sábado, 25 de maio de 2013

Corrida ao ouro no Guadiana

Uma empresa vai avançar com a prospeção de ouro e prata junto ao rio Guadiana.
A Bolt Resources requereu a atribuição de direitos de prospeção de depósitos minerais de ouro e prata em Alcoutim, Castro Marim e Mértola, numa área com 576 quilómetros quadrados.


Segundo um aviso publicado ontem no Diário da República, a empresa Bolt Resources PTY LTD requereu a atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais de cobre, zinco, chumbo, estanho, volfrâmio, antimónio, ouro e prata, numa área chamada Alcoutim.
Há cerca de seis anos, cientistas da Universidade do Algarve que estudavam os sedimentos no estuário do Guadiana, na zona de Castro Marim, descobriram partículas de ouro.


Praias do nosso Algarve - Praia dos Cavacos

Esta praia de ria situa-se em pleno sapal, junto a um núcleo de apoio à pesca e à mariscagem constituído sobretudo por casas de aprestos. A pequena baía serve de ancoradouro a várias embarcações e encontra-se rodeada por salinas muito luminosas. Muito perto e a poente fica a sede e Centro de Interpretação do Parque Natural da Ria Formosa, com o seu moinho de maré. 


A área envolvente da praia é um local de excelência para observar a vida no sapal e nas salinas, desde a típica vegetação halófita (adaptada à salinidade do meio) aos tímidos caranguejos, com destaque para as inúmeras aves limícolas que por aqui perscrutam a vaza à procura de alimento com os seus longos bicos: o perna-longa, o alfaiate, o maçarico-de-bico-direito, o pilrito-pequeno, a cegonha, o flamingo e várias espécies de garças.O areal é algo estreito mas espraia-se água adentro, o braço de ria é largo e proporciona banhos muito tranquilos. Ao longe, após o canal, avistam-se os bancos de vaza e o cordão dunar da Ilha Armona. A tranquilidade só é quebrada pela passagem regular do comboio, cuja linha-férrea se situa mesmo atrás da praia.


Notas: Neste local realiza-se a Festa Anual dos Cavacos.

Acesso: Viário alcatroado a partir da EN 125, virando para Marim (Águas Santas) cerca de 1.5 Km após a última rotunda de Olhão para nascente. Para chegar até à praia percorre-se mais 1 Km em estrada pavimentada. Estacionamento não ordenado. Sem equipamentos de apoio nem vigilância. Orientação: sul / sudeste.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Produtores Vitivinícolas do Algarve - Quinta João Clara

A quinta João Clara, situada em Alcantarilha, tem a dimensão de 30 hectares, divididos pela cultura da vinha e por outras culturas agrícolas. A história desta quinta remete-nos para a década de 70 do século XX, altura em que o produtor João Alves Clara decidiu aventurar-se no mundo dos vinhos. 




A quinta mantém-se hoje na mão dos descendentes, nomeadamente de Joaquim Alves. Pela primeira vez, este jovem produtor lançou no mercado um vinho de marca, que foi devidamente certificado pela Comissão Vitivinícola Regional Algarvia, segundo a lei em vigor. Uma decisão de aplaudir que mereceu, por isso, o forte apoio do produtor “veterano” João Mendes. O vinho de que se fala é o “João Clara – Vinho Tinto Regional Algarve 2006”, que se apresenta numa garrafa “vestida” pelo artista plástico Júlio Antão.


Actualmente a quinta produz três vinhos com paladar retirado das castas Crato-Branco, Red-Globe, Manteúdo, Negra-Mole, Trincadeira, Syrah, Aragonez e Alicante-Bouschet.


           
João Clara Branco

Floral com toques de toranja. 

Jovem, fresco e leve. Vinho bem estruturado, no conjunto dos seus componentes orgânicos. 

Vinificado em cubas de inox à temperatura de 14 ºC a 16 ºC. 

Na boca comprova os aromas florais e a toranja. Bem arredondado, elegante, suave, persistente, agradável e belo final de boca.

Saladas de peixe, marisco e carnes brancas frias, bacalhau de salga de confecção requintada. Prato de peixe, marisco, moluscos de cozinha tradicional do Algarve e como aperitivo.



                                                                                                      
João Clara Rosé

Cor rosada. Límpido e brilhante.

Intenso, com frutado persistente a morangos e framboesas. 

Vinho jovem com excelente frescura e de grande elegância no contexto global dos aromas.

Muito bom no palato, onde revela toda a sua frescura e todo o charme com a envolvência nos seus aromas. Persistente, redondo, com muito belo final de boca.

Peixes e mariscos de confecção média, carnes brancas de confecção ligeira. 

Muito bom para um convívio social informal.





João Clara Tinto

Rubi profundo e nuances violeta.
Intenso a frutos maduros vermelhos (ameixa e framboesa) e pretos (amora). 
Notas a especiarias com toques de tostado, muito bem arredondado no conjunto dos seus componentes orgânicos, com relevo para os taninos suaves, o teor alcoólico e a excelência da acidez.
Na boca tem uma elegância e um charme muito belo, duma persistência notável. Tem um longo e muito agradável final de boca.
Tradicional cozinha portuguesa em geral, carnes vermelhas, de capoeira, caça de pêlo e penas de confecção muito boa, uma boa tábua de queijos nacionais e estrangeiros.
Medalha de Prata no concurso “Wine Masters Challenge” 2009.
Medalha de Prata no “Concours Mondial de Bruxelles” 2009.


Vinhos algarvios medalhados em concurso mundial

A edição deste ano do “Concours Mondial de Bruxelles” decorreu em Bratislava, na Eslováquia, de 10 a 12 de maio. Entre os vinhos vencedores constam dois algarvios, nomeadamente o “João Clara Tinto 2011 – Vinho Regional Algarve – Essential Passion” (medalha de ouro) e o “Quinta do Francês 2009 – Vinho Regional Algarve – Patrick Agostini” (medalha de prata). Ambos os produtores são da zona de Silves.


Já no Decanter World Wine Awards, o “Marquês dos Vales Grace Vineyard 2008” e o “Marquês dos Vales Primeira Selecção 2010”, da Quinta dos Vales, foram os vinhos agraciados com o título “Commended”.

Há cerca de dois meses, a Quinta dos Vales (Lagoa-Silves) ficou colocada entre os vencedores do China Wine & Spirits Awards Best Value 2013, conquistando uma dupla medalha de ouro para o “Marquês dos Vales Selecta tinto 2110” e obteve ainda o troféu de “Produtor Português do Ano 2013”.

O CWSA Best Value 2013 contou com 3.300 dos melhores vinhos do mundo, bebidas espirituosas e produtos espumantes, com inscritos oriundos de 25 países competindo pelo sucesso.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Sardinha em destaque na mostra gastronómica da Praia da Rocha

A segunda edição da Mostra Gastronómica da Sardinha vai decorrer, entre 24 de maio e 2 de junho, na Praia da Rocha, em Portimão.


Face ao sucesso da última iniciativa, a organização voltou a juntar seis restaurantes localizados no passadiço da Praia da Rocha para proporem “diferentes formas de degustar este ex-líbris da gastronomia local”.

Durante dez dias, o prazer da sardinha poderá ser diariamente saboreado entre as 12h00 e as 22h00, a um preço especial e de variadas e surpreendentes maneiras e confeções, com exceção da tradicional sardinhada, tendo os clientes a oportunidade de degustar as várias ofertas de petisco e de prato principal.

Participam neste evento, apoiado pela ATP – Associação Turismo de Portimão, os restaurantes “Atlântico”, “Mar e Sol”, “O Bonezinho”, “Salsada do Zé”, “O Casalinho” e “Castelos”, que diariamente apresentam três petiscos (a 2,80 euros cada) e três pratos principais (7,80 euros cada), nos quais a sardinha é rainha, sendo oferecido um digestivo aos clientes que perfaçam 10 euros de consumo mínimo.


Terras do nosso Algarve - Salir

Salir é uma freguesia de base agrícola, mas ao mesmo tempo detentora de um património inestimável, quer histórico, natural ou paisagístico.
Está situada no prolongamento dos chamados “Barros Vermelhos” de Silves, que oferecem excelentes condições para a hortofruticultura.


A freguesia de Salir é a maior do concelho de Loulé e uma das mais importantes.
Trata-se de uma freguesia situada na beira serra fazendo a transição entre o barrocal e a serra algarvia. É o elo de ligação entre o Alentejo e o Algarve, sendo o centro aglutinador das freguesias limítrofes.
Tem cerca de 200Km2, sendo seguramente uma das maiores de Portugal.


Actividades Principais

A agricultura, silvicultura, pastorícia e os serviços designadamente comércio e turismo são as actividades fulcrais.
Produz-se, em quantidade considerável, amêndoas, alfarrobas, azeitonas, cortiça e trigo.
No que se refere ao regadio, este também ocupa um lugar de relevo. As potencialidades turísticas abrangem diversas vertentes – Agro-turismo, turismo de habitação, etc.


História

A origem da povoação de Salir perde-se nos tempos, alvitrando-se a hipótese de ter sido habitada pelos Celtas, sendo certo que, pelos resultados obtidos através das escavações arqueológicas em curso nas ruínas do Castelo de Salir, esta povoação foi habitada pelos Árabes, tendo o Castelo sido construído durante o período da ocupação Almóada, no século XII.

Salir é referenciado no “Portugaliae Monumenta Historica” como local onde D. Paio Peres Correia aguardou a chegada de D. Afonso III, para juntos empreenderem a conquista do que ainda no Algarve restava em poder dos mouros em 1249.

No tempo de D. Afonso III, uma praça-forte conferindo ao Castelo de “Selir” (designação Árabe) um papel privilegiado na conquista definitiva do Algarve.

O Castelo, ao que se supõe, foi incendiado e reconstruído por duas vezes, restando hoje, apenas, ruínas das suas muralhas.

No censo de Pina Manique de 1798, consta a Freguesia de São Sebastião de Salir, detentora de 408 fogos, no Concelho de Loulé e comarca de Tavira.


Património Cultural

Castelo
É o mais importante monumento de Salir. Construído em taipa no séc. XII pelos berberes Almoádas, restam-lhe hoje alguns torreões, parte da muralha, no chamado “muro da sabedoria” e parte das casas que ai foram construídas.


Igreja Matriz
Edificada no séc. XVI, num cerro fronteiro ao do Castelo, para onde a aldeia, entretanto havia crescido.

Capela da Nossa Sr.ª do Pé da Cruz
Situada junto ao Castelo, terá sido também construída no séc. XVI.

Ao nível do património rural e urbano, Salir é uma freguesia bastante rica. Um dos poucos moinhos de vento ainda a funcionar em todo o Algarve situa-se na cumeada, havendo muitos outros arruinados por toda a serra.

Alguns montes e aldeias constituem autênticas exposições vivas sobre os modelos e processos de construção tradicional, desde os ancestrais palheiros circulares, até às cantarias e fornos de cozer pão. Uma belíssima chaminé do séc. XVIII pode, por exemplo, ser admirada no Porto das Covas, um dos núcleos urbanos mais antigos de Salir.


Património Natural

Lagoa (seca) da Nave do Barão
Trata-se de uma lagoa seca cujo subsolo é de origem cársica e por isso com grande poder de retenção das águas, mantendo a água retida à superfície, em geral até meados de Maio.
Todo este vale possui um inegável valor ambiental e paisagístico.


Sítio do Malhão
Miradouro natural sobre a serra do Caldeirão.


Tradições

A Festa da Espiga, festejada na Quinta-feira de Ascensão (Maio) é o acontecimento mais relevante ao nível das manifestações tradicionais da Freguesia de Salir, uma vez que encerra aspectos verdadeiramente ancestrais que estão relacionados com as raízes culturais das suas gentes. O desfile etnográfico, único no País, funciona como atractivo turístico a par de uma mostra/feira do mais genuíno artesanato.


Produtos Locais

Muitas actividades foram desaparecendo na voragem da sociedade. No entanto nesta freguesia ainda se manufacturam bons cestos de vime e de cana, diversos objectos de palma e esparto, bordados e rendas, bem como lata, mobiliário em madeira. Em Salir poderá adquirir também produtos biológicos, preservando os bons sa-bores da serra, os enchidos, a aguardente de medronho e os licores de ervas, são muito procurados e valorizados.



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Gastronomia Algarvia - Bolo do Tacho/Maio de Monchique

Ingredientes:

- Farinha de milho
- Erva-doce em grão
- Erva-doce moída
- Café forte
- Banha ou margarina
- Farinha de trigo
- Aniz ou aguardente
- Sal
- Casquinhas de limão
- Azeite
- Cacau
- Chocolate
- Canela
- Mel
- Açúcar



Preparação:

De véspera faz-se um chá com erva-doce em grão e umas casquinhas de limão. Com este chá e o café escalda-se a farinha, juntando de seguida o mel, a banha, o açúcar e o azeite. Mistura-se tudo muito bem. No dia seguinte, junta-se o resto do chá e o resto dos ingredientes. A massa deve ficar brandinha. Deita-se em tachos untados com banha e um pouco de azeite e vai a cozer em forno bem quente, durante cerca de 2 horas.

domingo, 19 de maio de 2013

Monumentos e Património do nosso Algarve - Igreja do Antigo Colégio da Companhia de Jesus (Portimão)

Situado na colina fronteira ao burgo medieval, mas dentro da malha urbana moderna, o Colégio dos Jesuítas foi construído para ser o principal edifício da cidade, desfrutando de enorme impacto visual, elevando-se no meio de casario baixo, e uma carga cenográfica como não acontece em nenhum outro monumento portimonense.


A sua edificação recua a 1660 e a uma figura importante da nobreza do Portugal Restaurado: D. Diogo Gonçalves. Este nobre, oriundo de Vila Nova de Portimão e com ligações ao Oriente, determinou, por testamento, a fundação de um Colégio da Companhia de Jesus em Portimão, tendo-se feito sepultar, posteriormente, na capela-mor da sua igreja, em arcossólio de volta perfeita, de mármore, e túmulo acompanhado por uma extensa legenda epigráfica. É provável que o Colégio tenha ocupado parcialmente estruturas anteriores, como o parece provar um arco manuelino, actualmente no corpo lateral direito do conjunto. O edifício barroco, todavia, levou algum tempo a ser construído, tendo-se realizado a cerimónia de sagração já em 1707, quando o tempo artístico assumia plenamente o Barroco, em detrimento das concepções maneiristas que caracterizam ainda as construções jesuíticas.

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Como construção jesuítica, a arquitectura do Colégio reflecte as dominantes estéticas sóbrias e austeras da Ordem e que constituem, mesmo, uma dos mais interessantes capítulos da arquitectura seiscentista portuguesa. A imponente fachada principal, onde o carácter cenográfico do conjunto mais se faz sentir, é obra de João Nunes Tinoco, "a figura de maior prestígio da arquitectura portuguesa da segunda metade do século XVII antes de João Antunes" (SERRÃO, 2003, p.134), que aqui concebeu um projecto praticamente idêntico ao Colégio de Faro. A igreja mantém-se fiel ao esquema jesuítico, com nave única bastante alta, abóbada de canhão, e destituída de compartimentação interior, esquema aqui desenvolvido numa escala tão grandiosa que conferiu, a este estabelecimento, o estatuto de maior igreja do Algarve.

A nascente, três capelas, sendo a central a capela-mor, ostentam outros tantos retábulos de talha dourada, de estilo nacional, obras ligeiramente posteriores à sagração do templo, datadas de 1717-1719 (MAIA e VENTURA, 1993, p.50) e devidas a Manuel Martins, o mesmo que escassos anos depois haveria de trabalhar para a Igreja Matriz de Portimão, e cuja qualidade artística das obras que chegaram a té hoje o permite catalogar como o "maior entalhador algarvio da sua época" (LAMEIRA, 1991, p.242).

O terramoto de 1755 veio provocar alguns danos neste espaço, destacando-se a ruína das abóbadas, um facto que pode ter estado na origem da refeitura do remate da fachada principal (MAIA e VENTURA, 1993, p.50), dada a sua aparente descontextualização em relação aos registos inferiores.

Escassos dois anos depois, o Marquês de Pombal determinou a extinção da Ordem. Por decreto datado de 1774, D. José doou a cerca do antigo Colégio à Universidade de Coimbra e, mais tarde, D. Maria pretendeu instalar neste edifício uma casa da Ordem de São Camilo de Lélis, congregação que chegou, mesmo, a tomar posse do conjunto em 1780.

Como tantos outros conventos pelo país, o ano de 1834 significou o inícios de uma prolongada ruína. Extintas as Ordens religiosas, o imóvel foi repartido por várias instituições locais, como a Misericórdia e a assistencial Ordem Terceira de São Francisco, que numa das alas instalou um Hospital.

Na actualidade, o antigo Colégio dos Jesuítas de Portimão permanece disperso por várias entidades, facto que tem tornado muito difícil a sua manutenção e até recuperação. Enquanto que algumas alas têm vindo a ser objecto de beneficiações mais ou menos periódicas, outras estão votadas ao esquecimento, faltando ainda uma perspectiva global de intervenção e de exploração de um dos mais emblemáticos edifícios portimonenses e algarvios.

sábado, 18 de maio de 2013

Praias do nosso Algarve - Praia da Culatra

A praia situa-se na extrema nascente da ilha com o mesmo nome, associada a um antigo povoado de pescadores, que até há algumas dezenas de anos, era constituído por casas de madeira.


A povoação, ainda constituída por população piscatória, encontra-se agora dotada de várias infra-estruturas e serviços. Na área envolvente observam-se inúmeros mariscadores distribuídos pelos bancos de vaza a descoberto na baixa-mar e vestígios das formas artesanais de pesca utilizadas, nomeadamente os covos e os alcatruzes para o polvo. 


Com um areal amplo a estender-se tanto para poente como para nascente, também aqui se pode observar a rica flora dos campos dunares que se sucedem para o interior bem como gozar as águas cálidas e tranquilas e os ventos quentes de leste. Após duas horas de caminhada para leste chega-se à Barra Grande, onde se podem apreciar as convidativas piscinas naturais arenosas e uma paisagem sempre em mutação.


Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.

Acessos: De barco a partir de Faro (Verão) e de Olhão (todo o ano), diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. A Barra Grande não tem vigilância. Orientação: sudeste.

sábado, 23 de março de 2013

Monumentos de todo o mundo às escuras em nome do ambiente

"Hora do Planeta" cumpre-se este sábado do Taj Mahal à Torre Eiffel, passando por Portugal.



Do Taj Mahal à Torre Eiffel, passando pelo Empire State Building, os grandes edifícios do mundo ficarão no sábado às escuras durante a operação "Hora do Planeta", repetida anualmente para alertar para as alterações climáticas.

Em Portugal, aderiram à iniciativa cerca de 50 municípios, que irão apagar as luzes de edifícios e monumentos emblemáticos pelas 20h30, durante uma hora, disse à agência Lusa Ângela Morgado, da delegação portuguesa World Wildlife Fund (WWF), que promove a iniciativa. 

Além de desligarem as luzes pela "Hora do Planeta", os municípios apresentam uma medida em prol do ambiente para concretizarem em 2013, explicou Ângela Morgado, da organização não-governamental que actua em mais de cem países. 

Criação de pistas para bicicletas, instalação de temporizadores nas piscinas municipais e desligar a iluminação mais cedo são algumas das propostas que os municípios apresentaram para aplicar todo o ano. 

Lisboa, Porto e Faro, entre muitas outras autarquias, vão aderir à iniciativa, apagando as luzes dos paços do concelho e de outros edifícios e monumentos. 

Serão também desligadas as luzes de edifícios e monumentos fora da alçada municipal. 

À mesma hora, será desligada a iluminação do Cristo Rei, da Ponte 25 de Abril, do Mosteiro dos Jerónimos, da Torre de Belém, do Oceanário, em Lisboa, das duas pontes do Porto, da Fundação de Serralves na mesma cidade e do Convento de Cristo, em Tomar.

O mesmo sucederá em muitos outros locais, estando marcada para Lisboa a caminhada "Mil Passos pelo Ambiente", entre o Cais da Viscondessa e o Cais do Sodré. 

As inscrições podem ser feitas na página de Internet da WWWF Portugal, havendo já mais de cem inscritos.

O evento, que acontece em mais de 150 países, foi lançado, em 2007, na Austrália.


Fonte: http://rr.sapo.pt/

The Guardian elege Cabanas como melhor praia ibérica

O jornal britânico elegeu a praia de Cabanas de Tavira como a melhor entre as praias portuguesas e espanholas

Cabanas beach

Cabanas de Tavira é descrita ao leitor do The Guardian como um pequeno paraíso, tendo sido eleita como a melhor praia da península ibérica.

Numa rubrica destinada a dar informações de viagens aos leitores o jornal britânico destaca esta ilha-barreira do sotavento algarvio entre diversas praias que constituem a seleção da melhor oferta ibérica.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Gastronomia Algarvia - Lulas com ferrado à Algarvia

Ingredientes:
Para 4 pessoas

1,200 kg de lulas médias ;
800 grs de batatas ;
1 dl de azeite ;
3 dentes de alho ;
1 folha de louro ;
1 dl de vinho branco seco ;
1 ramo de salsa ;
meio limão ;
3 grãos de pimenta ;
sal q.b. ;
pimenta q.b.


Confecção:
Amanhe as lulas, retirando-lhe as tripas e a pele. Lave-as bem em água fria, sem as abrir, para as libertar de impurezas. Em seguida, tempere com sal e pimenta.
Leve um tacho ao lume. Deite dentro daquele o azeite, os dentes de alho esmagados com pele, a folha de louro e os grãos de pimenta. Deixe alourar os dentes de alho, sem queimar.
Junte as lulas, fritando dos dois lados, de preferência em lume brando.
Regue com vinho branco e, se necessário, um pouco de água, para que termine a cozedura. Depois de cozidas, polvilhe com a salsa picada.
Sirva numa travessa, acompanhadas de batatas cozidas e gomos de limão.

Conselho: As lulas a utilizar serão do tamanho médio, para facilitarem a cozedura, uma vez que são mais tenras. Eventualmente poderão depois de prontas serem acompanhadas com batatas fritas.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Praias do nosso Algarve - Praia de Quarteira

Antiga povoação de homens do mar, desenvolveu-se de modo a dar apoio a uma crescente procura das suas praias, constituindo actualmente um grande centro turístico. 


O núcleo piscatório, com as suas embarcações e casas de aprestos, subsiste, limitado porém ao extremo poente da praia. O peixe fresco grelhado é uma presença incontornável à mesa em Quarteira e o mar recheia receitas tradicionais como a sopa de pão com conquilhas ou as lulas com ferrado. 


O areal extenso, com cerca de 3 km, encontra-se rasgado por vários molhes, junto aos quais se vai acumulando areia e que proporcionam banhos tranquilos aos veraneantes. Uma comprida e agitada avenida marginal, apelidada de Calçadão, acompanha o areal, oferecendo diversos equipamentos turísticos de apoio à praia, esplanadas solarengas e muita animação durante a época balnear. É uma praia de carácter urbano, muito frequentada.

Acesso: Pedonal a partir de Quarteira (sinalizada na EN 125). Estacionamento ordenado e amplo. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudoeste.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Projeto de alunos da Universidade do Algarve é fenómeno na internet

É um jogador de snooker inexperiente, mas gostava de aperfeiçoar as suas técnicas? Ou já é um profissional, mas gostava de perceber os erros que cometeu? Dois alunos da Universidade do Algarve estão a desenvolver uma ferramenta que, em tempo real, poderá ajudá-lo a entender rapidamente a mecânica clássica envolvida no jogo.


«PoolLiveAid» é o nome do projeto que está a ser desenvolvido por Luís Sousa e Ricardo Alves, alunos do mestrado em Engenharia Elétrica e Eletrónica (ramo Tecnologias de Informação e Telecomunicações) do Instituto Superior de Engenharia, da Universidade do Algarve.

Há cerca de dois meses que estão a desenvolver um protótipo que já se tornou um verdadeiro fenómeno da internet, tendo sido visualizado, apenas numa semana, cerca de 900 mil vezes.

Estes dois alunos, orientados pelo professor João Rodrigues, recorrem a uma câmara fixa no teto da sala que reconhece os limites da mesa de bilhar, localiza a posição da bola e o ângulo do taco de snooker para, assim, projetar na mesa o resultado do jogo que o jogador deverá fazer, consoante a direção do taco.


De forma a prever o movimento da bola, o sistema utiliza um processamento em tempo real que calcula e projeta as trajetórias da bola na mesa, através de uma linha de luz.

O programa pode funcionar com qualquer webcam que tenha uma resolução de alta definição, numa mesa de snooker comum, com um projetor que permita reajustar os cantos de projeção.

Por enquanto, Luís Sousa e Ricardo Alves dizem-se maravilhados com o sucesso que estão a alcançar, mas estão conscientes de que ainda estão numa fase embrionária do protótipo. “O principal objetivo é trabalhar o mais rápido possível para conseguir acabar o projeto e, como obtivemos um grande feedback por todo o mundo, gostaríamos muito de ver esta ferramenta comercializada”, confessam os dois alunos.

Fonte: http://www.regiao-sul.pt/

quarta-feira, 6 de março de 2013

Músicos do nosso Algarve - Entre Aspas

Os Entre Aspas foram convidados para tocar, pela primeira vez, há dez anos. A actuação teve lugar no bar Morbidus em Faro, cidade de onde são provenientes Tó Viegas e Vivianne e, na altura, o então duo, ainda nem sequer tinha nome. Para não esquecerem o compromisso, os músicos assinalaram o dia d na agenda simplesmente com umas aspas. Mais tarde, viriam a adoptar essa designação para a posteridade.


Luís Fialho e João Vieira juntaram-se ao duo, completando assim a formação da banda. Seguiu-se a participação no 1º Concurso de Música Moderna da Câmara Municipal de Lisboa, que valeu ao grupo um terceiro lugar e a atenção da imprensa, bem como das editoras, que começavam então a mostrar interesse no trabalho desenvolvido pelos músicos. A assinatura do contrato com a BMG aconteceu em 1992.

Após a substituição de Luís Fialho por Nuno Filhó, os Entre Aspas davam então início às gravações do seu primeiro álbum, intitulado "Entre S.F.F.", editado em 1993, ao qual pertencem os dois primeiros grandes êxitos da banda, "Criatura da Noite" e "Voltas".



O grande salto na carreira dos Entre Aspas ocorreu em 1995, com o segundo álbum da banda, "Lollipop", uma edição acompanhada por uma mudança de visual muito significativa por parte da cantora Vivianne, cujas tranças coloridas se tornaram na sua imagem de marca, seduzindo principalmente o público mais jovem. O disco contou com a participação dos músicos convidados Filipe Valentim, dos Rádio Macau, e Luís San Payo, dos Pop dell'Arte.

No final do ano seguinte, e após uma renovação de contrato com a BMG, os Entre Aspas regressaram ao estúdio para a gravação do sucessor de "Lollipop". "Edelweiss" foi editado em 1997 e, com este álbum, o grupo voltou a apresentar uma sonoridade pop muito simples, de que "Uma Pequena Flor" constitui um excelente exemplo e que voltou a agradar especialmente aos mais novos.


Entre a edição destes dois álbuns, a banda aceitou ainda o convite para participar na colectânea de homenagem a José Afonso, "Filhos da Madrugada", para a qual gravaram uma versão do tema "Traz Outro amigo Também".

Em 1998, repetiram a experiência e voltaram a colaborar numa colectânea. Desta vez, o projecto foi "Ao Vivo na Antena 3", disco que resultou do concerto realizado no auditório da RDP, onde a banda interpretou os temas "Perfume" e "Tão Estranho", ambos em formato acústico, ao lado de uma série de outras bandas portuguesas, como os de Da Weasel , Turbo Junkie , e muitos outros. E como não há duas sem três, no início de 1999, os Entre Aspas participaram no disco de homenagem aos vinte anos de carreira dos Xutos & Pontapés, "XX Anos, XX Bandas", recriando o tema "Doçuras".


Em 1999, a banda editou "Loja de Sonhos", o seu quarto álbum de originais, que contou com a produção de Tó Viegas, Vivianne e Flak , tendo as misturas ficado a cargo de Joe Fossard. Com este disco, os Entre Aspas renovaram a imagem que os caracterizava há anos, uma vez que Vivianne cortou finalmente as suas tranças coloridas. A evolução aconteceu também a nível sonoro, se bem que de uma forma muito ligeira, provavelmente com o intuito de conquistar um público mais abrangente. Os Entre Aspas ainda não demonstraram nos seus discos o intuito de arriscar uma entrada em terrenos situados para além da fronteira da música pop. Continuam a apostar em canções que primam pela simplicidade das letras e das melodias, caso do single "Esqueci o Nome das Coisas" que foi, na altura do lançamento do disco, um grande êxito de rádio.

No final de 2000, gravam os concertos acústicos dados no Instituto Português da Juventude de Faro para edição em disco, no final de Abril de 2001. O disco chama-se www. entreaspasaovivo .com (nome do site também inaugurado em simultâneo) e contou com dois temas inéditos e uma versão de "A Formiga Bossa Nova", originalmente cantado por Amália Rodrigues.

terça-feira, 5 de março de 2013

Terras do nosso Algarve - Paderne

Vale a pena conhecer in loco as ruínas da antiga fortaleza árabe, uma jóia da construção militar muçulmana erguida no topo de um promontório calcário de impressionantes e abruptas encostas. Conquistado em 1248 ao célebre Califa Almôada Al-Mansor, pelos cavaleiros monges da ordem de Santiago, este castelo de taipa foi em tempos medievais, sentinela e guardião do caminho entre o litoral e o interior do Algarve.


Paderne é das três freguesias de Albufeira a que mantém mais acesa a chama da tradição. São disso exemplo a sobrevivência do seu artesanato e as festas populares.A bonita povoação de Paderne estende-se pela encosta de um cerro denominado de Paderna, do qual recebeu o nome.

A 12 Km de Albufeira com uma área de 57Km2, a freguesia localiza-se no Barrocal Algarvio.
Próximo de Paderne passam duas ribeiras, a d’Alte e a de Algibre, as quais juntam as suas águas perto da povoação, indo banhar o sopé do Castelo e desaguar à Praia de Quarteira. No seu percurso formam bonitas margens que convidam a passeios bastante agradáveis.

Os habitantes dedicam-se na sua grande maioria à agricultura e ao pequeno comércio.


A referência mais antiga sobre Paderne data de 1189, altura em que D. Sancho I a conquistou, auxiliado por uma esquadra de cruzados ingleses.

O poder Cristão exerceu-se durante pouco tempo, já que em 1191 o célebre califa almóada Al-Mansur voltou a reconquistá-la, e só em 1248 Dão Paio Peres Correia, mestre da Ordem Militar de Santiago de Espada conquistou definitivamente o Castelo e deu inicio ao repovoamento cristão.

Fora dos recintos amuralhados não havia quaisquer construções, o que faz supor que a actual povoação de Paderne seja posterior à tomada do seu Castelo aos mouros.
Em 1305 D. Dinis doou o Castelo, a Vila e o padroado da Igreja à Ordem Militar de Aviz pelos seus feitos a favor da reconquista.


Património Cultural

Castelo de Paderne - este é um dos castelos que figuram na Bandeira de Portugal e foi conquistado aos mouros por D. Paio Peres Correia em 1248 e desactivado em 1858.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1971, o Castelo está a ser objecto de estudo por parte do IPPAR – Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, com vista à sua valorização e classificação das áreas envolventes à Ribeira de Quarteira como Área de Paisagem Protegida. Este estudo contempla a identificação de vários núcleos de interesse arqueológico e etnográfico, bem como a caracterização da fauna e flora existentes.



Apesar dos sucessivos restauros, o seu estado de conservação encontra-se degradado e nos nossos dias apresenta apenas alguns panos de muralha, bem como o torreão de entrada e paredes-mestras da sua Ermida.
Nos princípios do séc. XVI, com a transferência da povoação do interior das muralhas para Norte, torna-se claro o seu estado de semi-abandono e mais tarde com o terramoto de 1755 sofre o desmoronamento parcial das muralhas e da torre albarrã.

A Igreja Matriz de Paderne é um belíssimo templo de 3 naves e a sua construção data de 1506, com acréscimos posteriores.
Aquando da transferência da povoação de Paderne do interior das muralhas 2 km para Norte, construiu-se então uma nova Igreja que viria a ser a Igreja Matriz de Paderne. O templo que se iniciou então tinha três naves, quatro tramos e cabeceira composta pela ousia e duas capelas colaterais, estando em 1554 quase concluída, faltando somente a cobertura do corpo da Igreja. 


Igreja Matriz - Paderne

Da sua arquitectura destaca-se a conjugação tardia do formulário renascentista com elementos manuelinos, nomeadamente nas cantarias dos capitéis, no arco triunfal e na cobertura de uma das capelas da cabeceira. Nos séculos XVII e XVIII procedeu-se à abertura de algumas capelas laterais no corpo da Igreja, destinadas às confrarias que aqui se sediaram e nos finais do séc. XIX foi acrescentado um tramo ao corpo da Igreja, construindo-se uma nova fachada principal (1880) e mais tarde, em 1905 procedeu-se ao aumento da torre sineira e à sua dotação com um relógio.
No seu interior é possível admirar os vários retábulos, um cálice que tem como curiosidade o facto de possuir um nó esférico achatado, o que o transforma num interessante testemunho do período renascentista.
De entre o espólio escultórico, composto por uma dúzia de exemplares de madeira dos séculos XVII e XVIII, salienta-se a imagem do Arcanjo S. Miguel, da época barroca.

Ermida da Nossa Sr.ª do Pé da Cruz - Esta Ermida terá sido edificada no século XVII, tendo sofrido obras de restauro em 1711. No seu interior é possível admirar o seu retábulo do princípio do século XVIII (cerca de 1715), tratando-se dum testemunho do período barroco.

Ermida da Nossa Sr.ª da Assunção - Antiga Paróquia de Paderne, a Ermida da Nossa Sr.ª da Assunção vulgarmente chamada Ermida da Senhora do Castelo, situa-se dentro do perímetro da antiga fortificação de Paderne, mas o isolamento e a ruína deste, levaram ao seu progressivo abandono, e apesar dos sucessivos restauros, foi definitivamente desactivada em 1858.
Tratava-se de uma pequena edificação de abóbada na capela-mor e de corpo fechado em madeira. Apresentando três altares, tendo no altar-mor a Sagrada Imagem da Nossa Senhora.
Actualmente apenas apresenta as paredes mestras, tendo-se perdido a maior parte de seu espólio.

Ponte do Castelo - Trata-se de uma ponte de feição romana, situada no vale a sudoeste do Castelo sobre a Ribeira de Quarteira, reedificada em 1771 e onde são visíveis três arcos e dois talha-mars com a forma de prisma triangular.



Azenha - Trata-se de um sistema tradicional de moagem, que tem por força motriz o impulso da água.
Desconhece-se a data de construção desta Azenha, sabendo-se, no entanto, que estes enge-nhos são mais antigos que os moinhos de vento e constituem uma herança do período árabe.
Na Carta de Foral concedida por D. Manuel, em 1504, já se encontram referências a estes sistemas de moagem, o que pressupõe a sua antiguidade e o importante papel que desempenharam num fundo tecnológico tradicional das comunidades que aqui viviam.

Fonte - Localizada na estrada entre Paderne e o seu Castelo a sua existência remonta ao séc. XVIII e dada a sua importância, encontrava-se firmemente protegida pela legislação municipal da época.
Integrada na zona de intervenção da Ribeira de Quarteira, possui um projecto que contempla a conservação da fonte e arranjo paisagístico dos espaços envolventes.




Património Natural
As orquídeas selvagens são um tesouro frágil, precioso e pouco conhecido. A sua existência pressupõe um delicado equilíbrio ecológico.
Poderá encontrar várias espécies no acesso ao castelo de Paderne, que se inicia junto a um açude de moinho.
Aí, basta um olhar mais atento e será fácil encontrar a “flor do enforcado”, uma das espécies algarvias mais bonitas. Em cachos brancos ou rosados, eles surgem muitas vezes sob a sombra protectora das alfarrobeiras e outras árvores.
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Tradições
As Mouras de Paderne
“Numa manhã da mais poética Primavera, tomavam as belas mouras o seu banho na ribeira que corre no sopé do monte do castelo, quando as crianças que brincavam próximo das margens vieram a correr dizendo:

- Veja minha mãe. Que bonito é…!
- O quê, filho?
- Os matos a correr para o castelo.

Saiu a mãe do banho e correu a verificar o facto. Então teve a compreensão nítida do que se passava. Os cristãos serviram-se de uma estratégia para se aproximar do castelo: tinham arrancado uma porção de mato e encobertos com este, tentavam entrar no forte do castelo.
A moura deu de imediato voz de alarme às suas companheiras, que correram para a boca do subterrâneo que da ribeira comunicava com o castelo, onde se esconderam. Da mesma forma, os mouros que trabalhavam nos campos também correram ao castelo e juntaram-se aos seus camaradas que já lutavam contra os cristãos. O combate foi duro e mortífero e após algum tempo, os sarracenos foram expulsos e os cristãos tomaram o castelo.”
Afirma a lenda que no subterrâneo ficaram encantados mouros e mouras, que ali defendem os seus tesouros, até que a sua raça se resolva a vir desencantá-los. Só saem dali à meia noite ou ao meio dia.

Produtos Locais
Pode encontrar na vila trabalhos de palma e tapetes de esparto, capachos de milho com decorações, produzidos por artesãos locais, bem como peças em cobre e latão, cestos, rendas e calçado típico.

Gastronomia
Dos agricultores das terras do interior vem o jantar de milhos acompanhado por carne de porco e enchidos, o jantar de chícharos (tipo de grão, mas a erva é usada para forragem), a cabidela de galinha e a pá de cordeiro assada, a que não faltam as amêndoas, o mel e o alecrim para um sabor inesquecível. Nos doces há que optar entre as batatas de amêndoa, o nógado de amêndoa, o Morgado, o bolo de amêndoa ou o característico e muito doce queijo de figo.


segunda-feira, 4 de março de 2013

Quatro concelhos do Algarve com falhas de energia devido ao mau tempo

A energia falhou esta manhã em quatro municípios do Algarve devido ao temporal que afeta a região, mas as situações «não são gravosas» e encontravam-se «em fase de reposição» cerca da 13 horas desta segunda-feira, segundo revelou a EDP ao Sul Informação.

A empresa registou falhas em zonas de Lagoa, Silves, Tavira e Olhão pelas 11 horas.


Para estes locais, foram enviadas equipas para resolver o problema, resposta que estava já de sobreaviso e assim continuará enquanto estiver em vigor o alerta laranja do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). «Temos todas as equipas em alerta», assegurou uma porta-voz da EDP ao Sul Informação.

Esta falha temporária de energia é a consequência mais visivel do mau tempo que está atingir o Algarve, caraterizado por ventos fortes e chuva intensa.

Ao nosso jornal, o Comando Distrital de Operações de Socorro revelou que, até ao início da tarde, não havia «situações alarmantes» a registar, apenas problemas de pequena dimensão, «normais tendo em conta as condições metereológicas».

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) lançou entretanto um aviso à população, alertando para a expectável degradação das condições meteorológicas nas próximas 48 horas.

Piso escorregadio e a formação de lençóis de água, cheias rápidas em meio urbano, transbordo de linhas de água, queda de árvores, ramos ou estruturas e deslizamento de terras são alguns dos perigos para os quais a ANPC chama a atenção.



Recomendações da ANPC para minimizar os riscos:

- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas

- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias

- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas

- Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas

- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas

- Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima

- Ter especial cuidado na circulação junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte

- Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.


Meteorologia confirma semana cinzenta e chuvosa

O Sul do território é o mais atingido pelo mau tempo, onde também são esperadas rajadas que podem ir até aos 85 quilómetros por hora.


O mau tempo veio para ficar. Esta semana vai ser de chuva, pelo menos, até sexta-feira, segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

“Vamos continuar com o mesmo cenário de chuva, mais intensa, por vezes forte, nas regiões a Sul do sistema, no conjunto montanhoso Montejunto/ Estrela”, confirmou à Renascença a meteorologista Cristina Simões.

A zona Sul é a mais atingida pelo mau tempo, onde também são esperadas rajadas que podem ir até aos 85 quilómetros por hora. 

“Mais preocupante será o distrito de Faro, já que estamos com uma situação de chuva que veio do arquipélago da Madeira e aproxima-se do território continental sul. Chega primeiro o Algarve, estendendo-se às regiões do Centro e depois à região Norte”, aponta a meteorologista. 

A região do Algarve está com alerta laranja devido à agitação marítima. As autoridades locais já encerraram quase todas as barras e lançam um aviso, sobretudo aos pescadores, para que tenham em atenção as condições atmosféricas previstas para as próximas horas. 

A chuva por vezes forte é a previsão do Instituto do Mar e Atmosfera, que colocou sob aviso amarelo todos os distritos à excepção de Bragança.


“Monchique, o Topo do Algarve” é mote de nova campanha de promoção turística

“Monchique, o Topo do Algarve” é o tema da nova campanha promocional lançada pela Câmara de Monchique e que pretende consolidar este concelho como um destino turístico «de excelência e de qualidade».


Esta iniciativa pretende afirmar Monchique como «um ponto de referência ao nível do Turismo para todos os mercados, Internacional e Nacional, ao longo de todo o ano», explica a autarquia.


“Monchique, o Topo do Algarve” coloca em evidência um dos locais mais visitados da região do Algarve, a Serra de Monchique com os seus mais de 902 metros de altitude. Do alto da Fóia pode avistar-se parte do Baixo Alentejo e da costa alentejana, proporcionando ainda vistas deslumbrantes sobre todo o litoral Algarvio.

Com o desígnio de promover este destino e os seus quatro produtos turísticos de referência – Turismo de Saúde e Bem Estar, Turismo de Natureza, Turismo Gastronómico e Turismo Cultural -, esta campanha pretende estimular os visitantes a procurarem Monchique como «refúgio de tranquilidade, conforto e também como um território preferido para usufruir de experiências inesquecíveis para toda a família».

A intenção do uso da palavra “Topo”, associada a estes quatro produtos, pretende diferenciá-los como produtos e ofertas também de topo.

Em toda esta campanha, lançada na semana passada na Bolsa de Turismo do Algarve, está presente o estímulo ao nível dos sentidos.

A campanha salienta que as magníficas paisagens da Serra, os inúmeros riachos, cascatas e fontes de onde brota a mais fresca água pura, os infindáveis tons de verde que salpicam a floresta multifuncional de onde se extraem a maior parte dos produtos e tradições culturais desta gente serrana, o saber receber e a genuinidade deste povo, como um mundo rural ainda vivo num convívio perfeito com as mais modernas respostas hoteleiras em saúde e bem estar, associadas à singularidade das termas de origem romana, as especialidades gastronómicas que encerram um saber ancestral que foi assegurado com a passagem de geração em geração, constituem hoje algumas das propostas mais tentadoras e convidativas de uma visita a este concelho.


Esta campanha, concebida pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do Município de Monchique, resulta de uma ideia original de Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique, e foi apresentada na Bolsa de Turismo de Lisboa e na inauguração da XX edição da Feira dos Enchidos, em Monchique.

Esta iniciativa incorpora o lançamento de outdoors, folheto ilustrativo, vídeo promocional (realizado pela jovem empresa We Make Productions) e diversas ações, durante o ano de 2013, como é exemplo a promoção da semana de Monchique em Lisboa, assim como a colocação em pontos estratégicos de passagem de turistas.


Para Rui André, «esta campanha é uma forma de por em evidência o que de melhor Monchique pode oferecer, reforçando a afirmação deste concelho como complemento da oferta turística da região, permitindo também aos operadores e à economia local, bem como ao setor privado em geral, uma valorização ao longo de todo o ano de um potencial evidente na construção de um destino de turismo de qualidade, capaz de gerar mais valias em termos económicos e sociais para esta população».


Fonte http://www.sulinformacao.pt/

Estação da CP de Lagos vendida a um empresário inglês

Um empresário Inglês, com residência no Dubai, comprou a antiga estação ferroviária desactivada de Lagos. A estrutura, avaliada em mais de meio milhão de euros, foi vendida por um valor não divulgado. O comprador pretende realizar as obras de reconversão do espaço para um café e galeria de arte, no verão deste ano. 


Martiniano dos Reis da Garvetur de Lagos disse que “Estamos muito satisfeitos que o edifício tenha sido comprado por alguém com um desejo genuíno de manter a sua qualidade arquitectónica e charme. 

O edifício tem forte interesse histórico e é classificado pelo Governo Português como um dos edifícios protegidos do país, por isso apenas o interior pode ser modificado. 

É o edifício perfeito para o uso como uma galeria de arte.” 

Desde a construção da nova estação, em 2006, que a antiga estação está esquecida e deixada ao vandalismo de graffitis e vidros de janelas partidos. 

Inaugurada em 1922, a estação de Lagos, foi desde o seu início utilizada para passageiros e mercadorias. Até 1965, data em que o Aeroporto de Faro começou a operar, contribuiu para receber os turistas portugueses e estrangeiros, e estimular o aumento do comércio para a cidade de Lagos. 

A chegada do caminho de ferro ao Algarve deu-se com a ligação de Beja a Faro. Foi inaugurada em fevereiro de 1881. Só quase uma década depois chegou a Lagos, em Março de 1899. O ano de 1922 testemunhou a inauguração das estações de Portimão e Lagos.