sábado, 24 de setembro de 2011

Praias do nosso Algarve - Praia de Sta. Eulália

Em St.ª Eulália o azul marinho e os tons luminosos do areal encontram-se harmoniosamente envolvidos pela atmosfera verde e fresca do pinhal circundante. As arribas são baixas, com tons muito laranja e intensamente ravinadas e sulcadas pela água das chuvas, interrompidas por barrancos profundos. 



Os pinheiros-mansos, que formam um bosque denso, surgem suspensos em equilíbrio precário à beira dos pequenos abismos gerados pelo deslizamento do solo. Já no areal, a arriba encontra-se muito polida e desgastada pela acção das vagas e de uma linha de água que desagua no areal na época húmida, em torno da qual se forma um denso caniçal. 


O areal é amplo, com muitos recantos simpáticos, oferecidos pelas formações rochosas. Uma linha de palmeiras altas ladeia um pequeno passeio pedonal no troço central de praia. Para leste avista-se a linha contínua de arribas vermelhas e brancas da Praia da Falésia.


Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto às arribas.

Acesso: Viário alcatroado através da estrada que liga as Areias de S. João aos Olhos d´Água, seguindo as indicações para a praia. Estacionamento amplo e ordenado. Equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudeste.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Gastronomia Algarvia - Arroz de Lingueirão

Ingredientes:

Para 4 pessoas
1,2 kg de lingueirão ;
400 grs de arroz ;
1 dl de azeite ;
100 grs de cebolas ;
2 dentes de alho ;
1 folha de louro ;
3 cravos de cabecinha ;
200 grs de tomates frescos ;
1 pimento verde pequeno ;
200 grs de azeitonas pretas ;
1 dl de vinho branco seco ;
sal q.b. ;
pimenta q.b.



Confecção:
Lave bem os lingueirões em água fria. Pique os alhos e a cebola muito fino. Retire os pés aos tomates e escalde estes em água quente. Depois, tire-lhes a pele e as sementes e corte em dados pequenos. Em seguida, retire, também, as sementes ao pimento, lave-o e corte igualmente em dados pequenos. 
Leve um tacho ao lume. Ponha dentro os lingueirões e cubra com água, até abrirem. 
Depois de abertos, retire os miolos do lingueirão e lave os mesmos para libertar de impurezas. Passe o caldo onde cozeu os lingueirões por um passador fino, para dentro duma tijela. 
Lave o tacho e leve novamente ao lume. Coloque dentro o azeite e deixe aquecer. Em seguida, deite os dentes de alho, a cebola, a folha de louro e os cravos de cabecinha. 
Deixe alourar mexendo com uma colher de pau. Adicione o pimento e os tomates. Junte o vinho e deixe refogar. Adicione, também, o caldo onde cozeu os lingueirões e os miolos. 
Deixe ferver. Junte o arroz, tempere com sal e pimenta e coza cerca de 15 minutos no forno.
Depois de cozido emprate em recipiente próprio. Decore com azeitonas.

Conselho: 
O arroz deverá ser metade do volume do caldo. Quando se pretende um arroz enxuto use três partes do caldo por duas de arroz.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Portagens/Via do Infante: Só falta Governo aprovar a lei

"A Estradas de Portugal (EP) já tem "tudo pronto" para poder cobrar portagens na Via do Infante no Algarve e nas SCUT das Beiras e Interior Norte, assegurou hoje a administradora da Estradas de Portugal na Assembleia da República. Falta apenas “conclusão do processo legislativo”.


"Nós, EP, temos tudo preparado para começar com a cobrança de portagens", garantiu a administradora Ana Tomáz, acrescentando que a empresa está a aguardar a conclusão do processo legislativo necessário para o início do pagamento.

A representante da empresa deu esta garantia durante a audição nas comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Administração Pública e Economia e Obras Públicas da Assembleia da República (AR) sobre uma auditoria à EP, na qual se conclui ter a empresa risco de insustentabilidade financeira a partir de 2014.

O início da cobrança de portagens referenciado abrange a Via do Infante no Algarve (A22), e as SCUT do Beiras Litoral e Alta (A25), Beira Interior (A23) e Interior Norte (A24).

O início da cobrança das portagens nestas concessões chegou a estar previsto para 15 de abril, porém o anterior Governo socialista suspendeu a medida por considerar, baseado num parecer jurídico, ser inconstitucional um executivo de gestão aprovar um decreto-lei para introduzir novas portagens, respetivo regime de isenções e descontos.

Estrangeiros já pagam portagens

A administradora da EP confirmou também que os veículos com matrícula estrangeira já estão a pagar portagens, quando questionada pelo deputado do CDS-PP, Hélder Amaral."Já há cobrança de veículos com matrícula estrangeira. Já temos brigadas de fiscalização na rua, que esclarecem sobre estas matérias", disse Ana Tomáz na AR.

Recorde-se que os pórticos instalados para a cobrança de portagens nas SCUT não faziam a leitura das matrículas de veículos com matrícula estrangeira, inviabilizando assim a cobrança da taxa.No Algarve, os títulos para veículos estrangeiros estão já a ser comercializados na área de serviço de Olhão ao Km 97 de A22." - Observatório do Algarve

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Espanhóis aumentam pressão contra portagens no Algarve

"Críticas sobem de tom vindas de Espanha, que está contra a introdução de portagens na A22. Via custa €36 milhões por ano ao Estado, e concessão pode estar em risco.



O grupo parlamentar Esquerda Unida (IU), da região da Andaluzia está contra a introdução de portagens na Via do Infante, no Algarve, e quer avançar com uma queixa na União Europeia para bloquear a cobrança e também o Presidente da Junta de Andaluzia, José António Griñan, está a fazer pressão junto das instituições portuguesas para tentar travar a medida.
Griñan alerta que a introdução de portagens na Via do Infante (A22) pode ter "repercussões negativas" nas relações transfronteiriças, numa carta enviada ao homólogo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, João Faria.
Citado pelo jornal "El País", o responsável mostra-se "preocupado" com o impacto que a medida pode ter e considerou que afetará a entrada no Algarve a partir da Andaluzia e "as tradicionais relações económicas e sociais que unem" as duas "regiões irmãs". João Faria, contactado pelo Expresso, garantiu que transmitiu à tutela as preocupações de Griñan, mas adianta que "não há opção, porque se trata de uma necessidade, sabendo de antemão que terá efeitos recessivos".

Espanhóis querem levar queixa ao Tribunal Europeu


Também os espanhóis do Grupo Parlamentar Esquerda Unida/Verdes da Andaluzia pretendem que o Conselho de Governo faça pressão sobre o Governo Espanhol e que este faça o mesmo com o Governo português para evitar a imposição de portagens na Via do Infante, no Algarve.
O grupo parlamentar alerta para os graves impactos económicos nas economias do Algarve, Alentejo e Huelva e promete avançar com uma queixa no Tribunal de Justiça da União Europeia, para que os portugueses repensem a medida. "Sabemos que é uma decisão que afeta Portugal e depende da sua soberania, mas vai afetar também a Espanha. Não é aceitável que se façam estruturas destas com dinheiros públicos e europeus e depois se penalize os utilizadores com portagens até porque isso também vai afetar o comércio entre as duas regiões, Algarve e Andaluzia", adianta ao Expresso Pedro Jiménez, coordenador da IU.
Jiménez duvida que o Governo central espanhol acolha as pretensões dos algarvios e andaluzes, "até porque tem seguido políticas muito semelhantes às do Governo português, de cortes orçamentais e aumento de receitas do Estado", mas reforça que a posição da IU é importante num quadro de solidariedade para com os portugueses.
"Não tem muito sentido que países que já não estão separados por uma fronteira não sejam capazes de estudar medidas para evitar que o uso da sua soberania não prejudique gravemente os vizinhos a quem devem também o seu desenvolvimento. Mais ainda quando estas infraestruturas foram financiadas em grande parte com fundos da União Europeia", critica, numa altura em que várias forças políticas espanholas estão a juntar esforços para combater a medida. Já em Abril, membros do Partido Popular (PP) de Ayamonte, presentes numa marcha lenta, tinham criticado as intenções do Governo português.

Nova manifestação a 8 de outubro


Invocando os custos muito elevados ao nível económico e do impacto turístico, também as associações de empresários, hoteleiros e sindicatos portugueses se têm manifestado publicamente contra a medida e no Algarve, chegou mesmo a criar-se uma Plataforma Alargada contra a introdução de portagens, que incluia a associação dos autarcas, a AMAL. Recentemente, no entanto, começou a haver divisões com a posição de alguns presidentes de Câmara - tais como Macário Correia e Desidério Silva, de Faro e Albufeira (PSD) - que consideram já "inevitável" a cobrança.
Por outro lado, os portugueses e os espanhóis reivindicam desde há muito um estudo sobre o impacto económico da medida no Algarve, que se estima ser bem superior ao custo anual da concessão, que segundo o Expresso apurou rondou os 36 milhões de euros pagos à Euroscut em 2010. No Norte, a cobrança de portagens nas três antigas SCUT rendeu à Estradas de Portugal, nos primeiros seis meses, cerca de 56 milhões de euros, metade do previsto.
No Algarve está marcada nova manifestação para 8 de outubro, assinalada com uma marcha lenta ao longo da Estrada Nacional 125. "Vai ser um protesto grande, estamos a preparar as coisas ao pormenor", garante ao Expresso João Fava, do Movimento Algarve contra as Portagens.
A contestação, que já incluiu uma providência cautelar no Tribunal Administrativo de Loulé e tem preparada uma queixa para o Tribunal Europeu, promete subir de tom, apesar de não existir ainda uma data marcada para a introdução das portagens na A22. Contactado pelo Expresso, o Ministério da Economia (ME) escusou-se a tecer comentários ou a avançar com datas para o arranque da cobrança, numa altura em que se sabe que o pagamento às várias subconcessionárias por parte da empresa Estradas de Portugal pode estar ameaçado por falta de verbas.
Segundo um relatório hoje tornado público, o dinheiro da cobrança de portagens será "insuficiente" para financiar a empresa, que poderá tornar-se insustentável já em 2014." - Expresso

Produção de caviar no Algarve pode arrancar já este ano


"A produção de caviar, no Algarve, pode avançar até ao final do ano. Os promotores do projecto anunciaram uma unidade de cultivo de esturjão em aquacultura, nas margens do Rio Arade, em Lagoa.


Pedro Paulo, biólogo do projecto, salientou que a equipa, em cooperação com a Universidade do Algarve (UAlg), está a criar uma unidade piloto que servirá de apoio à estrutura produtiva. "Temos instalações para remodelar e investidores para essa localização", avançou à agência Lusa.

O esturjão atlântico, espécie extinta em Portugal desde a década de 80, já habitou nos estuários do Guadiana e do Arade, onde deverá ser instalada a nova unidade. Os responsáveis pelo projecto estimam que, em 2015, já seja possível a venda de caviar produzido no Algarve em alguns restaurantes e lojas "gourmet".

O preço do caviar de esturjão pode variar entre os mil e os cinco mil euros por quilo, estimando-se, para 2016, uma produção entre os 600 e os 700 quilos por ano. Pedro Paulo explicou à Lusa que, por se tratar de uma espécie comercialmente valiosa, o esturjão está em risco de desaparecer pelo que, actualmente, a sua criação é feita praticamente em regime de aquacultura.

Valery Afilov, mentor da ideia, trabalhou a criação de esturjão em aquacultra, na Ucrânia, durante 12 anos e desde que chegou a Portugal procura importar a ideia.

O projecto ganhou uma distinção no concurso "Ideias em Caixa", numa pareceria entre o Centro Regional para a Inovação do Algarve (CRIA) e a Caixa Geral de Depósitos." - JN

domingo, 18 de setembro de 2011

Algarve: Resumo da evolução da hotelaria em Agosto

"Relativamente a 2010, o mês de Agosto de 2011, ainda com dados provisórios, apresentou as seguintes variações nas unidades de alojamento no Algarve: a taxa de ocupação global média/quarto foi de 90,0 por cento, ou seja, 2,2 por cento abaixo do verificado em Agosto de 2010.


Por nacionalidades, as maiores subidas registaram-se nos mercados britânico (+14,2 por cento) e no holandês (+22,3 por cento). Assinalam-se as descidas acentuadas dos mercados português (-5,6 por cento) e espanhol (-14,1 por cento). Por zonas geográficas a maiores quebras verificaram-se em Vilamoura / Quarteira / Quinta do Lago (-14,3 por cento) e Monte Gordo / VRSA (-2,9 por cento). A principal subida ocorreu na zona de Portimão / Praia da Rocha (+2,6 por cento). Albufeira, a principal região turística do Algarve, registou uma descida de 1,8 por cento.

A zona de Monte Gordo / VRSA registou a taxa de ocupação mais elevada (94,3 por cento), enquanto Vilamoura / Quarteira / Quinta do Lago registou a mais baixa, com 77,9 por cento.

Por categorias, as maiores descidas registaram-se nos hotéis e aparthotéis de 2 estrelas (3,9 por cento) e nos de 4 estrelas (-2,2 por cento). Nenhuma categoria registou subidas nas taxas de ocupação. Os aldeamentos e apartamentos turísticos e os hotéis de 3 estrelas registaram as ocupações mais elevadas (95,4 por cento). O volume de negócios total teve uma descida de 3,6 por cento, enquanto as receitas do alojamento baixaram 6,0 por cento." - Barlavento

sábado, 17 de setembro de 2011

Praias do nosso Algarve - Praia Grande

Na Praia Grande o areal e as dunas estendem-se por mais de 2 Km de paisagem aberta e desprovida de marcas humanas. Duas zonas húmidas delimitam o areal: o sapal de Alcantarilha a poente e a Lagoa dos Salgados a nascente, sendo esta última um local de renome internacional para a observação de aves aquáticas, albergando populações importantes de espécies como o gracioso perna-longa ou a emblemática galinha-sultana. 


O cordão dunar é robusto, atingindo os 300m de largura, onde dominam espécies aromáticas como a perpétua-das-areias com o seu típico aroma a caril. No troço central da praia, atravessando um passadiço de madeira que oferece uma deliciosa vista panorâmica sobre o local, é possível observar arenitos (antigas dunas com cerca de 3000 anos, agora fossilizadas) e o vistoso cravo-das-areias. 



Já no areal, perto da foz da Ribeira de Alcantarilha, encontram-se formações rochosas que correspondem a antigas praias, agora transformadas em pedra. Para lá da imensa duna observam-se campos agrícolas, sobretudo cearas e pomares de sequeiro, actualmente semi-abandonados, onde não faltam antigos moinhos e engenhos hidráulicos.



Notas: É possível fazer um percurso de natureza ao longo da praia e dos campos agrícolas, que dá a conhecer os diversos habitats do local.

Acesso: Viário alcatroado a partir da povoação de Pêra (junto à EN 125). Após 1.5 Km, o caminho segue em terra batida durante cerca de 2 Km quer para o troço poente, quer para o troço central da praia. O troço nascente possui apenas acesso pedonal pelo areal ou pela vizinha Praia dos Salgados. Estacionamento amplo e não ordenado nos troços central e poente. Equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Orientação: sudoeste.