segunda-feira, 4 de março de 2013

Quatro concelhos do Algarve com falhas de energia devido ao mau tempo

A energia falhou esta manhã em quatro municípios do Algarve devido ao temporal que afeta a região, mas as situações «não são gravosas» e encontravam-se «em fase de reposição» cerca da 13 horas desta segunda-feira, segundo revelou a EDP ao Sul Informação.

A empresa registou falhas em zonas de Lagoa, Silves, Tavira e Olhão pelas 11 horas.


Para estes locais, foram enviadas equipas para resolver o problema, resposta que estava já de sobreaviso e assim continuará enquanto estiver em vigor o alerta laranja do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). «Temos todas as equipas em alerta», assegurou uma porta-voz da EDP ao Sul Informação.

Esta falha temporária de energia é a consequência mais visivel do mau tempo que está atingir o Algarve, caraterizado por ventos fortes e chuva intensa.

Ao nosso jornal, o Comando Distrital de Operações de Socorro revelou que, até ao início da tarde, não havia «situações alarmantes» a registar, apenas problemas de pequena dimensão, «normais tendo em conta as condições metereológicas».

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) lançou entretanto um aviso à população, alertando para a expectável degradação das condições meteorológicas nas próximas 48 horas.

Piso escorregadio e a formação de lençóis de água, cheias rápidas em meio urbano, transbordo de linhas de água, queda de árvores, ramos ou estruturas e deslizamento de terras são alguns dos perigos para os quais a ANPC chama a atenção.



Recomendações da ANPC para minimizar os riscos:

- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas

- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias

- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas

- Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas

- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a inundações rápidas

- Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos na orla marítima

- Ter especial cuidado na circulação junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte

- Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Protecção Civil e Forças de Segurança.


Meteorologia confirma semana cinzenta e chuvosa

O Sul do território é o mais atingido pelo mau tempo, onde também são esperadas rajadas que podem ir até aos 85 quilómetros por hora.


O mau tempo veio para ficar. Esta semana vai ser de chuva, pelo menos, até sexta-feira, segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

“Vamos continuar com o mesmo cenário de chuva, mais intensa, por vezes forte, nas regiões a Sul do sistema, no conjunto montanhoso Montejunto/ Estrela”, confirmou à Renascença a meteorologista Cristina Simões.

A zona Sul é a mais atingida pelo mau tempo, onde também são esperadas rajadas que podem ir até aos 85 quilómetros por hora. 

“Mais preocupante será o distrito de Faro, já que estamos com uma situação de chuva que veio do arquipélago da Madeira e aproxima-se do território continental sul. Chega primeiro o Algarve, estendendo-se às regiões do Centro e depois à região Norte”, aponta a meteorologista. 

A região do Algarve está com alerta laranja devido à agitação marítima. As autoridades locais já encerraram quase todas as barras e lançam um aviso, sobretudo aos pescadores, para que tenham em atenção as condições atmosféricas previstas para as próximas horas. 

A chuva por vezes forte é a previsão do Instituto do Mar e Atmosfera, que colocou sob aviso amarelo todos os distritos à excepção de Bragança.


“Monchique, o Topo do Algarve” é mote de nova campanha de promoção turística

“Monchique, o Topo do Algarve” é o tema da nova campanha promocional lançada pela Câmara de Monchique e que pretende consolidar este concelho como um destino turístico «de excelência e de qualidade».


Esta iniciativa pretende afirmar Monchique como «um ponto de referência ao nível do Turismo para todos os mercados, Internacional e Nacional, ao longo de todo o ano», explica a autarquia.


“Monchique, o Topo do Algarve” coloca em evidência um dos locais mais visitados da região do Algarve, a Serra de Monchique com os seus mais de 902 metros de altitude. Do alto da Fóia pode avistar-se parte do Baixo Alentejo e da costa alentejana, proporcionando ainda vistas deslumbrantes sobre todo o litoral Algarvio.

Com o desígnio de promover este destino e os seus quatro produtos turísticos de referência – Turismo de Saúde e Bem Estar, Turismo de Natureza, Turismo Gastronómico e Turismo Cultural -, esta campanha pretende estimular os visitantes a procurarem Monchique como «refúgio de tranquilidade, conforto e também como um território preferido para usufruir de experiências inesquecíveis para toda a família».

A intenção do uso da palavra “Topo”, associada a estes quatro produtos, pretende diferenciá-los como produtos e ofertas também de topo.

Em toda esta campanha, lançada na semana passada na Bolsa de Turismo do Algarve, está presente o estímulo ao nível dos sentidos.

A campanha salienta que as magníficas paisagens da Serra, os inúmeros riachos, cascatas e fontes de onde brota a mais fresca água pura, os infindáveis tons de verde que salpicam a floresta multifuncional de onde se extraem a maior parte dos produtos e tradições culturais desta gente serrana, o saber receber e a genuinidade deste povo, como um mundo rural ainda vivo num convívio perfeito com as mais modernas respostas hoteleiras em saúde e bem estar, associadas à singularidade das termas de origem romana, as especialidades gastronómicas que encerram um saber ancestral que foi assegurado com a passagem de geração em geração, constituem hoje algumas das propostas mais tentadoras e convidativas de uma visita a este concelho.


Esta campanha, concebida pelo Gabinete de Comunicação e Imagem do Município de Monchique, resulta de uma ideia original de Rui André, presidente da Câmara Municipal de Monchique, e foi apresentada na Bolsa de Turismo de Lisboa e na inauguração da XX edição da Feira dos Enchidos, em Monchique.

Esta iniciativa incorpora o lançamento de outdoors, folheto ilustrativo, vídeo promocional (realizado pela jovem empresa We Make Productions) e diversas ações, durante o ano de 2013, como é exemplo a promoção da semana de Monchique em Lisboa, assim como a colocação em pontos estratégicos de passagem de turistas.


Para Rui André, «esta campanha é uma forma de por em evidência o que de melhor Monchique pode oferecer, reforçando a afirmação deste concelho como complemento da oferta turística da região, permitindo também aos operadores e à economia local, bem como ao setor privado em geral, uma valorização ao longo de todo o ano de um potencial evidente na construção de um destino de turismo de qualidade, capaz de gerar mais valias em termos económicos e sociais para esta população».


Fonte http://www.sulinformacao.pt/

Estação da CP de Lagos vendida a um empresário inglês

Um empresário Inglês, com residência no Dubai, comprou a antiga estação ferroviária desactivada de Lagos. A estrutura, avaliada em mais de meio milhão de euros, foi vendida por um valor não divulgado. O comprador pretende realizar as obras de reconversão do espaço para um café e galeria de arte, no verão deste ano. 


Martiniano dos Reis da Garvetur de Lagos disse que “Estamos muito satisfeitos que o edifício tenha sido comprado por alguém com um desejo genuíno de manter a sua qualidade arquitectónica e charme. 

O edifício tem forte interesse histórico e é classificado pelo Governo Português como um dos edifícios protegidos do país, por isso apenas o interior pode ser modificado. 

É o edifício perfeito para o uso como uma galeria de arte.” 

Desde a construção da nova estação, em 2006, que a antiga estação está esquecida e deixada ao vandalismo de graffitis e vidros de janelas partidos. 

Inaugurada em 1922, a estação de Lagos, foi desde o seu início utilizada para passageiros e mercadorias. Até 1965, data em que o Aeroporto de Faro começou a operar, contribuiu para receber os turistas portugueses e estrangeiros, e estimular o aumento do comércio para a cidade de Lagos. 

A chegada do caminho de ferro ao Algarve deu-se com a ligação de Beja a Faro. Foi inaugurada em fevereiro de 1881. Só quase uma década depois chegou a Lagos, em Março de 1899. O ano de 1922 testemunhou a inauguração das estações de Portimão e Lagos.


Gastronomia Algarvia - Arroz de Marisco com Tamboril

Ingredientes:

• 1 kg de tamboril
• 250 gr. de camarão
• 0,5 kg de conquilhas
• 250 gr. de arroz
• 4 dentes de alho
• 2 cebolas
• 1 dl de azeite
• 2 tomates maduros
• 1 dl de vinho branco
• 1 molhinho de coentros
• 1 folha de louro
• sal e piripiri q.b.


Preparação:

Mergulhe as conquilhas em água salgada para retirar as areias e deixe ficar de molho durante algumas horas. Corte o tamboril às postas e deixe-as durante algum tempo em água fria.

Ponha o camarão a cozer e aproveite a mesma água para abrir as conquilhas. Descasque os camarões e reserve alguns inteiros. Retire o miolo às conquilhas. Passe a água da cozedura por um passador fino e reserve.

Entretanto, pique os alhos e a cebola finamente. Escalde o tomate e retire as peles e as sementes. Corte em pequenos cubos. Ponha um tacho ao lume com o azeite, adicione os alhos e a cebola e deixe refogar.

Coloque o tomate, mexa bem e refresque com o vinho, deixando apurar. Coloque de seguida o tamboril e o arroz, acrescente um pouco de caldo da cozedura dos camarões, o louro e o raminho de coentros. Tempere com sal e piri piri a gosto.

Quando estiver cozido junte os mariscos, rectifique os temperos e deixe terminar a cozedura. Tenha o cuidado de deixar o arroz "malandro", ou seja, com caldo suficiente. Sirva de imediato.

domingo, 3 de março de 2013

Algarve vai produzir caviar de esturjão

A partir de 2015 vai estar disponível no mercado um caviar com selo português. O projeto inédito da Universidade do Algarve pretende criar uma unidade de cultivo de esturjão ainda este ano e tornar Portugal num produtor desta iguaria apreciada por todo o mundo.


Até ao final de 2013 está prevista a instalação de uma unidade de produção de esturjão, peixe cujas ovas dão origem ao caviar. Os responsáveis pelo projeto estimam que ao fim de quatro anos o produto possa começar a ser distribuído pelos comerciantes portugueses.

A ideia surgiu na mente de Valery Afilov, um ucraniano perito em aquacultura que vive em Portugal há uma década, e foi desenvolvida em conjunto com um biólogo e de um empresário gourmet portugueses.

O projeto foi distinguido no concurso Ideias em Caixa, evento organizado pelo Centro Regional para a Inovação do Algarve e pela Caixa Geral de Depósitos que pretende promover o empreendedorismo e a formação de novas empresas e negócios em Portugal.

O biólogo Paulo Pedro explicou à agência Lusa que "no seu ambiente natural, com temperaturas negativas, os esturjões podem demorar 20 anos até atingir a sua maturação sexual mas no Algarve, devido à temperatura amena, o seu crescimento pode ser muito mais rápido".

Um quilo de caviar esturjão beluga, um das quatro espécies que demora mais tempo a produzir ovas, pode custar entre 1.000 e 5.000 euros. Os empresários esperam estar a produzir em 2016 entre 600 a 700 quilos de caviar por ano.

"O grande objetivo é que o produto seja consumido em Portugal mas se assim não o for não estamos muito preocupados porque neste momento existe noutros países uma lista de espera enorme", explicou o biólogo Paulo Pedro.

Numa segunda fase do projeto, os três empreendedores pretende também produzir esturjão atlântico, peixe que se extinguiu em Portugal na década de 1980, de forma a poder repovoar estuários como os do rios Guadiana e do Arade, no Algarve.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Empresa Águas do Algarve anuncia requalificação da Lagoa dos Salgados


As obras de requalificação da Lagoa dos Salgados, a cargo da empresa Águas do Algarve SA, vão finalmente começar, anunciou a empresa. No entanto, não foi indicada a data exata do início dos trabalhos.

Lagoa-dos-Salgados

As obras de construção civil incluem movimentos de terras, órgãos de betão armado, circuitos hidráulicos, entre outras, e destinam-se ao aprofundamento das valas existentes e escavação de fundões para a execução de aterros para a construção de ilhotas e dique, com terra do local, com cerca de 1,25 metros de altura média, dividindo a Lagoa em duas, interligadas por duas comportas, em plena Lagoa dos Salgados.

As Águas do Algarve salientam, em nota de imprensa, que «as intervenções a promover no Espaço Lagunar dos Salgados são consideradas como fundamentais e urgentes, pois contribuirão de forma decisiva para uma melhoria significativa da sustentabilidade das comunidades de avifauna em presença na Lagoa dos Salgados, pela manutenção da zona húmida que lhe está associada, preservando-se desta forma um ecossistema considerado como extremamente importante».

A obra na Lagoa dos Salgados passa por criar um sistema de modulações de terreno e comportas que permita fazer a regulação do nível da água, e ainda criar ilhotas na lagoa para melhorar a segurança das aves e condicionar o acesso a certas zonas das margens. Este projeto é da responsabilidade e competência da ARH e será pago inteiramente com dinheiros da empresa Águas do Algarve SA.

No dia 4 de fevereiro, aquando da apresentação do projeto do Parque Ambiental da Lagoa dos Salgados pela empresa Finalgarve, Isabel Soares, administradora das Águas do Algarve e ex-presidente da Câmara de Silves, revelou ao Sul Informação que as obras estavam «já prontas a avançar», mas que só não começaram porque entretanto «começa a época de nidificação das aves e depois segue-se a época balnear».

A administradora garantiu que a data prevista para o início dos trabalhos, a cargo de um consórcio de empresas portuguesas e espanholas, é «15 de setembro».

O Sul Informação já contactou com as Águas do Algarve, pedindo esclarecimentos sobre a data de início destas obras na zona lagunar.

A empreitada, que inclui ainda uma outra obra que nada tem a ver com a Lagoa dos Salgados (a Conceção e Construção da Conduta Elevatória CE3) tem a duração prevista de 120 dias e um investimento estimado de 1,2 milhões de euros.

Esgotos da zona poente de Albufeira deixam de ser lançados ao mar pelo emissário da Galé

A segunda obra incluída nesta empreitada, a conceção e construção da Conduta Elevatória CE3, permitirá «endossar para tratamento na ETAR de Albufeira Poente todos os efluentes gerados nos aglomerados populacionais existentes na zona poente de Albufeira, mais concretamente os inseridos na área compreendida entre a Marina de Albufeira e a Galé».

Segundo a empresa Águas do Algarve, isso fará com que tais efluentes deixem de ser canalizados para o mar através do emissário submarino atualmente em serviço (Emissário Submarino da Galé), sem qualquer tipo de tratamento, «dando-se desta forma uma contribuição decisiva para uma melhoria substancial da qualidade da água balnear na nossa costa».

Em traços gerais, a concretização desta infraestrutura engloba a construção da Conduta Elevatória CE3, em tubo PEAD PE100 DN630 PN10, com um comprimento total estimado de 2500 metros, assim como a realização de todas as obras de construção civil, incluindo movimentos de terras, órgãos de betão armado, circuitos hidráulicos, etc.

Fonte: http://www.sulinformacao.pt/