domingo, 12 de agosto de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia de Monte Gordo

A ocupação humana neste local é antiga, tendo-se resumiu-se durante muito tempo a comunidades piscatórias. Agora os barcos muito coloridos e as suas artes de pesca limitam-se ao extremo poente da praia, mas a faina continua, ainda de forma artesanal. Tendo-se assumido como pioneiro na história do turismo algarvio, Monte Gordo é actualmente um importante centro turístico, com inúmeros equipamentos que incluem um casino.


A praia configura uma ampla baía, o ambiente é do mais quente, seco e luminoso que se encontra no Algarve, o mar é conhecido pela sua suavidade e calidez. A poente e na parte central da praia, o areal é enquadrado pela animada avenida marginal, em calçada portuguesa, com espaços ajardinados e múltiplos equipamentos turísticos. 


Nas pequenas dunas que ainda se vão formando, só os cardos, com os seus espinhos, resistem ao pisoteio constante. A nascente, a praia é mais selvagem, o cordão dunar cresce e já se vê a vegetação típica das areias. Na área envolvente existe um parque de merendas sob o pinhal, junto ao parque de campismo.


Acesso: viário alcatroado a partir da EN 125, seguindo na direcção de Monte Gordo durante cerca de 1 Km. Estacionamento muito amplo e ordenado. O acesso à praia nascente faz-se junto ao parque de merendas, o caminho é de terra batida durante 100m. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes, WC e outros) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudeste.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia da Ilha de Cabanas

Para nascente da Ilha de Tavira, surge a Ilha de Cabanas, uma estreita mas extensa língua de areia, antes da última barra da ria para nascente. A praia situa-se em frente à povoação de Cabanas, cuja origem remonta às campanhas de pesca do atum, mantendo-se ainda hoje terra de pescadores. 


Da comprida marginal de Cabanas espreitam-se os barcos de pesca artesanal ancorados na ria e as casas de aprestos. O braço de ria que separa a ilha do continente é já modesto, podendo-se atravessar a nado na baixa-mar. É no entanto de barco o acesso preferencial à ilha, bastam uns quantos minutos para alcançar a praia, a partir de Cabanas. Os passeios pelo areal apetecem, caminhando um pouco é possível aceder a momentos de tranquilidade e isolamento. Voltando a Cabanas, o visitante pode saborear, nos inúmeros restaurantes da marginal, ostras e amêijoas recolhidas nos viveiros próximos, bem como diversos pratos de polvo.




Notas: De modo a contribuir para a preservação do local, o cordão dunar deverá ser atravessado utilizando os passadiços sobrelevados existentes.

Acesso: De barco (embarcações com serviço de táxi) a partir da marginal Cabanas (sinalizada e a cerca de 1.5 Km da EN 125). Estacionamento ordenado. Equipamento de apoio (restaurante e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudeste.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Drama dos fogos volta ao Algarve

Houve algum pânico", relata Maria Marreiros, funcionária do lar de idosos de Bensafrim, no concelho de Lagos. Esta vila algarvia esteve ontem ameaçada por um incêndio, que destruiu duas casas desabitadas e obrigou à retiradas das crianças da creche, por precaução. Chegou a ser equacionada a evacuação do lar de idosos, mas não foi necessário. 


As chamas, que consumiram um pinhal e mato, estiveram a poucos metros da vila. "Foi um susto", confessa António Inácio, de 77 anos, que vive no bairro localizado mais próximo da área ardida, enquanto, sentado num banco de madeira, assiste ao combate dos bombeiros e meios aéreos.

José Correia é mais novo e ainda tem forças para dar luta ao fogo. À falta de outros meios, pega em canas verdes para abafar as chamas. "As pessoas devem ajudar", refere. Antes, teve o cuidado de retirar os seis cães de caça que tinha numa casa velha, que esteve ameaçada pelo fogo.

A poucas dezenas de metros, próximo do campo de futebol, há uma casa ardida. "Não vive lá ninguém há muito tempo", garantem os populares.

Ana Margarida não estava em Bensafrim quando o incêndio começou, mas nem por isso deixou de reparar nele. "Da praia da Luz via-se uma coluna de fumo", conta. José Jorge, pelo contrário, detectou o fogo no início. "Estava em casa e faltou a luz; pouco depois vi fumo", relata o morador, que tem a casa próximo do pinhal ardido. "Ainda reguei à volta de casa por precaução", acrescenta. n

Fio partido terá causado o fogo

"Tudo indica que terá sido um fio da electricidade que se partiu e provocou uma descarga eléctrica, mas as autoridades estão a investigar", diz o presidente da junta local, João Gomes, como provável causa para o incêndio. Moradores relatam, aliás, que houve uma quebra de energia eléctrica antes do eclodir do fogo. "Foi um susto para a população ver o fogo perto das casas", salienta o autarca.

Análise a incêndio de Tavira

Vítor Vaz Pinto, Comandante Operacional Nacional da Protecção Civil, e elementos dos comandos locais que estiveram envolvidos no combate ao incêndio de Tavira há 15 dias, estiveram ontem reunidos. O encontro, que começou ao início da noite e terminou já depois do fecho desta edição, serviu para analisar o fogo que, ao longo de quatro dias (75 horas), lavrou nos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel.

A reunião surge no âmbito do relatório que o Governo pediu à Autoridade Nacional de Protecção Civil, a propósito do incêndio, depois de várias críticas tornadas públicas à forma como funcionou o comando e as operações – lideradas pelo próprio Vaz Pinto. O relatório tem de ser entregue até dia 10 de Agosto.

Ontem, a Polícia Judiciária não quis avançar quaisquer detalhes sobre a investigação em curso às causas do incêndio. A PJ não quer, para já, confirmar as indicações iniciais que apontavam uma fagulha, nas obras do parque eólico de Cachopo, como causa das chamas.


domingo, 29 de julho de 2012

Terras do nosso Algarve - Budens

Budens é essencialmente um Algarve que aqui já é diferente. Sente-se a aproximação do promontório da costa, testemunha da energia do vento, o mar reflecte já o azul profundo da costa atlântica, a oeste.


Localização

Situa-se à beira da EN 125, ao Km 20 de Lagos e a 7 Km de Vila do Bispo do concelho.

População

Com base nos Censos de 2001 verifica-se que a população de Budens tem cerca de 1800 pessoas, número que muito aumenta com os visitantes em viagem turística. Cada vez mais, esses turistas visitam a aldeia e nela permanecem para além da época alta, ciosos do sossego que aí usufruem.

Actividades Principais

A Pesca é desde tempos imemoriais a principal actividade, com os carapaus a serem capturados com rede de cerco, o polvo por meio de alcatruzes, assim como a lula e o choco. Diversos mariscos como o berbigão, o lingueirão, o burgau e o perceve, também são capturados. A agricultura é de subsistência, com algumas figueiras e de alguma pastorícia. O turismo da Natureza, e o golfe são agora a principal fonte de rendimento dos habitantes. As casas recons-truídas ou restauradas mantêm no essencial o seu estilo primitivo.

História

São significativos os vestígios da presença do homem desde épocas recuadas. Na charneca junto à Lagoa de Budens foram feitos diversos achados arqueológicos.
Na Boca do Rio, onde existiu um importante povoado dedicado à pesca e salga do pescado foram encontradas ruínas de fornos romanos para fabrico de ânforas e vários vestígios do período romano-lusitano.
Na freguesia estão referenciados 18 menires e no Sítio do Martinhal, escavações recentes revelaram fornos utilizados para produzir as ânforas nas quais o peixe salgado era transportado. Moedas aqui encontradas datam o local entre os séculos II e V. Existem ainda muitos poços e sistemas de rega de origem muçulmana.
Ao largo da Praia da Boca do Rio encontra-se afundado o navio L’ Ocean, que constitui um interessante vestígio da arqueologia sub-aquática.

Moínho de Budens

Património Cultural

A Igreja Matriz de Budens é um Templo rural do séc. XVIII, com altares de talha dourada, onde se encontra uma imagem de Nossa Sr.ª do Rosário e alfaias religiosas dos sécs. XVI a XVIII.

A Ermida de Sto. António na estrada para a Raposeira, é de Estilo Árabe. A sua construção data do século XVI ou XVII, com frontal do altar e azulejos do séc. XVIII. O altar desta ermida é em talha dourada e tem uma imagem de Santo António em madeira.

A Ermida de S. Lourenço, em Vale de Boi, é de uma só nave e possui belos azulejos.

O Forte de S. Luís ou de Almádena data de 1632, quando foi mandado construir a custas próprias, por Luís de Sousa, Conde do Prado, Capitão General do Algarve e Governador do Reino do Algarve durante o reinado de Filipe III. No terramoto de 1755, sofreu alguns estragos e ficou abandonado desde 1849.
Situa-se numa alta falésia rochosa, a nascente da foz da ribeira de Budens, local conhecido por Boca do Rio.
Este forte foi construído para proteger a almadrava, armação para a pesca de atum, situada a poente da Boca do Rio, que esteve em actividade desde o tempo dos Romanos. As almadravas, da costa algarvia, tornaram-se, a partir do séc. XVI, um alvo apetecido de corsários e piratas, pelo que se construíram alguns fortes para as proteger, como este.

Villa Romana da Boca do Rio, vestígios arqueológicos de uma villa e exploração agrícola e marítima, com tanques de salga para a industria do “garum” conserva de peixe e mariscos enviada depois para Roma em ânforas.

Os restos dos armazéns da Antiga Companhia de Pescas do Algarve assentam sobre o balneário romano.

O Forte do Burgau construído no séc. XVII, no reinado de D. João IV, das suas ruínas observa--se uma panorâmica deslumbrante.

O Forte da Figueira ou de Santa Cruz edificado no séc. XVI, só se conhecem as paredes. Situa--se em local de difícil acesso sobre a Praia da Figueira.

Património Natural

O Paul de Budens tem 134 ha, e é uma zona húmida costeira alimentada principalmente pela ribeira de Vale Barão, entre outras.
Antigamente era explorada como arrozal, e actualmente alberga cágados, gaivinas pretas e marrecos. É ponto de passagem de milhares de aves migratórias para sul.
Ginetas e texugos, bem como lontras e saca-rabos juntam-se às muitas aves.

Tradições

O Rancho Folclórico de Budens tem no seu repertório músicas de inspiração local e outras adaptadas do folclore algarvio como o “corridinho marafado”, a “Amendoeira” e a “Matilde Sacode a Saia”.

Bodião, o Mouro - Segundo a Crónica do ano 1600 da História do Reino do Algarve, existia “um castelo derrubado em que viva um cavaleiro mouro”, que se revoltou contra o Rei de Silves. Fazia sortidas e assaltos até aos arredores de Lagos e regressava ao seu refúgio que era muito forte, como se via “nos pedaços de parede que ainda estão de pé”. Sem porta, o castelo estava entulhado “até ao primeiro sobrado” e nele se entrava por uma escada de corda lançada da janela e logo recolhida.
Este mouro chamava-se Bodião e o lugar (Budens) tomou o seu nome.


Gastronomia

Do mar vêm as caldeiradas de peixe, o sargo grelhado da terra vem carne de porco estufado. Misturando os dois sabores, as lulas recheadas, são uma delícia.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Monumentos e Património do nosso Algarve - Castelo de Silves

O Castelo de Silves fica situado no Algarve, na freguesia, cidade e concelho de Silves, distrito de Faro, em Portugal. Este castelo encontra-se em posição dominante sobre o rio Arade e é o maior castelo de toda a região algarvia. Além disso, o Castelo de Silves é considerado por muitos como o mais belo exemplo das construções militares islâmicas em Portugal.


História

Ainda antes do início da construção do Castelo de Silves, já existia nesse lugar uma antiga fortificação, provavelmente construída pelos Romanos ou pelos Visigodos. No entanto, a partir do século VIII, após a invasão da Península Ibérica pelos muçulmanos, os novos senhores de as-Shilb (Silves) iniciaram a construção desta fortificação. Por se encontrar numa posição geográfica privilegiada, a povoação de as-Shilb cresceu rapidamente.

Foi no entanto apenas nos séculos seguintes que a povoação de as-Shilb conheceu o seu apogeu, tornando-se palco de diversas disputas entre princípes muçulmanos, acabendo mesmo por ser conquistada pelo rei Al-Um’tamid no ano de 1052, tornando-se assim na sede de uma taifa.

Acredita-se que tenha sido nessa altura que a muralha envolvente de uma área com cerca de doze hectares tenha sido construída. Trata-se de uma muralha ameada, rasgada por três portas e reforçada por torres de planta quadrangular.

A nível interno, existiam duas ruas principais que constituíam os dois eixos que definiam a povoação. Bem perto da Porta de Almedina, também chamada de Porta Principal ou Porta de Loulé, existis um grande edifico, o Palácio das Varandas, que apesar de já não existir, encontra-se referido na poesia do rei Al-Um’tamid.

Segundo o que se encontra registado na crónica de Xelbe, no final do século XII, a povoação de as-Shilb era um dinâmico centro urbano, comercial e cultural do mundo islâmico. No início do século XIII, o último rei muçulmano, Ibn al-Mahfur, deu início à reforma Almóada das suas defesas, conferindo-lhe as linhas gerais com que, exceptuando algumas pequenas alterações, o Castelo de Silves chegou aos nossos dias.




O castelo medieval

Na época da Reconquista Cristã, sob o comando do rei D. Sancho I de Portugal, os exércitos portugueses, apoiados por uma frota de cruzados dinamarqueses e frísios, conquistar o vizinho Castelo de Alvor, em 1189. Ainda no verão desse ano, com o auxílio de uma nova frota de cruzados, desta vez ingleses e alemães, os exércitos portugueses cercaram Silves, com o objetivo de a conquistar. O sítio teve início na segunda quinzena do mês de julho e viria a durar mais de um mês, sendo que, após violentos ataques com uma grande variedade de máquinas de guerra, tais como torres de madeira, catapultas e um ouriço, que é uma esfera de madeira armada com diversas pontas de ferro. Assim, a 2 de setembro, após a destruição de várias torres e troços das muralhas, a povoação acabou por se render, sendo violentamente saqueada.

Mais tarde, em 1191, os muçulmanos, sob o comando do califa Abu Yusuf Ya’qub al-Mansur, contra-atacaram e conquistaram novamente todos os territórios a sul do rio Tejo, com excepção da povoação de Évora. Assim, o Castelo de Silves ficou novamente nas mãos dos muçulmanos, com quem permaneceu por pouco mais de meio-século.

Já no ano de 1242, os cavaleiros da Ordem de Santiago, comandados pelo seu Mestre, D. Paio Peres Correia, intentou a reconquista de Silves. No entanto, foi apenas em 1253, sob o reinado de D. Afonso III de Portugal, que a povoação de Silves e o seu castelo voltaram para as mãos de Portugal. Em 1266, o soberano concedeu à povoação de Silves o seu Foral, determinando a recuperação e o reforço das suas defesas.

Em 1755, no terramoto que ocorreu próximo de Lisboa, a estrutura do castelo de Silves e de suas muralhas foi severamente danificada.

Do século XX aos nossos dias

Num decreto de 23 de junho de 1910, o Castelo de Silves foi classificado como Monumento Nacional. Mais tarde, nas décadas de trinta e quarenta, a Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais promoveu várias intervenções de restauro e consolidação, tendo-se desobstruído alguns troços de muralhas e refazendo-se algumas torres que estavam quase a ruir.

Desde 1984 que estão a decorrer escavações arqueológicas no interior do Castelo de Silves, sendo que, atualmente, este constitui-se num dos maiores e mais bem conservados monumentos do país.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Autarcas estimam em 24 milhões prejuízos dos fogos no Algarve

Mais de 24 milhões de euros é valor dos prejuízos causados pelos incêndios da última semana em Tavira e São Brás de Alportel, num cálculo preliminar feito pelos autarcas dos dois concelhos algarvios que viram desaparecer a maior mancha de sobreiros da serra do Caldeirão.


Para apoiar as vítimas, o Governo anunciou ontem a criação de uma comissão interministerial coordenada pelo ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que terá ainda como missão propor medidas que evitem que a massa florestal ardida venha a contaminar os sistemas de abastecimento de águas da região. 

Os presidentes dos municípios de Tavira e São Brás de Alportel, Jorge Botelho e António Eusébio, estiveram anteontem reunidos com Miguel Relvas e nove secretarias de Estado para "definir a linha de actuação do Governo, que se pretende seja conhecida o mais breve possível". 


Também presente na reunião, o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, David Santos, lembrou que a zona afectada constitui uma parte significativa da bacia hidrográfica que serve o sistema de abastecimento de águas. 

"Aquela é uma zona de recolha de água nas barragens e fornecimento para o Sotavento algarvio", disse, alertando que só uma intervenção rápida conseguirá evitar que haja "penetração para os aquíferos ou até para as barragens, uma questão muito importante para o Algarve".


"Cenário dantesco"

Só em Tavira, estimou Jorge Botelho, os prejuízos resultantes dos fogos terão ascendido a mais de dez milhões de euros. Em São Brás de Alportel, o autarca António Eusébio calculou em 13 milhões os danos apenas florestais, a que se juntam mas 1,5 milhões em "bens particulares e privados, directamente ligados ao edificado". "Foram afectadas mais de 60 famílias, mais de cem pessoas, directamente, por este fogo", revelou. 


O Governo fará a sua própria avaliação na próxima sexta-feira, numa reunião na CCDR que juntará quatro secretários de Estado e os eleitos locais. O Bloco de Esquerda já pediu a audição urgente de Miguel Relvas no Parlamento para esclarecer que medidas de apoio às vítimas dos incêndios pretende aplicar.

Também ontem, a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP) anunciou que vai interpor um processo-crime contra o presidente do Governo Regional da Madeira pelas suspeitas levantadas em torno dos incêndios. Numa visita às zonas fustigadas pelas chamas - um "cenário dantesco", descreveu -, Alberto João Jardim registou ontem a "estranha coincidência" de os incêndios terem ocorrido apenas semanas depois de ter defendido a redução do número de bombeiros na região. "Esta situação excepcional até parecia servir para provar que não há bombeiros a mais", disse Jardim, motivando a reacção negativa dos dirigentes da ANBP.

Para que a Madeira possa fazer face aos prejuízos causados, Jardim pediu o "aligeiramento" do plano de resgate que obrigou a duras medidas de austeridade e ao maior aumento de impostos de sempre no arquipélago. E admitiu renegociar com o Governo de Pedro Passos Coelho esse mesmo programa, que facultou à Madeira um empréstimo de 1500 milhões de euros para pagar a credores parte da dúvida regional superior a 6,5 mil milhões. Aquando do temporal de 2010, a região beneficiou de apoios financeiros da República na ordem dos 740 milhões para cobrir grande parte dos prejuízos causados.

Fonte: Público

terça-feira, 24 de julho de 2012

IX Feira Medieval de Silves

A nona edição de recriação histórica do período medieval em Silves irá decorrer entre os dias 28 de Julho e 5 de Agosto, no centro histórico da cidade, e funcionar das 17h00 à 01h00.



A Feira Medieval da antiga capital do ‘Reino do Al-Gharb' promete uma viagem ao tempo da conquista, em particular a 1189, ano em que os cristãos tomaram a cidade.
Na feira, os visitantes poderão assistir a pequenos apontamentos cénicos, dois torneios medievais e um espectáculo diário alusivo à época recriada.
A iniciativa promete levar todos aos tempos gloriosos da histórica cidade de Silves, proporcionando toda a vivência dessa época e pondo à disposição dos visitantes o habitual ‘roupeiro real', que permite que se encarne uma personagem medieval, através do aluguer de trajos.

Este ano, a entrada é paga. Há a opção de aquisição de uma pulseira para todos os dias do evento - 3 euros antes do início da feira e 4 durante o evento. Em alternativa, poderão ser adquiridos bilhetes diários com o custo de dois euros.

Os ingressos já se encontram à venda no castelo e em diversos serviços municipais espalhados pela cidade.