quinta-feira, 15 de março de 2012

Praias do nosso Algarve - Praia da Manta Rota

Esta é uma extensa praia associada à povoação da Manta Rota, que ainda mantém algum do seu carácter original de terra piscatória, embora seja actualmente um importante centro turístico. O areal delimita o sistema lagunar da Ria Formosa a nascente. O cordão dunar é largo, especialmente a nascente e a poente da povoação, já que no centro dominam os equipamentos turísticos. 


Passadiços sobrelevados levam o visitante até ao areal, permitindo a observação da vegetação dunar desde a frente de mar, onde dominam o estorno e o cardo, até ao interior onde surgem plantas aromáticas como a perpétua-das-areias, que impregna o ar com o seu intenso odor a caril, bem como de arbustos de grande porte, como o piorno-branco, planta característica do sotavento arenoso. Uma linha refrescante de choupos marca o parque de estacionamento nascente desta praia. Menos frequentada que a vizinha zona balnear de Monte Gordo, oferece ainda recantos tranquilos sobretudo nos extremos do areal.

 

Notas: De modo a contribuir para a preservação do local, o cordão dunar deverá ser atravessado utilizando os passadiços existentes.

Acesso: Viário alcatroado a partir da EN 125, seguindo na direcção da Manta Rota durante cerca de 2 km. Estacionamento muito amplo e ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. Praia Acessível. Orientação: sudeste.

Pesca de sardinha proibida por 45 dias no Algarve

A pesca da sardinha pára a partir de hoje e durante 45 dias, no Algarve. O defeso da espécie foi decidido pelo Governo, depois de estudos terem revelado que há menos sardinha no mar, mas os pescadores queixam-se da perda de rendimento.


"É muito difícil estarmos este tempo todo impedidos de capturar sardinha, dado que não vamos ter qualquer apoio do Estado", salienta Mário Galhardo, presidente da organização de produtores Barlapescas. E acrescenta que "as pessoas só não abandonam a pesca, porque não há empregos lá fora".
António da Branca, presidente da organização Olhãopesca, diz que as embarcações podem continuar a pescar outras espécies, mas "só as mais pequenas deverão ir ao mar".
Os armadores e pescadores estão ainda preocupados por não saberem qual a quantidade permitida para a captura da espécie a partir de Maio, e até ao final do ano, mas a quota será inferior à do ano passado.
Segundo já fez saber a Direcção-geral das Pescas, existe uma avaliação do Conselho Internacional para a Exploração do Mar, que aponta para uma redução dos desembarques na ordem dos 50%, em comparação com o ano passado. Essa avaliação indica que se têm registado diminuições consideráveis da quantidade total de sardinha no mar, desde 2005.

PESCADORES QUEIXAM-SE DO TEMPO SECO

O tempo seco não está apenas a preocupar os agricultores portugueses. "Isso também é mau para a pesca", afirma António da Branca, da organização de produtores Olhãopesca, adiantando que "faz falta chuva e mar agitado que revire os fundos, de forma a que haja mais alimento para os peixes junto à costa". E desabafa, em tom irónico, que "há seca em terra e no mar". Segundo António da Branca, a pesca vive momentos muito difíceis: "Os custos que suportamos são cada vez maiores e já há mesmo barcos que ameaçam encostar ao cais".



quarta-feira, 14 de março de 2012

Gastronomia Algarvia - Carapaus Alimados

Ingredientes:
Para 4 pessoas

800 grs de carapaus médios ou pequenos ;
2 dl de azeite ; 
1 dl de vinagre ; 
100 grs de cebolas ; 
2 dentes de alho ; 
1 molho de salsa ; 
sal grosso q.b.

 

Confecção:

Amanhe os carapaus em cru, tirando-lhes a serrilha, a espinha do umbigo, as tripas e a cabeça. Lave-os bem em água. Em seguida, salgam-se, utilizando o sal grosso, colocando os carapaus em camadas alternadas com sal.
Deixe repousar cerca de 24 horas. Retire o sal aos carapaus e lave-os em água fria.
Leve um tacho com água ao lume. Deite dentro os carapaus e deixe cozer. Depois de cozidos, metem-se em água fria. Limpe as peles, as escamas e algumas espinhas da barriga, ficando com uma carne dura e de bom aspecto.
Coloque os carapaus na travessa onde vão ser servidos, regue com azeite, alho picado, cebola descascada e cortada ás rodas e o vinagre. Polvilhe com salsa picada.

Conselho: Os carapaus a utilizar deverão ser do tamanho médio e bem frescos. Há pessoas que, no momento de temperar os carapaus, adicionam tomate maduro, cortado ás rodas.


Autódromo do Algarve queixa-se de entidades estatais


O Autódromo Internacional do Algarve, através da assessoria de imprensa, queixou-se esta terça-feira ao DN de "incumprimento, por parte de entidades estatais, quanto a verbas acordadas".

Autódromo do Algarve queixa-se de entidades estatais

Em causa, uma alegada dívida no valor de 3,2 milhões de euros da Parkalgar, a empresa que gere os direitos do Autódromo Internacional do Algarve, situado em Portimão, para com a Formula One Management (FOM). A questão, polémica, está relacionada com a realização, no referido traçado, no ano de 2009, de uma corrida automobilística do campeonato GP2 Series.

"Há um processo a correr em tribunal. Em causa está o incumprimento de pagamentos relativos à prova de GP2 Series que teve como palco, em Setembro de 2009, o Autódromo Internacional do Algarve [inaugurado em 2008]. O Autódromo tinha acordado o recebimento de verbas por parte do Estado português, mas não as recebeu e acabou por incorrer numa situação de incumprimento".

Palavras proferidas ao DN, esta terça-feira à tarde, pela assessoria de imprensa do Autódromo Internacional do Algarve e, simultaneamente, de Paulo Pinheiro, administrador da Parkalgar e responsável máximo pelo traçado, que não presta declarações sobre esta matéria.

A Formula One Management reclamará, tudo o indica neste momento, uma quantia de 3,2 milhões de euros à empresa Parkalgar.

Fonte: DN

terça-feira, 13 de março de 2012

Fauna e Flora do nosso Algarve - Alfarrobeira

Julga-se que as suas sementes foram usadas, no antigo Egipto, para a preparação de múmias; foram, aliás, encontrados vestígios de suas vagens em túmulos.

Pensa-se que a alfarrobeira terá sido trazida pelos gregos da Ásia Menor. Existem indícios de que os romanos mastigavam as suas vagens secas, muito apreciadas pelo seu sabor adocicado. Como outras, a planta teria sido levada pelos árabes para o Norte de África, Espanha e Portugal.


 

A semente da alfarrobeira foi, durante muito tempo, uma medida utilizada para pesar diamantes. A unidade quilate (carat) era o peso de uma semente de alfarroba. Era considerada uma característica única da semente da alfarroba, o seu peso sempre igual. Hoje em dia, contudo, sabe-se que seu peso varia como qualquer outra semente.

Do fruto da alfarrobeira tudo pode ser aproveitado, embora a sua excelência esteja ainda ligada à semente, donde é extraída a goma, constituída por hidratos de carbono complexos (galactomananos), que têm uma elevada qualidade como espessante, estabilizante, emulsionante e múltiplas utilizações na indústria alimentar, farmacêutica, têxtil e cosmética.

Mas a semente representa apenas 10% da vagem e o que resta – a polpa - tem sido essencialmente utilizado na alimentação animal quando, devido ao seu sabor e características químicas e dietéticas, bem pode ser mais aplicado em apetecíveis e saborosas preparações culinárias.

 

A farinha de alfarroba é a fracção obtida pela trituração e posterior torrefacção da polpa da vagem. Contém, em média, 48-56% de açúcar (essencialmente sacarose, glucose, frutose e manose), 18% de fibra (celulose e hemicelulose), 0,2-0,6% de gordura, 4,5% de proteína e elevado teor de cálcio (352 mg/100 g) e de fósforo. Por outro lado, as características particulares dos seus taninos (compostos polifenólicos) levam a que a farinha de alfarroba seja muitas vezes utilizada como antidiarreico, principalmente em crianças.

Ao contrário das laranjeiras, que necessitam de muita água, as alfarrobeiras conseguem viver saudavelmente com 250 mililitros de água por ano e mesmo em períodos de seca severa ou extrema mantêm ou até aumentam a produção.

Este ano, a produção subiu de 35 mil toneladas para quase 40 mil toneladas.

A alfarroba, também designada por "chocolate saudável" por ter um baixo teor de gordura, é igualmente mais lucrativa.

No Algarve há apenas duas fábricas de transformação da semente de alfarroba, a Danisco e a Victus Industrial Farense, e quase toda a sua produção é para exportação.

A semente de alfarroba é utilizada em várias indústrias, como a farmacêutica (para dar forma a alguns comprimidos), a cosmética (quanto mais os cremes forem hidratantes, mais goma da semente de alfarroba têm, o chamado E410, que absorve a água), a alimentar (como aditivos para pudins, papas de bebé e estabilizantes de gelados), a têxtil e do papel.

"Portugal fica apenas com cerca de cinco por cento da produção de sementes de alfarroba que é aproveitada para as fábricas dos gelados da Olá e da Nestlé", adiantou Isaurindo Chorondo, gerente de A Industrial Farense, uma fábrica fundada em 1944 e que numa primeira fase se dedicou exclusivamente ao fabrico de rações para animais.

A polpa da alfarroba - 90 por cento do peso do fruto - é aproveitada para doçaria variada como bolachas e bolos, licores, xarope, pão e alimentação dos animais.

O aproveitamento deste produto tradicional algarvio está a ser valorizado pela própria Direcção Regional de Agricultura do Algarve (DRAAlg), que confirmou à Lusa que o nível de plantação na região está em expansão.

Portugal é o terceiro produtor mundial de alfarroba - os primeiros são os espanhóis e os terceiros os marroquinos - mas o aumento de produção nos últimos dez anos pode levar o Algarve a conquistar uma agricultura sustentável e transformar o País no segundo produtor de alfarroba do mundo.

Com os apoios europeus, nomeadamente através de subsídios e do "Projecto aos frutos de casca rija e alfarroba", a produção pode aumentar.

Madeira e Algarve com aumento da rentabilidade na hotelaria

O Algarve e a Madeira foram as únicas regiões a aumentar em Janeiro a rentabilidade média nos estabelecimentos hoteleiros, enquanto as restantes regiões viram este indicador reduzir-se, com maior expressão no Alentejo (menos 16,2 por cento) e no Centro (menos 12,6 por cento).

praias no algarve

INE divulga estatísticas referentes a Janeiro


Os dados foram revelados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo mesma fonte, as dormidas nos estabelecimentos hoteleiros portugueses registaram uma queda de 1,5 por cento em janeiro, face ao mesmo mês do ano passado, porque a procura de hotéis pelos residentes caiu 9,3 por cento.

No primeiro mês do ano, o Instituto Nacional de Estatística (INE) registou 1,6 milhões de dormidas, um decréscimo homólogo de 1,5 por cento, correspondentes a 650,4 mil hóspedes (menos 4,3 por cento) do que no mês homólogo do ano anterior. Para esta diminuição, salienta o INE, contribuíram "apenas" os residentes (cujas dormidas caíram 9,3 por cento naquele período) já que os não residentes registaram um aumento de 3,7 por cento. Os contributos mais positivos vieram dos turistas do Brasil (mais 13,9 por cento), Alemanha (mais 7,9 por cento), França (mais 5,8 por cento) e Reino Unido (mais 5,6 por cento), enquanto os mercados italiano, espanhol e irlandês tiveram os resultados menos favoráveis, com destaque para os turistas oriundos de Itália (menos 22,8 por cento). Os proveitos do sector (72,5 milhões de euros em Janeiro) mantiveram a tendência de evolução negativa dos dois meses anteriores, com reduções homólogas de 3,3 por cento para os proveitos totais e de 1,2 por cento para os de aposento (48,1 milhões de euros).

Os apartamentos turísticos e as pousadas assinalaram resultados desfavoráveis face a janeiro de 2011 (menos 17,3 por cento e menos 9,8 por cento de dormidas, respetivamente) mas, pela positiva, destacaram-se os aldeamentos turísticos, que apresentaram pelo terceiro mês consecutivo o maior crescimento homólogo (mais 27,6 por cento em janeiro). Seguiram-se os hotéis (mais 3,7 por cento), com o contributo de todas as categorias (em particular dos hotéis de 5 estrelas) à exceção das unidades de 3 estrelas (menos 1,8 por cento).

Fonte: DN

A22 - Representantes das zonas transfronteiriças espanholas reúnem-se para tentar acabar com cobrança

Representantes das cinco zonas espanholas transfronteiriças vão reunir-se em breve para definir uma estratégia comum para eliminar a cobrança de portagens em Portugal, segundo o secretário-geral da Federação Nacional de Associações de Transporte de Espanha. 

 

Juan António Millán Jaldón explicou que, depois de assinar na sexta-feira, em Huelva (Espanha), um manifesto de apoio a uma área transfronteiriça livre de portagens que permita a livre circulação entre a Andaluzia e o Algarve através da Via do Infante (A22), o objetivo imediato é alargar esta meta a todas as passagens de fronteira entre Portugal e Espanha. 

“O próximo passo é as cinco zonas transfronteiriças reunirem-se brevemente em Salamanca para assinar um convénio de coordenação e trabalharem em conjunto, em toda a raia, desde Ayamonte até Tui, numa estratégia com Portugal para criar áreas transfronteiriças livres de portagens”, afirmou. 

O representante disse que é necessária a existência de zonas transfronteiriças livres de portagens e sublinhou que “não basta os descontos que já deram e vêm dando há algum tempo”. 

“Queremos que se restabeleça a livre circulação, a igualdade e se acabe com a discriminação”, afirmou, referindo que a “Comissão Europeia chamou a atenção a Portugal” e “deu dois meses ao Governo para reconsiderar e modificar a legislação” relativa à cobrança de portagens nas antigas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) “nos aspetos que discriminam e afetam a livre circulação”. 

Juan António Jaldón considerou que “Portugal está na obrigação de mudar a legislação” e defendeu um “aliança estratégica hispano-lusa” para que “a Península Ibérica faça um pacto pela mobilidade e encete esforços e uma posição comum” para, na Europa, definir como aplicar a diretiva eurovinheta. 

Esta legislação europeia harmoniza os sistemas de tributação, como impostos sobre veículos, portagens e direitos associados à utilização das infraestruturas rodoviárias, e institui mecanismos equitativos de cobrança às transportadoras europeias. 

Questionado pela Agência Lusa sobre a extensão da área que deverá ficar livre de portagens nas zonas transfronteiriças, Juan António Jaldón respondeu que terá de ser definidas consoante a especificidade de cada zona. 

“Será negociada caso a caso, porque nem todas as zonas transfronteiriças são iguais. Falou-se genericamente em 100 quilómetros, mas não é a mesma coisa falar de Fuente de Oñoro ou de Vigo, onde provavelmente chegam 60 quilómetros, enquanto no primeiro caso pode ser necessário chegar aos 80”, precisou. 

Juan António Jaldón manifestou ainda o desejo de que os portugueses “adiram cada vez mais ao manifesto” assinado na sexta-feira por associações empresariais, de transportes, sindicatos e autoridades locais da província de Huelva e pela Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) a favor de uma zona transfronteiriça sem portagens e da suspensão do sistema de cobrança implementado pelo Governo português. 

O Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013 define cinco áreas de cooperação: Galiz/Norte de Portugal, Norte de Portugal/Castela e Leão, Centro/Castela e Leão, Alentejo/Centro/Estremadura e Alentejo/Algarve/Andaluzia.

Fonte: Região Sul