carvoeiro, ou através do envio do formulário de inscrição para o email geral@uf-lagoa.pt.

O formulário estará disponível em www.uf-lagoa.pt (novo site) a partir de 20 de Outubro.

Para quaisquer dúvidas poderá contactar a União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro através do telefone 282 352 665 (Lagoa) ou 282 356 690 (Carvoeiro).


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Visitas aos monumentos do Algarve aumentam 11% no primeiro trimestre de 2014

O número total de entradas em equipamentos culturais do Algarve tutelados pela Secretaria de Estado da Cultura aumentou mais de 11%, atingindo os 122 mil visitantes no primeiro semestre de 2014.



A Fortaleza de Sagres foi o monumento mais visitado, com um aumento de 10 mil pessoas, em comparação com 2013. A Villa Romana de Milreu também teve um crescimento de cerca de 21%.


No Alentejo, houve um aumento mais moderado, de cerca de 2 mil visitantes, face ao ano passado.

No total, os equipamentos culturais foram visitados por mais de 41 mil pessoas, das quais cerca de 12 mil passaram pelo Museu de Évora. O maior crescimento registou-se na Casa de Burgos, também em Évora, que teve um aumento de 70% no número de visitantes.

Os dados foram revelados hoje por aquela Secretaria de Estado, revelando que os monumentos, museus e palácios tutelados por este organismo em todo o país tiveram um aumento de 177 mil visitantes no primeiro semestre de 2014, mais 8% do que no mesmo período do ano passado. No total, visitaram estes equipamentos cerca de 2,4 milhões de pessoas.

O Mosteiro dos Jerónimos é o monumento mais visitado, com 368 mil entradas, mais 10 mil que em 2013; segue-se a Torre de Belém e o Museu Nacional de Arte Antiga, todos em Lisboa, com 242 mil e 143 mil visitantes, respetivamente.

O Castelo de Guimarães foi o espaço mais visitado no primeiro semestre do ano, com 138 mil pessoas.

Na zona centro do País, mais de 114 mil pessoas visitaram equipamentos culturais, um acréscimo de 6 mil visitantes, face a 2013. O Museu de Aveiro, localizado no Convento de Jesus, foi o mais visitado, com mais de 21 mil entradas.


Fonte: http://www.sulinformacao.pt/

A cal vai passar a ser produto turístico no barrocal algarvio

O último forno de cal deixou de trabalhar no Algarve há mais de meio século. A tradição pode vir agora a ser retomada, pela mão dos espanhóis, com a ajuda de uma ONG sedeada no Reino Unido.


As cores e os cheiros da cal – que nem sempre é branca – vão conduzir os turistas à descoberta do barrocal. Um geólogo e uma historiadora pretendem mostrar aos turistas como era no Algarve no tempo em que as casas não se pintavam com tinta e pela janela entrava o cheiro a alecrim e rosmaninho. A proposta, de vertente cultural e empresarial, despertou o interesse da organização internacional Lead – Inspiring Leaders for a Sustainable World.

À entrada da serra do Caldeirão, uma curva apertada convida a abrandar a marcha. Susana Calado sugere fazer um pequeno desvio para visitar um forno de cal, ainda intacto. A viagem é feita de automóvel, mas o que propõe é abandonar a viatura. “Pode-se chegar aqui vindo pela Via Algarviana, desce-se a calçadinha medieval, em Querença, sobe-se o cerro, estamos no Porto Nobre.” Assim, de forma resumida, está apresentado um dos percursos pedestres da rota da cal e do barro, à semelhança do projecto de Morón (Sevilha). No Algarve, a última pedra de cal artesanal deixou de se produzir há mais de meio século.

A jovem, que fez uma tese de mestrado sobre a produção artesanal de cal, pretende dar a conhecer e valorizar esta matéria-prima enquanto produto cultural e turístico. “Esta pedra aqui não parece branca, mas vai dar cal branca.” Então, a cal não é toda branca? “Não, essa é outra história”, observa. O colega do projecto, Bruno Rodrigues, geólogo, complementa, explicando como é que as casas caiadas surgem, por vezes, com barras de azul, ocre e verde. “As cores derivam dos minerais, cujos pigmentos se juntam à cal e lhe dão a coloração.” A arquitectura tradicional do Algarve e Alentejo conserva ainda alguns exemplos da pré-época da massificação industrial das tintas. 


Cal algarvia feita por espanhóis

Quando chegou à aldeia, no princípio do Verão, Susana Calado, perguntou onde poderia encontrar fornos de cal. “O quê, a menina está doida?”, exclamou a mulher que encontrou sob um sol abrasador. “Desapareceu tudo, dava muito trabalho, e os que sabiam trabalhar nisso já morreram.” Não se deu por vencida. Ao fim de dois meses de andar a calcorrear montes e vales, descobriu mais de uma dezena de exemplares, só na zona de Querença. “Afinal valeu a pena”, pensou. Agora, quando se cruza com as pessoas da terra, fica satisfeita quando lhe dizem: “Então, quando é que vamos caiar?”

Por enquanto, a pergunta é ainda encarada quase como uma brincadeira, mas o assunto está a ser levado a sério, do ponto vista académico e empresarial. Por isso, no dia 1 de Novembro realiza-se em Querença um seminário, envolvendo investigadores de três universidades, no qual se vai debater as utilizações da cal e dos pigmentos das terras argilosas do barrocal algarvio, elementos de suporte na construção sustentável.

No entanto, o retomar desta actividade tradicional esbarra nalgumas dificuldades. Os mestres caleiros desapareceram e uma grande parte do conhecimento prático ficou perdida na poeira das memórias. Do outro lado da fronteira, em Morón de Frontera (Sevilha), a tradição foi retomada, com êxito, e pode estender-se a Portugal. “Estamos a procurar estabelecer uma parceria com o Museu da Cal de Morón para vir cá um mestre caleiro dar formação”, diz Susana Calado, adiantando que Manuel Gil Ortiz da Associação Fornos de Cal de Morón é um dos convidados do encontro A Cal e o Barro como Produtos Culturais e Turísticos, a decorrer no primeiro fim-de-semana do próximo mês, no auditório da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, em Querença.

Mas, na semana passada, já oito elementos da Lead, uma organização internacional especializada na captação de futuros líderes para a temática da sustentabilidade, estiveram no terreno a estudar o Projecto Querença – uma iniciativa que surgiu, há dois anos, fruto de uma parceria entre a Universidade do Algarve e a Fundação Manuel Viegas Guerreiro destinada a ajudar a travar a desertificação do mundo rural. Aí se insere este projecto da cal.


Arejar ideias, com as botas na lama

Hugo Matias, argentino, acaba de chegar de um passeio à ribeira da Benémola, integrado na equipa da Lead, sedeada no Reino Unido. O percurso, com uns pingos de chuva pelo meio, serviu para arejar ideias. Após uma manhã de trabalho, em espaço fechado, decidiram meter as botas na lama. Durante uma hora, o grupo andou, cada qual por seu lado, a caminhar pelos trilhos do vale rochoso, a reflectir sobre o que fazer para que as aldeias portuguesas tenham futuro.

“Temos muitas perguntas sem resposta”, disse ao PÚBLICO. Hugo Matias, formado na área dos recursos humanos, destacou a importância da “energia do sítio”, onde a natureza se apresenta em estado puro. O que estes líderes, com diferentes formações académicas, pretendem fazer é um diagnóstico, “baseado na experiência directa”, sobre os problemas locais. “Vamos produzir um documento, com algumas recomendações”, afirmou, adiantando que a situação que se verifica no Algarve e um pouco por todo o país exige uma “abordagem multidisciplinar”, casando os conhecimentos académicos com a intervenção no território. Da equipa este elemento foi o único que conhecera o Projecto Querença, quando esteve em Portugal há dois anos, ao serviço da Lead.

domingo, 12 de outubro de 2014

Mais de cem mil ementas servidas na Rota do Petisco no Algarve

Mais de cem mil ementas foram servidas na quarta edição da Rota do Petisco, que hoje termina, em três concelhos do Algarve, para promover a gastronomia tradicional, contribuindo para enriquecer a oferta turística da região.


Teia D'Impulsos, o certame, que começou a 05 de Setembro, superou as expectativas dos organizadores ao ultrapassar as cem mil ementas consumidas em 2013.

"Ainda não temos os números exactos, mas sabemos que já foram ultrapassados os do ano passado, dado que ao fim de duas semanas já tínhamos cerca de 75 mil ementas vendidas. Tudo indica que a iniciativa voltou a ter enorme sucesso", disse à agência Lusa o presidente da associação Teia D'Impulsos, Nuno Vieira.

Na edição deste ano, que se estendeu de Portimão a Lagoa e Silves, 124 estabelecimentos de restauração apresentaram a modalidade "petisco", composta por um pequeno prato e uma bebida ao preço de 2,50 euros, convidando os participantes a degustarem a gastronomia algarvia, atraídos pelos cheiros e sabores ao viajarem pelas ruas e vielas.

Segundo Nuno Vieira, o evento, que começou "com um tiro no escuro, assume já um importante lugar no calendário cultural gastronómico e cultural da mais importante região turística do país".

"Há quatro anos era um conceito novo no Algarve, mas tem vindo a despertar o interesse dos empresários, originando que a edição de 2014 fosse estendida a outros dois concelhos, tomando já uma dimensão bastante significativa", destacou.

O responsável revelou que "o êxito do certame já tem eco para além do Algarve" e que "há outras regiões do país que já manifestaram interesse em adoptar a 'rota'".

De acordo com Nuno Vieira, este ano foram introduzidas algumas novidades, como "um menu para os mais pequenos, a rota das mercearias e do comércio tradicional". A organização considera que o evento "passou a fazer parte, quase obrigatório, do roteiro dos residentes e turistas ao longo de cinco semanas, com início em Setembro".

Para o empresário Júlio Ribeiro, que participa desde a primeira edição, a Rota do Petisco "tem sido um impulsionador na divulgação da gastronomia e ao mesmo tempo na promoção do comércio".

"Todos os comerciantes retiram proveito, não em termos lucrativos mas em termos de visibilidade, e estamos todos satisfeitos com a dinâmica do evento", sublinhou o dono do restaurante Forte e Feio, que apresenta como ementa papinhas de berbigão com sardinha albardada.

"Tem sido um saldo muito positivo e temos de agradecer a toda uma organização de jovens emprenhados em divulgar a cidade e a gastronomia com este evento num formato bem pensado e equilibrado, proporcionando várias opções para degustação", destacou.

Segundo os responsáveis do restaurante Bacalhoada, a iniciativa contribuiu para um aumento substancial do volume de negócios, chegando a ultrapassar as 500 ementas diárias.

"Tivemos dias em que servimos mais de 500 'rotas', o que traduz a importância do evento", disseram Sónia Saavedra e Thai, colaboradoras do estabelecimento, onde se pôde degustar a bolinha de bacalhau.

A Rota do Petisco tem também uma vertente social, já que a verba conseguida com venda do 'passaporte', documento que permite a participação no evento e custa um euro, é entregue a instituições de solidariedade social do Algarve.


Terras do nosso Algarve - Estoi

Estoi é uma terra com carácter, uma aldeia com personalidade.

Antiga, festiva e tradicional, mantém nas suas ruas e casas muito ao jeito algarvio. As fachadas caiadas, as chaminés rendilhadas, os pequenos quintais com árvores e flores, são ainda a alma desta região.


Respira-se Algarve em Estoi.

Ao longo de todo o ano chegam turistas procurando o passado nas ruínas de Milreu, espólio do tempo dos romanos, e no Palácio de Estoi, construção que remonta ao século XIX.

Estoi é uma aldeia de gente calorosa e hospedeira.

Estoi, uma das aldeias mais típicas do Algarve, fica situada nas faldas da Serra do Monte Figo, a ramificação mais meridional da Serra do Caldeirão, que debruçada sobre a estreita planície litoral, na zona centro do Algarve, dá inicio ao Barrocal. A 9 Km de Faro, é servida de boas acessibilidades, uma vez que tanto a EN 2, como o nó de Faro / S.Brás, da IP1 Via do Infante, distam apenas algumas centenas de metros do núcleo urbano.



A actividade económica da freguesia é baseada no sector primário, havendo, no entanto, algumas industrias directamente ligadas à actividade agrícola e agro-pecuária, bem como à transformação de mármores e pedras ornamentais. Merece destaque também, a construção e os serviços.

O pomar tradicional de sequeiro, constituído por misto de amendoeira, alfarrobeira, oliveira e figueira é, de há muito, o coberto vegetal predominante da freguesia e representa a actividade principal, que ao longo dos séculos, num saber feito de tradição, que perdurou das colonizações romana e árabe, absorveu a maioria da mão de obra das suas populações.

Os serviços ligados aos sectores da Administração Pública, Ensino e Educação, Comércio, Transportes e Turismo e Construção Civil, por outro lado, tornaram-se contudo os principais sectores económicos da região.

A abundância da água da fonte localizada na praça principal do núcleo histórico da aldeia, está na origem da “Villa Rústica” de Milreu, importante casa agrícola Romana datada do séc. I, que no séc. III foi transformada num palácio, dotado de termas abastecidas por águas canalizadas dessa mesma fonte.

Utilizado em épocas posteriores por outros povos, que colonizaram a região, o edifício foi-se degradando ao longo dos tempos, acabando por cair em ruína. A queda da base da sustentação económica daquela exploração agrícola pensa-se, estará na origem da aldeia de Estoi. Os trabalhadores da mesma, após a sua desagregação, ter-se-ão deslocado para junto da fonte que abastecia o conjunto rústico-palaciano, ai construindo as suas casas e dando origem à povoação, que criou raízes e se desenvolveu.

A mais antiga alusão escrita que se conhece de Estoi data de 1415, referindo-se a um participante da conquista de Ceuta, que seria casado com a filha do Alcaide-mor de Estoi.

Património Cultural

Ruínas Romanas de Milreu
Monumento nacional constituído por vila rústica – séc. I, Palácio com termas – séc. III e Templo pagão – séc. IV



Igreja Matriz
Templo do séc. XVI, construído no estilo Renascentista, remodelado no final do séc. XVIII em estilo Neoclássico, sob a orientação do arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri. Possui interessante torre sineira, púlpito em mármore regional, estatuária sacra dos sécs. XVII, XVIII e XIX e uma custódia em prata dourada do séc. XVII.

Ermida do Pé da Cruz
Templo construído em 1600, com azulejos-padrão seiscentistas, retábulo estilo Rococó e fachada remodelada em estilo Neoclássico.

Palácio de Estoi
Conjunto classificado, constituído por palácio e jardins em estilo Romântico (séc. XIX), mandado construir num local com excelente enquadramento paisagístico, por Fernando José Pereira do Carvalhal e Vasconcelos, membro de uma das famílias mais destintas da nobreza algarvia. A conclusão das obras e decoração só foram concretizadas no final do séc. XIX e início do séc. XX, ao tempo de José Francisco da Silva, Visconde de Estoi, que recorreu para o efeito a importantes artistas nacionais e a galerias de arte italianas.


Merecem destaque no interior o conjunto de trabalhos em estuque e o mobiliário dos salões nobres e nos jardins a azulejoaria e estatuária.
“Se em matéria de Palácios para belas adormecidas o autor não tivesse como tem idéias tão bem definidas, talvez adaptasse para o efeito estes jardins e estas arquitecturas”

Quinta de S. João da Horta Nova
Interessante conjunto de casa de Quinta com capela, anexos agrícolas e tanque, do séc. XVIII.

Núcleo Histórico
Conjunto de ruas, praças e patrimônio habitacional de carácter algarvio, fachadas caiadas, cantarias em pedra trabalhadas, varandas em ferro forjado e chaminés recortadas, na presença de pequenos quintais com árvores e flores.


Obra Poética de Emiliano da Costa
Importante poeta algarvio nascido em Tavira, que adoptou a aldeia de Estoi como sua, aqui se radicando com carácter definitivo, jovem recém licenciado em medicina, para exercer a sua actividade profissional e escrever a sua obra poética grande parte da qual dedicada à sua “Aldeia Branca”, ao seu povo, costumes e vivência rural.


Aves, flores, saudades

Sol a sol, desde a serra até ao mar,

Das pegas-rabilongas às gaivotas,
A orquestra alada, requintado as notas,
De nascente a poente é só tocar:

Ocarinas em fila – terras-cottas
Em beirais de telhado; à beira-mar,
Flautas de abibes; harpas de luar

Em garças ribeirinhas, nas marnotas;
Ao longo das ribeiras são as filas
Dos violinos – sílvias e fringilas –
Violetas, violas-trisonoras

E no alto do céu, flamas em jogo,
A regê-los, o Pássaro de Fogo
Peneira as grandes asas criadoras.                                                                     
(in “Concerto ao ar livre”)




Património Natural

Zona do barrocal algarvio, de paisagem variada, não descaracterizada, com interessantes passeios por estradas rurais, desfrutando nos seus pontos mais elevados de magníficas vistas de mar e serra.

Produtos Locais

Perduram algumas olarias tradicionais e existe um Centro de Arte onde se manufacturam alguns trabalhos interessantes de vidro e cerâmica.

sábado, 11 de outubro de 2014

Associação Oncológica do Algarve organiza Mamamaratona 14

A Associação Oncológica do Algarve em parceria com a Câmara Municipal de Portimão e a Associação de Atletismo do Algarve, vão realizar amanhã, dia 12 de outubro de 2014, pelas 10 horas, a Mamamaratona 14.
A prova tem como principais objetivos alertar a população para a problemática do Cancro, em particular da Mama, sensibilizar as pessoas para a prática de um estilo de vida saudável e angariar fundos para o próximo projeto, a Casa Flor das Dunas, uma residência temporária para o doente oncológico que se encontra em tratamento na Unidade de Radioterapia do Algarve, também obra da AOA.
A Mamamaratona 14 será constituída por uma Marcha/Corrida de 8 km, com um percurso suave, plano, tendo como ponto de partida e de chegada o espaço da Antiga Lota da Zona Ribeirinha, desenrolando-se pela marginal e cidade, à beira do Rio Arade. A participação na prova é aberta a todas as pessoas e de todas as idades que se sintam capazes de participar e pode ser feita a correr ou a caminhar.
Para além da Marcha/Corrida também se irá realizar a 3ª Meia Mamamaratona (21 km) e a 2ª Mini Mamamaratona (10 km), provas integradas na Mamamaratona 14.
O percurso da 2ª Meia Maratona tem início e chegada na antiga lota de Portimão na zona ribeirinha de Portimão, realizando 2 voltas ao percurso numa distância total de 21.097 metros. O percurso da 2ª Mini Meia Maratona é o mesmo a da Meia Maratona, sendo realizado 1 volta ao percurso numa distância aproximada de 10,5 km.
Escalões (Mini Maratona):
- Juniores M/F (18 a 19 anos)
- Seniores M/F (20 a 34 anos)
- Veteranos M 1 (35 a 44 anos)
- Veteranos M 2 (45 ou mais anos)
- Veteranas F (35 ou mais anos)

Escalões (Meia Maratona):
- Seniores M/F (20 a 34 anos)
- Veteranos M 1 (35 a 44 anos)
- Veteranos M 2 (45 ou mais anos)
- Veteranas F (35 ou mais anos)

As inscrições podem ser efetuadas até ao dia 11 de outubro de 2014, nos seguintes locais: Associação de Atletismo do Algarve (Faro), Sede A.O.A. (Faro), Forum Algarve (Faro), Edifício Antiga Lota Zona Ribeirinha (Portimão), Centro Comercial Continente (Portimão), Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (Portimão).
Para mais informações, consultar site oficial da Mamamaratona 14 ou o regulamento disponível no site da AAA - www.aaalgarve.org