terça-feira, 13 de março de 2012

A22 - Representantes das zonas transfronteiriças espanholas reúnem-se para tentar acabar com cobrança

Representantes das cinco zonas espanholas transfronteiriças vão reunir-se em breve para definir uma estratégia comum para eliminar a cobrança de portagens em Portugal, segundo o secretário-geral da Federação Nacional de Associações de Transporte de Espanha. 

 

Juan António Millán Jaldón explicou que, depois de assinar na sexta-feira, em Huelva (Espanha), um manifesto de apoio a uma área transfronteiriça livre de portagens que permita a livre circulação entre a Andaluzia e o Algarve através da Via do Infante (A22), o objetivo imediato é alargar esta meta a todas as passagens de fronteira entre Portugal e Espanha. 

“O próximo passo é as cinco zonas transfronteiriças reunirem-se brevemente em Salamanca para assinar um convénio de coordenação e trabalharem em conjunto, em toda a raia, desde Ayamonte até Tui, numa estratégia com Portugal para criar áreas transfronteiriças livres de portagens”, afirmou. 

O representante disse que é necessária a existência de zonas transfronteiriças livres de portagens e sublinhou que “não basta os descontos que já deram e vêm dando há algum tempo”. 

“Queremos que se restabeleça a livre circulação, a igualdade e se acabe com a discriminação”, afirmou, referindo que a “Comissão Europeia chamou a atenção a Portugal” e “deu dois meses ao Governo para reconsiderar e modificar a legislação” relativa à cobrança de portagens nas antigas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) “nos aspetos que discriminam e afetam a livre circulação”. 

Juan António Jaldón considerou que “Portugal está na obrigação de mudar a legislação” e defendeu um “aliança estratégica hispano-lusa” para que “a Península Ibérica faça um pacto pela mobilidade e encete esforços e uma posição comum” para, na Europa, definir como aplicar a diretiva eurovinheta. 

Esta legislação europeia harmoniza os sistemas de tributação, como impostos sobre veículos, portagens e direitos associados à utilização das infraestruturas rodoviárias, e institui mecanismos equitativos de cobrança às transportadoras europeias. 

Questionado pela Agência Lusa sobre a extensão da área que deverá ficar livre de portagens nas zonas transfronteiriças, Juan António Jaldón respondeu que terá de ser definidas consoante a especificidade de cada zona. 

“Será negociada caso a caso, porque nem todas as zonas transfronteiriças são iguais. Falou-se genericamente em 100 quilómetros, mas não é a mesma coisa falar de Fuente de Oñoro ou de Vigo, onde provavelmente chegam 60 quilómetros, enquanto no primeiro caso pode ser necessário chegar aos 80”, precisou. 

Juan António Jaldón manifestou ainda o desejo de que os portugueses “adiram cada vez mais ao manifesto” assinado na sexta-feira por associações empresariais, de transportes, sindicatos e autoridades locais da província de Huelva e pela Comissão de Utentes da Via do Infante (A22) a favor de uma zona transfronteiriça sem portagens e da suspensão do sistema de cobrança implementado pelo Governo português. 

O Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013 define cinco áreas de cooperação: Galiz/Norte de Portugal, Norte de Portugal/Castela e Leão, Centro/Castela e Leão, Alentejo/Centro/Estremadura e Alentejo/Algarve/Andaluzia.

Fonte: Região Sul


domingo, 11 de março de 2012

A algarvia Filipa Sousa vence Festival da Canção

A concorrente algarvia, de Albufeira, Filipa Sousa, interpretando a canção "Vida Minha", venceu ontem à noite (10 de março) o Festival RTP da Canção com 24 pontos (197 pontos atribuídos pelo juri nacional, na votação intermédia), deixando no segundo lugar a canção "Será que será" com 16 pontos (151 pontos do juri nacional) interpretada pelos "Cúmplices" e na terceira posição a canção "Amor a preto e branco" com 16 pontos. O festival, este ano dedicado ao Fado, Património Imaterial da Humanidade, foi apresentado por Sílvia Alberto, Pedro Granger e Joana Teles. 



A cantora / fadista de Albufeira, está assim legitimada para representar Portugal no 52º Festival Eurovisão da Canção 2012, que se irá realizar em Baku, no Azerbeijão, no próximo dia 24 de maio. 

Recordamos que Filipa Sousa completou no passado dia 2 de março 27 anos, interpretou um tema da dupla de compositores Andrej Babic (música) e Carlos Coelho (letra) e embora sempre tem estado mais ligado ao fado, designadamente integrada no grupo Al-Mouraria, conseguiu levar a sua voz e conquistar com grande mérito este festival. 

Filipa Sousa iniciou os estudos musicais aos 6 anos, e diz já ter nascido a cantar. Conquistou diversos prémios em concursos de fado e festivais regionais. Do seu currículo consta que aos 16 anos experimentou o fado por brincadeira e nunca mais parou de o cantar, tendo vencido vários concursos de fado amador, designadamente em Albufeira, Portimão, Lagoa, Lagos, Olhão e Loulé. Integra desde 2003 o grupo Al-Mouraria, dirigido pelo músico Valentim Filipe, tendo atuado em vários pontos do país e no estrangeiro, designadamente em Espanha, Marrocos e Canadá. Com este agrupamento musical gravou recentemente um DVD ao vivo na Praça dos Pescadores em Albufeira. 

Em 2007, Filipa Sousa tornou-se mais conhecida do grande público, com a participação no programa musical da RTP «Operação Triunfo». 

Em Fevereiro de 2008 foi homenageada pela Câmara Municipal de Albufeira - cantou temas ao piano e à guitarra, no Auditório Municipal que se encheu de público. 

Agora, Filipa vence o Festival RTP da Canção e vai representar Portugal no 52º Festival Eurovisão da Canção, com "Vida Minha" na voz e o Algarve no coração. 

Fonte: Região Sul

Algarve recolhe mais de 26 mil kg na campanha “Papel por alimentos”

Em 2 meses, o Banco Alimentar do Algarve recolheu 26.254kg de papel, que será trocado por alimentos. Resultados “muito acima de quaisquer expectativas”. 

Algarve recolhe mais de 26 mil kg na campanha “Papel por alimentos”

Traduzindo-se num esforço que" tem envolvido a sociedade algarvia, nomeadamente escolas, públicas quer privadas, a Universidade do Algarve e as mais diversas empresas privadas", a campanha “Papel por Alimentos” vai obter por cada tonelada de papel recolhido o equivalente a 100 euros em alimentos.

Efetuada em parceria com a Quima, empresa de recolha e recuperação de desperdícios, a campanha de recolha de revistas, folhetos e mesmo livros, integra-se “num ideal mais vasto de sensibilização para a importância do papel de cada pessoa na sociedade e para a possibilidade de recuperar e reutilizar coisas que parecem não ter valor”, referem os responsáveis do BA do Algarve, na sua prestação de contas.

Até ao momento regista-se, no setor público, a participação do SEF (antigo Governo Cívil de Faro), ARS Algarve, ARH Algarve, Águas do Algarve, tribunais e polícias, passando por autarquias, como Loulé e Faro. A intenção é atingir as 100 toneladas de papel.

Recorde-se que os Bancos Alimentares Contra a Fome iniciaram a campanha no início do presente ano, associando preocupações ambientais e de solidariedade e o material deve ser depositado nas instalações em Faro e em Portimão, por todas as pessoas e entidades que se queiram associar, nomeadamente a administração pública e local.

Terras do nosso Algarve - Castro Marim

Castro Marim é uma das populações mais orientais de Algarve. Se encontra situada entre as colinas desde onde se pode desfrutar de uma maravilhosa panorâmica do extenso estuário do rio Guadiana, fronteira entre o Algarve e Andaluzia. 
A população está rodeada pela Reserva Natural do Sapal, uma das zonas húmidas mais importantes de Portugal, de grande valor por suas idóneas condições naturais nas que habitam uma grande variedade de aves e outras espécies.


A grande maioria das habitações mantém-se intacta face ao fenómeno urbanístico, o que permite usufruir em pleno de toda a história do Concelho.
As suas características raianas, que nos levam ao Rio Guadiana, convidam-nos a um passeio de barco, único e imperdível.

Castro Marim é uma vila completa, que nos oferece as praias, a serra e o rio.
Não se pode contornar a gastronomia, que conta com o mais fresco peixe e marisco. 
A economia assenta na extracção de sal e cal, pesca, agricultura, pecuária e silvicultura. A administração local e as actividades afectas ao turismo contribuem para o florescimento da economia local. 


Património 

O património edificado mais significativo inclui o castelo (monumento nacional, possivelmente construído à volta das ruínas do anterior forte muçulmano), cujas muralhas encerram o que resta da igreja de São Tiago (século XIV) e do palácio dos Alcaides; o forte de São Sebastião (reinado de D. João IV); as igrejas de Nossa Senhora dos Mártires (século XVIII) e de São Sebastião e a capela de Santo António. Ao nível do património natural salienta-se o rio Guadiana e a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim.



História 

Os restos da presença humana na zona se remontam ao Neolítico e continuam durante a Era dos Metais, época na que se crê que Castro Marim estava mais próxima ao mar. Durante milhares de anos prosperou graças ao comércio fluvial, as embarcações ascendiam pelo Guadiana até seu porto para abastecer-se dos metais provenientes do norte.

Fenícios, romanos, muçulmanos também estiveram presentes nestas terras. A reconquista cristã arrebatou estas terras dos mouros no ano de 1242 baixo as ordens de D. Paio Peres Correia. As lutas entre árabes e cristãos debilitaram gravemente a cidade que sofreu uma importante redução demográfica.

A importância desta população se deve a sua situação estratégica, fronteiriça com o Reino de Castela e próxima a Marrocos levou a implantação durante o século XIII de uma política de repovoação e reforço das defesas. Por isso lhe foram concedidos privilégios por parte de Alfonso III e baixo o reinado de D. Dinis, o Papa João XXII a nomeou em 1319 a primeira sede da Ordem de Cristo.

Poucos anos depois em 1356 a Ordem se translada a Tomar e a população volta a reduzir-se. Mas sua grande importância defensiva e comercial faz que volte a conceder a Foral em 1504.

A partir do final do século XV a população goza de uma grande actividade económica, graças a importância do porto pesqueiro e comercial, a agricultura e a função defensiva.

Hoje em dia a riqueza da cidade também se soma de forma importante ao turismo introduzindo desde os anos 60 em todo o Algarve.

sábado, 10 de março de 2012

À Descoberta do Algarve Rural - Pela Serra do Caldeirão

Ao entrarmos na Serra do Caldeirão, entramos também no “outro” Algarve, o das gentes genuínas, das artes tradicionais, da excelente gastronomia. A paisagem muda a sua cor à medida que prosseguimos o passeio. O verde das florestas de eucalipto, sobreiro e pinheiro dá lugar aos campos cultivados de trigo e cevada. Por entre os montes ouvem-se ribeiras correndo. Aqui e ali contactamos com as gentes nos labores diários: um tirador de cortiça, um pastor, um moleiro, uma mulher a trabalhar no tear, nas hortas. 

Percorremos as ruas estreitas em pedra, admiramos as chaminés, os fornos, os telhados inclinados, os muros caiados, os pátios e os poiais. Entramos nos museus e vivemos as histórias de antigamente. Redescobrimos as artes e técnicas que ainda perduram no artesanato local. Um passeio a pé conduz-nos à tranquilidade e o ar puro transporta o aroma da esteva, do rosmaninho e do mato. Para satisfazermos todos os nossos sentidos, só falta provar o queijo, o vinho, a aguardente, os enchidos, o pão e as filhós. 





1º Troço: São Brás de Alportel - Cachopo

Começamos o nosso percurso no centro histórico da vila de São Brás de Alportel, entre as casas térreas e caiadas, de arquitectura popular e os prédios apalaçados dos antigos industriais e comerciantes da cortiça, com fachadas cobertas por azulejos, cantarias lavradas e varandas de ferro. Percorremos a “Calçadinha”, uma via romano-medieval, testemunho dos primeiros fluxos mercantis na zona. Visitamos a Igreja Matriz (1), uma construção original do séc. XV, com pinturas de santos do séc. XVII, e a Capela do Senhor dos Passos em talha dourada. Do adro desta Igreja não podemos deixar de admirar a paisagem envolvente. Logo ao lado, situa-se o Jardim do Episcopado (2) também conhecido por “Verbena”, com o seu bonito coreto. Este é o jardim anexo ao Palácio Episcopal, construído entre o séc. XVII e o XVIII para os bispos do Algarve. Recentemente, foram instaladas no jardim as piscinas públicas. De seguida vamos visitar as indumentárias das gentes algarvias de antigamente, expostas no Museu Etnográfico do Trajo Algarvio (3) integrado na Casa da Cultura António Bentes.
Para observar de perto o rico património natural desta zona onde o sobreiro domina a paisagem, recomendamos que se aventure pelas bonitas estradas que conduzem a Loulé, ao Barranco do Velho ou a Tavira. 
Na saída de São Brás de Alportel para o Barranco do Velho, pela EN 2, vislumbra-se num ponto elevado a Pousada de São Brás, uma estrutura de alojamento que faz parte da rede de pousadas nacionais e é, ao mesmo tempo, um excelente miradouro sobre a vila e a costa litoral. Antes da aldeia do Alportel, desviamos para Tesoureiro onde se podem comprar doces e bolos regionais.
Um pouco mais à frente, Alportel destaca-se pelo seu casario branco com típicas chaminés de formatos vários e coberturas em telha de canudo. Aqui visitamos a Ermida de São José (4) e podemos constatar, pela arquitectura das casas ao longo da estrada, a grande riqueza que existiu naquela região, proveniente sobretudo da extracção corticeira. Continuando pela EN 2, seguimos para a Fonte Férrea (5) datada de 1820. Situada num vale rodeado de árvores e com um riacho que corre durante quase todo o ano, é um local excelente para piqueniques, pois está equipada com mesas, bancos e vários assadores em pedra e tijolo. 
Chegamos ao Barranco do Velho, uma pequena aldeia localizada nas portas da Serra do Caldeirão, zona de grande tradição corticeira, onde a cor dominante da paisagem é o verde dos sobreiros e das azinheiras. Dificilmente se encontram “tiradores” de cortiça, mas em Junho, se contactarmos o Gabinete Técnico-Florestal, é possível assistir a esta tradição. Subimos à Capela (6) de traços tipicamente algarvios, erguida em 1944 no cimo de um monte. O seu adro faz desta um dos mais maravilhosos miradouros do Algarve, abrangendo vastos horizontes de montes cobertos de sobreiros e medronheiros. Esta aldeia é famosa pelo seu medronho. Há uma pequena casa de artesanato onde se podem adquirir produtos serranos.
Do Barranco do Velho seguimos para Cachopo pela EN 124. Mais à frente, rodeada por montes cobertos de sobreiros, encontramos a Feiteira, uma povoação dispersa ao longo da estrada. Podemos parar no Centro de Descoberta do Mundo Rural da Feiteira (7) localizado na antiga Escola Primária, junto à estrada principal. Os amantes do pedestrianismo encontram aqui uma rede de percursos pedestres que permitem um conhecimento profundo do território e um contacto próximo com a natureza. Estes percursos ligam, através de uma grande rota (com 45 km), este Centro de Descoberta a outros dois, localizados no “monte” da Mealha e no “monte” das Casas Baixas. 
A paisagem até à aldeia de Cachopo é dominada por uma grande zona florestal com espécies protegidas por lei. De destacar os muitos moinhos de vento, infelizmente bastante degradados, que se espalham pelos montes. 


São Brás de Alportel - Palácio Episcopal


2º Troço: Cachopo - Stª. Catarina Fte. Bispo

Chegamos a Cachopo, uma pequena aldeia do séc. XVI. Nesta zona é a agricultura que providencia o principal sustento, destinando-se essencialmente ao consumo doméstico e sendo complementada pela criação de animais. 
Logo à entrada, fazemos uma paragem na Fonte Férrea de Cachopo (8), um local muito bonito, com águas férreas e muito arborizado, próprio para piqueniques e onde se podem encontrar bons exemplares da flora local. 
Já na aldeia, é de visitar o Pólo Museológico (9) que ilustra bem a identidade serrana. Percorrendo as ruas é de registar a arquitectura tradicional serrana, as casas em xisto ou caiadas, poiais, beirados, fornos comunitários, eiras, fornalhas e chaminés rendilhadas. As maravilhas do artesanato local encontram-se numa unidade de tecelagem manual, “A Lançadeira” (10). Aqui podemos adquirir ou encomendar excelentes peças ou simplesmente conhecer as técnicas antigas e como funcionavam os teares. Subindo as ruelas que conduzem à Igreja de Santo Estevão, passamos pelas oficinas do albardeiro e do ferreiro, dois artesãos que ainda trabalham como nos outros tempos e que podem ser visitados. Paramos depois para uma visita à Igreja de Santo Estevão (11), um templo com uma só nave e um altar-mor com imagens de Santo Estevão e São Sebastião, ambas do séc. XVIII. 
Para os amantes da arqueologia, recomendamos um pequeno desvio seguindo a estrada 504 até ao “monte” da Mealha, onde destacamos a Anta das Pedras Altas (12) e a Anta da Masmorra (13), monumentos megalíticos do período Neolítico final. Ainda na Mealha é de visitar os Palheiros Redondos (14), construções circulares feitas em pedra solta e terra, com telhados de colmo, que em tempos serviram de casa aos seus proprietários. No Centro de Descoberta do Mundo Rural da Mealha (15) estão disponíveis informações sobre a rede de percursos pedestres existentes nesta zona. 
Para os curiosos da arquitectura local, sugerimos um passeio até ao “monte” de Casas Baixas, pela estrada 505, onde se podem observar exemplares genuínos da construção serrana, como sejam os fornos comunitários, casas em pedra, ruas estreitas. Também aqui existe um Centro de Descoberta do Mundo Rural (16) e uma rede de percursos pedestres.
Seguimos pela EN 397 em direcção a Água de Fusos onde existe uma excelente área de piquenique com miradouro. Aproveitamos para desfrutar da excelente vista sobre a costa. 
Na descida para Tavira encontram-se pequenas casas de petiscos onde se pode apreciar a gastronomia local.
A poucos quilómetros de Tavira, viramos para a Asseca e vamos encontrar o Pego do Inferno (17), uma zona de grande riqueza ambiental e paisagística. É uma excelente área de lazer com uma cascata cujas águas caem de 5 metros de altura formando uma piscina muito profunda, óptima para banhos. Recentemente foi sujeita a uma obra de melhoramento dos acessos o que valorizou imenso o local. 
Retomamos a estrada em direcção a Tavira e na rotunda apanhamos a EN 270 para Santa Catarina. Passamos pela Fonte do Bispo onde existe um Centro Cultural e uma Casa de Turismo em Espaço Rural.


Mealha - Palheiros


3º Troço: Stª. Catarina Fte. Bispo - Tavira

Seguimos para a bonita povoação de Santa Catarina da Fonte do Bispo. Recomendamos a visita à Igreja Matriz (18), um edifício estilo Renascença do séc. XVI. Entre as imagens merece referência a da N. Sra. da Graça, do séc. XVI, em tábua, representando a adoração dos pastores. O património natural desta zona é muito rico. À nossa volta estendem-se muitas hortas e pomares de sequeiro e de citrinos. As vastas panorâmicas características da Serra do Caldeirão, dominadas por estevas são entrecortadas por “montes”. Descobrimos uma arquitectura tipicamente serrana, com casas térreas, telhados de uma ou duas águas, rebocadas ou com pedra à vista. Nos arredores, é bonito o passeio pela Ribeira de Alportel, aproveitando para observar a avifauna e a flora locais. Convém marcar uma visita aos artesãos da Associação de Telheiros Artesanais (19), caso se queira contactar com uma indústria multissecular, que produz os elementos construtivos da imagem de marca da arquitectura mediterrânica: a telha mourisca, os ladrilhos de tijoleira, os azulejos e o tijolo burro. Na Cooperativa Agrícola de Santa Catarina (20) visitamos o lagar de azeite e, se for possível, é de assistir ao processo de destilação do medronho. 
De Santa Catarina de Fonte do Bispo podemos fazer pequenas rotas. A 1ª rota sugerida leva-nos a Eiras Altas para adquirir bonitas plantas, nos viveiros locais. É um percurso muito bonito, percorrendo as pequenas estradas de alcatrão que seguem ao longo da Ribeira da Asseca. A 2ª rota leva-nos a visitar o monte de Várzea do Vinagre onde se encontram produtores de aguardente de medronho. E a 3ª rota leva-nos a Tavira, cidade do período Barroco, com as suas casas senhoriais, de telhados em triângulo e cantarias lavradas que nos faz deliciar com os pormenores arquitectónicos, as janelas de reixa ou as platibandas coloridas. Recomenda-se a visita ao centro de exposições do Palácio da Galeria (21), ao Castelo (22), à Igreja do Carmo (23) ou a outra das muitas igrejas que Tavira tem para oferecer. Podemos optar por um passeio ao longo do rio Gilão, passando pela Ponte Romana (24) e seguindo junto ao jardim do coreto até ao antigo mercado, agora convertido em espaço cultural. E, apanhando o barco até à Ilha de Tavira (25), podemos ainda mergulhar na beleza da Ria Formosa.


Tavira - Ponte Romana


sexta-feira, 9 de março de 2012

Dicas para o fim de semana

Festival de humor, teatro, jazz, fado e outras músicas, dança contemporânea, gastronomia, e várias modalidades desportivas marcam estas dicas. 

Em Lagoa, ecoam Voces de Mujeres Flamencas com cantoras e bailarinas de Sevilha, Auditório Municipal no dia 9 às 21h30. Os bilhetes custam 10 euros.

Também em Lagoa, o Festival “Humorfest” que decorre de 10 a 25 de março, apresenta o espetáculo One (Her)man Show, como humorista Hermen José no Auditório Municipal no dia 10 de março às 21h30. Bilhetes a 10 euros.


Lagos acolhe no Centro Cultural o concerto da irlandesa Linda Scanlon a 8 de março às 21h30 no evento ‘Vozes de Mulheres’. Entradas a 8 euros.

Ainda em Lagos e no mesmo palco, 9.º Festival de Música ‘The Quintessence International Band’ no dia 10 às 21h00, com bilhetes a 10 euros.

Em Faro a Associação de Músicos ARCM celebra o seu 22º Aniversário com uma festa espetáculo de variedades que terá lugar a 10 de março de 2012, com abertura de portas às 21h.

O auditório Pedro Ruivo, no Conservatório Regional Maria Campina em Faro é o palco do bailado contemporâneo "Transição" pela Companhia de Dança Luís Damas a 9 de março pelas 21h30. Bilhetes a 10 euros.

Em Olhão o Audi Jazz and Soul Olhão traz ao auditório municipal o Nuno Ferreira Trio é a 10 de março pelas 21h30. Nuno Ferreira na guitarra, Demian Cabaud no contrabaixo e Marcos Cavaleiro na bateria, reinterpretam standards de Bill Evans, Keith Jarrett e Brad Mehldau, entre outros.

Teatro em Loulé com a peça ‘O Cerco a Leninegrado’, comédia representada por Eunice Muñoz, no palco do Cine-Teatro Louletano no dia 10 às 21h30. Os bilhetes custam 6 euros.


O Centro Interpretativo dos Frutos Secos, em Loulé, recebe mais uma Oficina do Gosto Slow, a 8 de março, pelas 18h00, tendo o pão como tema central.

A Feira do Pão Quente e do Queijo Fresco decorre em Vaqueiros (Alcoutim) no dia 11 de março das 09h30 às 19h00. Além da gastronomia há animação e artesanato.

Em Albufeira, o espetáculo “Tudo isto é fado” tem lugar a 10 de março, a partir das 20h00, no Pavilhão da Nuclegarve, em Fontainhas, freguesia de Ferreiras com a atuação dos fadistas Luís Manhita, Cremilde e Isa Brito guitarra e viola portuguesa, de Tiago Valentim e Filipe Valentim. A noite inclui jantar e termina com um baile, animado pelo acordeonista Marco António.

A Praça da República, em Tavira, é a linha de partida da Marcha-passeio na luta contra o cancro promovida pela Associação Oncológica do Algarve (AOA) a 11 de Março, pelas 10 horas, no âmbito das celebrações do Dia Internacional da Mulher.

Cartaz_Dia_da_Mulher

O cineclube de Tavira apresenta no Cineteatro António Pinheiro às 21h30 do dia 8 de março“Como esquecer de Malu” de Martinho (Brasil 2010) e a 11 de março “Rumo à liberdade” de Peter Weir (E.U.A. 2010)

Na mesma sala espetáculo "Os sonhos realizam-se" no dia 10 às 21h00 organizado pela Associação Tavirense de Apoio ao Imigrante (ATAI)

Na aldeia do Cachopo (Tavira) há encontro de Poetas às 15h00 do dia 10 de março Organizado pelo Grupo Cantares de Cachopo "Seara de Outono". Concerto com o Duo Cantabile (canto/piano) na Ermida de São Sebastião em Tavira, no âmbito do ciclo Música nas Igrejas dia 10 de marços às 18h00.

A Taça de Portugal em Paraquedismo traz aos céus dePortimão a partir das 10h00 dos dias 10 e 11(Sky Surf) e também a 17 e 18 de março, (prova livre), centenas de paraquedistas que partirão do Aeródromo Municipal de Portimão.

Ainda em Portimão, o imitador Fernando Pereira apresenta o espetáculo “As nossas canções” a 12 de março às 21h30 no Auditório Municipal de Portimão. Bilhetes a 5 de março com os descontos habituais.

Finalmente em Portimão, permanece em exibição a revista à portuguesa “Fecha as “nalgas” que vem a troika” com sessões: 5ª e 6ª às 21h00 e Sábados e Domingos às 15h30 e 21h00 na sala do Boa Esperança Atlético Clube.


Fonte: Observatório do Algarve

Algarve Genuíno mostra os produtos regionais

O Portimão Arena recebe nos dias 30, 31 de Março e 1 de Abril, a feira ‘Algarve Genuíno-Aromas, Sabores e Saberes Regionais’ que pretende apresentar os produtos tipicamente algarvios.

De 30 de Março a 1 de Abril no Portimão Arena

Nesta montra representativa da região estão presentes vários produtos ligados a diversas áreas, desde o artesanato à doçaria, passando ainda pela gastronomia e pela etnografia. Aqui podem ser degustados os melhores sabores regionais na área das tasquinhas. Ao mesmo tempo, realizam-se algumas demonstrações culinárias.

Nos dias em que irá decorrer a feira terá também lugar a Mostra de Vinhos do Algarve, onde os produtores locais aproveitarão para promover a qualidade das suas colheitas. Está também prevista a realização de alguns seminários.

Qualquer pessoa que exerça actividade em qualquer das áreas já referidas, pode candidatar-se a expositor. Para isso, é necessário apenas entrar em contacto, até 12 de Março, com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, que organiza a feira, em parceria com o Município de Portimão e com a Confraria dos Enófilos e Gastronómica do Algarve.