domingo, 9 de junho de 2013

Praias do nosso Algarve - Praia da Terra Estreita (St.ª Luzia)

Para nascente do Barril a Ilha de Tavira estreita-se, resultando numa língua de areia com não mais de 50m de largura, a chamada Terra Estreita ou Praia de St.ª Luzia, visto ser a partir desta pitoresca vila piscatória que se faz a travessia de barco.


O passeio pela ria vai mostrando os alcatruzes para a captura do polvo e as inúmeras embarcações locais de pesca artesanal, bem como a flora e a fauna típicas do sapal. O areal é vasto e mais deserto que nas praias vizinhas do Barril ou da Ilha de Tavira, proporcionando tranquilidade e isolamento. 


Nesta praia podem admirar-se as flores vistosas do narciso-das-areias e gozar os banhos cálidos de mar, sendo frequente durante o verão surgirem autênticas profusões de algas verdes junto à ilha, o que transmite a curiosa sensação de tomar banho dentro de uma sopa morna. De volta a St.ª Luzia, a bonita avenida marginal enquadrada pela ria oferece diversos restaurantes e tascas onde se pode apreciar o melhor marisco da ria, bem como pratos típicos como a estupeta de atum.

Notas: De modo a contribuir para a preservação do local, o cordão dunar deverá ser atravessado utilizando os passadiços existentes.

Acesso: De barco a partir de St.ª Luzia, sinalizada na EN 125 e a cerca de 3 Km do parque de estacionamento do Barril. Estacionamento amplo e ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudeste.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Terras do nosso Algarve - Querença

A Aldeia de Querença situa-se num monte que dá o nome à freguesia e que se pode caracte-rizar pela transição entre o Barrocal e a Serra. As casas descem pela encosta em todas as direcções e o centro da aldeia encontra-se bem lá no alto, no largo da pequena e bonita igreja, orgulho das gentes de Querença.


A freguesia de Querença está situada no interior do concelho de Loulé. Abrange as zonas do Barrocal, Beira Serra e Serra. A área da freguesia é delimitada a norte pela freguesia de Salir, a Sul pelas freguesias de S. Sebastião e S. Clemente, a nascente pelo concelho de S. Brás de Alportel e a poente pela recentemente criada freguesia da Tor. Dista cerca de 11 Km da sede do concelho e 22 Km do litoral.

Em Querença residem 811 pessoas, a que se juntam muitos visitantes, atraídos pelo pitoresco da aldeia, e pelo seu património gastronómico e ambiental.

Actividades Principais

Agricultura de subsistência; produtos agro-alimentares (mel e aguardente de medronho); artesanato e restauração.

História

Os mais antigos testemunhos da ocupação humana na zona remontam ao Neolítico (Grutas Igrejinha dos Mouros e Salustreira).

Encontramos ainda uma mina de cobre da Idade do Bronze e vestígios de ocupação romana e islâmica.

Desconhece-se a origem do topônimo Querença. A tradição popular atribui-lhe o significado de afecto, amor, boa vontade em que perante a hipótese de anexação de freguesia de Querença à de Salir, os moradores permaneceriam na sua querença desejando a autonomia administrativa.

José Hermano Saraiva escrevia “Querença: é um querer tão forte e tão caloroso que até parece que o destino os ouvia e deu á terra em que nasceram o nome de Querença, de tanto bem que lhe querem”.

No inicío do séc. XVI Querença era uma pequena localidade da freguesia de S. Clemente de Loulé.

Como outras localidades algarvias a pequena povoação conheceu um assinalável crescimento econômico durante a epopeia dos descobrimentos sendo elevada à categoria de sede de freguesia em meados de quinhentos. Em 1554 aparece designada como freguesia de Nossa Sr.ª da Assunção de Querença.

No final do séc. XX, a freguesia viu reduzida a sua área geográfica dada a criação da recente freguesia da Tor.


Património Cultural

Igreja Matriz Nossa Sr.ª da Assunção
Este edifício, com origem no século XVI, possui uma fachada com um belíssimo portal Manuelino (século XVI) e um portal lateral da mesma época. No interior encontramos uma pia-baptismal do mesmo período. O Altar da capela-mor e capelas laterais com retábulos de talha dourada constituem bonitos exemplares da período barroco. Entre as imagens merecem destaque uma Virgem e uma Nossa Sr.ª da Assunção, do século XVII. O terramoto de 1755 causou algumas ruínas na igreja, cujas reparações foram efectuadas nos anos seguintes, sendo desa época a torre sineira.
Do séc. XIX datam o presente frontão da fachada principal do edifício e a janela emoldurada.



Cruzeiro
No largo da Igreja, encontra-se um interessante Cruzeiro, construído integralmente em cantaria assente sobre uma rocha calcária e embelezado com um canteiro circular, provavelmente do século XVI.

Ermida Nossa Srª. do Pé da Cruz
Situada a poente da Igreja Nossa Sr.ª da Assunção, Remonta ao séc. XVII. Constitui um testemunho do estilo chão na arquitectura algarvia. Recentemente restaurada. Hoje em dia é utilizada como espaço funerário.

Moinho Ti Casinha
O pólo museológico situa-se num antigo moinho de água. Óptima vista sobre a serra e ribeira da Mercês. Organizam circuitos pedestres, passeios ao luar, serões culturais, desfolhadas, e outras actividades.


Património Natural

Fonte Benémola
Considerado Sítio Classificado, é um local de paisagem aprazível atravessado pela ribeira da Menalva. Nas suas margens existem algumas espécies vegetais pouco comuns no Algarve - salgueiros, freixos, choupos, tamargueiras e canaviais. Nas encostas do vale, predomina a vegetação típica do Barrocal Algarvio como o alecrim, o rosmaninho, o tomilho, a esteva, o zambujeiro, o sobreiro e a alfarrobeira. Entre a fauna destacam-se a lontra, a grande diversidade de aves e algumas colónias de morcegos.


Na área do parque situam-se as grutas da Salústreira Menor e Salústreira Maior.

As grutas datam do periodo Neolítico e tratam- -se de Grutas Naturais. Aqui foram encontrados vestígios pré-históricos (ex. alguma cerâmica grosseira).

Possuem várias divisões, com uma abóbada de pedra sustentada por colunas. Na caverna da Salustreira Menor encontra-se uma pedra com 1 metros de altura denominada pelo povo de Moura Encantada. Actualmente encontram-se bastante degradadas.

Este local possui ainda uma área de recreio e piquenique junto dos olhos d´água / nascentes (com propriedades terapêuticas reconhecidas).

Fonte Filipe
Fonte situada no curso da Ribeira das Mercês. Área protegida por densa vegetação, equipada com bancos e mesas em pedra e espaço de estacionamento. Zona de lazer, cuja água das fontes tem propriedades terapêuticas reconhecidas. Local onde se realiza a festa do 1º de Maio organizada pela Junta de Freguesia.


É também local de partida ou chegada para um dos mais belos passeios pedestres que pode se realizar ao longo da Ribeira das Mercês.


Produtos Locais

Ao longo do Vale da Ribeira da Menalva ainda existe a arte tradicional da cestaria de cana.

O fabrico de bonecas de trapos é uma arte que tem vindo a destacar-se. As bonecas têm cerca de 25 cm de comprimento e são vestidas e calçadas a rigor, com os trajes tradicionais. As suas figuras representam várias profissões típicas e antigas.

Em Pombal, perto de Querença, fazem-se deliciosos gelados, usando só produtos naturais.

É também nesta freguesia que se destila um dos mais afamados medronho e se produz o mais apreciado chouriço, para além de outras tipicidades.

A Festa das Chouriças (Festa de S. Luís), constitui, entre outros, um dos pontos altos das festividades em honra dos produtos tradicionais locais.

Licores utilizando os mais variados produtos da zona, bem como compotas caseiras e mel são outros dos produtos que bem afamam esta freguesia.


Gastronomia

Em Querença encontramos uma gastronomia típica que os restaurantes locais conservam o mais genuinamente possível. São pratos típicos de Querença, entre outros, a Galinha Cerejada, o Galo de Cabidela e o Xerém (as papas do milho, prato de origem árabe).

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Gastronomia Algarvia - Sopa de Cação

Ingredientes:

Para 4 pessoas

600 grs de cação ;
2 dentes de alho ;
1 folha de louro ;
1 dl de azeite ;
60 grs de farinha ;
1 molho de coentros ;
200 grs de pão caseiro ;
vinagre q.b. ;
sal q.b.


Confecção:
Limpe o cação, lavando-o bem em água fria. Corte em postas pequenas.
Lave e pise os coentros juntamente com os alhos descascados.
Leve um tacho ao lume. Deite o azeite, os coentros e os alhos pisados, a folha de louro e o vinagre. Deixe refogar, sem queimar o alho.
Deite a farinha dissolvida em água, fervendo até cozer formando um líquido espesso e saboroso.
Junte o cação e deixe continuar a fervura até este cozer. Tempere com sal.
Entretanto, corte o pão em fatias pequenas e finas e distribua pelos pratos.
Deite o conteúdo do tacho sobre o pão que se encontra nos pratos e polvilhe com coentros picados.

Conselho: Se desejar, em vez de colocar o pão nos pratos poderá servi-lo à parte.


domingo, 26 de maio de 2013

Saúde e Bem-Estar no nosso Algarve - Yoga


Para mais informações sobre a prática de Yoga no Algarve, inscreva-se no grupo do facebook Saúde e Bem-Estar no nosso Algarve e contate diretamente com alguns dos professores e praticantes desta prática oriental que se encontram inscritos nesse grupo.


O Yoga é uma antiga prática originária da Índia, que consiste na união e equilíbrio entre o corpo e a mente.


Através do auto-conhecimento e da perfeita integração com o mundo exterior, o Yoga leva a um estado de harmonia, paz e serenidade.

Para que se possam sentir os seus benefícios, a sua prática deve ser regular.

Aconselham-se, pelo menos, três aulas de uma hora por semana. Estes benefícios serão ainda maiores se se praticarem diariamente, em casa, algumas das técnicas aprendidas nas aulas.

Com apenas uma sessão de prática já se sentem, no bem estar geral, alguns benefícios do Yoga. Após um mês já se sentirá a qualidade desta actividade e após três meses os seus benefícios gerais começam a sentir-se de forma clara e intensa. Passado um ano alcançam-se as conquistas mais duradouras.

São vários os benefícios desta prática, benefícios esses que farão parte da vida física, mental, emocional, espiritual e não só.




Benefícios Físicos do Yoga

  • A nível físico, o Yoga proporciona um corpo saudável e bonito, dando sensação de bem-estar e alegria de viver. Além disso, podemos salientar alguns benefícios físicos:
  • Diminuição de dores, devido ao aumento da produção de endorfina no corpo
  • Aumento da imunidade
  • Normalização de peso
  • Melhoria de quadros de insónia e depressão
  • Aumento da força e vigor
  • Melhoria da postura, diminuindo dores nas costas
  • Normalização das funções glandulares
  • Aumento da flexibilidade das articulações, dos músculos e tendões
  • Melhoria nas funções digestiva e gastro-intestinal
  • Aumento da eficiência respiratória
  • Aumento da eficiência cardio-vascular
  • Normalização da pressão sanguínea
  • Aumento das ondas Alfa no EEG
  • Equilíbrio da estabilidade das funções do sistema nervoso autónomo
  • Alívio da fibromialgia
  • Desaceleração da pulsação cardíaca
  • Minimização da respiração por minuto, aumentando a vitalidade e longevidade
  • Intensificação da desintoxicação orgânica


Benefícios Mentais do Yoga

  • A nível mental, ao oxigenar fortemente o cérebro, o Yoga estimula a concentração, o discernimento e a serenidade ao reduzir e anular o “stress” do dia a dia. Aumenta também a eficácia da mente ao proporcionar capacidade para tomadas de decisão rápidas e inspiradas. Outros benefícios a nível mental serão:
  • Aumento da memória, concentração e nível de consciência voluntária
  • Aprendizagem mais eficiente
  • Diminuição da ansiedade
  • Aumento da percepção global e centrada
  • Diminuição da hostilidade, depressão e ansiedade
  • Melhoria da percepção dos movimentos do corpo
  • Mais estabilidade e equilíbrio mental e emocional
  • Aumento do bem estar com melhores estados emocionais
  • Diminuição das dependências psicológicas
  • Maior integração social
  • Aumento da paz interior
  • Estimulação do potencial latente
  • Diminuição da letargia mental
  • Ajuda a desenvolver uma atitude positiva em relação à vida
  • Benefícios do Yoga Para as Funções Psico-motoras

O Yoga também contribui para aprimorar as funções psico-motoras ao melhorar o equilíbrio, a função cognitiva, as funções integradas do corpo e a coordenação motora. Esta prática contribui para o aumento da firmeza, destreza de habilidades, força de apreensão e percepções aprofundadas.


Benefícios Bioquímicos do Yoga

Podem também obter-se benefícios bioquímicos importantes na defesa contra o envelhecimento e doenças degenerativas, tais como:
Diminuição da glicose, sódio, triglicerídeos e catecolamina
Queda do colesterol total, aumento do colesterol HDL e diminuição do colesterol VLDL e LDL
Aumento da hemoglobina, tiroxina, proteínas séricas totais, vitamina C e contagem de linfócitos.


Benefícios Emocionais, Morais e Espirituais do Yoga

A nível emocional, a prática do Yoga reduz as questões emocionais à sua verdadeira dimensão. Desenvolve também a maturidade para resolver os assuntos de forma serena e com um consumo de energia mínimo.

Moralmente, desenvolve os princípios éticos e morais indispensáveis à auto-realização do SER e do relacionamento com os outros transmitindo valores como a paciência e o perdão.

Espiritualmente, esta prática constrói a consciência do corpo, dos sentimentos, do mundo ao redor e das necessidades dos outros. Ao fomentar a interdependência entre corpo, mente e espírito o Yoga ensina a viver o conceito de “unicidade”.


sábado, 25 de maio de 2013

Corrida ao ouro no Guadiana

Uma empresa vai avançar com a prospeção de ouro e prata junto ao rio Guadiana.
A Bolt Resources requereu a atribuição de direitos de prospeção de depósitos minerais de ouro e prata em Alcoutim, Castro Marim e Mértola, numa área com 576 quilómetros quadrados.


Segundo um aviso publicado ontem no Diário da República, a empresa Bolt Resources PTY LTD requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de cobre, zinco, chumbo, estanho, volfrâmio, antimónio, ouro e prata, numa área chamada Alcoutim.
Há cerca de seis anos, cientistas da Universidade do Algarve que estudavam os sedimentos no estuário do Guadiana, na zona de Castro Marim, descobriram partículas de ouro.


Praias do nosso Algarve - Praia dos Cavacos

Esta praia de ria situa-se em pleno sapal, junto a um núcleo de apoio à pesca e à mariscagem constituído sobretudo por casas de aprestos. A pequena baía serve de ancoradouro a várias embarcações e encontra-se rodeada por salinas muito luminosas. Muito perto e a poente fica a sede e Centro de Interpretação do Parque Natural da Ria Formosa, com o seu moinho de maré. 


A área envolvente da praia é um local de excelência para observar a vida no sapal e nas salinas, desde a típica vegetação halófita (adaptada à salinidade do meio) aos tímidos caranguejos, com destaque para as inúmeras aves limícolas que por aqui perscrutam a vaza à procura de alimento com os seus longos bicos: o perna-longa, o alfaiate, o maçarico-de-bico-direito, o pilrito-pequeno, a cegonha, o flamingo e várias espécies de garças.O areal é algo estreito mas espraia-se água adentro, o braço de ria é largo e proporciona banhos muito tranquilos. Ao longe, após o canal, avistam-se os bancos de vaza e o cordão dunar da Ilha Armona. A tranquilidade só é quebrada pela passagem regular do comboio, cuja linha-férrea se situa mesmo atrás da praia.


Notas: Neste local realiza-se a Festa Anual dos Cavacos.

Acesso: Viário alcatroado a partir da EN 125, virando para Marim (Águas Santas) cerca de 1.5 Km após a última rotunda de Olhão para nascente. Para chegar até à praia percorre-se mais 1 Km em estrada pavimentada. Estacionamento não ordenado. Sem equipamentos de apoio nem vigilância. Orientação: sul / sudeste.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Produtores Vitivinícolas do Algarve - Quinta João Clara

A quinta João Clara, situada em Alcantarilha, tem a dimensão de 30 hectares, divididos pela cultura da vinha e por outras culturas agrícolas. A história desta quinta remete-nos para a década de 70 do século XX, altura em que o produtor João Alves Clara decidiu aventurar-se no mundo dos vinhos. 




A quinta mantém-se hoje na mão dos descendentes, nomeadamente de Joaquim Alves. Pela primeira vez, este jovem produtor lançou no mercado um vinho de marca, que foi devidamente certificado pela Comissão Vitivinícola Regional Algarvia, segundo a lei em vigor. Uma decisão de aplaudir que mereceu, por isso, o forte apoio do produtor “veterano” João Mendes. O vinho de que se fala é o “João Clara – Vinho Tinto Regional Algarve 2006”, que se apresenta numa garrafa “vestida” pelo artista plástico Júlio Antão.


Actualmente a quinta produz três vinhos com paladar retirado das castas Crato-Branco, Red-Globe, Manteúdo, Negra-Mole, Trincadeira, Syrah, Aragonez e Alicante-Bouschet.


           
João Clara Branco

Floral com toques de toranja. 

Jovem, fresco e leve. Vinho bem estruturado, no conjunto dos seus componentes orgânicos. 

Vinificado em cubas de inox à temperatura de 14 ºC a 16 ºC. 

Na boca comprova os aromas florais e a toranja. Bem arredondado, elegante, suave, persistente, agradável e belo final de boca.

Saladas de peixe, marisco e carnes brancas frias, bacalhau de salga de confecção requintada. Prato de peixe, marisco, moluscos de cozinha tradicional do Algarve e como aperitivo.



                                                                                                      
João Clara Rosé

Cor rosada. Límpido e brilhante.

Intenso, com frutado persistente a morangos e framboesas. 

Vinho jovem com excelente frescura e de grande elegância no contexto global dos aromas.

Muito bom no palato, onde revela toda a sua frescura e todo o charme com a envolvência nos seus aromas. Persistente, redondo, com muito belo final de boca.

Peixes e mariscos de confecção média, carnes brancas de confecção ligeira. 

Muito bom para um convívio social informal.





João Clara Tinto

Rubi profundo e nuances violeta.
Intenso a frutos maduros vermelhos (ameixa e framboesa) e pretos (amora). 
Notas a especiarias com toques de tostado, muito bem arredondado no conjunto dos seus componentes orgânicos, com relevo para os taninos suaves, o teor alcoólico e a excelência da acidez.
Na boca tem uma elegância e um charme muito belo, duma persistência notável. Tem um longo e muito agradável final de boca.
Tradicional cozinha portuguesa em geral, carnes vermelhas, de capoeira, caça de pêlo e penas de confecção muito boa, uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.
Medalha de Prata no concurso “Wine Masters Challenge” 2009.
Medalha de Prata no “Concours Mondial de Bruxelles” 2009.