quinta-feira, 30 de junho de 2011

Gastronomia Algarvia - Caracóis à Algarvia


Ingredientes:

Para 6 pessoas
  • 2 kg de caracóis;
  • sal;
  • paus de oregãos.


Confecção:

Oito dias antes de se cozinharem põem-se os caracóis dentro de um recipiente com furos e tapados com uma rede (ou com uma peneira) e dá-se-lhes farinha de trigo ou sêmeas. Durante este espaço de tempo, os caracóis eliminarão as toxinas que possam ter e a farinha ajudá-los-á a engordar.

Passado o referido tempo lavam-se os caracóis em várias águas com sal, esfregando-os. Os caracóis estão prontos quando na água não houver sinais de visco.Introduzem-se os caracóis numa panela com água fria abundante e levam-se ao lume, inicialmente fraco e aumentando progressivamente o calor para que os caracóis deitem a cabeça de fora. 

À água junta-se sal grosso, e quando os caracóis estiverem praticamente cozidos adicionam-se os paus de oregãos. As folhas dos oregãos não devem fazer parte deste tempero porque transmitem aos caracóis um sabor amargo que não é apreciado no Algarve.Os caracóis cozem durante meia hora ou, no máximo, 40 minutos. 

Comem-se bem quentes, tirando-os das conchas com um alfinete.
Há quem junte um pouco de pimenta ou de malagueta.
São geralmente comidos nas noites quentes de Verão e ao ar livre.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Lagoa promove festival de jazz em espaço natural


"O festival “Lagoa Jazz 2011” vai apresentar, entre os próximos dias 1 e 3 de julho, mais um cartaz de luxo. O auditório ao ar livre do Sítio das Fontes, em Estômbar, volta assim a transformar-se num verdadeiro “paraíso do jazz”. Esta é já a nona edição do festival, que se vem impondo como um dos mais carsmáticos do género no país.
Durante três dias, o Sítio das Fontes, na vila de Estômbar, vai acolher alguns dos mais talentosos músicos de jazz.
Esta será a nona edição do “Lagoa Jazz”, que se realiza anualmente naquele espaço ao ar livre, localizado nas margens de um esteiro do rio Arade, onde se pode encontrar uma pequena lagoa, zonas agrícolas abandonadas e linhas de água. 
A organização do evento, a cargo da autarquia, adianta que o festival realiza-se num espaço natural único, privilegiado pela diversidade de ambientes paisagísticos que engloba – sapal, paul, matagal e uma pequena lagoa sazonal -, sendo um “local aprazível aonde acorrem milhares de pessoas por ano, para descoberta do património natural e desfrutar dos diversos equipamentos disponíveis, nomeadamente o Centro de Interpretação da Natureza, o anfiteatro, o moinho de maré e a área de merendas”.
Além disso, a organização destaca que a programação deste ano também é de grande qualidade, com a apresentação de projetos de grande qualidade.
Assim, esta edição do “Lagoa Jazz 2011” abre no dia 1, sexta-feira, com um espetáculo Allgarve, dos norte-americanos “Omar Hakim & Rachel Z-The Trio of Oz”.
No dia seguinte, sobe ao palco do auditório do Sítio das Fontes o grupo português “Cinco”, com Paulo de Carvalho (voz), Carlos Barreto (contrabaixista), Victor Zamora (piano), José Salgueiro (bateria) e João Moreira (trompete).
No último dia do festival atua o Quinteto do francês Daniel Mille.
Um festival de sucesso
Ao longo das últimas edições, o Lagoa Jazz tem vindo a afirmar-se como um evento musical de grande sucesso, esgotando completamente a lotação de 500 lugares do auditório nos últimos anos.
A organização adianta que os concertos estão marcados para as 22h00, mas isso impede que o público tenha acesso ao local muito antes, a partir das 19h00, para usufruir daquele espaço natural de grande beleza.
Os bilhetes para o festival custam 12 euros para o primeiro dia, e oito euros para os restantes dois dias, podendo ser adquiridos no Convento de S. José, nas horas normais de expediente, ou no local do espetáculo, depois das 19h00 dos dias 1, 2 e 3 de julho.
Os promotores do festival adiantam ainda que os visitantes terão ao seu dispor um “espaço lounge” com atuação do DJ Luís Gomes e o saxofonista Nanã Sousa Dias (depois dos concertos), bar, exposição de pintura de Carlos Barreto, exposição de esculturas “Passion” e “Elephant Tree” (projeto da autoria de Karl Heinz Stok), provas de vinho da Quinta dos Vales e venda de discos." - Jornal do Algarve

Algarve: Locais a visitar - Fonte da Benémola

Situada no barrocal algarvio, entre Querença e Tôr, a Fonte da Benémola é uma área protegida de conservação da natureza que alberga ecossistemas de grande interesse, tanto do ponto de vista geológico e paisagístico, como em termos da fauna e flora ali existente. Um espaço com 390 hectares de rara beleza, rico em espécies arbóreas e arbustivas pouco frequentes no Algarve e com uma exclusividade de animais, que impõem a necessária protecção à vida selvagem da região.


Ao longo da Ribeira da Menalva, que atravessa o sítio classificado da Fonte da Benémola, a água permite conservar uma flora abundante e diversificada, sendo visíveis freixos, salgueiros, tamargueiras e folhados, por entre os canaviais, os silvados e os loendros. Nas encostas do vale que ladeiam a ribeira, a vegetação é tipicamente mediterrânica e predominam as alfarrobeiras, aroeiras, tomilhos, alecrins, estevas, zimbros, medronheiros, rosmaninhos e carrascos. Numa zona de solo xistoso, no extremo poente da área protegida, surgem as azinheiras e alguns sobreiros.

A existência de água durante todo o ano também atrai uma grande variedade de espécies animais e, nas proximidades do curso de água, podem ver-se guarda-rios, chapins, garças, abelharucos, melros, rouxinóis, toutinegras e galinhas-de-água, a coabitar com as rãs, os pequenos peixes, os tritões, as salamandras e os cágados, que dependem do meio aquático. No entanto, o animal mais importante do sítio classificado, a lontra, raramente se avista, sendo apenas perceptíveis alguns vestígios da sua passagem. Nas cavernas que decoram o local destacam-se as duas colónias de morcegos, que aqui criaram o seu habitat e gozam o estatuto de espécie protegida.
     


Para que este espaço seja preservado foi criado um percurso pedestre especial ao longo da ribeira, com cerca de 1500 metros de extensão, que permite aos visitantes apreciar a riqueza natural deste parque. A nascente do olho, a Fonte da Benémola, os açudes e a levada são os pontos de maior interesse do percurso, que também permite uma visita à oficina de um cesteiro.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Albufeira: World Challenge Futevólei 2011

"De 1 a 3 de julho, a Praia dos Pescadores de Albufeira, serve de cenário a mais uma edição (4ª) do World Challenge Futevólei, o único torneio português integrado no mais importante circuito mundial da modalidade.


Em competição vão estar 12 equipas que juntam 24 dos melhores jogadores internacionais, em representação do Brasil, Espanha, França, Itália e Portugal.Este ano, o evento será abrilhantado com a participação de várias estrelas do futebol mundial, estando já confirmada a presença de Bruno Alves (Zenit St. Petersburgo) e Raul Meireles (Liverpool), jogadores da Seleção Nacional.O World Challenge 2011 disputa-se inicialmente numa fase de grupos de quatro equipas, que se defrontam entre si, passando depois para uma segunda fase de eliminação direta a partir dos oitavos de final. Os primeiros classificados de cada ‘poule’ passam automaticamente aos quartos de final.O início dos jogos está agendado para as 14h30 da tarde de sexta feira, 1 de julho, e às 16h30 haverá lugar para ver os ‘convidados especiais’ mostrarem as suas habilidades nos jogos VIP agendados.

A grande final está marcada para as 17h00 de domingo, dia 3." - Press Algarve Central

Pescadores da praia de Faro vão ter casa no Montenegro

"Os moradores da praia de Faro com primeira habitação podem vir a ter casa no Montenegro uma vez que o Ministério das Finanças aprovou a transferência de verbas para aquisição de 12 lotes naquela freguesia, disse à Lusa fonte municipal. 


A aprovação da transferência das verbas previstas para aquisição de 12 lotes na Freguesia de Montenegro (Faro), para o realojamento dos agregados de primeira habitação foi feita a 17 de junho pelo Ministério das Finanças, especificou a mesma fonte. 

O protocolo entre a Sociedade Polis Ria Formosa, Câmara de Faro e Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH) para realojar famílias com primeira habitação na Praia de Faro também já foi aprovado, adiantou. 

A “requalificação ribeirinha e a aquisição de terrenos – revisão orçamental”, foi um dos pontos da ordem de trabalhos votado favoravelmente esta madrugada na Assembleia Municipal de Faro. 

A bancada do PSD, CDS, PS e BE votou a favor e a CDU e o movimento cívico “Com Faro no Coração” abstiveram-se. 

Com a aprovação, em Assembleia Municipal, da requalificação ribeirinha e a aquisição de terrenos, vai avançar também a execução de um porto de abrigo para os pescadores da praia de Faro. 

O lançamento da obra do Parque Ribeirinho está em curso, prevendo-se a aquisição de três parcelas de terreno, acrescentou a autarquia de Faro. 

O "Polis Litoral Ria Formosa" é um plano estratégico de requalificação e valorização da Ria Formosa, cujo investimento total é superior a 87 milhões e é constituído por uma sociedade em que os municípios de Faro, Olhão, Loulé e Tavira participam com capital social. 

Faro, com 14 por cento do capital social, vai entrar com 3.150 milhões de euros para pagar em cinco vezes, com prazos de seis meses." - Região Sul

Algarvios ilustres - Duarte Pacheco

Ministro das Obras Públicas de Salazar, Duarte Pacheco modernizou o País. Hábil a fintar os esquemas asfixiantes do regime, reestruturou os serviços dos correios e telecomunicações e revolucionou o sistema rodoviário. Executou obras essenciais na cidade de Lisboa, como o Parque de Monsanto e o Aeroporto. Falar de Duarte Pacheco é falar, ainda, de uma nova política de habitação, planos de urbanização, ensino, cultura. É o exemplo de como a modernidade é sempre factor de progresso. Uma obra de “actualidade desconcertante”, diz Maria de Assunção Júdice, bibliotecária da Câmara Municipal de Cascais.

Com grande carácter, vontade forte e ousadia extrema, Duarte Pacheco revoluciona Portugal nas mais diversas áreas: obras públicas, transportes e comunicações, assistência, ensino e cultura. Marca de forma decisiva “não apenas a imagem da Lisboa do seu tempo mas também a do País”, refere o deputado João Soares, no livro “Evocar Duarte Pacheco no Cinquentenário da Sua Morte”. “A sua personalidade e espírito empreendedor foram marcados por uma vontade de modernidade, em contradição com as circunstâncias da época em que viveu”, acrescenta.


Duarte Pacheco nasceu em Loulé em 19 de Abril de 1900. Aos 14 anos já tinha perdido a mãe e o pai, ficando sob a tutela do irmão mais velho, Humberto Pacheco. Ao longo dos estudos demonstra sempre elevado nível de intelectualidade e em 1917 ingressa no recém-criado Instituto Superior Técnico (IST). Seis anos depois termina o curso de Engenharia Electrotécnica com a classificação de 19 valores. Pouco depois, é convidado para professor de Matemáticas Gerais no Instituto e em 1927 é nomeado director do IST. No ano seguinte foi convidado para ministro das Obras Públicas. Abandona o governo em 1936 mas voltará em 1938 a ocupar cargos políticos, aceitando ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se o regresso ao ministério das Obras Públicas nesse mesmo ano.

Duarte Pacheco debateu-se contra forças insondáveis e, como um velho urso, soube fintar muito bem os constrangimentos do regime. Na paz sonolenta de então, conseguiu deixar a sua marca. “É um congregador”, afirma o arquitecto José Manuel Fernandes. “É um ministro que se submete ao governo salazarista, mas que consegue uma liberdade de acção e inovação extraordinárias.” Propõe e faz. “Reorganiza o urbanismo de Lisboa, que estava desorientado, avança com auto-estradas, cidades universitárias, grandes parques da cidade, e consegue seduzir e motivar os arquitectos para fazerem o melhor possível.” Pacheco tinha algo de utópico, mas soube reunir à sua volta um núcleo de prestigiados arquitectos e engenheiros que deram forma aos projectos a que se foi dedicando.

Outro mérito de Duarte Pacheco foi “comprar terrenos para fazer Alvalade, ainda hoje considerado um dos melhores espelhos urbanísticos de Lisboa”, lembra o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Concretiza uma “obra pública” através do investimento em grandes espaços de território. “Hoje não se faz isso. Procura-se fazer um ‘puzzle’ de investimentos, cada um financeiramente rentável, sem ligação entre eles. E, depois, temos o caos total nas nossas cidades periféricas, o afogar da zona histórica e o abandono da agricultura.”


Portugal deve-lhe a modernização dos serviços dos correios e telecomunicações e a revolução do sistema rodoviário. Duarte Pacheco “soube aproveitar o poder de que foi investido para servir o seu país”, escreve Maria de Assunção Júdice, no livro “Evocar Duarte Pacheco no Cinquentenário da Sua Morte”.

Foi o impulsionador do grande salto qualitativo da engenharia portuguesa. O Aeroporto de Lisboa, a renovação do IST e o Parque de Monsanto também fazem dele uma referência obrigatória. “O Parque, que é hoje o pulmão da cidade de Lisboa, é concepção, execução e paixão de Duarte Pacheco”, garante João Soares.

Devoto ao trabalho, o governante tinha a missão de cuidar da cidade com dedicação, amor e disponibilidade permanente. Mas “o que resta da sua acção é mais do que isso: é o exemplo de como a modernidade é sempre factor de progresso e de como a qualidade não é incompatível com o viver na cidade”, sintetiza João Soares, no mesmo livro. Duarte Pacheco morreu num acidente de viação em 1943.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

«Semana de Artes: Multiculturalidade e Voluntariado» em Loulé

"A divisão de Gestão Social e Saúde da Câmara Municipal de Loulé está a organizar a «Semana de Artes: Multiculturalidade e Voluntariado», do Projecto ECOS, em parceria com várias instituições de solidariedade social do concelho. 


Nesta iniciativa que surge no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado, destacam-se duas ações dirigidas à população em geral e aos imigrantes, minorias étnicas, população beneficiária do Rendimento Social de Inserção e população dos bairros sociais. 

«Práticas do Voluntariado» é o nome da atividade que decorre no dia 2 de julho, na alcaidaria do Castelo de Loulé, com a realização de workshops e sessões informativas sobre o voluntariado, onde serão apresentados testemunhos de voluntários. A TUALLE – Tuna Universitária Afonsina de Loulé fará ainda uma actuação para os presentes. 

Já no dia 10, a partir das 15:00 horas, no Centro Paroquial de Loulé, tem lugar a Tarde Intercultural II, onde haverá uma partilha gastronómica confeccionada pelos participantes e com a actuação de vários grupos, dança, música, entre outros. 

“Sensibilizar a população para a prática do voluntariado, informar a população para o Banco de Voluntariado de Loulé, contribuir para o conhecimento das diversas culturas residentes, promover o intercâmbio cultural e estimular a disseminação de boas práticas, através da apresentação de casos reais de testemunhos dos voluntários e beneficiários do serviço do voluntariado e a realização de um encontro entre culturas”, são os grandes objectivos desta iniciativa. 

A parceria envolve as instituições Casa da Primeira Infância, Projecto Akreditar da Fundação António Aleixo, Equipa do Rendimento Social de Inserção da Fundação António Aleixo, Associação DOINA – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve, Projeto «Asas para Amanhã», APALGAR e Banco de Voluntariado de Loulé e Rede Social de Loulé." - Região Sul