quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Gastronomia e doçaria do nosso Algarve - Almendrados do Algarve


Ingredientes:

250 g amêndoa(s)
250 g açúcar glacé
2 clara(s) de ovo(s)
1 c. sopa manteiga
2 c. sopa farinha
q.b. canela em pó




Preparação:

1. Escalde as amêndoas num tacho com água a ferver, em seguida retire a pele e esmague-as retirando 18 amêndoas inteiras para a decoração. 

2. Bata as claras em castelo com o açucar. 

3. Adicione a farinha às amêndoas e a canela e junte as claras batidas, misturando cuidadosamente para não baixarem.

4. Unte um tabuleiro de forno e coloque sobre ele colheradas da preparação. 

5. Enfeite com uma amêndoa sobre cada almendrado e leve a forno médio durante 20 a 30 minutos. 

6. Deixe esfriar e sirva.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ocupação hoteleira no Algarve sobe em setembro ajudada por alemães e portugueses

Os turistas alemães e portugueses contribuíram, durante o mês de setembro, para um ligeiro aumento na taxa de ocupação hoteleira no Algarve, indicam dados revelados hoje pala principal associação regional do setor.


Em comunicado, a Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) refere que a ocupação hoteleira em setembro foi de 81%, mais 1,7% do que no mesmo mês de 2013.

Segundo a associação, foram as subidas dos mercados alemão (mais 1,8 pontos percentuais) e português (mais 0,9) as principais responsáveis pelo aumento, uma vez que um dos principais emissores de turistas para o Algarve, o mercado britânico, caiu face ao ano passado.

As zonas de Portimão e Praia da Rocha (mais 4,7 pontos percentuais), Tavira (mais 3,9) e Monte Gordo e Vila Real de Santo António (mais 2,8) foram as que apresentaram as maiores subidas.


Em Monte Gordo e Vila Real de Santo António registou-se a taxa de ocupação média mais elevada (88%), tendo a mais baixa ocorrido em Carvoeiro e Armação de Pêra (74,5%).

Por categorias, os aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas e os hotéis e aparthotéis de três estrelas foram os que apresentaram as maiores subidas nas ocupações.

Os hotéis a aparthotéis de cinco estrelas registaram a ocupação mais baixa (72,9%), enquanto os hotéis e aparthotéis de três estrelas registaram a mais alta (87,4%).

O volume de negócios aumentou 3,5% relativamente ao mês homólogo de 2013, conclui a associação.


Terras do nosso Algarve - Fuseta

Fuseta é uma freguesia portuguesa do concelho de Olhão do distrito de Faro, situando-se na região do Sotavento Algarvio, com 0,36 km² de área e 1 918 habitantes (2011). Densidade: 5 327,8 hab/km². Pertenceu ao concelho de Tavira até 1876.

Com uma área de 0,36 quilómetros quadrados, localiza-se no litoral, sendo limitada, a Norte, pela vila de Moncarapacho, a Sul, pela Ria Formosa, a Leste, pelo concelho de Tavira e, a Oeste, pela freguesia de Moncarapacho, embora apenas uma freguesia, Moncarapacho, a delimite.


A Fuseta, segundo os relatos históricos mais antigos datados de 1572, era conhecida por “Fozeta” (diminutivo de foz) o que teria tido origem no facto de ali desaguar um ribeiro chamado “ribeiro do tronco”. É descrito como um sítio que pouco a pouco se foi desenvolvendo e aumentando em população até constituir um lugar. Desconhece-se a data em que ali se terá começado a constituir um aglomerado populacional. De início apenas existiam algumas cabanas que serviam para guardar utensílios das armações de pesca que se lançavam naquele local.

Seja como for, a Fuzeta não é tão recente como se julga. Já na época das Descobertas se ouvia falar dela, tanto assim que os seus pescadores partiram nas caravelas e, com Gaspar Corte-Real, nobre residente nestas paragens, descobriram a Terra Nova em 1500. Talvez por isso, foram os primeiros portugueses a aventurarem-se nestes mares para a difícil pesca do bacalhau.
Fuseta era a antiga freguesia de Nossa Senhora do Carmo, um curato do concelho de Tavira, ao qual pertenceu, tendo ainda estado anexa à freguesia de Olhão. O seu povoamento iniciou-se com algumas cabanas que eram usadas pelos pescadores para guardar todos os aprestos utilizados na pesca de armação praticada neste local. Mais tarde o número de cabanas foi aumentando, dando-se a fixação de pescadores que desejavam ter uma maior comodidade na barra.



A Capela de Nossa Senhora do Carmo já existiria na freguesia no ano de 1758, numa construção erigida na sequência de um voto feito a essa Santa, devido a um fausto acontecimento. A povoação cresceu de tal forma que os moradores, cento e trinta e dois no total, requereram ao bispo do Algarve, D. Francisco Gomes de Avelar, a independência da freguesia que se encontrava anexada a Moncarapacho, em 1784. A 12 de Março desse ano, a autorização foi concedida pelo bispo D. André, criando-se uma coadjutoria anexa à freguesia na condição de que, se a povoação crescesse mais, seria totalmente separada de Moncarapacho, pagando 9 mil réis ao pároco por ano, 6 mil dos quais seriam aplicados, anualmente, na confraria do Santíssimo Sacramento da Fuzeta.
Há registo de que a povoação teria noventa pescadores e seis barcos de pesca em 1790, indo estes pescar para os mares de Laraxe, entre Abril e Setembro. De Outubro ao final da Quaresma a faina tinha por destino os mares de Setúbal, sendo o pescado escoado em Lisboa. No ano de 1835, a freguesia ficou isenta de pagar a quantia que devia por determinação do governador do bispado, Dr. António de Santo Ilídio da Fonseca e Silva. Foi neste mesmo ano que o mesmo determinou a construção da igreja paroquial, tendo sido visitada pelo rei D. Carlos I, em 1898. Foi edificada num local elevado, sendo assistida pelos rendimentos do compromisso marítimo de 1825 que separou Fuzeta de Tavira. Os pescadores contribuíam não só para o sustento do pároco, mas também para a fábrica da igreja. Os pescadores que iam para as águas de Setúbal davam oitocentos réis para o compromisso e quatrocentos e oitenta para a igreja.

A administração da fábrica da igreja era da responsabilidade de dois homens eleitos, os quais detinham os cargos de fabriqueiro e de escrivão, sendo nomeados pelos marítimos cujo presidente era o pároco.
A actividade principal desta Vila continua a ser a pesca e os seus derivados, despontando actualmente o turismo, devido à praia, à proximidade da Ilha da Armona-Fuseta e ao Parque de Campismo que acolhe centenas de visitantes no Verão.



Terra de pescadores, ainda conserva muitas das suas casas de forma cúbica, rematadas por terraços - as açoteias - de onde despontam as curiosas chaminés de balã, características desta zona do Algarve.

domingo, 5 de outubro de 2014

Algarvios ilustres e famosos - Ruben Faria


Ruben Faria (Campeão Nacional de Motocross e Supercross), nascido no dia 29 Julho 1974 em Olhão, Portugal.

Este piloto algarvio fez história na última edição do Dakar, conseguindo a melhor classificação de sempre de um português na prova, começou a experimentar os motores com uns meros 5 anos, iniciando-se na competição aos 8. Iniciando-se quase a partir do berço, o amor pelas motos é algo que acompanha Ruben desde sempre, com a sua primeira moto a ser uma Zundapp 50cc automática "fabricada pelo grande mestre - o meu pai".



Os títulos vêm se acumulando e em 1999 e 2000 foi campeão nacional de Todo-o-Terreno, conseguindo também vitórias em provas como o Rali de Marrocos em 2007, Vencedor do Rally dos Sertões (450cc) e do Pax Rally em 2008 e ainda soma várias participações no Rali Dakar, com vitórias em várias etapas desde a sua primeira participação no ano de 2003.


O atleta natural de Olhão, é o piloto principal dentro da equipa Red Bull KTM Factory Racing, alinhando na época de 2013/14 ao lado do espanhol Marc Coma - por três vezes vencedor do Dakar - e do norte-americano Kurt Caselli.


Com a última edição do Dakar a ser a melhor da história, ficando apenas atrás do seu chefe-de-equipa na KTM/Red Bull, Cyril Després, o futuro parece risonho e Ruben aspira a voos ainda mais altos. Com o sonho de vencer o Dakar bem presente Ruben prepara-se para uma edição do Dakar única e onde só se pode esperar o melhor do piloto algarvio.

Fonte: http://www.redbull.com/

sábado, 4 de outubro de 2014

Praias do nosso Algarve - Praia da Ilha da Barreta (Deserta)

O acesso faz-se por mar, a partir do sugestivo Cais da Porta do Sol, em Faro. Vale sempre a pena atravessar os labirintos de areia e vasa da Ria Formosa e o barco serpenteia por canais e bancos de sapal. Pelo caminho há que prestar atenção às diversas aves que por aqui se alimentam, como os graciosos flamingos. Já na praia, o areal não tem fim à vista, são cerca de 10 km de silêncio e de sossego, tanto na praia marítima como na praia de ria.


Estamos numa área completamente desabitada da Ria Formosa. O cordão dunar mantém preservada a sua vegetação original bem como a capacidade de abrigar fauna, sobretudo aves: borrelhos, garajaus, andorinhas do mar, gaivinas ou chilretas podem aqui nidificar tranquilamente, longe dos predadores naturais. 


A partir do porto de embarque é possível fazer um Percurso de Natureza sobre um passadiço de madeira, construído com sulipas de caminho-de-ferro. Para nascente a ilha ganha robustez, configurando o cabo de St.ª Maria, o extremo meridional de Portugal Continental.

Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.

Acesso: de barco a partir de Faro (cais da Porta do Sol), durante o Verão ou mediante solicitação. Equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sul / sudoeste.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Praias do nosso Algarve - Praia do Forte Novo

A Praia do Forte Novo situa-se no extremo nascente de Quarteira, mas já numa zona de carácter natural, longe da agitação urbana e sem a função protectora dos molhes, o que provoca uma redução drástica na largura do areal. 


Aqui surgem as arribas baixas e macias características deste troço de costa, de intensa cor ocre, que contrasta fortemente com o verde profundo dos pinhais que as encimam e com o branco pérola dos areais. O mar avança frequentemente sobre a base da arriba e, aqui e ali, observam-se pinheiros descalços, ou seja, com as raízes expostas. 


É uma zona de charneira, para poente avista-se o casario imenso de Quarteira e Vilamoura, para nascente a construção urbana dá lugar ao manto verde dos pinhais sobre as arribas vermelhas, intercaladas de quando em quando por pequenas lagoas costeiras.


Acesso: Viário alcatroado (ou pedonal) pela saída nascente de Quarteira. Estacionamento ordenado. Equipamentos de apoio (restaurantes, WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Praias do nosso Algarve - Praia do Manuel Lourenço

O areal é mais pequeno que nas praias a poente, mas o espaço diversifica-se pelas inúmeras reentrâncias e abrigos proporcionados pelas formações rochosas sinuosas e muito recortadas. As formas são caprichosas, especialmente a poente, originadas pela corrosão e desgaste da rocha. 
Para nascente estende-se uma plataforma rochosa de aspecto intrincado onde, na baixa-mar, é possível observar a vida marinha na faixa entre-marés. Recomendam-se igualmente os passeios de máscara e barbatanas pelas rochas submersas. As cores quentes dominam a paisagem, amenizadas pelo verde dos pinheiros e das aroeiras que envolvem a praia.
Na arriba, mas longe do alcance das marés, surgem plantas aromáticas como o tomilho e a perpétua-das-areias, já no areal são a salgadeira e a barrilha, plantas resistentes à salsugem, que abundam. Uma efémera linha de água desagua no areal na época húmida, adensando-se a vegetação nesse local. A envolvente à praia prima pelo verde e encontra-se ajardinada com espécies nativas da região.
Notas: Acesso à praia através de escadas ou de rampa, em madeira.
Acesso: Viário alcatroado a partir da estrada que liga a povoação da Guia à Galé, seguindo a sinalização para a praia. Estacionamento amplo e ordenado a 100 m da praia, exíguo e condicionado junto à praia. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul / sudoeste.