sábado, 21 de julho de 2012

Finalmente: Incêndio na serra algarvia está dominado

O incêndio que lavra desde quarta-feira na serra algarvia foi hoje dominado na tarde deste sábado.

A informação foi prestada pelo segundo comandante nacional da Proteção Civil, José Codeço, revela a agência Lusa.

A probabilidade de a área afetada pelas chamas se alargar é muito reduzida mas, existem ainda focos do incêndio que merecem especial atenção, como a norte do concelho de São Brás de Alportel e na zona junto a Cachopo, em Tavira.

 

«As forças ainda estão no terreno e foram consideradas em todos os setores como sendo suficientes, pelo que nós podemos declarar o incêndio dominado», disse José Codeço acrescentando que os meios deverão manter-se para combater eventuais reativações.

Segundo o responsável, näo há justificação para começar a retirar os meios acionados para o combate - mais de 1.000 operacionais e treze meios aéreos -, ponto que vai ainda ser abordada num briefing com o comando nacional.

José Codeço sublinhou que poderá ainda haver frentes ativas, mas dentro do perímetro do incêndio (aproximadamente 75 quilómetros), pelo que a probabilidade de a área atingida se estender é muito reduzida.

«As forças que estão no terreno de imediato combatem essas reativações", concluiu.

A informaçäo disponibilizada no site da Autoridade Nacional de Proteçäo Civil informa ainda que todos os incêndios ativos neste momento no Continente estão em fase de resolução.

Fonte: TVI24

Norte de São Brás de Alportel é a zona mais preocupante

A Protecção Civil retirou durante a noite habitantes da povoação de Javali, em São Brás de Alportel, que é neste momento a zona mais preocupante do incêndio que lavra no Algarve há três dias.


De acordo com o segundo comandante nacional da Protecção Civil, coronel José Codeço, a zona "norte do concelho de São Brás de Alportel, passando por essa povoação de Javali, é verdadeiramente a zona preocupante deste incêndio" e onde as autoridades concentraram as operações de combate.

"O vento esteve [durante a noite] bastante mais forte do que era previsível para esta zona. Tivemos algumas situações verdadeiramente preocupantes, particularmente a norte de são Brás de Alportel, onde tivemos necessidade de retirar uma série de pessoas de habitações a norte do concelho, até à população de javali", contou.

Segundo o responsável, as pessoas foram retiradas com a ajuda da GNR e o seu realojamento foi coordenado pelos serviços da câmara de São Brás de Alportel.

José Codeço afirmou que a Protecção Civil está a "envidar todos os esforços para que o fogo não chegue a alguns pontos estratégicos, nomeadamente um ponto de referência que é o Barranco do Velho".


Durante a noite chegaram mais nove máquinas de rasto, das quais três vieram de Santarém com um grupo de apoio e outras três do Exército.

"Alocámos a esta zona dois grupos dos incêndios florestais do Porto e desde hoje de manhã oito meios aéreos pesados, quatro helicópteros e quatro aviões", acrescentou, salientando que "as pessoas devem confiar nos trabalhos dos operacionais que estão no terreno" e "evitar transitar nas zonas onde estão as colunas com viaturas, a não ser que seja extremamente necessário".

O incêndio em mato que atinge os concelhos de Tavira e de São Brás de Alportel continuava às 08h00 de hoje activo em duas frentes.

A essa hora, mantinham-se no combate 1.040 operacionais, entre os quais 707 bombeiros e 30 membros do grupo de intervenção da GNR. Os homens estavam a ser ajudados por 260 veículos. 


Fogo passou barreira de proteção de habitações em São Brás de Alportel

O fogo que está a ameaçar casas em São Brás de Alportel passou a barreira montada pelos bombeiros e incendiou a vegetação em redor das habitações, constatou a Agência Lusa no local.


Os bombeiros tinham montado uma linha de defesa no topo da colina que dá para o vale onde está situado o Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, mas o forte vento fez o fogo passar por cima e tornou inglório o esforço feito até aí para defender a zona.

A Agência Lusa assistia às operações e à progressão do fogo junto a uma família que ainda se encontrava perto da sua habitação e todos nessa altura abandonaram a zona.

O sentimento dominante era de impotência face ao fogo e incompreensão para com o trabalho de prevenção que, na sua opinião, deveria ter sido feito ao final da tarde, o que consideram que teria evitado a progressão até à zona do Bico Alto.

"O fogo era uma coisa de nada, num monte ali à frente, esteve lá um jipe, identificou o fogo mas não fizeram mais nada. Só depois, quando já era tarde, é que mandaram um autotanque", lamentou um dos moradores, António Rodrigues.

Igualmente no local estava um empresário, de 76 anos, que disse á Agência Lusa, nunca ter visto um fogo tão grande na zona, em toda a sua vida.

"Houve um fogo há oito anos, mas não me recordo de um fogo tão grande como este. A situação está muito má e agora o vento ainda veio piorar mais. Temos todos de ir embora", afirmou.

Ao final da tarde de sexta-feira, o forte vento provocou o reacendimento do incêndio em Arimbo e levou-o para "as portas de São Brás de Alportel", designadamente na zona de Bico Alto, na parte mais alta da localidade, onde "coloca dezenas de casas em risco", disse um vereador da autarquia.

Vítor Guerreiro, que tem o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes, adiantou que já tinha sido dada ordem de evacuação da aldeia de Tereja, cuja população é composta sobretudo por pessoas idosas.

De acordo com a página oficial da autoridade Nacional de Proteção Civil, cerca das 23:30 estavam no local mais de 1.000 bombeiros, apoiados por mais de 250 viaturas operacionais, a combater o incêndio com duas frentes ativas.

Fonte: RTP

Tavira: Os Portugueses Responderam ao Apelo



"HOJE O POVO PORTUGUÊS MOSTROU A FORÇA DE UNIÃO !!!!

Trocando um dia de praia por um dia de ajuda ao próximo, o povo algarvio, os turistas, os desempregados, os que trabalham e tiveram uma horita para almoçar, rumaram aos supermercados para comprar comida e líquidos para os bombeiros. Alguns foram ao quartel de Tavira para entregar ajuda, outros para a zona de incêndios para entregar aos soldados de páz. Ví camiões cheios de fruta que agricultores traziam, crianças com pacotes de leite, idosos com o que conseguiam trazer. Foi uma imagem impressionante."

Testemunho de Vedo Trhulj

Seis feridos ligeiros e cinco habitações consumidas pelo fogo na serra do Caldeirão

O incêndio que lavra na serra do Caldeirão, em Tavira e São Brás de Alportel, causou seis feridos ligeiros entre os bombeiros e consumiu cinco habitações na sexta-feira, disse à Lusa o segundo comandante dos Bombeiros de Lagoa. 


“O fogo tem actualmente [durante a madrugada de hoje] três frentes activas e causou seis feridos entre os bombeiros. Todos eles já tiveram alta hospitalar”, disse o segundo comandante dos Bombeiros de Lagoa, Nuno Bento.

A mesma fonte informou que cinco habitações foram consumidas pelas chamas, quatro no concelho de Tavira e uma no concelho de São Brás de Alportel, e que uma viatura dos bombeiros ardeu no teatro de operações.

Segundo informou, um total de 1018 homens combatem as chamas apoiados por 250 viaturas, e os meios aéreos regressam ao combate às chamas às 08h00 de hoje.

Até ao momento, não foi apurada a totalidade da área ardida.

Fonte: Público

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tavira: pelo menos quatro casas destruídas


O presidente câmara de Tavira confirmou que o fogo destruiu, naquele concelho, quatro casas de habitação, três das quais na freguesia de Santa Catarina e outra na freguesia de Santo Estêvão.


«Neste momento, parece que temos uma situação complexa na Portela da Corcha, é a situação mais complicada», referiu, acrescentando que as localidades de Picota e Palheirinhos também inspiram cuidados e que em Vale Murta «ardeu tudo» na quinta-feira.

Os presidentes das juntas de freguesia das zonas afetadas estão no terreno a transmitir ao executivo e ao comando operacional dados acerca das situações críticas ou potencialmente críticas, acrescentou.

Em permanência no terreno, estão também dois vereadores da autarquia, que contactam «in loco» com as populações para complementar as informações das autoridades.

Desde as 16:10 que o Posto de Comando Operacional foi instalado no Polidesportivo de São Brás de Alportel, concelho para onde o fogo alastrou.

Em São Brás de Alportel, várias casas terão ardido nas zonas de Arimbo, Parises e Cabeça do Velho, apesar dessa informação ainda estar sujeita a confirmação. 

O incêndio que lavra na serra do Caldeirão, em Tavira e São Brás de Alportel, já mobiliza mais de 900 operacionais apoiados por dez meios aéreos. Este é o maior contingente registado desde o início do fogo.


As situações mais preocupantes para os bombeiros concentram-se nas zonas de Cabeça do Velho e Parises, em São Brás de Alportel, apesar de haver também situações complicadas em Tavira, segundo disse à Lusa fonte daquela autoridade.

«Temos outras zonas que precisam de muita atenção, pois estamos a ter reativações muito violentas, que estão a dar-nos muito trabalho», esclareceu a mesma fonte.

Dos 955 operacionais, 629 são bombeiros, apoiados por quase 200 veículos e dez meios aéreos, lê-se na página de Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Fonte: TVI24

S. Brás de Alportel: Fogo destruiu muitos hectares de um dos melhores montados de sobreiro do país

Pelo menos cinco mil hectares de terreno terão ficado queimados no concelho de Tavira, Algarve, e uma “boa parte” corresponderá àquela que será uma das melhores zonas de sobreiros do país, disse hoje Gonçalo Gomes, da Associação Al-Portel. 


O responsável da Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel indicou que “uma parte significativa das manchas que arderam correspondiam a manchas de sobreiral, não só de São Brás, mas também na fronteira com o concelho de Tavira”, afirmou o responsável da Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel. 

A contabilização no concelho de São Brás ainda não é possível porque o “incêndio está a progredir infelizmente tão rapidamente, não há forma de manter uma atualização”. 

Além do aspeto financeiro do incêndio em zona de sobreiro, Gonçalo Gomes lembrou as consequências sociais e ecológicas. 

“Para muitas das pessoas, esta é a vida delas. Na prática é o sustento deles. A seguir a este drama imediato do incêndio e dos riscos para a vida das pessoas, segue-se o drama ecológico e depois o drama social”, analisou. 

A exploração da cortiça é o “alicerce da economia da parte serrana do concelho de São Brás”. 


O incêndio de hoje evoca memórias de 2004, quando um fogo semelhante progrediu desde Almodôvar até ao Algarve e “entrou diretamente no concelho de São Brás de Alportel”. 

“Neste caso o fogo está a entrar no quadrante Nordeste do concelho e o de 2004 foi no quadrante Noroeste. Complementarmente, os dois massacram completamente a zona de serra do concelho de São Brás”, disse. 

Depois das chamas, os processos de regeneração ao nível dos sobreiros “são muito lentos”, uma vez que a produção em pleno necessita de operações de manutenção. 

“Na altura, por falta de recursos das pessoas, às vezes por alguma inércia das entidades, a manutenção não foi feita e o processo de regeneração atrasou ainda mais”, notou. 

Com o incêndio a entrar agora numa área “saudável e a produzir é um drama tremendo para o concelho”, acrescentou. 

São Brás de Alportel é conhecido como um dos concelhos com a produção de cortiça de maior qualidade do país, saindo das cascas dos seus sobreiros produtos de referência do design português, como carteiras, cintos, chapéus ou outras peças.

Fonte: Região Sul