terça-feira, 13 de setembro de 2011

Algarve: Pagamento de portagens na Via do Infante já disponível para turistas

"A partir de hoje (dia 13 de Setembro), estão disponíveis na área de serviço em Olhão (km 97) os meios de pagamento de portagens para veículos de matrícula estrangeira que circulem na Via do Infante/A22.

Algarve: Pagamento de portagens na Via do Infante disponível a partir de hoje para turistas

Segundo a Estradas de Portugal, “os veículos de matrícula estrangeira podem optar pela aquisição de títulos pré-pagos com validade limitada temporalmente mas sem a obrigatoriedade de possuir um dispositivo eletrónico”.

A outra alternativa para os turistas é “comprar ou alugar um dispositivo eletrónico no qual é possível fazer pré-carregamento ou optar pelo débito direto na conta bancária”.

Recorde-se que para os veículos de matrícula estrangeira não está disponível a modalidade pós-pagamento, adianta a empresa pública em comunicado.

Quanto a isenções e descontos e segundo o site da Estradas de Portugal, as populações e empresas locais abrangidas terão direito a isenção nas primeiras 10 viagens mensais e a um desconto de 15% nas viagens mensais seguintes, na respectiva concessão.

Refira-se neste capítulo que a passagem sob dois ou mais pórticos sucessivos conta como uma viagem, desde que o veículo faça o percurso no intervalo de tempo expectável face à distância a percorrer e às velocidades aplicáveis na via. Uma ida e uma volta correspondem sempre a duas viagens." - Observatório do Algarve

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Terras do nosso Algarve - Portimão

Portimão é uma cidade portuguesa no Distrito de Faro, região Algarve, com cerca de 36.243 habitantes (2001). O centro da cidade está situado a cerca de 2 km do mar e é um centro importante de pesca e turismo.

É sede de um município com 182 km² de área e 49.330 habitantes (2007), subdividido em 3 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Monchique, a leste por Silves e Lagoa, a oeste por Lagos e a sul tem litoral no oceano Atlântico. 

No município de Portimão assenta boa parte dos serviços hoteleiros do Algarve. Povoações como Alvor ou a conhecida Praia da Rocha oferecem ao visitante uma excepcional paisagem marítima e maravilhosas praias para descansar e praticar desportos náuticos. Ao final da tarde, um pequeno descanso para desfrutar até ao dia seguinte após uma animada saída nocturna. 


História do Concelho de Portimão 

A presença humana desde o neolítico está comprovada pelas importantes necrópoles de Alcalar e de Monte Canelas e por outros vestígios arqueológicos espalhados pelo concelho. A recente descoberta, na Vila Velha de Alvor, de um provável povoado do séc. III/II a.C., assim como o espólio arqueológico e marítimo recuperado do fundo do rio Arade e zonas costeiras do município lançam nova luz sobre a importância do litoral no período de desenvolvimento do comércio atlântico, a partir do Mediterrâneo e norte de África, após a presença de feitorias fenícias, gregas e cartaginesas.

Se é controversa a identificação de Portimão com Portus Hannibalis, Portus Magnus ou Porcimunt, é certa, porém, a existência romana na cidade e no espaço do concelho. Ânforas, moedas, tanques de salga de peixe, artefactos de bronze, cisternas, materiais de construção diversos, restos de antigos edifícios no Vale da Arrancada, Montemar, Baralha e, sobretudo, a importante "Villa" da Abicada, são disso testemunha.

A presença árabe é denunciada por achados fortuitos (cerâmica e moedas) e pela sua influência nas chaminés, noras, construções em taipa, pequenas capelas, na agricultura e em alguns tipos de vegetação do concelho.

A moderna Portimão nasce no reinado de D. Afonso V (1463), com a concessão de privilégios a uma povoação que acabaria por receber o nome de Vila Nova de Portimão e ser cercada por muralhas. Inserida no período de expansão dos Descobrimentos, Portimão cresce com o comércio internacional, dinamizado pela navegação na costa africana.

0 terramoto de 1755 traz grandes destruições, seguidas de uma redução da actividade económica que só viria a recuperar novo vigor nos finais do séc. XIX, com o desenvolvimento do comércio e exportação de frutos secos, da actividade moageira, da pesca e da indústria de conserva de peixe, que se prolongaria pelo séc. XX. Portimão é promovida a cidade em 1924 pelo então Presidente da República, o escritor portimonense Manuel Teixeira Gomes.

Nas últimas três décadas, o turismo tem sido o motor de desenvolvimento de Portimão, que hoje se orgulha de ser a segunda cidade mais populosa do Algarve.



Visitar Portimão 

O perfil branco de uma igreja no alto de uma colina. As ruas estreitas do antigo bairro de pescadores e comerciantes. Aspectos de Portimão que definem o seu carácter de cidade secular. A que se junta a presença do mar e do areal extenso da Praia da Rocha.

Igreja de Nossa Senhora da Conceição

Localizada no alto de uma colina, marcou durante séculos o perfil da cidade. Edifício do séc. XV, sofreu reconstrução no séc. XVIII, seguida por remodelação no séc. XIX. Da edificação primitiva resta um belo portal gótico, com capitéis decorados, uma gárgula e botaréus. Interior de três naves. No altar-mor, valioso retábulo de talha dourada, com decoração barroca. Entre as imagens, destaca-se um São Pedro Apóstolo (séc. XVI) e quatro crucifixos de marfim e pau-santo. Pias de água benta manuelinas (séc. XVI). Silhar de azulejos de diversas proveniências (séc. XVII).




Colégio dos Jesuítas

Edifício de linhas austeras e majestosas, mandado construir por voto de Diogo Gonçalves, fidalgo enriquecido no Oriente, que tem túmulo de mármore polícromo no interior da igreja. Construído de 1660 a 1707, sofreu amplas reparações após 1755.
A fachada apresenta três corpos, sendo o correspondente à igreja mais elevado e com frontão de linhas curvas. No corpo lateral direito, uma porta manuelina (séc. XVI). A igreja, a mais ampla do Algarve, é de uma só nave e característica das igrejas salão. Altar-mor e altares colaterais com talhas douradas (início do séc. XVIII) de grande interesse pela profusão decorativa, com uma imagem da Virgem e do Menino, renascença (séc. XVI) e outras dos sécs. XVII/ /XVIII. Nos altares laterais, uma imagem de Nossa Senhora da Piedade e o crucifixo do Senhor Jesus dos Milagres (séc. XVII). No topo da nave, em nicho envidraçado, a imagem do Senhor dos Aflitos, de grandes dimensões.




Capela de São José

Edificação de fachada simples, com frontão de linhas curvas e pináculos, situa-se na zona antiga da cidade frente aos estaleiros navais e ao "Largo da Barca", lugar de atravessamento do rio com uma embarcação antes da construção da ponte.


Centro Histórico

De Portimão medieval restam apenas alguns panos de muralhas ocultados pelo casario. É a arquitectura dos finais do séc. XIX e início do séc. XX que marca o perfil do centro histórico, nas casas de dois pisos, de varandas de ferro forjado, cantarias enobrecidas nas janelas e portas, remates com balaustradas de pedra e cerâmica, paredes revestidas a azulejos. A Câmara Municipal ocupa o antigo Palácio dos Viscondes de Bívar (séc. XVIII), edifício de linhas nobres e clássicas.
Para viver e conhecer a alma de Portimão é necessário esquecer o tempo à sombra das árvores do jardim Manuel Bívar, vendo passar os barcos de pesca e de recreio, percorrer as ruas e praças que falam de uma cidade industriosa e activa, que soube acompanhar o progresso.


Praia da Rocha

Areias finas e douradas a perder de vista. Tranquilo mar azul-turquesa. Falésias ocres e rochedos de formas fantasiosas. É este o quadro natural da Praia da Rocha que, hoje como sempre, entusiasma pela sua beleza.
Descoberta para o turismo nos finais do séc. XIX foi, durante décadas, estância de Verão de famílias abastadas de Portimão, do Algarve e da Andaluzia e, no Inverno, de Inglaterra.
Desse período histórico data o Hotel da Bela Vista, com a sua arquitectura e decoração ao gosto "belle époque".
Os anos 50 e 60 foram os da progressiva internacionalização, que levaram à sua transformação num centro turístico cosmopolita, num nome conhecido em toda a Europa que gosta de sol, mar e praia.




Fortaleza de Santa Catarina de Ribamar

Integrava, juntamente com o fronteiro forte de São João de Arade, em Ferragudo, as defesas de Portimão e do seu porto contra os ataques de corsários e piratas.
Construção dos sécs. XVII/XVIII com excelente posição estratégica. Miradouro privilegiado do mar, do rio, das praias e falésias, pretexto para desfrutar ao fim da tarde o pôr-do-sol. No interior, uma antiga ermida dedicada a Santa Catarina de Alexandria.

Dormidas no Algarve aumentaram 10% em Julho

O Algarve foi a região do país a receber mais turistas. Brasileiros, ingleses e espanhóis foram os que mais visitaram Portugal.


O número de turistas no Algarve aumentou 9,5% em Julho em comparação com o período homólogo.
O número de turistas no Algarve aumentou 9,5% em Julho
em comparação com o período homólogo

Os estabelecimentos hoteleiros portugueses receberam em Julho 5,1 milhões de dormidas, mais 10% em comparação com o mesmo período de 2010, enquanto os proveitos totais subiram 11,1%, informou hoje o INE.

O Algarve foi assim a principal região portuguesa a receber turistas em Julho, com 44,6 % do total das dormidas - mais 9,5% que em Julho de 2010 - beneficiando, segundo o índice de actividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), do "expressivo aumento da procura por parte de alguns dos principais mercados emissores da região".

A actividade turística em Portugal continuou em alta no mês de Julho, com aumentos no número de dormidas, maior ocupação, melhor rendimento por quarto disponível e mais proveitos totais e de aposento.

De acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as dormidas na hotelaria cresceram 10% em Julho, atingindo os 5,1 milhões. Este resultado contribuiu para alcançar um acumulado de 22,1 milhões de dormidas entre Janeiro e Julho (mais 9% que em 2010).

Dois terços do total das dormidas tiveram origem nos mercados externos, que cresceram 14,7% em Julho. A generalidade dos mercados estrangeiros cresceu a dois dígitos, com destaque para o Brasil (mais 32,5%), Reino Unido (20,8%), Espanha (18,1%), França (12,2%), Holanda (11,5%) e Itália (10,5%).

Os turistas nacionais prosseguiram a trajectória de crescimento (mais cerca de 2% em Julho, para 1,7 milhões de dormidas), perspectivando-se uma evolução positiva nos restantes meses de Verão devido à concentração de férias nesta altura do ano.

O aumento da procura reflectiu-se na melhoria da actividade em todas as regiões, em particular a Madeira (mais 19,5% de dormidas em Julho), o Alentejo (12,3%) e o Algarve (9,5%). A taxa de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros aumentou para 56%, crescendo mais na Madeira, Lisboa e Algarve.

Segundo os dados do INE, os bons resultados da ocupação e dormidas foram particularmente sentidos nas unidades hoteleiras mais qualificadas, como hotéis, hotéis-apartamentos e pousadas. As dormidas cresceram mais nos cinco estrelas, com destaque para os hotéis (mais 32,4%) e hotéis-apartamentos (mais 79,4%).

Quanto aos proveitos, aumentaram 7,5% nos primeiros sete meses - para mil milhões de euros -, destacando-se o contributo da Madeira, Alentejo e Algarve.

domingo, 11 de setembro de 2011

Monumentos e Património do nosso Algarve - Convento de São Francisco (Portimão)

O convento de São Francisco de Portimão foi fundado em 1530, ano em que Simão Correia, capitão de Azamor e figura importante do Algarve quinhentista, doou umas casas junto ao rio aos Padres Observantes da Província de Portugal.

Desconhecem-se os primeiros tempos de vida desta instituição, uma vez que o estabelecimento dos frades apenas aconteceu em 1541, dadas as divergências no seio dos franciscanos peninsulares. No entanto, uma descrição de 1734, constante das Memórias Paroquiais desse ano, permite concluir que as obras de construção do convento iniciaram-se pouco depois da sua fundação. Aí se refere que quando os primeiros frades chegaram, acharam a igreja feita; por outro lado, sobre a entrada principal existia um brasão com as armas de Simão Correia, um facto que prova o empenhamento pessoal do instituidor na edificação do conjunto conventual (MAIA e VENTURA, 1993, p.28).

A igreja é a parte mais antiga de todo o complexo. A sua estrutura é bastante sóbria e simples, articulando uma nave única com uma profunda capela-mor rectangular (reformada em época maneirista) e um narthex quadrangular. O portal de acesso à igreja assume-se como o principal elemento decorativo do convento, sendo mesmo o único exemplo de "porta geminada algarvia (...) de dois arcos contracurvados (...) e um mainel" (RAMOS, 1986), hoje desaparecido. Na sua essência, contrasta flagrantemente com o portal do narthex, bastante mais simples, de volta perfeita e moldurado em cantaria, mais tardio e provavelmente inserido numa campanha de obras dos anos 70 desse século XVI. Ainda do período manuelino tardio procede um brasão circular (ladeado por um cordão vegetalista entrelaçado), onde se representaram as armas de Simão Correia, que actualmente se conserva no Museu Municipal de Portimão.

O espaço melhor conseguido do conjunto é o claustro, obra maneirista de dois andares, sendo o superior metade da altura do inferior, com as alas abrindo para a quadra central através de arcos de volta perfeita, assentes em poderosos pilares quadrangulares de impostas salientes. Em torno do claustro organizava-se toda a vida da comunidade religiosa e para este espaço confluem todas as dependências do convento. Estas apresentam algumas características dos vários estilos por que se caracteriza a arquitectura do século XVI, reflectindo, ao mesmo tempo, as diferentes etapas de construção do edifício. Assim, a Sala capitular ostenta um portal de arco contracurvado com decoração manuelina, característica da primeira fase de obras no convento. Já as alas do claustro, abobadadas com cruzaria de ogivas, ou o refeitório, localizado no lado oposto da igreja, denota uma construção tardia, já na viragem para o século XVII.


A história do Convento de Nossa Senhora da Esperança de Portimão, nos últimos séculos, é a história de decadência de uma das mais importantes casas espirituais do Algarve da época moderna, e da sua ruína. Em 1755 deu-se o primeiro grande momento de destruição, com a derrocada da abóbada da igreja, e de numerosas dependências, o que levou mesmo à transferência temporária da comunidade para a Igreja do Corpo Santo.

Após a extinção das Ordens religiosas, o convento teve várias funções, todas contribuindo para a sua lenta destruição. A 24 de Abril de 1884, servindo a igreja de depósito de cortiça, deflagrou um incêndio que consumiu grande parte do conjunto e a totalidade do seu recheio. Em 1911, estando abandonado, passou para a posse de João António Júdice Fialho, um dos principais nomes ligados à indústria conserveira algarvia, que o transformou em armazém e depósito de apoio a essa mesma actividade.

Ao longo do século XX, a Câmara Municipal de Portimão tentou adquirir o imóvel, mas, até ao momento, tal intenção não foi concretizada, impasse que tem acentuado o estado de quase ruína em que o imóvel se encontra.


Portimonenses vão à borla ao GP Open

"O Autódromo Internacional do Algarve vai oferecer a todos os munícipes de Portimão bilhetes de fim-de-semana para o Internacional GT Open que tem lugar entre 16 a 18 de Setembro. Para receber o bilhete para a Bancada Algarve, o munícipe deve deslocar-se à loja do AIA e apresentar o Cartão de Eleitor que comprova a residência no concelho.


Esta iniciativa visa proporcionar a todos os Portimonenses a oportunidade de desfrutar de um fim-de-semana de corridas espectaculares e viver emoções únicas.

O Internacional GT Open tem visitado o Circuito de Portimão nos últimos anos e é um dos Campeonatos de referência a nível europeu no que aos carros de Grande Turismo diz respeito. Esta época Miguel Ramos é o único representante português e faz equipa com o italiano Raffaele Giammaria no Ferrari 458 GT da Racing Team Edil-Cris.

Recorde-se, o Autódromo Internacional do Algarve recebe de 16 a 18 de Setembro a 6ª jornada do Internacional GT Open em simultâneo com mais uma jornada do Campeonato de Portugal de Circuitos, a Super Copa SEAT Leon e o Open Europeu de F3" - Algarve Desporto

sábado, 10 de setembro de 2011

Praias do nosso Algarve - Praia do Vau

As arribas ocres e rubras que marcam as extremas da praia, rebaixam até se interromperem no troço central do areal. Para trás sucedem-se diversos equipamentos turísticos com áreas ajardinadas. Grande parte da vegetação (piteira, chorão e cactos) na envolvente da praia é exótica, tendo sido introduzida numa tentativa vã de estabilizar estas arribas, extremamente vulneráveis ao contacto da água da chuvas e do mar.
Já nos limites do areal, na direcção do Barranco das Canas ou da Praia dos Careanos, a arriba faz-se revestir pela vegetação típica, sobretudo barrilha e salgadeira, espécies resistentes aos ventos marítimos carregados de sal. As paredes rochosas, muito moldadas pela erosão, formam inúmeras reentrâncias e recantos, que fazem as delícias dos banhistas.


Para poente, sobre o topo das arribas, inicia-se um percurso de natureza que percorre o deslumbrante troço de costa rochosa entre o Vau e a Praínha. Esta é uma praia bastante frequentada e procurada pela argila, à qual se atribuem propriedades medicinais, que se desprende das suas arribas.


Nota: Uma vez que existe a possibilidade de ocorrer desprendimento de pedras, recomenda-se atenção à faixa junto das arribas, bem como precaução ao caminhar sobre o topo das arribas, mantendo uma distância de segurança do rebordo das mesmas.

Acesso: Viário alcatroado a partir da Av. V3 (Portimão), seguindo na direcção Rocha / Vau. A Praia está sinalizada. Estacionamento ordenado. Diversos equipamentos de apoio (restaurantes e WC) e vigilância na época balnear. Praia Acessível. Orientação: sul/sudoeste.

Já se sabe que freguesias vão acabar no Algarve


"As freguesias urbanas de Faro, Loulé, Tavira e Lagos vão fundir-se. A reforma administrativa e eleitoral proposta pelo actual Governo também vai acabar com os executivos municipais de vários partidos e os presidentes das juntas de freguesia podem deixar de ser deputados à Assembleia Municipal por inerência do cargo. A revelação é feita hoje pelo semanário O ALGARVE.


Algumas freguesias vão acabar no Algarve


As juntas de freguesia urbanas localizadas nas sedes de concelho cujo número de eleitores seja inferior a 15 mil vão ser fundidas, apurou o ALGARVE junto de fonte próxima do processo.

Os critérios defendidos pelo Governo nesta matéria são simples: quando há duas juntas de freguesia na sede de concelho e ambas têm mais de 15 mil eleitores, mantêm-se as duas; se uma delas ou as duas tiverem um número de eleitores inferior, fundem-se. No Algarve, de acordo com os dados preliminares do Censos 2011, há quatro concelhos nesta situação: Faro, Loulé, Tavira e Lagos.

Em Faro, as freguesias da Sé e S. Pedro vão fundir-se, verificando-se o mesmo com S. Clemente e S. Sebastião (Loulé), Santiago e Santa Maria (Tavira) e S. Sebastião e Santa Maria (Lagos).

A reforma administrativa definida pelo Governo estabelece também a extinção de todas as juntas de freguesia com um número de eleitores inferior a 1 000, mas este valor tem como factor de ponderação a distância existente entre essa freguesia rural e a sede de concelho: quanto maior for a distância, menor é o número de eleitores exigidos para se manter a existência daquela estrutura político-administrativa. Neste particular, não deverá haver extinções de juntas de freguesia rurais no Algarve.


Executivos de um só partido 

O Governo também pretende acabar com os executivos formados por mais de um partido, aumentando simultaneamente os poderes fiscalizadores das assembleias municipais.


A medida, além de acabar com a possibilidade de haver um executivo onde o presidente da Câmara não tem a maioria, como é o caso de Silves, permitirá reduzir brutalmente o número de vereadores.

Com executivos de um só partido, no Algarve, o número de vereadores nas câmaras onde há nove baixará para cinco ou até para quatro, onde são sete para quatro ou três e quando são cinco para três ou até dois.

Por definir está ainda a manutenção ou não da participação nas assembleias municipais, por inerência do cargo, dos presidentes das juntas de freguesia.

Esta reforma, isto é, a redução do número de vereadores e dos deputados municipais, caso os presidentes das juntas de freguesia o deixem de ser, segundo fonte de O ALGARVE, permitirá poupanças anuais a nível nacional entre “50 e 75 milhões de euros”.

A reforma do mapa político-administrativo e a alteração da Lei eleitoral autárquica precisam de uma maioria de dois terços na Assembleia da República." - Observatório do Algarve