domingo, 2 de setembro de 2012

Proibida apanha de bivalves na Ria Formosa

As autoridades estenderam a interdição da captura de bivalves a toda a Ria Formosa devido à presença na água de toxinas que provocam intoxicação paralisante, informou fonte oficial.



De acordo com o site do Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR), a captura para comercialização e consumo de todas as espécies de bivalves foi temporariamente interditada para todos os bivalves em toda a Ria Formosa, desde Faro a Vila Real de Santo António.

O nível elevado da toxina PSP verificado na água pode contaminar os bivalves, provocando intoxicação paralisante a quem consumir bivalves apanhados na ria.

A interdição aplica-se também à zona litoral entre Olhão e Faro, zona onde não se pode apanhar qualquer espécie de bivalves, devido à presença da mesma toxina.

A apanha na zona litoral entre Portimão e Lagos está igualmente proibida, mas apenas de mexilhão, devido à presença da dioxina DST, que provoca intoxicação diarreica.

No litoral entre Vila Real Santo António e Tavira está interditada a apanha de todas as espécies de bivalves, devido à presença da toxina que provoca diarreia.


Festas do Pescador em Albufeira

As Festas do Pescador regressam ao centro da cidade, de 7 a 9 de setembro, com as associações locais a apresentarem os mais variados petiscos e os artistas da terra a subirem ao palco da Praça dos Pescadores para animarem a 15.ª edição do evento.


De 7 a 9 de setembro, a partir das 18h00, os visitantes podem apreciar pratos típicos algarvios ligados ao mar, desde os carapaus alimados ao marisco, sem esquecer os choquinhos com tinta ou o xerém com conquilhas. Para sobremesa será possível degustar doces como os dom-rodrigos, os bolos de alfarroba ou amêndoa, e os Farrobitos® de Albufeira.

À noite, a animação musical ficará a cargo dos artistas regionais Nuno Balbino, Valter Cabrita, da Banda Alhada e do Grupo de Danças da LUEL.
O Folclore também volta a ganhar expressão, com a atuação do Rancho Folclórico de Albufeira, Rancho Folclórico de Penela (Coimbra), Grupo de Danças e Cantares Regional Faralhão (Setúbal), e do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Minho de Lisboa.
Mais uma edição das tradicionais Festas do Pescador, que traduzem o espírito da cidade de Albufeira, outrora vila piscatória.

Terras do nosso Algarve - S. Bartolomeu de Messines

São Bartolomeu de Messines é a terra natal do poeta/pedagogo João de Deus, autor da Cartilha Maternal, método de aprendizagem das letras utilizado no final do séc. XIX e início do XX, e para os que estão de visita, é obrigatória uma visita à sua Casa – Museu, que além do núcleo sobre a vida e obra do literato, dispõe de biblioteca, sala de leitura, ludoteca e bar, ficando situada junto à Igreja Matriz. Encaminhemo-nos depois para a referida igreja que remonta à época manuelina, embora apresente inúmeros vestígios já do séc. XVIII, como o portal e a fachada barroca. Região virada para a agricultura, mostra zambujeiras, oliveiras, alfarrobeiras, figueiras, amendoeiras e pomares, entre outros. Os pomares, particularmente, estendem-se por grandes áreas entre hortas de mimos de regadio e lembram felizes tempos de infância, quando todo o mundo cabia entre as laranjeiras e as maceeiras, os encantos das romãs, as searas, os alcatruzes das noras, os fornos, os ninhos dos pássaros, e até o lagar velho.


A Freguesia de Messines estende-se numa vasta área de mais de 250 Km2. Servida de Serra e Barrocal, tem junto a si a serra do Caldeirão e, antes ainda, o Penedo Grande como protector natural, como uma trave divina plantada que, a cavaleiro, abre em concha a Vila, como ponto de referência.
Quanto à origem do topónimo Messines, há dúvidas sobre se é romana ou árabe. A primeira referência escrita conhecida data de finais do séc. XII, no período islâmico.


Localização

A vila está situada no largo vale de terras férteis na falda sul da montanha do Penedo Grande, na Serra do Caldeirão. Situada a escasso quilómetros do IP1, um dos acessos mais importantes ao Algarve, tem boas acessibilidades aos concelhos limítrofes: A Silves e a Loulé, pela EN 124 e a Albufeira pela EN 270 via Paderne.


População

Actualmente, a freguesia tem cerca de 8.700 habitantes, sendo a mais extensa do Algarve.
Terá sido fundada no século XVI. Em 1869, viviam ali 5.310 moradores, tendo atingido o máximo de 11.715 almas em 1950.


Actividades Principais

A actividade principal da freguesia é a agricultura.


História

Se hoje sabemos que o homem do Paleolítico esteve presente na região de Silves, os menires testemunham a fixação humana local durante o Neolítico (IV-III milénios a. C.). A sua localização, num vale de terras férteis, um corredor natural de acesso ao litoral, mas também a Silves e Loulé transformou a vila não só num importante centro agrícola, como industrial e comercial, com uma intensa vida desde há séculos.

Caminho dos Menires, Vale Fuzeiros, Silves

Messines é rica em achados arqueológicos. Lugares como Gregórios, Cumeada, Picalto, Benaciate, Vale Fuzeiros, Funcho ou Abrotiais, atestam presença pré-histórica importante, quer atraída pela fertilidade dos terrenos, quer pela sua riqueza em cobre.

Os Minérios (cobre e ferro) e rochas (grés e mármores brechados) são apenas duas das riquezas que a freguesia ainda apresenta. Contudo, hoje é sobretudo a produção de citrinos, a silvicultura e pastorícia, que se mostram geradoras de riqueza e desenvolvimento.


Património Cultural

Algumas das mais importantes estelas que apresentam registos em Escrita do Sudoeste Peninsular ainda hoje indecifrada, e alguns menires, saíram de Benaciate e estão hoje no Museu de Arqueologia de Silves.

Casa – Museu João de Deus - Localizada onde viveu o poeta e pedagogo, além do núcleo sobre a vida e obra, dispõe de biblioteca, sala de leitura, ludoteca e bar.

Igreja Matriz - Remonta à época manuelina, embora apresente inúmeros vestígios já do séc. XVIII, como o portal e a fachada barroca. No interior, o único conjunto quinhentista (séc. XVI) de colunas de toros torcidos presente no Algarve, singular também por serem em grés, pedra de que Messines é rica.

Ermida de S. Sebastião - Santuário protector contra pestes e maleitas erguido, talvez ainda no séc. XVI, à entrada Nascente da povoação.

Igreja Matriz

Património Natural

Barragem do Funcho - Para aqui correm a ribeira e afluentes do rio Arade por entre a paisagem dominante da serra, com os cabeços redondos cobertos de sobreiros, medronheiros, azinheiras, esteva e urze.

Quinta do Penedo - Perto de Vale Fuzeiros, com a sua selvagem riqueza paisagística, faunística e florística, permite a prática de equitação e o aluguer de canoas para um passeio até aos espelhos de água refrescantes das barragens do Funcho ou do Arade.

Barrocal - Zona entre a serra e o litoral, estende-se para Sul de São Bartolomeu de Messines, com a sua terra vermelha e fértil, onde pode apreciar o colorido dos laranjais e romanceiras ou dos pomares de sequeiro de amendoeiras, figueiras e alfarrobeiras.

Barragem do Funcho

Tradições

A Ermida de Nossa Sr.ª da Saúde, um templo do séc. XVIII, é local de romarias, em busca de alívio para doenças. Situado num ponto alto sobranceiro ao vale e à vila. Diz a lenda ter sido o lugar previsto para a construção da primitiva matriz, não fosse o santo, ter manifestado a sua preferência a favor do lugar onde hoje está.


Produtos Locais

Nas lojas de artesanato da vila há trabalhos de couro, cerâmica, tecelagem manual, ferro e latão, tábua e trapos, caldeireiro, cestaria de cana e albardeiro.

Nos montes serranos encontra trabalhos de cortiça e madeira na Nora, rendas de bilros na Aldeia Ruiva, cestaria na Norinha, trabalhos de palma em Mouração e Vale Fuzeiros e um cadeireiro em Pedreiras.

Quanto aos produtos agroalimentares além do mel com sabor a alecrim, rosmaninho ou laranjeira, encontra aguardente de medronho, os licores de ervas e frutas e a variada doçaria local, nomeadamente os famosos folhados de Messines.

Na zona serrana, há fabricantes de mel na Aldeia Ruiva, Amorosa, Foz do Ribeiro, Ribeiro Meirinho e Vale Barriga.

A doçaria regional também está presente nos montes de Benaciate, Cumeada, Furadouro, Monte de São José, Nora, Pico Alto e Vale Figueira.

A aguardente de medronho é destilada em todos os “montes” da freguesia, no Azinhalinho, Conqueiros, Fonte João Luís, Foz do Ribeiro, Messines de Baixo, Monte da Zorra, Perna Seca, Rega, Vale Beja, Vale Fontes de Baixo e de Cima, Vale de Mós e Zebro de Cima.


Gastronomia

Os folhados de Messines são de comer e chorar por mais, uma receita de que as doceiras guardam ciosamente o segredo. Aproveite-se então a frescura das hortas das terras férteis de Messines para preparar este tradicional cozido de grão.

sábado, 1 de setembro de 2012

Monchique: Spa português no top 10 da Vanity Fair

A revista norte-americana deu uma volta ao mundo em dez spas. Por destinos mais ou menos exóticos procuraram os melhores serviços, refeições e tratamentos, sempre com mira apontada para o luxo e a inovação. Portugal não passou despercebido: o Longevity Wellness Resort, situado “numa localização mágica” - leia-se Monchique - foi um dos distinguidos.


Índia, Omã, Alemanha, Tailândia, Mauritânia, Maldivas, Santa Lucia, Londres… e Portugal. Estes são os nove países com os dez spas mais luxosos em 2012, segundo os padrões da Vanity Fair. As Maldivas foram duplamente distinguidas graças aos resorts Conrad Maldives Rangalish Island e The Residence Maldives, não fossem estas pequenas ilhas do oceano Índico um dos destinos predilectos do turismo de luxo. Ainda assim, Portugal esteve à altura da competição graças a um refúgio em plena serra de Monchique.

Especializado em tratamentos e terapias de rejuvenescimento, o Longevity Wellness Resort tem uma parceria exclusiva para Portugal com a La Clinique de Paris e “está na fileira da frente da medicina preventiva e do estado-da-arte de soluções antienvelhecimento”, de acordo com a revista.

Um dos destaques para a oferta do resort algarvio é a Ozonoterapia, oferecida apenas em alguns spas médicos em todo o mundo. A comida, o conforto e a qualidade do serviço foram outros dos pontos fortes apontados. “Para refrescar mente, corpo e espírito, existem poucos como o Longevity”, conclusão daVanity Fair que deixa no ar a promessa de uma vida próspera não só para os clientes mas também para o próprio resort.

Praia da Salema distinguida pela revista Travel&Leisure

A revista norte-americana Travel&Leisure incluiu a praia da Salema, em Vila do Bispo, no concelho de Lagos, Algarve, na lista as 15 melhores praias secretas do mundo, destacando o lado “genuíno” e “não massificado” desta área balnear. 


Para a Travel&Leisure, a praia da Salema é uma das mais tranquilas e discretas do mundo, sendo a única praia nacional incluída nesta lista, elaborada por uma das mais conceituadas publicações de viagens e lazer do mundo. 

De acordo com a Câmara Municipal de Vila do Bispo, a praia da Salema foi escolhida para integrar a referida lista por se tratar de “uma aldeia piscatória que ainda permanece genuína, num litoral algarvio engolido pela construção massificada de betão”. 

“É um prestígio ver uma praia do concelho distinguida na maior revista de viagens dos Estados Unidos, que é lida por cerca de 4,8 milhões de leitores”, acrescenta a autarquia em comunicado. 

Além da praia da Salema, a lista da Travel&Leisure incluiu também nesta lista praias em França, Filipinas, Austrália, México, Havai, Tailândia, Vietname, Brasil e Moçambique.

Fonte: Turisver

Autoridade marítima levanta interdição nas praias do concelho de Aljezur

As praias de Odeceixe, Monte Clérigo e Amoreira foram interditadas depois de terem sido avistadas várias alforrecas, conhecidas por "Caravelas Portuguesas". Mas esta manhã, a proibição foi levantada. 


Esta manhã, as praias do concelho de Aljezur voltaram a estar disponíveis para os banhistas, depois de terem sido detetadas alforrecas de uma espécie perigosa que pode provocar queimaduras graves.

A informação foi confirmada à TSF pelo comandante dos Portos de Portimão e Lagos, Cruz Martins.

«A Autoridade marítima bem como os nadadores-salvadores fizeram uma avaliação e observação e não detetaram nenhum alforreca, por isso a situação está normalizada. Contudo, as autoridades vão continuar a prestar atenção a um eventual reaparecimento destas alforrecas», adiantou o comandante Cruz Martins.


Fonte: TSF

Via do Infante perdeu mais de metade do tráfego

A criação de portagens levou a significativa diminuição do número de viaturas nas antigas SCUT. A Via do Infante registou a maior quebra. 


A Via do Infante, no Algarve, registou no segundo trimestre deste ano uma quebra no tráfego médio diário (TMD) superior a 52% em relação ao mesmo período de 2011, recebendo agora pouco mais de 7.700 viaturas.

Os números constam do mais recente relatório elaborado pelo Instituto Nacional das Infraestruturas Rodoviárias (INIR) sobre a utilização das autoestradas nacionais no segundo trimestre de 2012 e indicam que a maior queda foi registada na Via do Infante ou A22.

A Via do Infante contabilizou, assim, uma quebra média de 52,2%, com um TMD de 7.760 viaturas, quando um ano antes a média diária era de 16.200.

No mesmo período, a concessão Interior Norte (A24) registou uma quebra de 37,5%, com um TMD de 4.115 viaturas, seguida da concessão Beira Interior (A23), com menos 37,3% no movimento diário e um TMD atual de 6.190 viaturas.

Já a concessão da Beira Litoral (A25) viu o tráfego cair 26,4%, também em comparação ao segundo trimestre do ano passado, cifrando-se agora num TMD de 8.865 viaturas.

Estas quatro concessões, antigas SCUT (sem custos para o utilizador) e que passaram a ser portajadas em dezembro de 2011, lideram as quebras na circulação média nas autoestradas nacionais.


Quebra média de 17%

Este relatório já representa os primeiros efeitos, em período de verão, da introdução de portagens nestas concessões, abrangendo, além de abril e maio, a totalidade do mês de junho.

Na globalidade das 16 concessões nacionais avaliadas neste relatório, o INIR concluiu haver uma quebra média de 17%, numa utilização média diária que passou a cifrar-se em 14.360 viaturas.

Nas três antigas SCUT do Norte que receberam portagens em outubro de 2010, as quebras continuam a acentuar-se em todas, segundo o mesmo relatório.

Assim, na concessão Norte Litoral a quebra foi de 8,5%, em relação ao segundo trimestre de 2011, com um TMD de 19.838 viaturas, e na concessão Costa de Prata a redução atingiu os 6,2%, com 20.116 viaturas diárias atualmente.

Nas autoestradas que integram a concessão do Grande Porto a redução cifrou-se em 7,1% e há agora um movimento diário de 20.951 viaturas.