sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Recuperação de área ardida no Algarve deve custar mais de 3,7 milhões de euros

Mais de 3,7 milhões é a estimativa de custos só da estabilização do solo e remoção do material ardido do incêndio da serra do Caldeirão. O valor é avançado num relatório elaborado pela Unidade de Defesa Florestal, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, destinado a minimizar os efeitos da erosão com a queda das primeiras chuvas.

Populações viram arder os seus haveres enquanto os meios aguardavam por ordens para avançar

No entanto, contando com a recuperação do potencial agrícola e apoio social às famílias afectadas, os prejuízos atingirão os 12 milhões de euros no concelho de Tavira, mais 13 milhões no município de São Brás de Alportel.

O fogo, que teve início em 18 de Julho na Catraia, alastrou ao concelho vizinho de São Brás de Alportel. O presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, lembra que o levantamento feito pelas entidades responsáveis pela área das florestas "fica-se apenas pela estabilização do solo, para evitar que se dê contaminação dos aquíferos, logo que se verifiquem as primeiras chuvadas". 

Além dos prejuízos agrícolas, o incêndio, que queimou 24.843 hectares de mato, sobreiros e pinheiro-manso, "afectou ainda cerca de 17% da zona especial de conservação e zona de protecção especial do Caldeirão", registando-se ainda um "impacto negativo considerável na actividade apícola".

A nível social, o Governo disponibilizou 600 mil euros, a dividir pelos dois concelhos atingidos pelo incêndio, para recuperar as casas ardidas e garantir as necessidades básicas das famílias mais carenciadas. O apoio, de 400 euros por pessoa do agregado familiar, em prestação única, começou a ser pago. As candidaturas estão abertas até 2 de Outubro.

Quanto aos milhões que serão necessários para repor, dentro do possível, o que foi destruído, Jorge Botelho aguarda pelo cumprimento das promessas governamentais. "Espero que haja a possibilidade de apresentar, em breve, candidaturas no sector agrícola, com 75% a fundo perdido, através do Proder [Programa de Desenvolvimento Rural]". As pessoas que viram desaparecer pomares, motores de rega e árvores de cultivo, sublinha, "têm expectativas de que serão ajudadas".

O relatório sobre a avaliação dos impactos nos espaços florestais, diz o autarca, refere valores "abaixo dos preços de mercado". A título de exemplo, exemplifica, cinco euros para corte e remoção de cada árvore ardida parece-lhe "baixo". Situação idêntica verifica-se na limpeza de valetas: 15 mil euros para intervir em 100 quilómetros de rede viária está abaixo do que a câmara tem pago para esse tipo de trabalho. Porém, interpreta os valores como "referência" e "uma estimativa".

O perigo de contaminação das linhas de água surge como uma das primeiras preocupações ambientais. O fogo afectou a bacia hidrográfica do rio Gilão, que desagua na ria Formosa, e as sub-bacias da Foupana e de Odeleite, afluentes do rio Guadiana. Os efeitos dos primeiros chuvas, salienta o relatório do director da Unidade de Defesa da Floresta, Rui Almeida, "poderão provocar a erosão dos solos, arrastando-os e transportando-os para as zonas de vales e linhas de água, assoreando campos e poços".

Proteger origem da água

A área afectada pelo incêndio, acrescenta o documento, apresenta "condições propícias à erosão por ravinamento". Por outro lado, o facto de a albufeira de Odeleite ser a origem do abastecimento público de água do Sotavento algarvio, "exige uma atenção redobrada" nas acções a desenvolver "como forma de salvaguardar a origem da água". O fogo atingiu também a zona de protecção especial da serra do Caldeirão, que abriga algumas espécies protegidas e em risco, destacando-se o lince ibérico, a águia de Bonelli, águia cobreira e o bufo real. Ao nível do património cinegético, o incêndio atingiu 33 zonas de caça.

No âmbito do Proder deverão ser apoiados projectos, entre 50 a 100%, para "estabilização de emergência"; "restabelecimento do potencial silvícola"; "controlo de pragas e doenças em espécies florestais", e "controlo de espécies invasoras".

Fonte: Público

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

11.ª Feira dos Frutos Secos anima Alcantarilha

A 11.ª edição da Feira dos Frutos Secos, em Alcantarilha, concelho de Silves, abre portas na próxima sexta-feira, 31, às 18:30 horas, num certame inspirado nos produtos agrícolas tradicionais da região, como a amêndoa, o figo ou a alfarroba. 


Nestes três dias do evento organizado pela junta de freguesia de Alcantarilha, com o apoio da autarquia silvense, o largo da junta de freguesia da localidade irá encher-se com as cores, aromas e sabores da gastronomia e da doçaria, fatores estes associados também à vertente do artesanato. 

Todas as noites são temáticas, sendo a noite de 31 de agosto dedicada às coletividades, a de 1 de setembro ao artesão e a de 2 de setembro à doçaria. 

Ao nível musical o certame terá no seu primeiro dia a acordeonista e vocalista Telma Santos e no segundo o Grupo de Cantares Quebra-Mar. No dia 2 de setembro, dia de encerramento, sobem ao palco o Duo Noémia Duarte e António Cardoso e o fadista Afonso Dias. 

Fonte: Região Sul

ARTECHIQUE - Feira de Artesanato e Sabores de Monchique mostra o melhor da serra algarvia

A XVIII ARTECHIQUE – Feira de Artesanato e Sabores de Monchique, que terá lugar entre sexta-feira e domingo, dias 31 de agosto a 2 de setembro, vai oferecer aos visitantes a oportunidade de conhecerem o que de melhor se faz na serra algarvia. 


Este certame, promovido pela junta de freguesia local, mantém toda a genuinidade e tradição do artesanato local, onde não faltam os cestos de vime, as cadeiras de tesoura, as colheres de pau, a tecelagem, as bolsinhas de retalhos, as rendas antigas, os cintos e sapatos de couro. 

À tradição junta-se, agora, um artesanato mais recente que integra jovens artesãos e novas áreas de intervenção, numa produção exclusivamente monchiquense, que vêm conferir à ARTECHIQUE “um caráter único no panorama algarvio”. 

Os sabores tipicamente monchiquenses (o presunto, os enchidos, a doçaria, o medronho, a melosa e o mel) associam-se ao artesanato e proporcionam aos visitantes a possibilidade de degustarem o que de melhor se produz na serra algarvia. 

O último dia desta feira, no domingo, coincidirá também com mais um Encontro de Acordeonistas, que este ano celebra as suas bodas de prata. Este convívio de animação popular terá lugar no Largo dos Chorões, estando o seu início previsto para as 16:00 horas. 

Nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, a feira decorre entre as 10:00 e as 23:00, e no dia 2 de setembro, entre as 10:00 e as 20:00. Mais informações sobre o programa de animação pode ser consultada em www.jf-monchique.pt

Fonte: Região Sul

Praias do nosso Algarve - Praia do Zavial e Praia das Furnas

A praia surge encaixada na foz de uma ribeira temporária, cuja vegetação ribeirinha e pequenos seixos chegam ao areal. Na margem nascente existe um pequeno bosque de eucaliptos com matos de barrocal no sub-coberto, por vezes utilizado para campismo selvagem. 


O areal aqui é largo, com uma pequena duna onde se observam plantas como o estorno, estendendo-se amplamente para Leste, já que a poente um enorme esporão rochoso delimita a praia. Exuberantes matos endémicos de zimbro e vegetação adaptada à salsugem revestem esta arriba calcária. O Zavial é muito procurado por surfistas, sendo o troço nascente da praia mais tranquilo, com arribas muito recortadas e formações rochosas a que localmente se chamam furnas. É possível aceder a este troço da praia caminhando pelo areal ou pelo topo da arriba. Nas imediações do Zavial podem ser visitadas as ruínas de uma fortificação do séc. XVII. Para nascente do Zavial surge a pequena Praia das Furnas, que deve o seu nome ao recorte da arriba, intensamente erosionada pelos elementos e onde se formaram as furnas: enormes sapas (cavidades escavadas na base da arriba) e grutas. Os matos litorais estendem-se até ao areal, onde também desagua uma pequena ribeira. É uma praia muito tranquila.


Acesso: Viário alcatroado a partir da povoação da Raposeira (EN 125), seguindo na direcção do Zavial ou da Ingrina, durante cerca de 5 km. Estacionamento não ordenado, com equipamentos de apoio (restaurante e WC) e vigilância na época balnear. O acesso à Praia das Furnas faz-se por um caminho de terra batida a partir da povoação da Figueira (cerca de 2 Km), não possui estacionamento ordenado nem equipamento de apoio ou vigilância. Orientação: sudoeste (Zavial e Furnas).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Proposta de fusão coloca em pé de guerra três municípios do Algarve

Numa iniciativa pioneira e inesperada, a Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António aprovou segunda-feira uma recomendação ao Governo que visa a fusão do município com os concelhos de Castro Marim e Alcoutim. Mas estes dois municípios, de maioria PSD, tal como Vila Real, consideraram a proposta "absurda", "uma insensatez" e "uma brincadeira de mau gosto". 

Câmara de Vila Real de Sto. António defende a fusão com os outros concelhos do Baixo Guadiana

A proposta socialista colheu os votos favoráveis da maioria PSD na câmara, mas para que a fusão dos três concelhos seja consumada é necessária aprovação popular em referendo. As reacções não tardaram. 

Para o autarca de Alcoutim, Francisco Amaral (PSD), "não faz sentido nenhum estar a querer associar estes três concelhos", classificando a proposta como uma "falta de respeito para com munícipes dos três concelhos, que não foram ouvidos". A posição de Castro Marim não ficou por menos. "É uma insensatez monstruosa e uma falta de respeito e de consideração pelas instituições dos três municípios que brada aos céus", disse à Lusa o presidente da câmara, José Estevens. "Uma brincadeira de muito mais gosto", conclui.

A proposta transcende os parâmetros acordados para a reforma autárquica em curso, que apenas contempla a obrigatoriedade de reduzir freguesias, no entanto, premeia os municípios que optem pela fusão. Segundo o artigo 16.º da Lei 22/2012, "os municípios criados por fusão têm tratamento preferencial no acesso a linhas de crédito asseguradas pelo Estado e no apoio a projectos nos domínios do empreendedorismo, da inovação social e da promoção da coesão territorial". As novas autarquias podem contar ainda com uma majoração de 15% no Fundo de Garantia Municipal.

Reforma local avança

Estas medidas estão englobadas na reforma da administração local em curso e que, segundo o secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, "está a chegar ao fim". Paulo Júlio disse ontem à agência Lusa que o Presidente da República já promulgou três diplomas relativos à reforma: as leis que prevêem a redução do número de dirigentes e das empresas municipais, bem como o plano de apoio à economia local.

"A necessidade de diminuir o endividamento" das autarquias e criar "um poder local sustentável" norteia o executivo, afirmou Paulo Júlio. A diminuição de dirigentes tem por objectivo a "simplificação e modernização" da organização municipal, atestou, defendendo que as empresas municipais que não são sustentáveis devem ser extintas e a sua função assegurada por outra empresa do sector público. 

A fase adiantada da reforma é visível no Programa de Apoio à Economia Local, ontem publicado no Diário da República e que visa o pagamento das dívidas de curto prazos das autarquias, colocando à sua disposição uma linha de crédito de mil milhões de euros. Para concluir a legislação relativa à reforma local ficam a faltar a lei eleitoral autárquica - que aguarda consenso parlamentar para sair do impasse em que se encontra - e a lei das finanças locais, a cargo do Ministério das Finanças, que Paulo Júlio garante estar para breve. 

Do que o governante não falou foi do processo de fusão, agregação e extinção de freguesias, previsto no memorando da troika para reduzir entre 1000 e 1400 as freguesias existentes. Quando foi aprovado o diploma, em Fevereiro, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, previa que o processo estivesse concluído em Julho. Mas até agora nenhum concelho conseguiu concluir o processo.

Fonte: Público

Gastronomia Algarvia - Dom Rodrigo

Ingredientes:
6 doces
250 grs de fios de ovos ;
50 grs de miolo de amêndoa ralada ;
250 grs de açúcar ;
meio dl de água ;
4 gemas ;
canela q.b.


Confecção:
Num tacho coloque 200 grs de açúcar coberto de água e leve ao lume até formar ponto de pérola (1).
Retire do lume e misture a amêndoa. Deixe que fique morno, junte as gemas e leve novamente ao lume, mexendo até engrossar. Polvilhe com um pouco de canela.
Com o restante açúcar e água faça uma calda em ponto de fio.
Numa frigideira coloca-se a calda e leva-se ao lume. Quando ferver, deitam-se os fios de ovos e, sobre estes, mistura feita anteriormente com o açúcar, amêndoa e as gemas.
Com a ajuda de duas espátulas, enrolam-se os fios de ovos em torno do recheio, envolvendo-o completamente.
Deixe alourar e retire da frigideira.
Corte 6 quadrados de folha de estanho prateado ou colorido.
Separe a preparação em quantidades iguais pelos 6 quadrados de estanho, una as quatro pontas de cada quadrado e enrole-as.

(1) Encontra-se este ponto juntando-se o açúcar a a água e deixando ferver 2 minutos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Bilhetes baratos para ver o Olhanense x Fc Porto no Estádio Algarve

Em virtude do jogo entre Olhanense e FC Porto, agendado para o próximo sábado, às 20.30 horas, se realizar no Estádio Algarve, uma vez que o relvado do Estádio José Arcanjo, em Olhão, sofre melhoramentos, a Direção dos rubronegros, presidida por Isidoro Sousa, decidiu colocar os bilhetes à venda a preços acessíveis

Estádio do Algarve (foto ASF)

Como forma de encher o moderno palco, cativando os amantes de futebol a apoiarem as respetivas equipas, o bilhete mais caro para o público em geral custa 15 euros. Os sócios do Olhanense desembolsarão entre 5 e 7.50 euros.

De referir, ao contrário do que estava estipulado, muito dificilmente os associados terão autocarros disponíveis (gratuitos) para os transportar de Olhão até ao Estádio Algarve, visto que nesta altura do ano torna-se complicado encontrar autocarros disponíveis para fazer face às necessidades dos rubronegros.

No que diz respeito à preparação da equipa, Sérgio Conceição ministra esta tarde, na Colina Verde, o primeiro treino tendo em vista a receção ao FC Porto.

Fonte: A Bola