sábado, 23 de março de 2013

Monumentos de todo o mundo às escuras em nome do ambiente

"Hora do Planeta" cumpre-se este sábado do Taj Mahal à Torre Eiffel, passando por Portugal.



Do Taj Mahal à Torre Eiffel, passando pelo Empire State Building, os grandes edifícios do mundo ficarão no sábado às escuras durante a operação "Hora do Planeta", repetida anualmente para alertar para as alterações climáticas.

Em Portugal, aderiram à iniciativa cerca de 50 municípios, que irão apagar as luzes de edifícios e monumentos emblemáticos pelas 20h30, durante uma hora, disse à agência Lusa Ângela Morgado, da delegação portuguesa World Wildlife Fund (WWF), que promove a iniciativa. 

Além de desligarem as luzes pela "Hora do Planeta", os municípios apresentam uma medida em prol do ambiente para concretizarem em 2013, explicou Ângela Morgado, da organização não-governamental que actua em mais de cem países. 

Criação de pistas para bicicletas, instalação de temporizadores nas piscinas municipais e desligar a iluminação mais cedo são algumas das propostas que os municípios apresentaram para aplicar todo o ano. 

Lisboa, Porto e Faro, entre muitas outras autarquias, vão aderir à iniciativa, apagando as luzes dos paços do concelho e de outros edifícios e monumentos. 

Serão também desligadas as luzes de edifícios e monumentos fora da alçada municipal. 

À mesma hora, será desligada a iluminação do Cristo Rei, da Ponte 25 de Abril, do Mosteiro dos Jerónimos, da Torre de Belém, do Oceanário, em Lisboa, das duas pontes do Porto, da Fundação de Serralves na mesma cidade e do Convento de Cristo, em Tomar.

O mesmo sucederá em muitos outros locais, estando marcada para Lisboa a caminhada "Mil Passos pelo Ambiente", entre o Cais da Viscondessa e o Cais do Sodré. 

As inscrições podem ser feitas na página de Internet da WWWF Portugal, havendo já mais de cem inscritos.

O evento, que acontece em mais de 150 países, foi lançado, em 2007, na Austrália.


Fonte: http://rr.sapo.pt/

The Guardian elege Cabanas como melhor praia ibérica

O jornal britânico elegeu a praia de Cabanas de Tavira como a melhor entre as praias portuguesas e espanholas

Cabanas beach

Cabanas de Tavira é descrita ao leitor do The Guardian como um pequeno paraíso, tendo sido eleita como a melhor praia da península ibérica.

Numa rubrica destinada a dar informações de viagens aos leitores o jornal britânico destaca esta ilha-barreira do sotavento algarvio entre diversas praias que constituem a seleção da melhor oferta ibérica.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Gastronomia Algarvia - Lulas com ferrado à Algarvia

Ingredientes:
Para 4 pessoas

1,200 kg de lulas médias ;
800 grs de batatas ;
1 dl de azeite ;
3 dentes de alho ;
1 folha de louro ;
1 dl de vinho branco seco ;
1 ramo de salsa ;
meio limão ;
3 grãos de pimenta ;
sal q.b. ;
pimenta q.b.


Confecção:
Amanhe as lulas, retirando-lhe as tripas e a pele. Lave-as bem em água fria, sem as abrir, para as libertar de impurezas. Em seguida, tempere com sal e pimenta.
Leve um tacho ao lume. Deite dentro daquele o azeite, os dentes de alho esmagados com pele, a folha de louro e os grãos de pimenta. Deixe alourar os dentes de alho, sem queimar.
Junte as lulas, fritando dos dois lados, de preferência em lume brando.
Regue com vinho branco e, se necessário, um pouco de água, para que termine a cozedura. Depois de cozidas, polvilhe com a salsa picada.
Sirva numa travessa, acompanhadas de batatas cozidas e gomos de limão.

Conselho: As lulas a utilizar serão do tamanho médio, para facilitarem a cozedura, uma vez que são mais tenras. Eventualmente poderão depois de prontas serem acompanhadas com batatas fritas.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Praias do nosso Algarve - Praia de Quarteira

Antiga povoação de homens do mar, desenvolveu-se de modo a dar apoio a uma crescente procura das suas praias, constituindo actualmente um grande centro turístico. 


O núcleo piscatório, com as suas embarcações e casas de aprestos, subsiste, limitado porém ao extremo poente da praia. O peixe fresco grelhado é uma presença incontornável à mesa em Quarteira e o mar recheia receitas tradicionais como a sopa de pão com conquilhas ou as lulas com ferrado. 


O areal extenso, com cerca de 3 km, encontra-se rasgado por vários molhes, junto aos quais se vai acumulando areia e que proporcionam banhos tranquilos aos veraneantes. Uma comprida e agitada avenida marginal, apelidada de Calçadão, acompanha o areal, oferecendo diversos equipamentos turísticos de apoio à praia, esplanadas solarengas e muita animação durante a época balnear. É uma praia de carácter urbano, muito frequentada.

Acesso: Pedonal a partir de Quarteira (sinalizada na EN 125). Estacionamento ordenado e amplo. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudoeste.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Projeto de alunos da Universidade do Algarve é fenómeno na internet

É um jogador de snooker inexperiente, mas gostava de aperfeiçoar as suas técnicas? Ou já é um profissional, mas gostava de perceber os erros que cometeu? Dois alunos da Universidade do Algarve estão a desenvolver uma ferramenta que, em tempo real, poderá ajudá-lo a entender rapidamente a mecânica clássica envolvida no jogo.


«PoolLiveAid» é o nome do projeto que está a ser desenvolvido por Luís Sousa e Ricardo Alves, alunos do mestrado em Engenharia Elétrica e Eletrónica (ramo Tecnologias de Informação e Telecomunicações) do Instituto Superior de Engenharia, da Universidade do Algarve.

Há cerca de dois meses que estão a desenvolver um protótipo que já se tornou um verdadeiro fenómeno da internet, tendo sido visualizado, apenas numa semana, cerca de 900 mil vezes.

Estes dois alunos, orientados pelo professor João Rodrigues, recorrem a uma câmara fixa no teto da sala que reconhece os limites da mesa de bilhar, localiza a posição da bola e o ângulo do taco de snooker para, assim, projetar na mesa o resultado do jogo que o jogador deverá fazer, consoante a direção do taco.


De forma a prever o movimento da bola, o sistema utiliza um processamento em tempo real que calcula e projeta as trajetórias da bola na mesa, através de uma linha de luz.

O programa pode funcionar com qualquer webcam que tenha uma resolução de alta definição, numa mesa de snooker comum, com um projetor que permita reajustar os cantos de projeção.

Por enquanto, Luís Sousa e Ricardo Alves dizem-se maravilhados com o sucesso que estão a alcançar, mas estão conscientes de que ainda estão numa fase embrionária do protótipo. “O principal objetivo é trabalhar o mais rápido possível para conseguir acabar o projeto e, como obtivemos um grande feedback por todo o mundo, gostaríamos muito de ver esta ferramenta comercializada”, confessam os dois alunos.

Fonte: http://www.regiao-sul.pt/

quarta-feira, 6 de março de 2013

Músicos do nosso Algarve - Entre Aspas

Os Entre Aspas foram convidados para tocar, pela primeira vez, há dez anos. A actuação teve lugar no bar Morbidus em Faro, cidade de onde são provenientes Tó Viegas e Vivianne e, na altura, o então duo, ainda nem sequer tinha nome. Para não esquecerem o compromisso, os músicos assinalaram o dia d na agenda simplesmente com umas aspas. Mais tarde, viriam a adoptar essa designação para a posteridade.


Luís Fialho e João Vieira juntaram-se ao duo, completando assim a formação da banda. Seguiu-se a participação no 1º Concurso de Música Moderna da Câmara Municipal de Lisboa, que valeu ao grupo um terceiro lugar e a atenção da imprensa, bem como das editoras, que começavam então a mostrar interesse no trabalho desenvolvido pelos músicos. A assinatura do contrato com a BMG aconteceu em 1992.

Após a substituição de Luís Fialho por Nuno Filhó, os Entre Aspas davam então início às gravações do seu primeiro álbum, intitulado "Entre S.F.F.", editado em 1993, ao qual pertencem os dois primeiros grandes êxitos da banda, "Criatura da Noite" e "Voltas".



O grande salto na carreira dos Entre Aspas ocorreu em 1995, com o segundo álbum da banda, "Lollipop", uma edição acompanhada por uma mudança de visual muito significativa por parte da cantora Vivianne, cujas tranças coloridas se tornaram na sua imagem de marca, seduzindo principalmente o público mais jovem. O disco contou com a participação dos músicos convidados Filipe Valentim, dos Rádio Macau, e Luís San Payo, dos Pop dell'Arte.

No final do ano seguinte, e após uma renovação de contrato com a BMG, os Entre Aspas regressaram ao estúdio para a gravação do sucessor de "Lollipop". "Edelweiss" foi editado em 1997 e, com este álbum, o grupo voltou a apresentar uma sonoridade pop muito simples, de que "Uma Pequena Flor" constitui um excelente exemplo e que voltou a agradar especialmente aos mais novos.


Entre a edição destes dois álbuns, a banda aceitou ainda o convite para participar na colectânea de homenagem a José Afonso, "Filhos da Madrugada", para a qual gravaram uma versão do tema "Traz Outro amigo Também".

Em 1998, repetiram a experiência e voltaram a colaborar numa colectânea. Desta vez, o projecto foi "Ao Vivo na Antena 3", disco que resultou do concerto realizado no auditório da RDP, onde a banda interpretou os temas "Perfume" e "Tão Estranho", ambos em formato acústico, ao lado de uma série de outras bandas portuguesas, como os de Da Weasel , Turbo Junkie , e muitos outros. E como não há duas sem três, no início de 1999, os Entre Aspas participaram no disco de homenagem aos vinte anos de carreira dos Xutos & Pontapés, "XX Anos, XX Bandas", recriando o tema "Doçuras".


Em 1999, a banda editou "Loja de Sonhos", o seu quarto álbum de originais, que contou com a produção de Tó Viegas, Vivianne e Flak , tendo as misturas ficado a cargo de Joe Fossard. Com este disco, os Entre Aspas renovaram a imagem que os caracterizava há anos, uma vez que Vivianne cortou finalmente as suas tranças coloridas. A evolução aconteceu também a nível sonoro, se bem que de uma forma muito ligeira, provavelmente com o intuito de conquistar um público mais abrangente. Os Entre Aspas ainda não demonstraram nos seus discos o intuito de arriscar uma entrada em terrenos situados para além da fronteira da música pop. Continuam a apostar em canções que primam pela simplicidade das letras e das melodias, caso do single "Esqueci o Nome das Coisas" que foi, na altura do lançamento do disco, um grande êxito de rádio.

No final de 2000, gravam os concertos acústicos dados no Instituto Português da Juventude de Faro para edição em disco, no final de Abril de 2001. O disco chama-se www. entreaspasaovivo .com (nome do site também inaugurado em simultâneo) e contou com dois temas inéditos e uma versão de "A Formiga Bossa Nova", originalmente cantado por Amália Rodrigues.

terça-feira, 5 de março de 2013

Terras do nosso Algarve - Paderne

Vale a pena conhecer in loco as ruínas da antiga fortaleza árabe, uma jóia da construção militar muçulmana erguida no topo de um promontório calcário de impressionantes e abruptas encostas. Conquistado em 1248 ao célebre Califa Almôada Al-Mansor, pelos cavaleiros monges da ordem de Santiago, este castelo de taipa foi em tempos medievais, sentinela e guardião do caminho entre o litoral e o interior do Algarve.


Paderne é das três freguesias de Albufeira a que mantém mais acesa a chama da tradição. São disso exemplo a sobrevivência do seu artesanato e as festas populares.A bonita povoação de Paderne estende-se pela encosta de um cerro denominado de Paderna, do qual recebeu o nome.

A 12 Km de Albufeira com uma área de 57Km2, a freguesia localiza-se no Barrocal Algarvio.
Próximo de Paderne passam duas ribeiras, a d’Alte e a de Algibre, as quais juntam as suas águas perto da povoação, indo banhar o sopé do Castelo e desaguar à Praia de Quarteira. No seu percurso formam bonitas margens que convidam a passeios bastante agradáveis.

Os habitantes dedicam-se na sua grande maioria à agricultura e ao pequeno comércio.


A referência mais antiga sobre Paderne data de 1189, altura em que D. Sancho I a conquistou, auxiliado por uma esquadra de cruzados ingleses.

O poder Cristão exerceu-se durante pouco tempo, já que em 1191 o célebre califa almóada Al-Mansur voltou a reconquistá-la, e só em 1248 Dão Paio Peres Correia, mestre da Ordem Militar de Santiago de Espada conquistou definitivamente o Castelo e deu inicio ao repovoamento cristão.

Fora dos recintos amuralhados não havia quaisquer construções, o que faz supor que a actual povoação de Paderne seja posterior à tomada do seu Castelo aos mouros.
Em 1305 D. Dinis doou o Castelo, a Vila e o padroado da Igreja à Ordem Militar de Aviz pelos seus feitos a favor da reconquista.


Património Cultural

Castelo de Paderne - este é um dos castelos que figuram na Bandeira de Portugal e foi conquistado aos mouros por D. Paio Peres Correia em 1248 e desactivado em 1858.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1971, o Castelo está a ser objecto de estudo por parte do IPPAR – Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, com vista à sua valorização e classificação das áreas envolventes à Ribeira de Quarteira como Área de Paisagem Protegida. Este estudo contempla a identificação de vários núcleos de interesse arqueológico e etnográfico, bem como a caracterização da fauna e flora existentes.



Apesar dos sucessivos restauros, o seu estado de conservação encontra-se degradado e nos nossos dias apresenta apenas alguns panos de muralha, bem como o torreão de entrada e paredes-mestras da sua Ermida.
Nos princípios do séc. XVI, com a transferência da povoação do interior das muralhas para Norte, torna-se claro o seu estado de semi-abandono e mais tarde com o terramoto de 1755 sofre o desmoronamento parcial das muralhas e da torre albarrã.

A Igreja Matriz de Paderne é um belíssimo templo de 3 naves e a sua construção data de 1506, com acréscimos posteriores.
Aquando da transferência da povoação de Paderne do interior das muralhas 2 km para Norte, construiu-se então uma nova Igreja que viria a ser a Igreja Matriz de Paderne. O templo que se iniciou então tinha três naves, quatro tramos e cabeceira composta pela ousia e duas capelas colaterais, estando em 1554 quase concluída, faltando somente a cobertura do corpo da Igreja. 


Igreja Matriz - Paderne

Da sua arquitectura destaca-se a conjugação tardia do formulário renascentista com elementos manuelinos, nomeadamente nas cantarias dos capitéis, no arco triunfal e na cobertura de uma das capelas da cabeceira. Nos séculos XVII e XVIII procedeu-se à abertura de algumas capelas laterais no corpo da Igreja, destinadas às confrarias que aqui se sediaram e nos finais do séc. XIX foi acrescentado um tramo ao corpo da Igreja, construindo-se uma nova fachada principal (1880) e mais tarde, em 1905 procedeu-se ao aumento da torre sineira e à sua dotação com um relógio.
No seu interior é possível admirar os vários retábulos, um cálice que tem como curiosidade o facto de possuir um nó esférico achatado, o que o transforma num interessante testemunho do período renascentista.
De entre o espólio escultórico, composto por uma dúzia de exemplares de madeira dos séculos XVII e XVIII, salienta-se a imagem do Arcanjo S. Miguel, da época barroca.

Ermida da Nossa Sr.ª do Pé da Cruz - Esta Ermida terá sido edificada no século XVII, tendo sofrido obras de restauro em 1711. No seu interior é possível admirar o seu retábulo do princípio do século XVIII (cerca de 1715), tratando-se dum testemunho do período barroco.

Ermida da Nossa Sr.ª da Assunção - Antiga Paróquia de Paderne, a Ermida da Nossa Sr.ª da Assunção vulgarmente chamada Ermida da Senhora do Castelo, situa-se dentro do perímetro da antiga fortificação de Paderne, mas o isolamento e a ruína deste, levaram ao seu progressivo abandono, e apesar dos sucessivos restauros, foi definitivamente desactivada em 1858.
Tratava-se de uma pequena edificação de abóbada na capela-mor e de corpo fechado em madeira. Apresentando três altares, tendo no altar-mor a Sagrada Imagem da Nossa Senhora.
Actualmente apenas apresenta as paredes mestras, tendo-se perdido a maior parte de seu espólio.

Ponte do Castelo - Trata-se de uma ponte de feição romana, situada no vale a sudoeste do Castelo sobre a Ribeira de Quarteira, reedificada em 1771 e onde são visíveis três arcos e dois talha-mars com a forma de prisma triangular.



Azenha - Trata-se de um sistema tradicional de moagem, que tem por força motriz o impulso da água.
Desconhece-se a data de construção desta Azenha, sabendo-se, no entanto, que estes enge-nhos são mais antigos que os moinhos de vento e constituem uma herança do período árabe.
Na Carta de Foral concedida por D. Manuel, em 1504, já se encontram referências a estes sistemas de moagem, o que pressupõe a sua antiguidade e o importante papel que desempenharam num fundo tecnológico tradicional das comunidades que aqui viviam.

Fonte - Localizada na estrada entre Paderne e o seu Castelo a sua existência remonta ao séc. XVIII e dada a sua importância, encontrava-se firmemente protegida pela legislação municipal da época.
Integrada na zona de intervenção da Ribeira de Quarteira, possui um projecto que contempla a conservação da fonte e arranjo paisagístico dos espaços envolventes.




Património Natural
As orquídeas selvagens são um tesouro frágil, precioso e pouco conhecido. A sua existência pressupõe um delicado equilíbrio ecológico.
Poderá encontrar várias espécies no acesso ao castelo de Paderne, que se inicia junto a um açude de moinho.
Aí, basta um olhar mais atento e será fácil encontrar a “flor do enforcado”, uma das espécies algarvias mais bonitas. Em cachos brancos ou rosados, eles surgem muitas vezes sob a sombra protectora das alfarrobeiras e outras árvores.
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Tradições
As Mouras de Paderne
“Numa manhã da mais poética Primavera, tomavam as belas mouras o seu banho na ribeira que corre no sopé do monte do castelo, quando as crianças que brincavam próximo das margens vieram a correr dizendo:

- Veja minha mãe. Que bonito é…!
- O quê, filho?
- Os matos a correr para o castelo.

Saiu a mãe do banho e correu a verificar o facto. Então teve a compreensão nítida do que se passava. Os cristãos serviram-se de uma estratégia para se aproximar do castelo: tinham arrancado uma porção de mato e encobertos com este, tentavam entrar no forte do castelo.
A moura deu de imediato voz de alarme às suas companheiras, que correram para a boca do subterrâneo que da ribeira comunicava com o castelo, onde se esconderam. Da mesma forma, os mouros que trabalhavam nos campos também correram ao castelo e juntaram-se aos seus camaradas que já lutavam contra os cristãos. O combate foi duro e mortífero e após algum tempo, os sarracenos foram expulsos e os cristãos tomaram o castelo.”
Afirma a lenda que no subterrâneo ficaram encantados mouros e mouras, que ali defendem os seus tesouros, até que a sua raça se resolva a vir desencantá-los. Só saem dali à meia noite ou ao meio dia.

Produtos Locais
Pode encontrar na vila trabalhos de palma e tapetes de esparto, capachos de milho com decorações, produzidos por artesãos locais, bem como peças em cobre e latão, cestos, rendas e calçado típico.

Gastronomia
Dos agricultores das terras do interior vem o jantar de milhos acompanhado por carne de porco e enchidos, o jantar de chícharos (tipo de grão, mas a erva é usada para forragem), a cabidela de galinha e a pá de cordeiro assada, a que não faltam as amêndoas, o mel e o alecrim para um sabor inesquecível. Nos doces há que optar entre as batatas de amêndoa, o nógado de amêndoa, o Morgado, o bolo de amêndoa ou o característico e muito doce queijo de figo.