segunda-feira, 4 de junho de 2012

Euro Lounge 2012 promete muitas emoções no areal da Praia da Rocha

O Euro 2012 passa pela Praia da Rocha, onde será possível aos amantes do desporto-rei assistir a todos os jogos num estádio no areal em formato de lounge, desfrutando do sol e de uma bebida ou de um snack.


A partir do pontapé de saída do Campeonato da Europa de Futebol da Polónia e da Ucrânia, marcado para 8 de junho, está ao dispor dos entusiastas das grandes emoções um ambiente descontraído e informal, ao som de um dj set.

Desta forma, o ponto de encontro obrigatório até 1 de julho, o dia das decisões finais, será o BLU – Beach Lounge Unique, que promete as maiores emoções em direto e na praia, com muitas sanduíches e saladas e a oferta da segunda bebida.

O Euro Lounge vai funcionar de 8 de junho a 1 de julho, das 16h00 às 00h00, na Praia da Rocha. 

domingo, 3 de junho de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia da Fuseta

A praia situa-se na extrema leste da Ilha da Armona, em frente à Fuseta, vila piscatória mas já em terra firme. Aqui a Ria Formosa estreita-se, a viagem de barco serpenteia pelos mesmos canais ladeados por bancos de vaza e de sapal, mas é mais curta. 


Pode-se até alcançar a Ilha da Armona a nado, ou a vau nas marés de maior amplitude, a partir da Fuseta, convindo não interferir com os inúmeros viveiros de bivalves espalhados pelos bancos de vasa. A língua de areia é também mais estreita, mas igualmente apetecível e extensa. Existe um pequeno casario junto ao ancoradouro, mas tanto para nascente como para poente a natureza impõem-se novamente na paisagem. Após cerca de 45 minutos a pé no sentido de nascente, ou então de barco particular, é possível chegar ao areal deserto e intocado da Barra da Fuseta, bem como às suas inúmeras piscinas naturais arenosas, convidativas na baixa-mar.


Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.

Acessos: de barco (carreiras regulares) a partir do cais da Fuseta. Estacionamento amplo (à excepção dos dias de feira) e ordenado, junto ao cais da Fuseta. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. A Barra da Fuseta não tem vigilância. Orientação: sudeste. 

sábado, 2 de junho de 2012

Gastronomia Algarvia - Conquilhas à Algarvia

Ingredientes:
Para 4 pessoas


1 kg de conquilhas ;
2 colheres de sopa de azeite ;
3 dentes de alho ;
coentros ;
limão ;
pimenta 



Confecção:

Lavam-se as conquilhas e põem-se de molho em água com sal durante 12 horas.
Cortam-se os alhos em rodelas e alouram-se no azeite. Juntam-se as conquilhas e deixam-se abrir sobre lume brando mexendo de vez em quando.
Retiram-se imediatamente do lume (para não secarem) e polvilham-se com coentros picados e pimenta e regam-se com sumo de limão.
Servem-se com gomos de limão.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia do Benagil

A praia surge no fundo de um vale muito cavado, associada ao pequeno Porto de Pesca de Benagil, enquanto a povoação piscatória que baptiza a praia dispõe-se já em posição altaneira no topo da arriba. 


O acesso à praia desemboca na zona reservada às embarcações de pesca artesanal, que também se ocupam das visitas às grutas marinhas e às praias isoladas da região. Passando os barcos coloridos, o areal estende-se para Nascente, até à imponente arriba de tons ocres, talhada em rochas carbonatadas muito ricas em fósseis marinhos, também chamadas de concheiros, que testemunham uma época pretérita em que o nível do mar se encontrava mais para o interior, submergindo a actual linha de costa. Estas rochas encontram-se agora muito esculpidas e modeladas pela acção conjunta da força mecânica das ondas do mar e da dissolução da rocha calcária promovida pela água da chuva. Em Benagil são visíveis modelados rochosos típicos deste tipo de paisagem carsificada, como grutas e algares em corte na face da arriba.




Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas.

Acesso: Viário alcatroado a partir da EN 125, virando para sul junto à Escola Internacional do Algarve e seguindo as indicações para a praia, que fica a cerca de 5.5Km da EN 125. Estacionamento exíguo. Equipamento de apoio à actividade piscatória (restaurante). Não dispõe de vigilância balnear. Orientação: sul.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Gastronomia Algarvia - Lulas recheadas à algarvia

Ingredientes:
1,2 kg de lulas médias
200 gr de arroz
100 gr de presunto
1 kg de batatas novas
4 tomates maduros
1,5 dl de azeite
1 dl. de vinho branco seco
1 ramo de salsa
1 folha de louro
2 cebolas
sal e pimenta q.b.


Preparação:
Lave bem as lulas, retire-lhes os tentáculos e as tripas, tendo o cuidado de não as rebentar. Em seguida pique a cebola finamente, corte o presunto em cubos pequenos assim como os tentáculos. Escalde o tomate, tire-lhes a pele e as sementes e corte-o aos pedaços.
Leve a refogar, juntando o azeite e a cebola. Adicione o presunto, os tentáculos das lulas, a salsa picada e o tomate. Deixe apurar e de seguida junte-lhe o arroz previamente lavado e escorrido, envolva bem e deixe cozer cerca de 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto.
Encha as lulas com o recheio obtido, tendo o cuidado de espetar um palito, junto à abertura para não perderem o recheio na altura da cozedura.
Noutro tacho, faça um novo refogado com cebola picada em azeite, a folha de louro e a salsa picada. Junte vinho branco e água. Adicione as lulas já recheadas e deixe cozinhar. Rectifique os temperos. Retire as lulas depois de prontas. Sirva com batatas cozidas.

IMI: Faro e Portimão avançam contra o Estado em tribunal

Capital do Algarve e o município mais populoso do barlavento contestam a retenção de 5% do Imposto Municipal sobre Imóveis pelo Estado.


Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, vai avançar para tribunal contra o Estado pela retenção de 5% do valor do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Depois de Beja e Benavente, que assumiram igual posição, também o líder da capital algarvia decidiu investir contra a Administração Central: "Há uma atitude do Governo para estrangular o funcionamento das autarquias que é ilegítima, ilegal e inadequada aos tempos que correm", critica o autarca.

Instado a comentar os motivos do Governo - que alega fazer a retenção para cobrir os custos com a nova avaliação do património para efeitos do IMI - Macário Correia é perentório: "Soa mais a uma espécie de castigo. O que é necessário é que o Governo entenda os autarcas como parceiros para trabalhar de mãos dadas, porque o que está a acontecer é que o Estado delegou-nos competências e agora tira-nos dinheiro", afirma o social-democrata.

Manuel da Luz, presidente socialista da Câmara de Portimão, afina pelo mesmo diapasão: "No caso de Portimão, esses 5% correspondem a quase 900 mil euros, é quase um milhão à cabeça. Pensamos que é inconstitucional e 900 mil euros é muito dinheiro. É quase o que gastamos em ação social e educação", diz.

Mais, segundo o autarca portimonense, grande parte do trabalho de avaliação - o argumento subjacente à retenção das verbas pelo Governo - é feito com técnicos da Câmara: "De cada vez que as Finanças precisam de reavaliar, enviam para a Câmara os pedidos. É a Câmara que fornece todas as informações. Por isso, as Finanças estão a cobrar 5% do bolo das avaliações com trabalho que não é feito pelos seus técnicos", avisa.

"Em segundo lugar, as Finanças já cobram entre 1,5 e 2% do IMI normal. Todos os anos, do IMI cobrado e entregue às Câmaras, as Finanças retêm esse valor. Normalmente, a 'dificuldade' de informação faz com que as Câmaras não saibam exatamente qual o bolo de IMI, para conseguirmos aferir qual a receita correcta a receber", prossegue.

Autarquias acusam Governo de apertar o cerco

Já o autarca de Faro - e presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) garante que se tem desdobrado em contactos com o Ministério das Finanças e também com o secretário de Estado responsável pelas autarquias, Paulo Simões Júlio, para encontrar soluções - mas até agora sem sucesso. "Não há qualquer colaboração prática", queixa-se Macário Correia.

"Estamos cercados", conclui, constatando na pele o fecho das torneiras da Banca e a falta de linhas de apoio por parte da Administração Central, que poderia - segundo o autarca - proceder a um Orçamento Retificativo que tivesse em conta a situação dramática das autarquias.

Quando questionado sobre o impacto da sua decisão sobre outros autarcas, uma vez que lidera a Associação de Municípios algarvios, Macário Correia responde com uma evasiva: "Eu estou a seguir as orientações da Associação Nacional de Municípios, mas isso depende de cada um, que fará o que entender.

Recorde-se que a sugestão de que as autarquias locais avançassem para tribunal partiu da própria Associação Nacional de Municípios, solicitando em simultâneo a intervenção urgente do Presidente da República. A associação fala de uma "apropriação abusiva" do Governo e diz que a medida "é inconstitucional".

"Poderá acontecer ficarmos sem dinheiro para pagar aos funcionários", confirma ao Expresso Macário Correia. "Esperemos que não seja necessário fechar os municípios durante algum tempo, para se ver o impacto dos serviços prestados pelas Câmaras às populações, mas se for preciso avançaremos para essa situação", afirmou na semana passada o vice-presidente da Associação Nacional de Municípios, Rui Solheiro, ao jornal "Público".

O organismo critica a asfixia gerada pela Lei dos Compromissos, que proíbe os presidentes de Câmara de fazerem despesas sem receitas correspondentes asseguradas nos três meses imediatos, e culpa o Governo por adiar "sucessivamente" a criação de uma linha de crédito de 1,2 mil milhões de euros para consolidar a médio e longo prazo as dívidas a fornecedores com mais de 90 dias.

"Agora, é preciso que as outras Câmaras se mobilizem, porque se não parece que só nós é que estamos com a razão e os outros não", conclui Manuel da Luz.

Fonte: Expresso

Comboios no Algarve custam cinco milhões por ano

Linha de comboios no Algarve é ineficiente e corre o risco de não melhorar nos tempos mais próximos. Região concentra "refugo" do material circulante, que até chegar ao Sul já fez milhares de quilómetros no resto do país.


Chamam-se UDD 450 e são as locomotivas mais recentes a circular no Algarve. Mas, sendo as mais novas, são afinal bem antigas.

Expliquemo-nos: os 'novos' comboios azuis da CP que agora asseguram os serviços regionais no Algarve de relativamente novo têm apenas o invólucro: as unidades foram reformuladas no ano 2000, mas toda a infraestrutura - motores e conjuntos mecânicos - remonta aos anos 1960. É preciso dizer que a maioria tem melhor aspeto por dentro e por fora do que as 'velhinhas cromadas', as UTD 600, das quais já só restam dois exemplares que asseguram as falhas do serviço.

Agora, os comboios já têm ar condicionado e portas de abertura e fecho automático. Mas as carruagens mais novas têm, na melhor das hipóteses, 35 anos. "O Algarve já merecia novo material circulante. Estavam planeadas aquisições de 500 milhões de euros, mas com a nova realidade da troika penso que isso parou tudo", admite Luís Alho, diretor-regional da CP no Algarve, à margem de um debate do Instituto de Democracia de Portugal sobre transportes e mobilidade na região.

O responsável reconhece que, por regra, os comboios que a CP utiliza no sul chegam já "bem gastos", depois de utilizados noutras paragens, como as linhas do Douro, do Oeste e do Minho. Não é de estranhar, por isso, que boa parte dos custos afetos à linha do Algarve sejam aplicados em manutenção.

Mais de um quarto da despesa com o serviço regional de comboios - que representa cerca de 8,5 milhões de euros no total - está associado a reparações. Manter a frota ferroviária representa 26,6% dos gastos globais do serviço, valor que é em percentagem o segundo mais elevado a seguir aos valores dos cerca de 100 profissionais, que significavam em 2011 quase 3 milhões de euros.

Portuguesas por fora, Rolls-Royce por dentro

Ainda que munidas de motores de fabrico Rolls-Royce, as UDD (Unidades Duplas Diesel) 450 azuis claras poderiam - com algum exagero - ser quase tão velhas como a própria linha férrea, chegada ao Algarve no final do século XIX, mais precisamente em 1889. Na verdade, são originais dos anos 1960 sujeitas a adaptações nas instalações da EMEF, a empresa de manutenção de equipamento ferroviário.

Só que, com a nova 'casca e interiores', permitem à CP a cobrança de um tarifário mais elevado do que era mantido até aqui, mesmo que parte do resto falhe: há problemas com o cumprimento de horários, há cada vez menos estações abertas (Refer fechou a estação de Silves, bem como o apeadeiro da Fuzeta, em Olhão) e as máquinas não param de ir à oficina. O facto é que com ou sem ar condicionado, a qualidade do serviço tem vindo a deteriorar-se.

Apesar disso, manter os comboios ativos na linha do Algarve custa cerca de 5 milhões de euros por ano e não há sinais de melhoria, até por falta de coordenação entre a CP, que gere os comboios, e a Refer, responsável pela linha e pelas infraestruturas como as estações.

"Nós queremos fazer mais comboios nas zonas comercialmente mais atrativas, mas isso também implica mais parques de estacionamento e, às vezes, é difícil perceber porque é que eles não surgem", lamenta Luís Alho.

Ligação a Espanha atirada para as calendas

Por outro lado, a par de um serviço 'a necessitar de manutenção', a questão da ferrovia continua a não ser prioritária para os sucessivos Governos. E o Algarve é disso um bom exemplo: as estações são, em regra, longe dos centros urbanos e a articulação com outros meios de transporte, como os autocarros ou os minibus, ou é deficiente ou não existe.

"Não há qualquer perspetiva de darmos o salto para uma linha moderna", reconhece o responsável pela linha do Algarve. E do ponto de vista estratégico, aquilo que poderia ser uma saída com a ligação à Andaluzia, nunca chegou a passar de uma miragem. 

Apesar da existência de vários estudos, ligar Vila Real de Santo António a Ayamonte (Espanha) não está nos horizontes regionais, nem dos portugueses nem dos espanhóis. Do lado de lá da fronteira, a rede de alta velocidade não tarda a chegar a Huelva, onde existe um projeto que destinou 1,2 mil mihões de euros à estação ferroviária.

Mas a ligação a Ayamonte já nem sequer existe a baixa velocidade, foi pura e simplesmente desativada. "É importante que os dirigentes do Algarve tenham em consideração que a definição do futuro das relações com Espanha, que representam um investimento modesto, passam por uma linha de velocidade elevada, não um TGV que representará grande importância para o Algarve", acrescenta o ex-administrador da CP Arménio Matias.

Faro-Huelva pelo Guadiana 

Números redondos, a ligação entre Vila Real de Santo António e Ayamonte representaria um investimento de 300 milhões de euros, ao passo que a ligação entre Faro-Évora-Sevilha custará dez vezes mais, segundo o mesmo responsável. O problema é que a questão nem é de números. É de estratégia.

"Se o Algarve quer pôr de pé um moderno sistema de infraestruturas, tem de saber assumi-lo perante o poder central", critica o responsável. "Não existe nenhum plano de reestruturação ou de remodelação da rede ferroviária no Algarve", assume por seu turno Macário Correia, presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, que garante que o mesmo não cabe no orçamento da AMAL.

"Essa oportunidade existiu, mas nessa altura os estudos ainda não estavam suficientemente amadurecidos e, agora, a conjuntura não o permite", acrescenta o presidente da Câmara de Faro, garantindo que não é às autarquias mas ao Governo central que compete investir nas infraestruturas ferroviárias.

Em simultâneo, Macário Correia critica a inexistência de uma Entidade Regional de Transportes, uma ambição antiga da AMAL, que poderia permitir a coordenação no Algarve de horários e alternativas na gestão das soluções de transporte. "É verdade que o serviço da CP é deficitário", reconhece Macário Correia, que lamenta não ter melhores respostas para os utentes dos comboios algarvios.

Fonte: Expresso