sábado, 17 de novembro de 2012

Tornado causou rasto de destruição, principalmente, nas zonas de Lagoa, Silves e Carvoeiro

São nestas situações que apenas proferir palavras de conforto não é suficiente é preciso agir no sentido de ajudar as vítimas desta destruição, assim como, ajudar a  limpar e recuperar o que foi destruído nas zonas afectadas

Tornado em Lagoa (MELANIE MAPS / LUSA)
Tornado em Lagoa (MELANIE MAPS / LUSA)

Tornado em Lagoa (MELANIE MAPS / LUSA)
Tornado em Lagoa (MELANIE MAPS / LUSA)

Tornado em Lagoa (enviado por Alexandra Matilde)
Tornado em Lagoa (enviado por Alexandra Matilde)

Tornado em Lagoa (enviado por Alexandra Matilde)
Tornado em Lagoa (enviado por Alexandra Matilde)

Tornado no Algarve (enviado por Vanessa Castro)
Tornado no Algarve (enviado por Vanessa Castro)

Tornado em Silves (enviado por Mateus Alves)
Tornado em Silves (enviado por Mateus Alves)
Tornado em Silves (enviado por Mateus Alves)
Tornado em Silves (enviado por Mateus Alves)

Tornado em Silves (enviado por André Aguiar)
Tornado em Silves (enviado por André Aguiar)

Tornado em Lagoa (Valdemar Costa / LUSA)
Tornado em Lagoa (Valdemar Costa / LUSA)

Tornado em Lagoa (Valdemar Costa / LUSA)
Tornado em Lagoa (Valdemar Costa / LUSA)


Tornado em Silves, Algarve às 13:38 (directo) do dia 16-11-2012 em frente ao Estádio Dr. Francisco Vieira.
Video gravado por: Gui Teixeira.

Tornado no Algarve causou 13 feridos e deixou rasto de destruição

Um tornado deixou um rasto de destruição no Algarve, afetando principalmente a zona de Silves, Lagoa e Carvoeiro. Há relatos de árvores caídas, telhados arrancados e carros arrastados pela força do vento. Confirmam-se 13 feridos - três com alguma gravidade - 12 desalojados e 4600 pessoas sem energia elétrica.

Tornado no Algarve causou 13 feridos e deixou rasto de destruição

O tornado ocorreu cerca das 13.40 horas desta sexta-feira. Foi "um barulho aterrador" que em poucos minutos deixou um rasto de destruição, principalmente, nos concelhos de Silves e Lagoa. Há automóveis danificados, postes elétricos caídos, árvores arrancadas, estruturas de sinalização retrocidas e telhados destruídos.

Há a registar 13 feridos, três deles graves, 12 desalojados e 4600 pessoas sem energia elétrica. Em conferência de imprensa, no quartel dos Bombeiros de Silves, o Comandante Distrital de Operações de Socorro de Faro, Abel Gomes, referiu que, entre os três feridos graves, apenas um inspira "cuidados acrescidos".

O mesmo responsável referiu ainda que, de acordo com as previsões meteorológicas,o mau tempo continuará a afetar o Algarve até ao final do dia de sábado, prevendo-se a ocorrência de chuva forte.

Questionado sobre a possibilidade de voltar a ocorrer um tornado como o que provocou uma vaga de destruição nos concelhos de Silves e de Lagoa, Abel Gomes salientou que há condições para chuvas e ventos fortes, mas que esse tipo de fenómeno é de "muito difícil previsibilidade". O Comandante Distrital disse que, de acordo com Instituto de Meteorologia, se tratou "efetivamente de um tornado".

O mau tempo causou ainda 12 desalojados em Lagoa, num total de três famílias, que já foram entretanto realojadas. Em Silves não há registo de pessoas desalojadas, afirmou o presidente da Câmara, Rogério Pinto, frisando, contudo, que 20 pessoas tiveram que receber acompanhamento psicológico.

Quanto às falhas no abastecimento elétrico, Abel Gomes disse que a energia deverá ser resposta em grande parte das zonas afetadas até às 24.00 horas.
No terreno estão 231 operacionais, apoiados por 67 veículos, tendo sido enviados para a região grupos de reforço de Beja, Évora e Setúbal e equipas da Força Especial de Bombeiros.

Telhados arrancados e árvores caídas

"Tenho metade da cidade destruída. Há pessoas dentro das caravanas dos parques de campismo", disse o comandante dos Bombeiros de Silves, Luís Simões.

Segundo revelou, há um cenário de destruição por toda a cidade. Até o próprio quartel dos bombeiros não escapou à destruição e alguns veículos foram afetados. Mesmo assim, a corporação está a acudir aos pedidos de ajuda na cidade, auxiliados por outras corporações, como as de Lagoa, Messines, Vila do Bispo, Albufeira e Lagos.

Tornado em Lagoa (MELANIE MAPS / LUSA)

Fonte da Câmara de Lagoa disse à Lusa que há telhas de habitações e árvores arrancadas e carros arrastados pela estrada.

Segundo a mesma fonte, os ventos causaram estragos sobretudo nas zonas sul e oeste da cidade que ainda estão a ser apurados. Na estrada nacional 125, junto à entrada para Lagoa, há árvores, placas de trânsito e 'outdoors' publicitários derrubados, além de telhados danificados.
Um morador de Lagoa disse que os ventos fortes causaram um pequeno incêndio numa igreja em Carvoeiro e o corte de estradas devido ao derrube de postes de alta tensão entre Lagoa e Silves, o que gerou alguns acidentes de viação e muita confusão no trânsito.

Em Albufeira, o mau tempo causou inundações na via pública, alagando casas e lojas da cidade, mas a situação já está regularizada.

Realojar pessoas sem casa

Francisco Martins, presidente da Junta de Freguesia de Lagoa, disse ao JN que "os ventos fortes arrancaram telhados e janelas das casas. Há apartamentos e casas de duas frentes em que os ventos arancaram as janelas dos dois lados e levaram coisas do interior".

Tornado em Lagoa (enviado por Alexandra Matilde)

"A destruição é de tal forma que, da rua, vê-se o interior das casas que ficaram com as frontarias desfeitas", sublinhou.

Segundo Francisco Martins, a Santa Casa da Misericórdia já recebeu três desalojados. "Há muitas pessoas que encontram abrigo em casa de familiares, mas também há unidades hoteleiras que estão a receber desalojados", referiu.

Prevenção em Ferragudo

Luís Alberto, presidente da Junta de Freguesia de Ferragudo, disse ao JN que os ventos fortes passaram ao lado da vila. Contudo, "devido à carga de água que caiu em Lagoa, estamos com receio de que o caudal do rio suba ainda mais e cause inundações".
O autarca disse ao JN que, mesmo que as comportas venham a ser fechadas, poderá não ser suficiente para conter a cheia do Arade. "Para já está tudo calmo, mas estamos na expectativa do que possa vir a acontecer", afirmou ao meio da tarde de sexta-feira.

Fonte: JN

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia do Pintadinho

Trata-se da praia imediatamente a poente da Ponta do Altar, um promontório estreito e alongado onde se edificou um farol. Os matos ricos do Barrocal Algarvio atingem aqui a linha de costa, combinando-se com a vegetação típica das arribas expostas da Ponta do Altar.


 O areal encontra-se assim enquadrado por densa mancha de vegetação: aroeira, tomilho, murta, palmeira-anã, giesta, sargaço e roselha, sobre os quais crescem profusamente lianas. Nas arribas de cores quentes são visíveis diversos fósseis marinhos bem como notáveis modelados resultantes da erosão marinha sobre a rocha calcária, é o caso das sapas visíveis na base da Ponta do Altar. 


Na arriba que delimita o extremo norte da praia é de assinalar a galeria que forma uma espécie de enorme abóbada com dois arcos. Orientado a oeste, avista-se do areal do Pintadinho a foz do Rio Arade, formalizada por molhes, e em segundo plano a cidade de Portimão.

Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso: Viário alcatroado a partir de Ferragudo (a cerca de 5Km de Lagoa), seguindo para sul durante cerca de 3km. Estacionamento amplo e não ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: oeste.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Gastronomia Algarvia - Papas de Milho com Sardinhas

Ingredientes:
(Para 4 pessoas)

300 grs de farinha de milho ;
500 grs de sardinhas ;
50 grs de cebolas ;
100 grs de tomates frescos ;
1 dl de azeite ;
1 quarto de ramo de salsa ;
vinagre q.b. ;
sal q.b.



Confecção: 
Limpe as sardinhas de escamas e tripas, com o auxílio de uma faca pequena. Lave em água fria e ponha a enxugar.
Leve um tacho ao lume com cerca de 4 litros de água com sal.
Quando a água levantar fervura, ponha as sardinhas a cozer.
Depois delas cozidas, o que deve demorar cerca de 10 minutos, retire-as para um prato ou travessa.
À parte, noutro tacho, refogue no azeite a cebola bem picada, o tomate cortado em dados pequenos, limpo de peles e sementes, e parte da salsa. Mexa e deixe refogar sem deixar alourar.
Junte cerca de 3 litros do caldo onde cozeu as sardinhas, passado por um passador fino. Deixe ferver. Tempere com sal e pimenta.
Retire o tacho do lume e dissolva a farinha no caldo com o auxílio de dumas varas de cozinha ou colher de pau.
Leve o tacho novamente ao lume e deixe cozer durante cerca de meia hora, mexendo de vez em quando, para não deixar agarrar.
Adicione gotas de vinagre.
Sirva as papas bem quentes acompanhadas das sardinhas, temperadas com azeite e salsa picada.

Conselho:
As sardinhas a utilizar deverão ser do tamanho médio. O tomate, de preferência, deve ser bem maduro. Tire o pé e escalde-o em água a ferver, para mais facilmente tirar a pele. Em seguida, corte o tomate ao meio e retire as pevides.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Praias do nosso Algarve - Prainha

A Prainha consiste numa série de pequenos e abrigados areais em forma de concha, isolados por cénicas formações rochosas de relevos muito irregulares, intensamente esculpidas pela acção das águas doces e salgadas. Por aqui abundam as reentrâncias rochosas e os recantos, bem como os modelados típicos destas arribas: arcos, grutas, leixões e algares. 


Por aqui abundam as reentrâncias rochosas e os recantos, bem como os modelados típicos destas arribas: arcos, grutas, leixões e algares. Já abaixo do nível das marés, as mesmas rochas abrigam uma rica e colorida vida marinha, estando favorecida a prática de mergulho nestas enseadas. Para nascente, estas arribas carbonatadas ricas em fósseis marinhos, vão formar a Ponta João d´Arens, um local de eleição para quem deseja observar aves marinhas como o corvo-marinho, a gralha-de-nuca-cinzenta, o raro pombo-da-rocha ou a gaivota-de-patas-amarelas. No topo da arriba dominam plantas bem adaptadas a estes ambientes salinizados, como a barrilha, a valverde-dos-sapais, o limónio e o pampilho-marítimo. Nas fissuras rochosas crescem plantas como a erva-pinheira e nas clareiras entre os arbustos de aroeira, é possível observar, na Primavera, diversas espécies de orquídeas.



Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas. Para chegar à praia é necessário atravessar o empreendimento turístico na envolvente da praia, descendo depois por escadas talhadas na face da arriba.



Acesso: Viário alcatroado a partir da estrada que liga o Alvor à Praia da Rocha / Vau, seguindo na direcção da Prainha. Equipamento de apoio e vigilância na época balnear. Orientação: sul.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gastronomia Algarvia - Peixinhos da Horta


Ingredientes
(4 pessoas)

1 kg de Feijão verde
2 dentes de alho
6 ovos 
70 g. de Cebola 
200 g. de Farinha 
Sal q.b.
Azeite q.b.


Modo de confecção
1. Corta-se o feijão verde em tiras finas, de modo a que fiquem com cerca de 15 cm de comprimento. Coze-se o feijão verde com água e sal e deixa-se a meia cozedura.

2. Faz-se um polme com farinha, um pouco de água, os ovos previamente bem batidos, a cebola e os alhos picados.

3. Depois de tudo bem mexido, junta-se o feijão e mexe-se para que fique todo envolto pelo polme. Vai-se tirando o preparado com uma colher de sopa colocando-se de seguida numa frigideira com azeite para fritar.

Notas adicionais
Acompanhar com uma salada bem fresca de alface e tomate.

domingo, 9 de setembro de 2012

Terras do nosso Algarve - Alte

Cheira a flores, e a água fresca da ribeira que a atravessa, desde a fonte grande à queda do vigário, dá-lhe uma frescura perene, mesmo nos mais quentes dias de verão.
A aldeia de Alte é geralmente considerada como uma das mais bonitas de Portugal.
Uma visita à Fonte Pequena oferece o enquadramento perfeito... foi aliás aqui que o poeta altense Cândido Guerreiro tantas vezes se inspirou e, por isso acabou por lhe ser erguida, neste local, uma estátua em sua homenagem.
Encontra aqui um espaço harmonioso onde o verde e a frescura convidam a momentos de lazer.
Ao longo da aldeia, a ribeira conduz as águas da Fonte Grande, num curso onde abundam as levadas, açudes e velhas azenhas.


Edificada entre os quatro serros que a rodeiam - Galvana, Francelheira, Castelo e Rocha Maior - a aldeia convida a percorrer as suas ruas apertadas, pisando de mansinho as calçadas tradicionais e empedrados e espreitando aos pátios cheios de floreiras de sardinheiras.
Noutros tempos podiam ouvir-se ao virar de cada esquina, sobretudo na Rua dos Pisadoiros, o som das maças de pisar o esparto, planta selvagem que marcou a vivência económica e social de toda a freguesia.

Localização

Alte situa-se na parte sul da região do Caldeirão e é delimitada a norte por S. Barnabé, a leste por Salir e Benafim, a sul pelo concelho de Albufeira e por S. Bartolomeu de Messines a oeste.
A freguesia é atravessada de oeste para este pela EN 124 que liga Silves a Alcoutim. A 25 Km, aproximadamente, de Loulé, por estrada nova e construída a preceito, chega-se lá em poucos minutos. Até Albufeira os 30 Km levam mais tempo a percorrer.




Actividades Principais

A população de Alte ocupa-se, na sua maioria, de actividades ligadas ao pequeno comércio e à agricultura de susbsistência.


História

Com vestígios de ocupação romana desde o Neolítico, a região acolheu comunidades de agricultores e pastores que influenciaram sucessivamente as comunidades locais. Durante a colonialização romana e o domínio visigótico, Alte evolui de villa rural integrada na grande propriedade romana, para comunidade camponesa autónoma da beira – serra, mantendo as relações comerciais com as cidades do litoral. No período muçulmano, Alte torna-se um povoado fortificado e nas terras limítrofes são desenvolvidas novas técnicas agrícolas e as culturas da amendoeira, alfarrobeira e figueira. As culturas árabe e berbere marcaram decisivamente a arquitectura local. Após a conquista cristã do Algarve, é estabelecido o senhorio de Alte que se manteve até ao século XX.


Património Cultural

Igreja Matriz - Com fundação anterior ao séc. XV, a igreja sofreu remodelações nos séculos XVI e XVIII, apresentando actualmente um interior composto por três naves separadas por arcos, suportados por fortes colunas. O maior destaque vai forçosamente para a lindíssima abóbada quinhentista artesoada, revestida de azulejos do século XVIII, azuis e brancos e rica talha barroca. O portal e as pias baptismais são manuelinos.
A talha dourada dos retábulos das capelas de Nossa Sr.ª do Carmo, Nossa Sr.ª do Rosário e São Francisco contrasta com os azulejos polícromos que revestem a Capela de São Sebastião. Belas imagens de Santa Teresa, do século XVII, e de Nossa Sr.ª do Rosário e Santa Margarida, do século XVIII, completam a decoração da igreja.
Casa Rosa - Nas Assumadas, trata-se de um museu rural onde se pode admirar uma colecção privada de utensílios agrícolas, mobiliário e peças de cerâmica.


Património Natural

Pego do Vigário (Morgado de Alte) - Trata-se de uma queda de água que se situa pouco abaixo da aldeia de Alte e surge pelo caudal da Ribeira e pela morfologia dos vales e encostas daquela área. Mede cerca de 10 metros de altura e 2 metros de largura. É um local de acesso um pouco difícil, devido à sua encosta.

Fonte Pequena e Fonte Grande - Nascentes de água (Olho de Boi) que, durante séculos, foram local de encontro das mulheres da aldeia para encherem os cântaros de água e lavarem a roupa, hoje são um local aprazível propício ao repouso e piqueniques. Tratam-se de nascentes de água localizadas num pequeno vale junto da aldeia de Alte. Nas margens da ribeira encontram-se restaurantes, cafés, áreas de piquenique e de banhos (a represa constitui uma piscina natural). As águas da Fonte Grande e da Fonte Pequena que dão origem à Ribeira de Alte, já fizeram mover os nove moinhos da aldeia.



Tradições

Em relação à origem do nome da povoação há uma lenda que alguns consideram facto histórico. Nos primeiros tempos, em toda aquela vasta área, houve apenas uma ermida no sítio Vila Verde do Vale, actualmente denominado, Santa Margarida. No Freixo Verde, localizado a nascente, morava uma rica lavradora muito religiosa e a que mais contribuía para as despesas do capelão. Ora a ermida localizava-se a poente. Nunca o capelão subia ao altar para a missa aos domingos e dias santos, sem que a lavradora do Freixo Verde se encontrasse na capela. Um dia, porém, esta demorou-se tanto que o capelão, ao pensar que já não viria, iniciou a celebração. Quando os fieis já retornavam a suas casas, no caminho encontraram a lavradora no sítio onde agora se encontra a povoação de Alte. Dando-se conta que a celebração da missa tinha sido feita mesmo sem a sua presença, a lavradora voltou-se para a criadagem e disse:

Alto! que aqui mandarei edificar uma igreja.
E assim se fez a igreja que é hoje a matriz, com a denominação de Igreja do Alto, passando depois, com o tempo, a aldeia a ser designada por Alte, a que não será alheio o “sotaque serrano” .
Segundo o povo, junto aos cerros que rodeiam a aldeia ouvem-se à noite os murmúrios dos mouros que enterraram no seu interior, todas as suas riquezas.

Es são esses mesmos montes que motivam outras cantigas que ainda hoje são entodas
"Quatro serros tem Alte
Que o cercam em redor
Galvana e Francilheira
Castello e Rocha Maior
Cantiga de Alte" (in Monografia do Concelho de Loulé)


Produtos Locais

À economia, predominantemente agrícola e de sequeiro e assente ainda em práticas herdadas de tempos remotos, associa-se a produção da aguardente de medronho, do mel, do queijo e da doçaria. Particular relevo merecem os trabalhos de artesanato que se executam na Freguesia de Alte com recurso ao esparto, à palma, à madeira e à cerâmica e que se comercializam em todo o Algarve. Em Santa Margarida, encontra artesanato de rendas e croché e trabalhos em cobre e alumínio. Na Torre, visite a cooperativa de fabricação de brinquedos de madeira e oiça o célebre grupo musical “Os Velhos da Torre”.


Gastronomia

Na doçaria e confeitaria, existem deliciosos doces e bolos, nomeadamente de amêndoa e mel, nas pastelarias locais.
Bolos que sabem bem com a aguardente de medronho.
Mas em poucos lugares sabem tão bem as típicas comidas da serra algarvia, a galinha de cabidela ou cerejada, o galo caseiro, as papas e o jantar de milhos, entre muitas outras.