quinta-feira, 1 de março de 2012

Olhão: Desempregados recebem ajuda para criar o seu próprio trabalho

Como criar o próprio emprego? Foi a esta resposta que representantes do Centro de Emprego de Faro, do Microcrédito e do Município de Olhão tentaram responder ontem à tarde no Salão da Casa do Povo do Concelho de Olhão em Moncarapacho. A sessão, destinada a desempregados, teve casa cheia. 


O desemprego no Algarve é preocupante. O Município de Olhão, atento a esta problemática decidiu, em parceria com o Centro de Emprego de Faro, realizar um conjunto de sessões subordinadas à criação do próprio emprego. A primeira decorreu ontem à tarde em Moncarapacho, com cerca de 200 pessoas na assistência. Seguem-se Fuseta (12 de março, no Centro Comunitário da delegação da Fuseta da Cruz Vermelha Portuguesa), ACASO - Quinta do Brejo (11 abril), Junta de Freguesia de Pechão (19 abril) e Biblioteca de Olhão (23 abril). 

Para ultrapassar o problema da pouca atividade laboral, os técnicos do Centro de Emprego de Faro – António Palma, diretor do centro, e Vítor Madeira, responsável pelo PAECPE (Programa de Apoio ao Empreendedorismo e Criação do Próprio Emprego) do Algarve, assim como Laura Soares, representante da Associação Nacional de Direito ao Crédito, deram algumas dicas à assistência. Também o vereador do Município de Olhão António Camacho, com o pelouro da Ação Social, referiu as possibilidades que a Autarquia, apesar de não ter a responsabilidade de criar empregos, disponibiliza para a criação de projetos financiados, nomeadamente através do Grupo de Ação Costeira (GAC) do Sotavento, sedeado em Olhão, ou da Rede Social, entre outros. 

“Estamos dispostos a ajudar a abrir uma janela de oportunidade para cada um de vós, desde que estejam disponíveis para isso”, disse o autarca à plateia, referindo-se nessa oferta de ajuda igualmente a instituições como a ACASO, a Casa do Povo de Moncarapacho ou a Cruz Vermelha da Fuseta. 

“Sou uma pessoa com sorte porque tenho emprego!”, começou por dizer o diretor do Centro de Emprego de Faro, António Palma, incentivando ao pedido de ajuda ao Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) revelando, assim como Vítor Madeira, as várias alternativas existentes para abrir um negócio, fazer formação ou até as ofertas de emprego que existem fora do País. 

Laura Soares, que explicou em que consiste o microcrédito, destinado a pessoas que não têm como solicitar ajuda financeira aos bancos; é a instituição que faz a mediação entre as duas partes. O microcrédito aposta no empréstimo de pequenas quantias e destina-se tanto aos desempregados como a trabalhadores precários ou a proprietários de negócios já existentes. 

Para mais informações os interessados podem encontrar todos os pormenores em http://www.iefp.pt ou em http://www.microcredito.com.pt.

Fonte: Região Sul

Praias do nosso Algarve - Praia da Armona

A praia situa-se no extremo poente da Ilha da Armona, nas proximidades da Barra Grande e do pequeno povoado de pescadores e mariscadores, e mais uma vez é preciso atravessar os labirintos de areia e vasa da Ria Formosa para a alcançar.




Existe nesta Ilha um parque de campismo e é possível contar com eficientes apoios locais para realizar diversas actividades náuticas. A barreira arenosa é consistente e muito larga, o areal é a perder de vista e estende-se para nascente, até à praia da Fuseta, proporcionando momentos de tranquilidade a quem gosta de fazer caminhadas ou tem um barco particular. Os bancos de areias junto da barra delimitam deliciosas piscinas naturais. Também aqui se pode observar a flora rica e aromática dos campos dunares, bem como gozar os ventos mornos de leste e apreciar os tons invariavelmente fogosos do pôr-do-sol.


Notas: As correntes junto à barra são normalmente muito fortes, sendo necessária cautela.

Acessos: De barco (carreiras regulares) a partir de Faro, de Olhão e da Fuseta. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância durante a época balnear. Orientação: sudeste.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Gastronomia Algarvia - Cozido de Repolho à Algarvia

Ingredientes:
Para 4 pessoas

600 grs de repolho ;
320 grs de feijão vermelho ou de manteiga ;
150 grs de morcela (chouriço de sangue) ;
150 grs de chouriço vermelho ;
150 grs de toucinho entremeado ;
400 grs de entrecosto ;
150 grs de batata doce ;
150 grs de batatas ;
300 grs de pão ;
1 quarto de ramo hortelã ;
sal q.b.


Confecção:

Num recipiente ponha o feijão a demolhar em água fria com uma antecedência de 12 horas, em relação à sua utilização.
Depois de demolhado, lave-o e ponha a cozer, num tacho, em água fria, juntamente com os chouriços, o toucinho e o entrecosto inteiros.
Depois de as carnes estarem cozidas rectifique os temperos.
Retire as carnes para uma travessa e deixe o feijão continuar a cozer.
Lave o repolho em água fria e corte grosseiramente. Descasque as batatas, lave-as em água fria e corte em dados grossos.
Junte o repolho e as batatas ao feijão.
Quando tudo estiver bem cozido, escorra o caldo da cozedura para um tacho.
Corte o pão, de preferência caseiro, em fatias finas e distribua pelos pratos. Coloque um raminho de hortelã em cada prato, sobre o pão.
Leve o tacho com o caldo da cozedura ao lume e deixe ferver. Regue o pão com o caldo a ferver.
Corte as carnes em pedaços pequenos e sirva com o cozido.

Conselho: O feijão a utilizar deverá ser, de preferência, feijão novo. Aconselha-se o uso de carnes e enchidos do tipo caseiro.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Algarve com água garantida durante três anos mesmo sem chuva

O abastecimento de água ao Algarve está garantido para os próximos três anos, mesmo que não chova durante todo esse período, garantiu hoje a empresa Águas do Algarve, sublinhando que todas as barragens estão a mais de 65 por cento.

Barragem de Odelouca

«Se por hipótese absurda não cair uma gota de água no Algarve inteiro durante três anos consecutivos, o abastecimento está garantido», disse à Lusa o presidente da empresa, Artur Ribeiro.

Na segunda-feira, a barragem de Odelouca estava a 65% da sua capacidade máxima, Bravura a 81,6%, Funcho a 34,2%, Odeleite a 78,5% e Beliche a 70,1%.

O presidente da Águas do Algarve observou que, além dos 282 milhões de metros cúbicos atualmente existentes nessas cinco grandes barragens, que garantem o abastecimento público e rega para agricultura, a empresa tem ainda autorização para captar 15,8 milhões por ano do grande aquífero subterrâneo Querença/Silves, que se encontra praticamente no máximo da sua capacidade.

«No total temos a possibilidade de utilizar 329 milhões de metros cúbicos nos próximos três anos», contabilizou, adiantando que o consumo para abastecimento público dos últimos três anos contabilizou 203 milhões, correspondendo mais cerca de 100 milhões à agricultura.

No ano de 2009, o Algarve consumiu 71 milhões de metros cúbicos, em 2010 gastou 67 milhões e no ano passado 65 milhões.

Segundo Artur Ribeiro, esta previsibilidade só é possível porque, desde a última seca, no biénio 2004/2005, «a empresa fez o trabalho de casa».

Parte desse trabalho consubstancia-se na construção de uma estação elevatória reversível, na zona central do Algarve, que permite a passagem de 600 litros de água por segundo entre o sistema composto pelas três barragens do barlavento (oeste) e o sistema Odeleite/Funcho, no sotavento (este).

De acordo com o mesmo responsável, as duas outras vertentes do «trabalho de casa» da empresa foram a construção de grandes captações de água para o aquífero Querença/Silves, nas povoações de Vale da Vila e de Benacite, ambas no concelho de Silves, e a construção da grande barragem de Odelouca.

«Sem Odelouca, hoje estaríamos com um problema grave», sustentou, garantindo que os atuais 102 milhões de metros cúbicos face à capacidade máxima de 157 milhões (65%) «poderiam ser mais se não tivesse sido deitada água à ribeira nas várias fases de enchimento».

A barragem de Odelouca, cujo primeiro projeto data de 1977, começou a ser construída em 2001, mas a obra parou em 2003 devido a uma queixa de organizações ambientalistas em Bruxelas contra o Estado português e, mais tarde, devido a um contencioso entre a construtora e o Estado.

A gestão da barragem, inicialmente a cargo do INAG (Instituto da Água), foi entregue à Águas do Algarve em dezembro de 2006 e as obras recomeçaram em fevereiro de 2007, ficando concluídas em finais de 2010.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Projeto-piloto da aldeia de Querença vem à Universidade do Algarve

"O projeto «Da Teoria à Acão – Empreender o Mundo Rural», que está a decorrer na aldeia de Querença, vai estar na Universidade do Algarve (UAlg), amanhã, terça-feira, 28, a partir das 15:00 horas, para um balanço das atividades realizadas até agora e perspetivas futuras. 



António Covas, professor da Universidade do Algarve e coordenador geral do projeto, apresentará a rede nacional de territórios «Com Querença». Também João Ministro, coordenador operacional do projeto, fará um balanço de todas as atividades desenvolvidas. 

A engenheira biológica Dulce Almeida vai ainda abordar a questão da inovação ao serviço do mundo rural, apresentando o exemplo concreto de uma nova barra energética, composta por produtos do pomar de sequeiro algarvio, desenvolvida pelo «Projeto Querença». 

A sessão de encerramento desta iniciativa, a realizar no auditório verde da Faculdade de Ciências e Tecnologia, no campus de Gambelas, será presidida pelo reitor da UAlg, João Guerreiro. 

Desenvolvido pela Fundação Manuel Viegas Guerreiro em parceria com a Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Loulé, o projeto pretende aproximar jovens universitários do interior da região para desenvolver atividades economicamente viáveis em torno dos recursos naturais e culturais. 

A iniciativa tem como grande objetivo a dinamização da aldeia de Querença, dos pontos de vista económico, sociocultural e ambiental. Para tal, nove jovens, de áreas de formação distintas, foram selecionados para residir nove meses nesta aldeia, durante os quais desenvolverão projetos articulados entre si.

Fonte: Região Sul


Arranque de candidaturas ao PRODER para zonas do interior dos seis concelhos do Algarve Central

O dia 5 de março marca o arranque das candidaturas ao PRODER – Programa de Desenvolvimento Rural para as zonas localizadas no interior dos seis concelhos do Algarve Central, iniciativa que visa promover uma estratégia de dinamização nas zonas rurais. 

ProDer

No período de candidatura a todas as ações do sub-programa 3 do PRODER, as instituições interessadas poderão apresentar candidaturas em diferentes áreas, entre as quais diversificação de atividades na exploração agrícola; criação e desenvolvimento de microempresas; desenvolvimento de atividades turísticas e de lazer; conservação e valorização de património rural; e serviços básicos para a população local. 

Os principais objetivos desta medida passam por promover a diversificação da economia para atividades não agrícolas e aumentar o emprego nas zonas rurais, de acordo com uma estratégia definida para territórios locais. 

Através de uma intervenção específica nessas zonas, que contribua para o desenvolvimento de atividades económicas criadoras de riqueza, procura-se fixar população e aproveitar recursos endógenos transformando-os em fatores de competitividade. 

Esta intervenção terá em atenção a existência de outros instrumentos de política com incidência no mesmo território e far-se-á de acordo com uma estratégia de desenvolvimento local (EDL), elaborada pelos agentes locais organizados em parceria (Grupo de Ação Local). 

O projeto Algarve Central integra os concelhos de Albufeira, Faro, Olhão, Loulé, São Brás de Alportel e Tavira. Mais informações no sítio http://www.proder.pt.

Fonte: Região Sul

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Terras do nosso Algarve - Aljezur

Extenso rectângulo limitado pelo mar e pela serra, o concelho de Aljezur reflecte, nas suas paisagens, esta dupla influência. Se a orla marítima é marcada pelas altas falésias onde se aninham areais e dunas, o interior é uma sucessão de horizontes cobertos de vegetação. Entre ambos fica uma vasta faixa de vales e charnecas férteis, onde se mantém a tradição do cultivo de frescas hortas, da batata-doce e do amendoim.


Percorrer o concelho de Aljezur é, assim, a oportunidade de recuperar a tranquilidade, de reencontrar o silêncio cortado pelo canto das aves e a melodia das ondas embatendo nas rochas. De apreciar paisagens com o mar como horizonte, campos verdejantes, colinas rescendendo aos perfumes da natureza e coloridas flores silvestres. 

Vila de Aljezur 
No alto do morro, as muralhas do castelo, símbolo das lutas entre mouros e cristãos. Na colina, a quase cascata do alvo casario descendo em direcção à ribeira. Aspectos de Aljezur, vila secular que soube encontrar, na planície em frente, a sua expansão e o seu futuro.



Aljezur é uma vila pequena e tranquila, dominada por um castelo mouro do século X. Está dividida em duas partes e jaz num vale fértil cujos campos formam uma manta de retalhos de várias colheitas agrícolas. 

A partir de Aljezur, podem explorar-se as maravilhosas praias da costa ocidental do Algarve: banhadas pelo Atlântico, oferecem muitas vezes um cenário selvagem e desértico em contraste com os areais mais quentes do Sul. As praias de Arrifana e de Monte Clérigo, de areia fina e rodeadas de penhascos, tornam-se facilmente acessíveis pela estrada mesmo a sul de Aljezur; mais a norte, na fronteira com o Alentejo, a praia de Odeceixe, perto da vila da qual tomou o nome, é abrigada, com o rio Odeceixe a entrar no mar, e uma das preferidas dos praticantes de surf. 

Esta zona mantém ainda uma autenticidade e costumes populares difíceis de encontrar num local à beira mar, conjugando um muito desejado cenário de praia com um bucólico e contemplativo cenário de campo.


Castelo
Erguido sobre um morro sobranceiro à ribeira, com ocupação humana que remonta à Idade do Ferro, assegurava o controlo do porto fluvial que estabelecia ligação com o mar e a defesa da população dos ataques inimigos.
Construído durante o período árabe (séc. X), é um vasto espaço muralhado a que duas torres – uma redonda e outra quadrada – reforçam as defesas. Muito danificado pelo terramoto de 1755. No interior, uma cisterna de forma cúbica coberta por abóbada. As suas muralhas proporcionam amplos panoramas.

Pelourinho
Reconstruído a partir de elementos do séc. XVI.

Igreja da Misericórdia
Reconstruída no séc. XVI, sofreu trabalhos de reconstrução após o terramoto de 1755. Recentemente, foi objecto de importantes obras de conservação interior e exterior. Portal em estilo renascença. Interior singelo. Interessantes bandeiras e mesa da irmandade.

Igreja Matriz
Construção do final do séc. XVIII, origem do núcleo urbano de Igreja Nova. Interior de três naves, com imponente altar-mor. Valiosa imagem de Nossa Senhora da Alva (séc. XVIII) ladeada por duas imagens do séc. XVII, provavelmente provenientes da antiga igreja matriz destruída em 1755. Capelas laterais com retábulos dos sécs. XVII/XVIII, oriundas do antigo convento de Nossa Senhora do Desterro, em Monchique. Pia baptismal manuelina (séc. XVI). Na sacristia, crucifixos dos sécs. XVIII/XIX. Do tesouro sacro faz parte um cofre eucarístico com incrustações de madrepérola e um cálice gótico, a que se adapta um ostensório do séc. XVII.


Casa Museu José Cercas
Quadros e desenhos do pintor José Cercas, natural de Aljezur, e de outros artistas nacionais, mobiliário, arte sacra, faianças. o pequeno jardim é um excelente miradouro do castelo, da várzea e da vila.

Museu Municipal de Aljezur
Instalado no edifício dos antigos Paços do Concelho. Achados arqueológicos traçam a história da presença humana no concelho de Aljezur do período mirense (7.000 a.C.) à Idade do Bronze e à ocupação muçulmana.
Anexa, a Galeria Municipal de Aljezur, com exposições temporárias de arte.

Centro Histórico
Nos arruamentos que acompanham o declive da elevação onde se ergue o castelo, casas características da arquitectura rural algarvia, em que platibandas e vãos de janela coloridos realçam as fachadas brancas. Na base do cego do castelo, a Fonte das Mentiras, associada à lenda de uma bela moura e à conquista da fortaleza.