sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia do Pintadinho

Trata-se da praia imediatamente a poente da Ponta do Altar, um promontório estreito e alongado onde se edificou um farol. Os matos ricos do Barrocal Algarvio atingem aqui a linha de costa, combinando-se com a vegetação típica das arribas expostas da Ponta do Altar.


 O areal encontra-se assim enquadrado por densa mancha de vegetação: aroeira, tomilho, murta, palmeira-anã, giesta, sargaço e roselha, sobre os quais crescem profusamente lianas. Nas arribas de cores quentes são visíveis diversos fósseis marinhos bem como notáveis modelados resultantes da erosão marinha sobre a rocha calcária, é o caso das sapas visíveis na base da Ponta do Altar. 


Na arriba que delimita o extremo norte da praia é de assinalar a galeria que forma uma espécie de enorme abóbada com dois arcos. Orientado a oeste, avista-se do areal do Pintadinho a foz do Rio Arade, formalizada por molhes, e em segundo plano a cidade de Portimão.

Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso: Viário alcatroado a partir de Ferragudo (a cerca de 5Km de Lagoa), seguindo para sul durante cerca de 3km. Estacionamento amplo e não ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: oeste.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Gastronomia Algarvia - Papas de Milho com Sardinhas

Ingredientes:
(Para 4 pessoas)

300 grs de farinha de milho ;
500 grs de sardinhas ;
50 grs de cebolas ;
100 grs de tomates frescos ;
1 dl de azeite ;
1 quarto de ramo de salsa ;
vinagre q.b. ;
sal q.b.



Confecção: 
Limpe as sardinhas de escamas e tripas, com o auxílio de uma faca pequena. Lave em água fria e ponha a enxugar.
Leve um tacho ao lume com cerca de 4 litros de água com sal.
Quando a água levantar fervura, ponha as sardinhas a cozer.
Depois delas cozidas, o que deve demorar cerca de 10 minutos, retire-as para um prato ou travessa.
À parte, noutro tacho, refogue no azeite a cebola bem picada, o tomate cortado em dados pequenos, limpo de peles e sementes, e parte da salsa. Mexa e deixe refogar sem deixar alourar.
Junte cerca de 3 litros do caldo onde cozeu as sardinhas, passado por um passador fino. Deixe ferver. Tempere com sal e pimenta.
Retire o tacho do lume e dissolva a farinha no caldo com o auxílio de dumas varas de cozinha ou colher de pau.
Leve o tacho novamente ao lume e deixe cozer durante cerca de meia hora, mexendo de vez em quando, para não deixar agarrar.
Adicione gotas de vinagre.
Sirva as papas bem quentes acompanhadas das sardinhas, temperadas com azeite e salsa picada.

Conselho:
As sardinhas a utilizar deverão ser do tamanho médio. O tomate, de preferência, deve ser bem maduro. Tire o pé e escalde-o em água a ferver, para mais facilmente tirar a pele. Em seguida, corte o tomate ao meio e retire as pevides.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Praias do nosso Algarve - Prainha

A Prainha consiste numa série de pequenos e abrigados areais em forma de concha, isolados por cénicas formações rochosas de relevos muito irregulares, intensamente esculpidas pela acção das águas doces e salgadas. Por aqui abundam as reentrâncias rochosas e os recantos, bem como os modelados típicos destas arribas: arcos, grutas, leixões e algares. 


Por aqui abundam as reentrâncias rochosas e os recantos, bem como os modelados típicos destas arribas: arcos, grutas, leixões e algares. Já abaixo do nível das marés, as mesmas rochas abrigam uma rica e colorida vida marinha, estando favorecida a prática de mergulho nestas enseadas. Para nascente, estas arribas carbonatadas ricas em fósseis marinhos, vão formar a Ponta João d´Arens, um local de eleição para quem deseja observar aves marinhas como o corvo-marinho, a gralha-de-nuca-cinzenta, o raro pombo-da-rocha ou a gaivota-de-patas-amarelas. No topo da arriba dominam plantas bem adaptadas a estes ambientes salinizados, como a barrilha, a valverde-dos-sapais, o limónio e o pampilho-marítimo. Nas fissuras rochosas crescem plantas como a erva-pinheira e nas clareiras entre os arbustos de aroeira, é possível observar, na Primavera, diversas espécies de orquídeas.



Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas. Para chegar à praia é necessário atravessar o empreendimento turístico na envolvente da praia, descendo depois por escadas talhadas na face da arriba.



Acesso: Viário alcatroado a partir da estrada que liga o Alvor à Praia da Rocha / Vau, seguindo na direcção da Prainha. Equipamento de apoio e vigilância na época balnear. Orientação: sul.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Gastronomia Algarvia - Peixinhos da Horta


Ingredientes
(4 pessoas)

1 kg de Feijão verde
2 dentes de alho
6 ovos 
70 g. de Cebola 
200 g. de Farinha 
Sal q.b.
Azeite q.b.


Modo de confecção
1. Corta-se o feijão verde em tiras finas, de modo a que fiquem com cerca de 15 cm de comprimento. Coze-se o feijão verde com água e sal e deixa-se a meia cozedura.

2. Faz-se um polme com farinha, um pouco de água, os ovos previamente bem batidos, a cebola e os alhos picados.

3. Depois de tudo bem mexido, junta-se o feijão e mexe-se para que fique todo envolto pelo polme. Vai-se tirando o preparado com uma colher de sopa colocando-se de seguida numa frigideira com azeite para fritar.

Notas adicionais
Acompanhar com uma salada bem fresca de alface e tomate.

domingo, 9 de setembro de 2012

Terras do nosso Algarve - Alte

Cheira a flores, e a água fresca da ribeira que a atravessa, desde a fonte grande à queda do vigário, dá-lhe uma frescura perene, mesmo nos mais quentes dias de verão.
A aldeia de Alte é geralmente considerada como uma das mais bonitas de Portugal.
Uma visita à Fonte Pequena oferece o enquadramento perfeito... foi aliás aqui que o poeta altense Cândido Guerreiro tantas vezes se inspirou e, por isso acabou por lhe ser erguida, neste local, uma estátua em sua homenagem.
Encontra aqui um espaço harmonioso onde o verde e a frescura convidam a momentos de lazer.
Ao longo da aldeia, a ribeira conduz as águas da Fonte Grande, num curso onde abundam as levadas, açudes e velhas azenhas.


Edificada entre os quatro serros que a rodeiam - Galvana, Francelheira, Castelo e Rocha Maior - a aldeia convida a percorrer as suas ruas apertadas, pisando de mansinho as calçadas tradicionais e empedrados e espreitando aos pátios cheios de floreiras de sardinheiras.
Noutros tempos podiam ouvir-se ao virar de cada esquina, sobretudo na Rua dos Pisadoiros, o som das maças de pisar o esparto, planta selvagem que marcou a vivência económica e social de toda a freguesia.

Localização

Alte situa-se na parte sul da região do Caldeirão e é delimitada a norte por S. Barnabé, a leste por Salir e Benafim, a sul pelo concelho de Albufeira e por S. Bartolomeu de Messines a oeste.
A freguesia é atravessada de oeste para este pela EN 124 que liga Silves a Alcoutim. A 25 Km, aproximadamente, de Loulé, por estrada nova e construída a preceito, chega-se lá em poucos minutos. Até Albufeira os 30 Km levam mais tempo a percorrer.




Actividades Principais

A população de Alte ocupa-se, na sua maioria, de actividades ligadas ao pequeno comércio e à agricultura de susbsistência.


História

Com vestígios de ocupação romana desde o Neolítico, a região acolheu comunidades de agricultores e pastores que influenciaram sucessivamente as comunidades locais. Durante a colonialização romana e o domínio visigótico, Alte evolui de villa rural integrada na grande propriedade romana, para comunidade camponesa autónoma da beira – serra, mantendo as relações comerciais com as cidades do litoral. No período muçulmano, Alte torna-se um povoado fortificado e nas terras limítrofes são desenvolvidas novas técnicas agrícolas e as culturas da amendoeira, alfarrobeira e figueira. As culturas árabe e berbere marcaram decisivamente a arquitectura local. Após a conquista cristã do Algarve, é estabelecido o senhorio de Alte que se manteve até ao século XX.


Património Cultural

Igreja Matriz - Com fundação anterior ao séc. XV, a igreja sofreu remodelações nos séculos XVI e XVIII, apresentando actualmente um interior composto por três naves separadas por arcos, suportados por fortes colunas. O maior destaque vai forçosamente para a lindíssima abóbada quinhentista artesoada, revestida de azulejos do século XVIII, azuis e brancos e rica talha barroca. O portal e as pias baptismais são manuelinos.
A talha dourada dos retábulos das capelas de Nossa Sr.ª do Carmo, Nossa Sr.ª do Rosário e São Francisco contrasta com os azulejos polícromos que revestem a Capela de São Sebastião. Belas imagens de Santa Teresa, do século XVII, e de Nossa Sr.ª do Rosário e Santa Margarida, do século XVIII, completam a decoração da igreja.
Casa Rosa - Nas Assumadas, trata-se de um museu rural onde se pode admirar uma colecção privada de utensílios agrícolas, mobiliário e peças de cerâmica.


Património Natural

Pego do Vigário (Morgado de Alte) - Trata-se de uma queda de água que se situa pouco abaixo da aldeia de Alte e surge pelo caudal da Ribeira e pela morfologia dos vales e encostas daquela área. Mede cerca de 10 metros de altura e 2 metros de largura. É um local de acesso um pouco difícil, devido à sua encosta.

Fonte Pequena e Fonte Grande - Nascentes de água (Olho de Boi) que, durante séculos, foram local de encontro das mulheres da aldeia para encherem os cântaros de água e lavarem a roupa, hoje são um local aprazível propício ao repouso e piqueniques. Tratam-se de nascentes de água localizadas num pequeno vale junto da aldeia de Alte. Nas margens da ribeira encontram-se restaurantes, cafés, áreas de piquenique e de banhos (a represa constitui uma piscina natural). As águas da Fonte Grande e da Fonte Pequena que dão origem à Ribeira de Alte, já fizeram mover os nove moinhos da aldeia.



Tradições

Em relação à origem do nome da povoação há uma lenda que alguns consideram facto histórico. Nos primeiros tempos, em toda aquela vasta área, houve apenas uma ermida no sítio Vila Verde do Vale, actualmente denominado, Santa Margarida. No Freixo Verde, localizado a nascente, morava uma rica lavradora muito religiosa e a que mais contribuía para as despesas do capelão. Ora a ermida localizava-se a poente. Nunca o capelão subia ao altar para a missa aos domingos e dias santos, sem que a lavradora do Freixo Verde se encontrasse na capela. Um dia, porém, esta demorou-se tanto que o capelão, ao pensar que já não viria, iniciou a celebração. Quando os fieis já retornavam a suas casas, no caminho encontraram a lavradora no sítio onde agora se encontra a povoação de Alte. Dando-se conta que a celebração da missa tinha sido feita mesmo sem a sua presença, a lavradora voltou-se para a criadagem e disse:

Alto! que aqui mandarei edificar uma igreja.
E assim se fez a igreja que é hoje a matriz, com a denominação de Igreja do Alto, passando depois, com o tempo, a aldeia a ser designada por Alte, a que não será alheio o “sotaque serrano” .
Segundo o povo, junto aos cerros que rodeiam a aldeia ouvem-se à noite os murmúrios dos mouros que enterraram no seu interior, todas as suas riquezas.

Es são esses mesmos montes que motivam outras cantigas que ainda hoje são entodas
"Quatro serros tem Alte
Que o cercam em redor
Galvana e Francilheira
Castello e Rocha Maior
Cantiga de Alte" (in Monografia do Concelho de Loulé)


Produtos Locais

À economia, predominantemente agrícola e de sequeiro e assente ainda em práticas herdadas de tempos remotos, associa-se a produção da aguardente de medronho, do mel, do queijo e da doçaria. Particular relevo merecem os trabalhos de artesanato que se executam na Freguesia de Alte com recurso ao esparto, à palma, à madeira e à cerâmica e que se comercializam em todo o Algarve. Em Santa Margarida, encontra artesanato de rendas e croché e trabalhos em cobre e alumínio. Na Torre, visite a cooperativa de fabricação de brinquedos de madeira e oiça o célebre grupo musical “Os Velhos da Torre”.


Gastronomia

Na doçaria e confeitaria, existem deliciosos doces e bolos, nomeadamente de amêndoa e mel, nas pastelarias locais.
Bolos que sabem bem com a aguardente de medronho.
Mas em poucos lugares sabem tão bem as típicas comidas da serra algarvia, a galinha de cabidela ou cerejada, o galo caseiro, as papas e o jantar de milhos, entre muitas outras.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Algarve registou ocupação de 90,7% em Agosto

Os hotéis e estabelecimentos de alojamento do Algarve registaram, em Agosto, uma taxa de ocupação global de 90,7%, sensivelmente a mesma registada em igual mês do ano passado, quando a ocupação tinha atingido os 90,6%. Apesar da ocupação, o volume de negócios baixou 4,3%, segundo os dados provisórios relevados ontem pela Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). 

Praia da Rocha - Portimao, Algarve

Através dos dados da AHETA é possível perceber que a ocupação das unidades algarvias se manteve ao mesmo nível de Agosto do ano passado devido aos mercados estrangeiros, principalmente britânico, que subiu 16,1%, e holandês, que teve um crescimento de 17,3%, enquanto o mercado doméstico registou uma quebra de 6,3%, descida que, no caso do mercado espanhol, é ainda mais alarmante, uma vez que a retracção deste mercado chegou aos 29,1% em Agosto. 

Por zonas geográficas, as maiores descidas encontram-se na zona do Carvoeiro/Armação de Pêra (-5,3%), seguindo-se Monte Gordo/Vila Real de Santo António (-1,4%), enquanto as maiores subidas dizem respeito às zonas de Lagos/Sagres (+3,1%) e Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago (+1,8%). Já Albufeira, a principal zona turística do Algarve, apresentou a mesma taxa de ocupação que se verificava em Agosto de 2011. 

Já a zona de Portimão/Praia da Rocha apresentou a taxa de ocupação mais elevada de todo o Algarve, chegando aos 94,3%, enquanto a zona de Fato/Olhão teve a taxa de ocupação mais baixa da região, ficando-se pelos 65%. 

Por categorias, os hotéis e aparthotéis de três estrelas foram os estabelecimentos de alojamento que apresentaram a maior descida na ocupação, caindo 1,9%, enquanto os de cinco estrelas ficaram no extremo oposto, apresentando uma subida de 2,3% na ocupação, a maior entre as várias categorias de alojamento.

Já a taxa de ocupação mais baixa foi registada nos hotéis e aparthotéis de duas estrelas (78,1%), enquanto os aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas registaram a taxa de ocupação mais elevada (93,4%).

Os dados relativos à ocupação são positivos, no entanto, a AHETA aponta uma descida de 4,3% no volume de negócios face a igual mês do ano passado.

Algarve: Governo comparticipa em salários

Criado para a região algarvia, o programa “Formação-Algarve” prevê o pagamento de um apoio financeiro correspondente a 50% da retribuição mensal bruta de um trabalhador, caso a empresa prolongue o seu contracto a termo para lá do final da época alta, por um período mínimo de um ano.


Este apoio será garantido pelo Estado que vai comparticipar o pagamento de salários de trabalhadores do sector turístico do Algarve nos casos em que as empresas decidam manter os postos de trabalho durante a época baixa. O “Formação-Algarve” prevê ainda que a comparticipação estatal no salário possa subir para 60% da retribuição nos casos de conversão de contracto de trabalho a termo certo em contracto de trabalho sem termo.

A mesma comparticipação será dada quando o trabalhador abrangido tenha idade igual ou inferior a 25 anos, idade igual ou superior a 50 anos, se trate de pessoa com deficiência ou incapacidade ou tenha um nível de qualificação inferior ao 3.º ciclo do ensino básico.

Aquele programa de combate à sazonalidade, ainda em discussão no Conselho Económico e Social, prevê que o apoio estatal implique a frequência de programas de formação profissional por parte dos trabalhadores em causa, integrados nos horários de trabalho.

Com o objectivo de combater a sazonalidade do emprego na região e promover vínculos laborais mais estáveis, o programa pretende reforçar a qualificação profissional dos trabalhadores, aumentando as suas condições de empregabilidade e reforçar a competitividade e a produtividade dos sectores da hotelaria, restauração e turismo da região.

O programa tem um orçamento previsto de cinco milhões de euros e estima-se que possa abranger entre 2000 a 3000 pessoas no seu primeiro ano de funcionamento. A formação pode variar entre as 350 e 600 horas e tem a duração máxima de seis meses, a decorrer no período compreendido entre 1 de Novembro e 30 de Abril do próximo ano.