domingo, 12 de outubro de 2014

Terras do nosso Algarve - Estoi

Estoi é uma terra com carácter, uma aldeia com personalidade.

Antiga, festiva e tradicional, mantém nas suas ruas e casas muito ao jeito algarvio. As fachadas caiadas, as chaminés rendilhadas, os pequenos quintais com árvores e flores, são ainda a alma desta região.


Respira-se Algarve em Estoi.

Ao longo de todo o ano chegam turistas procurando o passado nas ruínas de Milreu, espólio do tempo dos romanos, e no Palácio de Estoi, construção que remonta ao século XIX.

Estoi é uma aldeia de gente calorosa e hospedeira.

Estoi, uma das aldeias mais típicas do Algarve, fica situada nas faldas da Serra do Monte Figo, a ramificação mais meridional da Serra do Caldeirão, que debruçada sobre a estreita planície litoral, na zona centro do Algarve, dá inicio ao Barrocal. A 9 Km de Faro, é servida de boas acessibilidades, uma vez que tanto a EN 2, como o nó de Faro / S.Brás, da IP1 Via do Infante, distam apenas algumas centenas de metros do núcleo urbano.



A actividade económica da freguesia é baseada no sector primário, havendo, no entanto, algumas industrias directamente ligadas à actividade agrícola e agro-pecuária, bem como à transformação de mármores e pedras ornamentais. Merece destaque também, a construção e os serviços.

O pomar tradicional de sequeiro, constituído por misto de amendoeira, alfarrobeira, oliveira e figueira é, de há muito, o coberto vegetal predominante da freguesia e representa a actividade principal, que ao longo dos séculos, num saber feito de tradição, que perdurou das colonizações romana e árabe, absorveu a maioria da mão de obra das suas populações.

Os serviços ligados aos sectores da Administração Pública, Ensino e Educação, Comércio, Transportes e Turismo e Construção Civil, por outro lado, tornaram-se contudo os principais sectores económicos da região.

A abundância da água da fonte localizada na praça principal do núcleo histórico da aldeia, está na origem da “Villa Rústica” de Milreu, importante casa agrícola Romana datada do séc. I, que no séc. III foi transformada num palácio, dotado de termas abastecidas por águas canalizadas dessa mesma fonte.

Utilizado em épocas posteriores por outros povos, que colonizaram a região, o edifício foi-se degradando ao longo dos tempos, acabando por cair em ruína. A queda da base da sustentação económica daquela exploração agrícola pensa-se, estará na origem da aldeia de Estoi. Os trabalhadores da mesma, após a sua desagregação, ter-se-ão deslocado para junto da fonte que abastecia o conjunto rústico-palaciano, ai construindo as suas casas e dando origem à povoação, que criou raízes e se desenvolveu.

A mais antiga alusão escrita que se conhece de Estoi data de 1415, referindo-se a um participante da conquista de Ceuta, que seria casado com a filha do Alcaide-mor de Estoi.

Património Cultural

Ruínas Romanas de Milreu
Monumento nacional constituído por vila rústica – séc. I, Palácio com termas – séc. III e Templo pagão – séc. IV



Igreja Matriz
Templo do séc. XVI, construído no estilo Renascentista, remodelado no final do séc. XVIII em estilo Neoclássico, sob a orientação do arquitecto italiano Francisco Xavier Fabri. Possui interessante torre sineira, púlpito em mármore regional, estatuária sacra dos sécs. XVII, XVIII e XIX e uma custódia em prata dourada do séc. XVII.

Ermida do Pé da Cruz
Templo construído em 1600, com azulejos-padrão seiscentistas, retábulo estilo Rococó e fachada remodelada em estilo Neoclássico.

Palácio de Estoi
Conjunto classificado, constituído por palácio e jardins em estilo Romântico (séc. XIX), mandado construir num local com excelente enquadramento paisagístico, por Fernando José Pereira do Carvalhal e Vasconcelos, membro de uma das famílias mais destintas da nobreza algarvia. A conclusão das obras e decoração só foram concretizadas no final do séc. XIX e início do séc. XX, ao tempo de José Francisco da Silva, Visconde de Estoi, que recorreu para o efeito a importantes artistas nacionais e a galerias de arte italianas.


Merecem destaque no interior o conjunto de trabalhos em estuque e o mobiliário dos salões nobres e nos jardins a azulejoaria e estatuária.
“Se em matéria de Palácios para belas adormecidas o autor não tivesse como tem idéias tão bem definidas, talvez adaptasse para o efeito estes jardins e estas arquitecturas”

Quinta de S. João da Horta Nova
Interessante conjunto de casa de Quinta com capela, anexos agrícolas e tanque, do séc. XVIII.

Núcleo Histórico
Conjunto de ruas, praças e patrimônio habitacional de carácter algarvio, fachadas caiadas, cantarias em pedra trabalhadas, varandas em ferro forjado e chaminés recortadas, na presença de pequenos quintais com árvores e flores.


Obra Poética de Emiliano da Costa
Importante poeta algarvio nascido em Tavira, que adoptou a aldeia de Estoi como sua, aqui se radicando com carácter definitivo, jovem recém licenciado em medicina, para exercer a sua actividade profissional e escrever a sua obra poética grande parte da qual dedicada à sua “Aldeia Branca”, ao seu povo, costumes e vivência rural.


Aves, flores, saudades

Sol a sol, desde a serra até ao mar,

Das pegas-rabilongas às gaivotas,
A orquestra alada, requintado as notas,
De nascente a poente é só tocar:

Ocarinas em fila – terras-cottas
Em beirais de telhado; à beira-mar,
Flautas de abibes; harpas de luar

Em garças ribeirinhas, nas marnotas;
Ao longo das ribeiras são as filas
Dos violinos – sílvias e fringilas –
Violetas, violas-trisonoras

E no alto do céu, flamas em jogo,
A regê-los, o Pássaro de Fogo
Peneira as grandes asas criadoras.                                                                     
(in “Concerto ao ar livre”)




Património Natural

Zona do barrocal algarvio, de paisagem variada, não descaracterizada, com interessantes passeios por estradas rurais, desfrutando nos seus pontos mais elevados de magníficas vistas de mar e serra.

Produtos Locais

Perduram algumas olarias tradicionais e existe um Centro de Arte onde se manufacturam alguns trabalhos interessantes de vidro e cerâmica.

sábado, 11 de outubro de 2014

Associação Oncológica do Algarve organiza Mamamaratona 14

A Associação Oncológica do Algarve em parceria com a Câmara Municipal de Portimão e a Associação de Atletismo do Algarve, vão realizar amanhã, dia 12 de outubro de 2014, pelas 10 horas, a Mamamaratona 14.
A prova tem como principais objetivos alertar a população para a problemática do Cancro, em particular da Mama, sensibilizar as pessoas para a prática de um estilo de vida saudável e angariar fundos para o próximo projeto, a Casa Flor das Dunas, uma residência temporária para o doente oncológico que se encontra em tratamento na Unidade de Radioterapia do Algarve, também obra da AOA.
A Mamamaratona 14 será constituída por uma Marcha/Corrida de 8 km, com um percurso suave, plano, tendo como ponto de partida e de chegada o espaço da Antiga Lota da Zona Ribeirinha, desenrolando-se pela marginal e cidade, à beira do Rio Arade. A participação na prova é aberta a todas as pessoas e de todas as idades que se sintam capazes de participar e pode ser feita a correr ou a caminhar.
Para além da Marcha/Corrida também se irá realizar a 3ª Meia Mamamaratona (21 km) e a 2ª Mini Mamamaratona (10 km), provas integradas na Mamamaratona 14.
O percurso da 2ª Meia Maratona tem início e chegada na antiga lota de Portimão na zona ribeirinha de Portimão, realizando 2 voltas ao percurso numa distância total de 21.097 metros. O percurso da 2ª Mini Meia Maratona é o mesmo a da Meia Maratona, sendo realizado 1 volta ao percurso numa distância aproximada de 10,5 km.
Escalões (Mini Maratona):
- Juniores M/F (18 a 19 anos)
- Seniores M/F (20 a 34 anos)
- Veteranos M 1 (35 a 44 anos)
- Veteranos M 2 (45 ou mais anos)
- Veteranas F (35 ou mais anos)

Escalões (Meia Maratona):
- Seniores M/F (20 a 34 anos)
- Veteranos M 1 (35 a 44 anos)
- Veteranos M 2 (45 ou mais anos)
- Veteranas F (35 ou mais anos)

As inscrições podem ser efetuadas até ao dia 11 de outubro de 2014, nos seguintes locais: Associação de Atletismo do Algarve (Faro), Sede A.O.A. (Faro), Forum Algarve (Faro), Edifício Antiga Lota Zona Ribeirinha (Portimão), Centro Comercial Continente (Portimão), Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (Portimão).
Para mais informações, consultar site oficial da Mamamaratona 14 ou o regulamento disponível no site da AAA - www.aaalgarve.org

Universidade do Algarve cresce 12% face à estagnação nacional de admitidos no ensino superior

A Universidade do Algarve (UAlg) regista o maior aumento no número de admitidos entre as universidades portuguesas. A constatação é feita após a publicação dos resultados da 3ª fase do Concurso Nacional de Acesso (CNA) ao Ensino Superior.



Os dados publicados pela Direção Geral do Ensino Superior indicam que, em 2014, não se verificou um aumento no número total de admitidos a nível nacional (- 0,04%), enquanto a UAlg teve um crescimento de 12%.

Por sua vez, o número de candidatos que escolheram esta instituição como 1ª opção cresceu 22% no conjunto das 3 fases do CNA (1ª fase: +14%, 2ª fase: +32% e 3ª fase: +66%).

O crescimento do número de admitidos, associado ao ajustamento da oferta formativa (1562 vagas em 2013 para 1420 vagas em 2014), permitiu, após a conclusão da 3ª fase, um aumento de 14 pontos percentuais da taxa de ocupação.


Quanto à origem geográfica dos colocados na universidade algarvia, e tendo por referência apenas dados da 1ª fase, o Algarve continua a ser a região dominante, representando 58% do recrutamento, com um crescimento de 15% face ao ano letivo passado.

A nível nacional, destacam-se os distritos de Aveiro, Leiria, Lisboa, Santarém e Setúbal, que, comparativamente ao ano passado, registam, no seu conjunto, um crescimento de 50%, representando 22% dos alunos colocados na UAlg.

Para o reitor António Branco, “os resultados da Universidade, concluída a 3ª e última fase do CNA, confirmam a tendência ocorrida na 1ª fase, o que é um motivo de grande satisfação. Também se verifica um crescimento muito significativo de candidatos oriundos do Algarve”.

“Tal evidência reforça a minha convicção de que vale a pena continuar a trabalhar para tornar ainda mais visível a nossa capacidade de formar quadros superiores entre os jovens da região e assim contribuir para o desenvolvimento do Algarve”, acrescenta.

“Não posso deixar de me regozijar, também, com o aumento de candidatos de outros distritos, esperando que a sua permanência académica no Algarve venha a constituir um fator de motivação para, findo esse percurso, se fixarem cá”, conclui o reitor.


Fonte: http://www.sulinformacao.pt/

Dieta Mediterrânica com sabor a Algarve dá-se a provar no Egito

“Cataplana de Pintada com Batata-doce de Aljezur e Mexilhão” e “Polvo de Santa Luzia com Xarém de Ameijoa Branca e espinafre salteado” foram as duas receitas escolhidas pelos Chefs do projeto SlowMed para representarem Portugal no Encontro Internacional, que decorre entre 26 e 30 de Outubro, na Biblioteca de Alexandria, no Egito.


As seis equipas nacionais (Local Working Groups – LWG) do projeto SlowMed vão reunir-se durante quatro dias para aprofundar o trabalho que está a ser realizado em Portugal, no Egito, em Espanha, na Itália, Palestina e Líbano e para delinear em conjunto as próximas etapas da cooperação internacional.
Durante estes dias, irão ser apresentados aos participantes os pratos que o LWG português considerou mais representativos da gastronomia mediterrânica, no Algarve, num exercício gastronómico de simbiose entre a tradição e a inovação.
O LWG Português integra quatro chefs (Adérito Almeida e Abílio Guerreiro, da EHTA, Margarida Vargues e Pedro Beleza, com a consultoria do chef José Niza, da Tertúlia Algarvia), quatro cineastas (Jorge Mestre Simão, do CIAC-UAlg, Fúlvia de Almeida, Ana Medeira e Rodrigo Cartegiano), uma nutricionista (Catarina Vasconcelos) e uma especialista em comunicação e alimentação (Susana Rosa).
Projeto SlowMed, apoiado pelo programa ENPI CBC-MED, tem como objetivos consagrar a Dieta Mediterrânica como um estilo de vida saudável e o Slow Food como uma forma de diálogo cultural entre os povos do mediterrâneo.

Visa incentivar a preservação e conservação do património gastronómico, cultural e artístico do Mediterrâneo, promover o reconhecimento da gastronomia como uma forma de expressão cultural e artística e de aproximação entre os povos do mediterrânico e ainda estimular a cooperação económica, cultural e institucional no campo da Dieta, Cultura e Arte Mediterrânica.


Entretanto, no próximo dia 13 de Outubro,  segunda-feira, decorrem na zona histórica de Faro as filmagens finais do vídeo com que o LWG Algarvio fará a apresentação da região no Encontro Internacional de Alexandria.
Estas filmagens culminam uma fase exploratória em que muitas filmagens, entrevistas, pesquisas e recolhas de receitas foram feitas, segundo os temas “Mar” (durante a II Feira da Dieta Mediterrânica em Tavira) e “Terra”, durante o evento “TocA’Andar” na Serra do Caldeirão, onde o LWG também organizou a realização de um Show Cooking de Dieta Mediterrânica.
O Festival Internacional da Dieta Mediterrânica, a decorrer em Alexandria, no Egito, conta com mais de 80 convidados provenientes de Itália, Egito, Espanha, Líbano, Palestina e Portugal.
Entre esses convidados contam-se chefs de mérito internacional para o Júri da Competição Internacional de Pratos de Fusão, 24 Chefs dos LWG, consultores gastronómicos portugueses, realizadores de cinema de mérito Internacional, para o Júri do Concurso Internacional de Documentários sobre a Dieta Mediterrânica, 24 Cineastas dos LWG, seis Dietistas, seis especialistas em alimentação e comunicação, 14 coordenadores de LWG e de projeto e outras personalidades nacionais e internacionais.
Ao longo dos quatro dias do Encontro, terão lugar exibições de gastronomia de Itália, Egito, Espanha, Líbano, Palestina e Portugal, Cooking Classes internacionais sobre cozinha de fusão nestes países, um Seminário Internacional sobre a Dieta Mediterrânica, um concerto de música portuguesa, uma competição Internacional de Pratos de Fusão em torno da Dieta Mediterrânica, um Concurso Internacional de Documentários sobre a Dieta Mediterrânica, um Jantar internacional de Dieta Mediterrânica, a apresentação do Livro de Receitas de Dieta Mediterrânica, para crianças, e ainda um Workshop Internacional de Nutrição e Dieta Mediterrânica.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Gastronomia e doçaria do nosso Algarve - Almendrados do Algarve


Ingredientes:

250 g amêndoa(s)
250 g açúcar glacé
2 clara(s) de ovo(s)
1 c. sopa manteiga
2 c. sopa farinha
q.b. canela em pó




Preparação:

1. Escalde as amêndoas num tacho com água a ferver, em seguida retire a pele e esmague-as retirando 18 amêndoas inteiras para a decoração. 

2. Bata as claras em castelo com o açucar. 

3. Adicione a farinha às amêndoas e a canela e junte as claras batidas, misturando cuidadosamente para não baixarem.

4. Unte um tabuleiro de forno e coloque sobre ele colheradas da preparação. 

5. Enfeite com uma amêndoa sobre cada almendrado e leve a forno médio durante 20 a 30 minutos. 

6. Deixe esfriar e sirva.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ocupação hoteleira no Algarve sobe em setembro ajudada por alemães e portugueses

Os turistas alemães e portugueses contribuíram, durante o mês de setembro, para um ligeiro aumento na taxa de ocupação hoteleira no Algarve, indicam dados revelados hoje pala principal associação regional do setor.


Em comunicado, a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) refere que a ocupação hoteleira em setembro foi de 81%, mais 1,7% do que no mesmo mês de 2013.

Segundo a associação, foram as subidas dos mercados alemão (mais 1,8 pontos percentuais) e português (mais 0,9) as principais responsáveis pelo aumento, uma vez que um dos principais emissores de turistas para o Algarve, o mercado britânico, caiu face ao ano passado.

As zonas de Portimão e Praia da Rocha (mais 4,7 pontos percentuais), Tavira (mais 3,9) e Monte Gordo e Vila Real de Santo António (mais 2,8) foram as que apresentaram as maiores subidas.


Em Monte Gordo e Vila Real de Santo António registou-se a taxa de ocupação média mais elevada (88%), tendo a mais baixa ocorrido em Carvoeiro e Armação de Pêra (74,5%).

Por categorias, os aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas e os hotéis e aparthotéis de três estrelas foram os que apresentaram as maiores subidas nas ocupações.

Os hotéis a aparthotéis de cinco estrelas registaram a ocupação mais baixa (72,9%), enquanto os hotéis e aparthotéis de três estrelas registaram a mais alta (87,4%).

O volume de negócios aumentou 3,5% relativamente ao mês homólogo de 2013, conclui a associação.


Terras do nosso Algarve - Fuseta

Fuseta é uma freguesia portuguesa do concelho de Olhão do distrito de Faro, situando-se na região do Sotavento Algarvio, com 0,36 km² de área e 1 918 habitantes (2011). Densidade: 5 327,8 hab/km². Pertenceu ao concelho de Tavira até 1876.

Com uma área de 0,36 quilómetros quadrados, localiza-se no litoral, sendo limitada, a Norte, pela vila de Moncarapacho, a Sul, pela Ria Formosa, a Leste, pelo concelho de Tavira e, a Oeste, pela freguesia de Moncarapacho, embora apenas uma freguesia, Moncarapacho, a delimite.


A Fuseta, segundo os relatos históricos mais antigos datados de 1572, era conhecida por “Fozeta” (diminutivo de foz) o que teria tido origem no facto de ali desaguar um ribeiro chamado “ribeiro do tronco”. É descrito como um sítio que pouco a pouco se foi desenvolvendo e aumentando em população até constituir um lugar. Desconhece-se a data em que ali se terá começado a constituir um aglomerado populacional. De início apenas existiam algumas cabanas que serviam para guardar utensílios das armações de pesca que se lançavam naquele local.

Seja como for, a Fuzeta não é tão recente como se julga. Já na época das Descobertas se ouvia falar dela, tanto assim que os seus pescadores partiram nas caravelas e, com Gaspar Corte-Real, nobre residente nestas paragens, descobriram a Terra Nova em 1500. Talvez por isso, foram os primeiros portugueses a aventurarem-se nestes mares para a difícil pesca do bacalhau.
Fuseta era a antiga freguesia de Nossa Senhora do Carmo, um curato do concelho de Tavira, ao qual pertenceu, tendo ainda estado anexa à freguesia de Olhão. O seu povoamento iniciou-se com algumas cabanas que eram usadas pelos pescadores para guardar todos os aprestos utilizados na pesca de armação praticada neste local. Mais tarde o número de cabanas foi aumentando, dando-se a fixação de pescadores que desejavam ter uma maior comodidade na barra.



A Capela de Nossa Senhora do Carmo já existiria na freguesia no ano de 1758, numa construção erigida na sequência de um voto feito a essa Santa, devido a um fausto acontecimento. A povoação cresceu de tal forma que os moradores, cento e trinta e dois no total, requereram ao bispo do Algarve, D. Francisco Gomes de Avelar, a independência da freguesia que se encontrava anexada a Moncarapacho, em 1784. A 12 de Março desse ano, a autorização foi concedida pelo bispo D. André, criando-se uma coadjutoria anexa à freguesia na condição de que, se a povoação crescesse mais, seria totalmente separada de Moncarapacho, pagando 9 mil réis ao pároco por ano, 6 mil dos quais seriam aplicados, anualmente, na confraria do Santíssimo Sacramento da Fuzeta.
Há registo de que a povoação teria noventa pescadores e seis barcos de pesca em 1790, indo estes pescar para os mares de Laraxe, entre Abril e Setembro. De Outubro ao final da Quaresma a faina tinha por destino os mares de Setúbal, sendo o pescado escoado em Lisboa. No ano de 1835, a freguesia ficou isenta de pagar a quantia que devia por determinação do governador do bispado, Dr. António de Santo Ilídio da Fonseca e Silva. Foi neste mesmo ano que o mesmo determinou a construção da igreja paroquial, tendo sido visitada pelo rei D. Carlos I, em 1898. Foi edificada num local elevado, sendo assistida pelos rendimentos do compromisso marítimo de 1825 que separou Fuzeta de Tavira. Os pescadores contribuíam não só para o sustento do pároco, mas também para a fábrica da igreja. Os pescadores que iam para as águas de Setúbal davam oitocentos réis para o compromisso e quatrocentos e oitenta para a igreja.

A administração da fábrica da igreja era da responsabilidade de dois homens eleitos, os quais detinham os cargos de fabriqueiro e de escrivão, sendo nomeados pelos marítimos cujo presidente era o pároco.
A actividade principal desta Vila continua a ser a pesca e os seus derivados, despontando actualmente o turismo, devido à praia, à proximidade da Ilha da Armona-Fuseta e ao Parque de Campismo que acolhe centenas de visitantes no Verão.



Terra de pescadores, ainda conserva muitas das suas casas de forma cúbica, rematadas por terraços - as açoteias - de onde despontam as curiosas chaminés de balã, características desta zona do Algarve.

domingo, 5 de outubro de 2014

Algarvios ilustres e famosos - Ruben Faria


Ruben Faria (Campeão Nacional de Motocross e Supercross), nascido no dia 29 Julho 1974 em Olhão, Portugal.

Este piloto algarvio fez história na última edição do Dakar, conseguindo a melhor classificação de sempre de um português na prova, começou a experimentar os motores com uns meros 5 anos, iniciando-se na competição aos 8. Iniciando-se quase a partir do berço, o amor pelas motos é algo que acompanha Ruben desde sempre, com a sua primeira moto a ser uma Zundapp 50cc automática "fabricada pelo grande mestre - o meu pai".



Os títulos vêm se acumulando e em 1999 e 2000 foi campeão nacional de Todo-o-Terreno, conseguindo também vitórias em provas como o Rali de Marrocos em 2007, Vencedor do Rally dos Sertões (450cc) e do Pax Rally em 2008 e ainda soma várias participações no Rali Dakar, com vitórias em várias etapas desde a sua primeira participação no ano de 2003.


O atleta natural de Olhão, é o piloto principal dentro da equipa Red Bull KTM Factory Racing, alinhando na época de 2013/14 ao lado do espanhol Marc Coma - por três vezes vencedor do Dakar - e do norte-americano Kurt Caselli.


Com a última edição do Dakar a ser a melhor da história, ficando apenas atrás do seu chefe-de-equipa na KTM/Red Bull, Cyril Després, o futuro parece risonho e Ruben aspira a voos ainda mais altos. Com o sonho de vencer o Dakar bem presente Ruben prepara-se para uma edição do Dakar única e onde só se pode esperar o melhor do piloto algarvio.

Fonte: http://www.redbull.com/

sábado, 4 de outubro de 2014

Praias do nosso Algarve - Praia da Ilha da Barreta (Deserta)

O acesso faz-se por mar, a partir do sugestivo Cais da Porta do Sol, em Faro. Vale sempre a pena atravessar os labirintos de areia e vasa da Ria Formosa e o barco serpenteia por canais e bancos de sapal. Pelo caminho há que prestar atenção às diversas aves que por aqui se alimentam, como os graciosos flamingos. Já na praia, o areal não tem fim à vista, são cerca de 10 km de silêncio e de sossego, tanto na praia marítima como na praia de ria.


Estamos numa área completamente desabitada da Ria Formosa. O cordão dunar mantém preservada a sua vegetação original bem como a capacidade de abrigar fauna, sobretudo aves: borrelhos, garajaus, andorinhas do mar, gaivinas ou chilretas podem aqui nidificar tranquilamente, longe dos predadores naturais. 


A partir do porto de embarque é possível fazer um Percurso de Natureza sobre um passadiço de madeira, construído com sulipas de caminho-de-ferro. Para nascente a ilha ganha robustez, configurando o cabo de St.ª Maria, o extremo meridional de Portugal Continental.

Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.

Acesso: de barco a partir de Faro (cais da Porta do Sol), durante o Verão ou mediante solicitação. Equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sul / sudoeste.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Praias do nosso Algarve - Praia do Forte Novo

A Praia do Forte Novo situa-se no extremo nascente de Quarteira, mas já numa zona de carácter natural, longe da agitação urbana e sem a função protectora dos molhes, o que provoca uma redução drástica na largura do areal. 


Aqui surgem as arribas baixas e macias características deste troço de costa, de intensa cor ocre, que contrasta fortemente com o verde profundo dos pinhais que as encimam e com o branco pérola dos areais. O mar avança frequentemente sobre a base da arriba e, aqui e ali, observam-se pinheiros descalços, ou seja, com as raízes expostas. 


É uma zona de charneira, para poente avista-se o casario imenso de Quarteira e Vilamoura, para nascente a construção urbana dá lugar ao manto verde dos pinhais sobre as arribas vermelhas, intercaladas de quando em quando por pequenas lagoas costeiras.


Acesso: Viário alcatroado (ou pedonal) pela saída nascente de Quarteira. Estacionamento ordenado. Equipamentos de apoio (restaurantes, WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Praias do nosso Algarve - Praia do Manuel Lourenço

O areal é mais pequeno que nas praias a poente, mas o espaço diversifica-se pelas inúmeras reentrâncias e abrigos proporcionados pelas formações rochosas sinuosas e muito recortadas. As formas são caprichosas, especialmente a poente, originadas pela corrosão e desgaste da rocha. 
Para nascente estende-se uma plataforma rochosa de aspecto intrincado onde, na baixa-mar, é possível observar a vida marinha na faixa entre-marés. Recomendam-se igualmente os passeios de máscara e barbatanas pelas rochas submersas. As cores quentes dominam a paisagem, amenizadas pelo verde dos pinheiros e das aroeiras que envolvem a praia.
Na arriba, mas longe do alcance das marés, surgem plantas aromáticas como o tomilho e a perpétua-das-areias, já no areal são a salgadeira e a barrilha, plantas resistentes à salsugem, que abundam. Uma efémera linha de água desagua no areal na época húmida, adensando-se a vegetação nesse local. A envolvente à praia prima pelo verde e encontra-se ajardinada com espécies nativas da região.
Notas: Acesso à praia através de escadas ou de rampa, em madeira.
Acesso: Viário alcatroado a partir da estrada que liga a povoação da Guia à Galé, seguindo a sinalização para a praia. Estacionamento amplo e ordenado a 100 m da praia, exíguo e condicionado junto à praia. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul / sudoeste.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Curta-metragem “Algarve” realça excelentes condições da Praia da Rocha em Portimão para o surf

A Praia da Rocha é um dos locais em evidência na curta-metragem “Algarve”, já considerada a melhor película de surf feita sobre a região, que será exibida a 8 de fevereiro no Pequeno Auditório do TEMPO – Teatro Municipal de Portimão.

Cartaz curta-metragem Algarve

A exibição, com entrada livre, conta com o apoio da Câmara Municipal de Portimão e está marcada para as 19h00, ocorrendo praticamente um mês depois de a Praia da Rocha ter estado em destaque no conceituado site norte-americano The Inertia, referência no meio surfista internacional, que realçou as excelentes caraterísticas de ondulação existentes nesta afamada estância balnear.


A curta-metragem foi filmada ao longo dos últimos meses com Miguel Mouzinho, Eduardo Fernandes, Pedro Henrique, João Guedes, Marlon Lipke e convidados, à procura das melhores ondas em paisagens algarvias pouco vistas no grande ecrã, aliando imagens de surf de qualidade mundial ao espírito de aventura e busca de lugares mais escondidos, constituindo um mosaico de cenários naturais espetaculares.


Os produtores pretendem com este filme promover o litoral sul português e as condições existentes para a prática do surf, sobretudo no inverno, visando também que a curta-metragem represente um incentivo ao turismo, à cultura e ao estilo de vida na face mais selvagem do Algarve.

A presidente da Câmara Municipal de Portimão, Isilda Gomes, vai assistir à exibição da curta-metragem, após o que falará com os presentes sobre as condições que deverão estar reunidas para potenciar ainda mais o desenvolvimento do surf nesta zona da costa algarvia.

Fonte: http://www.metronews.com.pt/

Médico do hospital de Portimão premiado por método inovador para tratar otite serosa nas crianças

Um método inovador a nível mundial, que permite evitar 80% das cirurgias invasivas nas crianças que sofrem de otite média serosa, foi inventado e desenvolvido inteiramente no hospital de Portimão, pela equipa coordenada pelo médico Armin Bidarian Moniri, do Serviço de Otorrinolaringologia no Centro Hospitalar Algarvio (CHA).


O método é aparentemente muito simples e consta de uma máscara que se adapta ao nariz e à boca da criança, com um tubo, um balão que insufla de cada vez que o pequeno doente respira e ainda uma bomba. Tudo isso está escondido dentro de um brinquedo, um peluche, de modo a tornar o tratamento o menos «assustador e agressivo possível» para a criança…e até para os seus pais, como explicou Armin Bidarian Moniri ao Sul Informação.

A invenção e o desenvolvimento deste método valeu ao jovem médico Otorrinolaringologista uma distinção da Rainha Sílvia da Suécia, o seu país natal, que lhe foi entregue no passado dia 22 de Janeiro, no Castelo de Estocolmo, naquele país nórdico.

Esta distinção deve-se ao seu trabalho de investigação relacionado com a deficiência auditiva em crianças, que culminou com a criação de um tratamento inovador e não invasivo da otite média serosa, diminuindo, assim, as cirurgias invasivas.

A perda auditiva em crianças, cuja causa mais frequente é a otite serosa (cerca de 80% das crianças sofrem uma ou mais otites serosas antes dos 4 anos de idade), é uma deficiência comum que pode arrastar-se durante meses a anos antes de ser detetada, resultando em milhares de operações anuais em Portugal e em todo o mundo.

Além dos potenciais riscos associados à anestesia, as crianças sofrem ocasionalmente complicações graves e muitas têm que voltar a ser operadas. Todos estes procedimentos acarretam elevados custos socioeconómicos.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Lendas Algarvias - Lenda da moura Cassina

Esta lenda passa-se em 1149, na véspera da reconquista de Loulé aos Mouros pelo Mestre D. Paio Peres Correia. Loulé estava sob domínio dos mouros e seu governador tinha três belas filhas Zara, Lídia e Cassima que era a mais nova. Quando D. Peres se encontrava no exterior da muralhas da cidade pronto para conquistar a cidade, o governador levou as suas filhas até uma fonte onde as encantou, com o objectivo de as preservar de um possível do cativeiro. Contudo o governador nessa noite conseguiu fugir para Tânger deixando as suas filhas para trás. Mas este não conseguia viver feliz ao pensar na pouca sorte das suas pobres filhas.


Até que num certo dia apareceu em Tânger um "carregamento" de escravos vindos de Portugal onde se encontrava um homem de Loulé, que o governador não hesitou em comprar. Já no palacete o mouro perguntou ao Carpinteiro se ele não gostaria de voltar para perto da sua família, este sem perder um segundo disse que sim. Logo o mouro pegou num alguidar cheio de água dizendo ao louletano para ele se colocar de costas para o alguidar e saltar para o outro lado, prevenindo-o que se caísse dentro da água iria-se afogar no oceano, dando-lhe 3 pães (pães esses que continham a chave para o desencantamento das mouras) diz-lhe o que fazer com eles a fim de libertar as suas lindas filhas do encantamento a que foram sujeitas. O carpinteiro salta e como num passe de mágica chega a sua casa abraçando a sua mulher, logo de seguida ele vai até um canto da casa e esconde os 3 pães dentro de um baú.

Passado algum tempo mulher descobre os pães e fica desconfiada por ele estarem escondidos, então ela pega numa faca afim de ver se há alguma coisa dentro deles, espetando a faca num de imediato ela ouve um grito e as suas mãos enchem-se de sangue vindo do interior do pão. Na véspera de S. João (dia para o encantamento ser quebrado) o carpinteiro estava indiferente à animação pois só pensava em cumprir a promessa por ele feita ao ex-governador, logo que pode pegou nos pães e foi até fonte. Chegando a altura certa este atira o 1º pão para a fonte e grita por Zara, a mais velha das irmãs e uma figura feminina sobe no espaço e desaparece diante dos seus olhos. Logo de seguida atira o 2º e grita por Lídia volta a aparece-lhe outra bela rapariga que desaparece no ar diante dele. Por fim atira o 3º e grita pela filha mais nova do ex-governador, nada acontece, ele volta a grita por Cassima e uma jovem moura aparece-lhe agarrada ao gargalo da fonte, que lhe diz que não pode sair dali devido a curiosidade da sua esposa. Ele pede-lhe desculpa em nome da sua pobre mulher, esta diz que a perdôa e que tem uma coisa para a mulher deste pois jamais poderá sair daquela fonte e atira um cinto bordado a ouro para as mãos do carpinteiro, enquanto desaparece no interior da fonte...

No caminho o Carpinteiro para ver melhor a beleza do cinto coloca-o em redor de um troco de um grande carvalho, mas de imediato a arvore cai por terra, cortada cerce pelo cinto fantástico. Benzendo-se e rezando o carpinteiro compreende tudo: Cassima dera-lhe o cinto apenas para se vingar! Sua mulher ficaria cortada ao meio, como o carvalho gigantesco!... Este correu para casa abraçou a mulher e nessa noite não consegui pregar olho com medo que a moura ali aparece-se, mas isso nunca aconteceu.

Tal como a moura Cassima lhe dissera não mais poderia sair da fonte. Apenas por vezes, segundo se diz - principalmente nas vésperas de S. João - ela consegue agarrar-se ao gargalo da fonte, e mostrar sua beleza, e chorar a sua dor aos que se aventuram por até lá.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Gastronomia Algarvia - Assadura à Monchique

Ingredientes:

800 grs de carne de porco magra ;
sal ;
piri-piri q.b. ;




Confecção:
Corte a carne identicamente à preparada para as febras.
Após salpicá-la com sal, leve-a ao lume a grelhar.
Grelhada a carne, corte-a em pedaços pequenos e tempere-os com azeite de oliveira, alho, salsa e vinagre a gosto.
Sirva com batata frita e salada mista.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Terras do nosso Algarve - Ameixial

Uma referência que distingue o Ameixial é, sem dúvida o tipicismo do casario que compõe a aldeia, uma das mais emblemáticas da região algarvia e até do país. As suas gentes são acolhedoras e mestras na arte de bem receber.


O Ameixial oferece bons motivos para percursos de descoberta dos seus recursos mais notáveis, ao mesmo tempo que se conhecem os aspectos mais salientes da vida da população local: o património natural e arqueológico e a arquitectura rural.

Tomando a direcção de Loulé, passa pelos montes de Besteiros, Cavalos, Pelados e Rebentão. Antes de chegar a Vale da Rosa, virando para nascente, segue por uma estrada ladeada por eucaliptos que conduz à Figueirinha. Ao chegar, pode ser surpreendido. Se houver vento, o moinho local, velas ao vento, estará em funcionamento. É um dos raros casos de sobrevivência em toda a Serra do Caldeirão. Para regressar à EN 2, tome o caminho por Vale de Luís Neto e Cortiçadas até chegar a Vale da Rosa.O Inverno é a melhor época para ver correr as águas das ribeiras que passam ou nascem na freguesia. A ribeira do Vascanito, que nasce no sítio de Besteiros, passa pelo monte de Revezes e desagua no Vascão um pouco adiante. Perto de Reveses pode admirar o pego das Mitras. No caminho de Revezes até ao Cerro dos Vermelhos, tem sempre a Ribeira do Vascão ao lado.

Identidade

É uma freguesia serrana, na partilha do Algarve com o Alentejo, situada a cerca de meia centena de quilómetros de Loulé, a sede do concelho.

Possui belos montados, abundantes colmeias e caracteriza-se pela sua ruralidade. Existem casas com bonitos elementos decorativos, quer platibandas, quer janelas emolduradas com lajes de pedra.


Localização

Limitada pela ribeira do Vascão a Norte, pela freguesia de Salir a Sul e pelas freguesias de Martinlongo e Cachopo a Leste, situa-se no coração da Serra do Caldeirão, num lugar alto, entre os cabeços da serra, donde se avista Beja.


Actividades Principais

A agricultura de subsistência, própria da Serra do Caldeirão, como na generalidade das fre-guesias limítrofes ocupa praticamente toda a população com idade activa como actividade principal ou complementar. Não falta, também, o artesanato local.


História

O passado desta freguesia é muito antigo, estando amplamente documentado, a partir do Neolítico por numerosos achados arquelógicos.

Destes achados destacam-se algumas inscrições ibéricas e um grande número de objectos que integram a colecção de J. Rosa Madeira.

No entanto, da história do Ameixial, pouco sabe sobre o período subseqüente à reconquista cristã. A primeira data em que o Ameixial é referido como sede de freguesia é em 1747. A instituição da paróquia é posterior ao séc. XIV.


Património Cultural

Núcleo Arqueológico de Corte d’Ouro
A 4 km do Ameixial, na estrada (qual) para Martinlongo, encontra a Corte d’Ouro, onde estão assinalados núcleos arqueológicos.

Anta de Beringel, e Anta da Pedra do Alagar estão localizadas num perímetro de 2 km em redor de Corte d’Ouro, são antigos dólmens do Neolítico com mais de 4000 anos.

Moinho do Pisão, é um engenho de moagem tradicional, existente na Ribeira da Corte, que funcionou entre 1836 e 1986 pela acção da água sobre três rodízios que accionavam os sistemas de moagem.

Casas circulares de xisto e colmo, mais conhecidas pelo nome de palheiros


No ponto mais alto dos montes, pode admirar estas belas construções redondas de xisto com cobertura cónica de palha de centeio escorada sobre traves e sem coluna central.

Igreja Matriz de Santo António é um edifício de traço simples.


Património Natural

Miradouro da Serra do Caldeirão
Proporciona uma paisagem sem igual (na EN 2).

Corte D’Ouro
Vale a pena sair da estrada (EN 2) e seguir os trilhos para desfrutar da paisagem envolvente.

Ribeira do Vascão
Justifica que se abandone o transporte e desça até às suas margens para admirar a paisagem, observar as aves ou fazer um piquenique.



Produtos Locais

A produção de trigo, cevada e centeio excede o consumo local e, nas hortas regadas com as águas das serras, há frutas e legumes em abundância. As colmeias, em grande número, assim como a suinicultura e o gado de lã,são importantes na agro-pecuária.

Gastronomia

Para saborear a gastronomia local, pode optar pelos petiscos das casas de pasto e deliciar-se com os petiscos, onde sobressai o pão caseiro, as azeitonas galegas, os queijinhos secos e o porco, nas suas variantes presunto e chouriças e as refeições são completas. Saborosas sopas de legumes ou açordas, pratos de cabrito ou borrego, galo de campo, coelho ou lebre, perdizes, ou o jantar de grão, os cozidos de feijão com carne de porco. Muitas das receitas têm influência da gastronomia alentejana.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Praias do nosso Algarve - Praia Grande e Praia da Angrinha

A praia situa-se em pleno estuário do Rio Arade, aos pés de Ferragudo. O principal acesso ao areal está alinhado com a abertura dos grandes molhes do Arade, avistando-se junto ao molhe Poente, já na Marina de Portimão, uma profusão de mastros e triângulos brancos. O areal é amplo, enquadrado por uma linha de arribas muito desgastadas e corroídas pelos elementos. 


As paredes rochosas fazem-se revestir por muita vegetação, sobretudo plantas adaptadas à salsugem como a barrilha e a salgadeira, ou plantas típicas das dunas, como o trevo-de-creta, que colonizam as pequenas cavidades rochosas onde se acumula areia. Um passadiço assente na areia percorre parte do areal, junto do qual surgem equipamentos turísticos, esplanadas e até um parque infantil. É uma praia muito frequentada mas com troços mais tranquilos para Sul, onde uma mancha verde de pinhal corta a cor quente da arriba. 


Para norte do Forte de S. João do Arade, que em conjunto com a Fortaleza de St.ª Catarina na outra margem do rio, garantia a defesa do estuário, surge o areal da Angrinha, cuja configuração muda ao sabor da foz da ribeira que ali desagua. Esta é uma pequena praia situada no sopé de Ferragudo, uma povoação de tradição piscatória, que se debruça em varandas brancas sobre a margem nascente do Rio Arade.

Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso: Pedonal na povoação de Ferragudo (a cerca de 5Km de Lagoa) para a Praia Grande e Praia da Angrinha. Estacionamento ordenado mas pequeno junto à Praia Grande, estacionamento amplo junto à Angrinha, a 250m da Praia Grande. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear, apenas na Praia Grande. Orientação: sudoeste.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Cerca de 300 pessoas manifestaram-se em Portimão em defesa do Serviço Nacional de Saúde

Entoando palavras de ordem contra o Governo e em defesa do SNS, os manifestantes ostentavam também cartazes onde se lia: "Governo Rua", "Melhor saúde" e "A saúde é um direito"


Cerca de 300 pessoas concentraram-se hoje à entrada do hospital de Portimão, em protesto contra a austeridade e os cortes financeiros, exigindo "um melhor" Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Convocada pela Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde, a manifestação teve início cerca das 15:30, e juntou autarcas, utentes e profissionais de saúde das unidades hospitalares do Algarve.

Entoando palavras de ordem contra o Governo e em defesa do SNS, os manifestantes ostentavam também cartazes onde se lia: "Governo Rua", "Melhor saúde" e "A saúde é um direito".

Em declarações à agência Lusa, Maria José Pacheco, representante do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses indicou que "faltam as condições mínimas para prestar cuidados de excelência às pessoas e, neste momento, até com um mínimo de dignidade".

De acordo com a sindicalista, "os profissionais são cada vez menos e os doentes cada vez mais e não há condições de trabalho" nos hospitais de Lagos, Portimão e Faro, unidades que compõem o Centro Hospitalar do Algarve.

"Como não há profissionais em número suficiente e estes fazem mais horas, o erro é mais suscetível de acontecer", alegou Maria José Pacheco, acrescentando que "faltam também materiais básicos como medicamentos que as pessoas têm de ir comprar ao exterior para usarem dentro do hospital".

"Isto é inadmissível", destacou, observando que neste momento "estão a destruir o Serviço Nacional de Saúde, que é um serviço de excelência, porque não está em causa a competência dos profissionais, mas sim uma vontade política de encerrar serviços e privatizar a saúde".

Por seu turno, Pedro Purificação da Comissão de Utentes da Saúde disse à Lusa que o Centro Hospitalar do Algarve "está a fazer o contrário do que tinha anunciado, ao acabar com serviços às populações".

"Acabaram valências como a cirurgia em Lagos, hospital que agora é apenas um centro de saúde", alegou aquele responsável.

De acordo com Pedro Purificação, "a criação do centro hospitalar irá afetar negativamente os cuidados de saúde em Portimão", sublinhando que a comissão irá manter "a voz elevada em defesa dos cuidados de saúde às populações do Algarve".

"A luta vai continuar até termos novamente o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio", concluiu.


Praias do nosso Algarve - Praia dos Três Castelos

O areal, cuja designação alude aos leixões que teimosamente resistem ao recuo da linha de costa, confina com o pequeno promontório muito recortado onde se situa o miradouro dos Três Castelos. O acesso à praia faz-se através das escadas que descem do miradouro, de onde se desfruta de uma vista admirável sobre as formações rochosas muito esculpidas desta praia, onde são visíveis arcos, grutas e leixões, bem como plataformas nas paredes rochosas, muito apetecíveis para aves como falcões, gaivotas, guinchos, pombos-da-rocha e andorinhões. 


Nas vertentes rochosas mais suaves crescem profusamente aroeiras e plantas resistentes à salsugem, sobretudo barrilha e salgadeira. Já na base das arribas, parasitando as raízes destas plantas halófitas, cresce uma pequena e raríssima planta, com o sugestivo nome vernáculo de piça-de-mouro, que deriva da sua forma fálica e da restrita distribuição geográfica (confinada a alguns locais na bacia do Mediterrâneo). As cores quentes dominam o areal, que é extenso e com troços mais tranquilos a poente.


Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas.

Acesso: Pedonal através da cidade de Portimão. Acesso viário alcatroado a partir da Av. V6 (Portimão), seguindo na direcção da Praia da Rocha. Estacionamento ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sul/sudoeste.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Possibilidade de chuva para o Algarve


O distrito de Faro está hoje sob aviso amarelo, o segundo menos grave de uma escala de quatro, devido à possibilidade de aguaceiros por vezes fortes, informa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).



De acordo com o IPMA, o distrito de Faro vai estar sob aviso amarelo devido à possibilidade de chuva ou aguaceiros por vezes fortes de granizo e acompanhados de trovoadas e rajadas fortes entre as 12h00 de hoje e as 17h59 de sábado.

O IPMA prevê para hoje nas regiões do norte e centro céu pouco nublado ou limpo, vento em geral fraco de leste, soprando moderado de nordeste nas terras altas até ao final da manhã, sendo temporariamente moderado de noroeste no litoral durante a tarde.

No sul, a previsão aponta para céu pouco nublado, apresentando períodos de muito nublado no Baixo Alentejo e Algarve a partir do meio da manhã, condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros a partir da tarde nas mesmas regiões, por vezes fortes, de granizo e acompanhados de trovoada e rajadas fortes.

Em Lisboa, Leiria, Coimbra, Portalegre e Beja prevê-se uma temperatura máxima de 33 graus Celsius, em Faro 27, no Porto 30, Évora 35, Castelo Branco 32, Funchal 24, Ponta Delgada e Angra do Heroísmo 25 e Santa Cruz das Flores vinte e seis.