terça-feira, 28 de junho de 2011

Pescadores da praia de Faro vão ter casa no Montenegro

"Os moradores da praia de Faro com primeira habitação podem vir a ter casa no Montenegro uma vez que o Ministério das Finanças aprovou a transferência de verbas para aquisição de 12 lotes naquela freguesia, disse à Lusa fonte municipal. 


A aprovação da transferência das verbas previstas para aquisição de 12 lotes na Freguesia de Montenegro (Faro), para o realojamento dos agregados de primeira habitação foi feita a 17 de junho pelo Ministério das Finanças, especificou a mesma fonte. 

O protocolo entre a Sociedade Polis Ria Formosa, Câmara de Faro e Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH) para realojar famílias com primeira habitação na Praia de Faro também já foi aprovado, adiantou. 

A “requalificação ribeirinha e a aquisição de terrenos – revisão orçamental”, foi um dos pontos da ordem de trabalhos votado favoravelmente esta madrugada na Assembleia Municipal de Faro. 

A bancada do PSD, CDS, PS e BE votou a favor e a CDU e o movimento cívico “Com Faro no Coração” abstiveram-se. 

Com a aprovação, em Assembleia Municipal, da requalificação ribeirinha e a aquisição de terrenos, vai avançar também a execução de um porto de abrigo para os pescadores da praia de Faro. 

O lançamento da obra do Parque Ribeirinho está em curso, prevendo-se a aquisição de três parcelas de terreno, acrescentou a autarquia de Faro. 

O "Polis Litoral Ria Formosa" é um plano estratégico de requalificação e valorização da Ria Formosa, cujo investimento total é superior a 87 milhões e é constituído por uma sociedade em que os municípios de Faro, Olhão, Loulé e Tavira participam com capital social. 

Faro, com 14 por cento do capital social, vai entrar com 3.150 milhões de euros para pagar em cinco vezes, com prazos de seis meses." - Região Sul

Algarvios ilustres - Duarte Pacheco

Ministro das Obras Públicas de Salazar, Duarte Pacheco modernizou o País. Hábil a fintar os esquemas asfixiantes do regime, reestruturou os serviços dos correios e telecomunicações e revolucionou o sistema rodoviário. Executou obras essenciais na cidade de Lisboa, como o Parque de Monsanto e o Aeroporto. Falar de Duarte Pacheco é falar, ainda, de uma nova política de habitação, planos de urbanização, ensino, cultura. É o exemplo de como a modernidade é sempre factor de progresso. Uma obra de “actualidade desconcertante”, diz Maria de Assunção Júdice, bibliotecária da Câmara Municipal de Cascais.

Com grande carácter, vontade forte e ousadia extrema, Duarte Pacheco revoluciona Portugal nas mais diversas áreas: obras públicas, transportes e comunicações, assistência, ensino e cultura. Marca de forma decisiva “não apenas a imagem da Lisboa do seu tempo mas também a do País”, refere o deputado João Soares, no livro “Evocar Duarte Pacheco no Cinquentenário da Sua Morte”. “A sua personalidade e espírito empreendedor foram marcados por uma vontade de modernidade, em contradição com as circunstâncias da época em que viveu”, acrescenta.


Duarte Pacheco nasceu em Loulé em 19 de Abril de 1900. Aos 14 anos já tinha perdido a mãe e o pai, ficando sob a tutela do irmão mais velho, Humberto Pacheco. Ao longo dos estudos demonstra sempre elevado nível de intelectualidade e em 1917 ingressa no recém-criado Instituto Superior Técnico (IST). Seis anos depois termina o curso de Engenharia Electrotécnica com a classificação de 19 valores. Pouco depois, é convidado para professor de Matemáticas Gerais no Instituto e em 1927 é nomeado director do IST. No ano seguinte foi convidado para ministro das Obras Públicas. Abandona o governo em 1936 mas voltará em 1938 a ocupar cargos políticos, aceitando ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se o regresso ao ministério das Obras Públicas nesse mesmo ano.

Duarte Pacheco debateu-se contra forças insondáveis e, como um velho urso, soube fintar muito bem os constrangimentos do regime. Na paz sonolenta de então, conseguiu deixar a sua marca. “É um congregador”, afirma o arquitecto José Manuel Fernandes. “É um ministro que se submete ao governo salazarista, mas que consegue uma liberdade de acção e inovação extraordinárias.” Propõe e faz. “Reorganiza o urbanismo de Lisboa, que estava desorientado, avança com auto-estradas, cidades universitárias, grandes parques da cidade, e consegue seduzir e motivar os arquitectos para fazerem o melhor possível.” Pacheco tinha algo de utópico, mas soube reunir à sua volta um núcleo de prestigiados arquitectos e engenheiros que deram forma aos projectos a que se foi dedicando.

Outro mérito de Duarte Pacheco foi “comprar terrenos para fazer Alvalade, ainda hoje considerado um dos melhores espelhos urbanísticos de Lisboa”, lembra o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Concretiza uma “obra pública” através do investimento em grandes espaços de território. “Hoje não se faz isso. Procura-se fazer um ‘puzzle’ de investimentos, cada um financeiramente rentável, sem ligação entre eles. E, depois, temos o caos total nas nossas cidades periféricas, o afogar da zona histórica e o abandono da agricultura.”


Portugal deve-lhe a modernização dos serviços dos correios e telecomunicações e a revolução do sistema rodoviário. Duarte Pacheco “soube aproveitar o poder de que foi investido para servir o seu país”, escreve Maria de Assunção Júdice, no livro “Evocar Duarte Pacheco no Cinquentenário da Sua Morte”.

Foi o impulsionador do grande salto qualitativo da engenharia portuguesa. O Aeroporto de Lisboa, a renovação do IST e o Parque de Monsanto também fazem dele uma referência obrigatória. “O Parque, que é hoje o pulmão da cidade de Lisboa, é concepção, execução e paixão de Duarte Pacheco”, garante João Soares.

Devoto ao trabalho, o governante tinha a missão de cuidar da cidade com dedicação, amor e disponibilidade permanente. Mas “o que resta da sua acção é mais do que isso: é o exemplo de como a modernidade é sempre factor de progresso e de como a qualidade não é incompatível com o viver na cidade”, sintetiza João Soares, no mesmo livro. Duarte Pacheco morreu num acidente de viação em 1943.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

«Semana de Artes: Multiculturalidade e Voluntariado» em Loulé

"A divisão de Gestão Social e Saúde da Câmara Municipal de Loulé está a organizar a «Semana de Artes: Multiculturalidade e Voluntariado», do Projecto ECOS, em parceria com várias instituições de solidariedade social do concelho. 


Nesta iniciativa que surge no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado, destacam-se duas ações dirigidas à população em geral e aos imigrantes, minorias étnicas, população beneficiária do Rendimento Social de Inserção e população dos bairros sociais. 

«Práticas do Voluntariado» é o nome da atividade que decorre no dia 2 de julho, na alcaidaria do Castelo de Loulé, com a realização de workshops e sessões informativas sobre o voluntariado, onde serão apresentados testemunhos de voluntários. A TUALLE – Tuna Universitária Afonsina de Loulé fará ainda uma actuação para os presentes. 

Já no dia 10, a partir das 15:00 horas, no Centro Paroquial de Loulé, tem lugar a Tarde Intercultural II, onde haverá uma partilha gastronómica confeccionada pelos participantes e com a actuação de vários grupos, dança, música, entre outros. 

“Sensibilizar a população para a prática do voluntariado, informar a população para o Banco de Voluntariado de Loulé, contribuir para o conhecimento das diversas culturas residentes, promover o intercâmbio cultural e estimular a disseminação de boas práticas, através da apresentação de casos reais de testemunhos dos voluntários e beneficiários do serviço do voluntariado e a realização de um encontro entre culturas”, são os grandes objectivos desta iniciativa. 

A parceria envolve as instituições Casa da Primeira Infância, Projecto Akreditar da Fundação António Aleixo, Equipa do Rendimento Social de Inserção da Fundação António Aleixo, Associação DOINA – Associação de Imigrantes Romenos e Moldavos do Algarve, Projeto «Asas para Amanhã», APALGAR e Banco de Voluntariado de Loulé e Rede Social de Loulé." - Região Sul

Câmaras cortam festas de Verão

"As câmaras algarvias cortaram na animação de Verão, devido à difícil situação financeira que atravessam. Só quatro das autarquias que mais investem em eventos – Portimão, Albufeira, Vila Real de Santo António e Loulé – estimam uma poupança total de cerca de três milhões de euros, em comparação com 2010, ano em que já haviam reduzido.
Sasha volta a abrir, dia 22 de Julho, mas
a participação da Câmara de Portimão
é agora muito mais rigorosa
Vila Real de Santo António é, em termos percentuais, a que prevê um maior corte no investimento, na ordem dos 75% a 80%, o que significa cerca de menos 800 mil euros do que no ano passado. A redução maior é obtida pelo facto de não se realizar este ano no concelho o Torneio de Futebol do Guadiana (mudou-se para o Estádio Algarve).
Portimão, em saneamento financeiro, estima um corte de 40% a 50%, ou seja, aproximadamente menos um milhão de euros do que no ano passado.
Em Albufeira, percentualmente a redução será semelhante à de Portimão. Em termos financeiros, isso significa uma quebra no investimento entre os 400 e os 500 mil euros.
Loulé, o maior concelho da região, prevê poupar 600 mil euros, o que representa uma diminuição de cerca de 30% em relação a 2010.
Mas há mais cortes na região. Lagoa, por exemplo, vai diminuir as despesas em 30% (menos cerca de 100 mil euros), tendo decidido não realizar o Festival ‘Sons do Atlântico’." - Correio da Manhã

Terras do nosso Algarve - Loulé

Loulé é uma cidade que tem vindo a crescer tanto a nível demográfico, como a nível comercial e turistico. Com características históricas, da civilização árabe, que marcam o centro da cidade, partimos à descoberta de uma variadissíma oferta de monumentos, recantos de casas tipicas e ruelas singulares.


Apesar de não se encontrar à beira-mar, a sua oferta de praias é alargada às suas freguesias de onde surgem os mais famosos empreendimentos turísticos do Algarve. Mas a serra algarvia é um monumento por si só e não se pode deixar de testemunhar todo o seu encantamento, sobretudo na época das amendoeiras em flor.As delicias gastronómicas são um desafio que não se pode recusar, as melhores iguarias esperam por nós.

História e Monumentos
A origem de Loulé remonta ao Paleolítico Antigo e Neolítico, como comprovam achados arqueológicos. A passagem de Fenícios e Cartagineses foi registada pela fundação de feitorias na orla marítima do concelho e pelo desenvolvimento das atividades piscatória, metalúrgica e comércio.
Em meados do século II a. C., os Romanos foram responsáveis pelo desenvolvimento da indústria conserveira, da exploração mineira de cobre e ferro e da agricultura. As provas arqueológicas da passagem dos Romanos por Loulé são a ara consagrada à deusa Diana, duas pontes que atravessavam Álamo e Tôr e as necrópoles.No século V, o concelho foi dominado pelos Suevos, Vândalos, Asdingos, Visigodos e, mais tarde, no século VIII, pelos Muçulmanos. O nome Loulé provém do árabe "Al´-Ulyã".
Em 1249, D. Afonso III, com a ajuda de D. Paio Peres Correia, cavaleiro e mestre da Ordem de Sant'Iago, conquistou o Castelo de Loulé aos Mouros e, em 1266, concedeu-lhe o primeiro foral.


Do ponto de vista arquitetónico e monumental, são de destacar:

- o Castelo de Loulé, do qual ainda subsistem alguns panos de muralhas e uma torre; 
- a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, que é um edifício da segunda metade do século XVII;
 - a Igreja da Graça, datada do século XIV, em estilo gótico; 
- a Igreja da Misericórdia de Loulé, que é um edifício do século XVI, com um portal manuelino de tipo radiado e que alberga duas imagens do século XVI, uma delas em alabastro proveniente do antigo Convento da Graça; 
- a Igreja de São Clemente, matriz de Loulé, que é datada dos séculos XIII e XVI, em estilo gótico, e que possui uma torre sineira proveniente da adaptação de um minarete muçulmano (local de chamada dos fiéis à oração), com decoração terminal barroca; 
- a Igreja de São Lourenço de Almancil, datada dos séculos XVII e XVIII, em estilo barroco;
- as ruínas romanas do Cerro da Vila, que apresenta vários vestígios de ocupação, desde o século I a. C. ao século XI d. C., referentes aos períodos romano, visigótico e árabe;
- o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, que data do século XVI e possui uma imagem de Nossa Senhora do século XV e azulejos do século XVII;
- o Museu Municipal de Arqueologia de Loulé, que está instalado em duas antigas dependências da Alcaidaria, que remontam ao século XIV, adossadas internamente à muralha.


domingo, 26 de junho de 2011

Lendas Algarvias - As Mouras do Rio Seco

Muito próximo de Faro existe o leito de um rio, o rio Seco, como lhe chamam as gentes, que é tido e havido como a principal sede de mouros e mouras encantados nos arredores daquela cidade. 

No tempo da conquista do Algarve, porém, ainda esse rio corria manso para o oceano, possibilitando a sua utilização plena pelos mouros da região, que, logicamente, o usaram para os seus encantamentos, como vamos ver. 

Numa noite de Primavera, dias depois da tomada de Faro, passava um cristão muito perto do hoje chamado rio Seco, quando ouviu umas vozes tristes, num tom manso de quem deseja não ser ouvido. 

Era meia-noite e o homem teve medo. 
Parou para não fazer restolhada e denunciar-se, e pôs-se à escuta. Daí a nada apercebeu-se que eram dois mouros, um velho e uma rapariga. 

Esta estava de joelhos e parecia suplicar qualquer coisa. E ouviu então, distintamente, a voz angustiada do velho dizer: 
- Não pode ser, minha filha, não pode ser .. Tens de ficar aqui encantada! 

- Mas por muito tempo, pai? - perguntava a rapariga com uma voz que se pressentia entrecortada de lágrimas. 


- Até que esta nora, onde mandei construir o teu palácio, seja esgotada a baldes, sucessivamente e sem intervalos. 

E ao mesmo tempo que dizia isto fez uns sinais cabalísticos sobre a cabeça da filha, olhando a lua que corria os céus deixando aqui e ali uma poalha fria e brilhante. 
E a moça, sem mais palavra, sem um ai sequer, deixou-se lançar ao fundo da nora. Tão concentrado estava o cristão no que se passava na nora, tentando perceber bem o que acontecia à moura, que nem deu pelo afastamento do velho. 
Por isso, quando quis segui-lo, não o viu nem conseguiu determinar qual a direcção que seguira. 

Na manhã seguinte, a primeira coisa que o cristão fez foi voltar ao local da cena da noite anterior. 
Viu então que a nora era já um engenho velho e usado, com ar de abandonado há muito. 
Tratou de saber a quem pertencia engenho e terreno e comprou-os sem regatear preço. 
Mandou construir, mesmo ao lado, uma cabana de junco e mobilou-a com alguns móveis. 
Passado o tempo necessário aos preparativos, o homem começou a tirar a água da nora, com o auxílio de um grande balde e de um sistema de roldanas. 

Trabalhou naquela faina dia e noite, horas infindas, sem parar. 
E quando a água do fundo era tão pouca que nem dava já para encher um balde, desceu pela corda até lá abaixo. 
Porém, assim que assentou os pés no fundo, apareceu-lhe uma enorme serpente, vinda de um buraco que comunicava para a nora. 

Ficou tão aterrado, tão cheio de um pânico sem nome, que nem tratou de saber as intenções do bicho e subiu precipitadamente pela corda, fugindo a sete pés. 
Nunca mais lá tornou, mas, dias depois, soube que a nora estava completamente entupida devido à derrocada das paredes, e que a cabana por ele construída fora queimada inexplicavelmente, em certa noite de luar. 

Daí em diante, até hoje, fala-se no aparecimento de uma moura encantada naquele lugar do rio Seco.

sábado, 25 de junho de 2011

Vilamoura: Baixa requalificada para diminuir risco de acidentes

"A baixa de Vilamoura, onde em agosto circulam diariamente mais de 30 mil pessoas, está a ser requalificada para diminuir o risco de acidentes com peões. Capacidade do espaço é para 500 carros mas circulam mais de 1500.

A intervenção, orçada em 1,3 milhões de euros, estará totalmente concluída ainda em junho e inclui o alargamento da área para a circulação de peões, a criação de uma ciclovia e a colocação de guias para invisuais, disse à Lusa o responsável pela gestão dos espaços públicos do empreendimento.

O percurso requalificado estende-se por 1,5 quilómetros e corresponde ao anel que envolve a marina e a maioria dos hotéis de Vilamoura, explicou à Lusa o presidente do Conselho de Administração da Inframoura, Nuno Sancho Ramos.

Além dos milhares de peões, em agosto chegam a circular por hora na baixa de Vilamoura cerca de 1.500 carros, mas estudos encomendados pela empresa indicam que a capacidade daquele espaço é de apenas 500 carros por hora.


O risco de acidentes e atropelamentos gerados por esse movimento levaram a Inframoura a lançar um novo conceito de mobilidade, "ao nível do que se faz noutros países da Europa", refere Nuno Ramos.
Nesse sentido, o passeio e a estrada foram nivelados segundo a mesma cota e as duas faixas de circulação automóvel que existiam no percurso foram convertidas em apenas uma, para evitar ultrapassagens e obter espaço para peões e ciclistas.

A aproximação à passadeira passou também a ser percetível aos invisuais por ter um pavimento diferente e a maior parte da calçada dos passeios foi substituída por um piso mais confortável, igual ao dos "courts" de ténis, precisa.

Para evitar que os residentes e turistas que ali passam férias levem os carros para o centro, a Inframoura vai também implementar à noite e a partir de 1 de julho três carreiras de transporte urbano para servir toda a zona residencial.

No próximo ano também a Marina de Vilamoura começará a ganhar uma nova face, com a requalificação do seu anteporto, que inclui um complexo de edifícios com lojas, restaurantes, apoio aos estaleiros e a nova sede da Lusort, que gere a marina.

O projeto, encomendado por aquela empresa e elaborado pela Broadway Malyan, inclui um conjunto de palas onduladas, que cobrirá a maioria dos edifícios.

O futuro anteporto irá acrescentar mais pontos de amarração, para barcos de maior porte, aos cerca de mil já existentes na Marina de Vilamoura, a maior do país." - Observatório do Algarve