segunda-feira, 27 de junho de 2011

Câmaras cortam festas de Verão

"As câmaras algarvias cortaram na animação de Verão, devido à difícil situação financeira que atravessam. Só quatro das autarquias que mais investem em eventos – Portimão, Albufeira, Vila Real de Santo António e Loulé – estimam uma poupança total de cerca de três milhões de euros, em comparação com 2010, ano em que já haviam reduzido.
Sasha volta a abrir, dia 22 de Julho, mas
a participação da Câmara de Portimão
é agora muito mais rigorosa
Vila Real de Santo António é, em termos percentuais, a que prevê um maior corte no investimento, na ordem dos 75% a 80%, o que significa cerca de menos 800 mil euros do que no ano passado. A redução maior é obtida pelo facto de não se realizar este ano no concelho o Torneio de Futebol do Guadiana (mudou-se para o Estádio Algarve).
Portimão, em saneamento financeiro, estima um corte de 40% a 50%, ou seja, aproximadamente menos um milhão de euros do que no ano passado.
Em Albufeira, percentualmente a redução será semelhante à de Portimão. Em termos financeiros, isso significa uma quebra no investimento entre os 400 e os 500 mil euros.
Loulé, o maior concelho da região, prevê poupar 600 mil euros, o que representa uma diminuição de cerca de 30% em relação a 2010.
Mas há mais cortes na região. Lagoa, por exemplo, vai diminuir as despesas em 30% (menos cerca de 100 mil euros), tendo decidido não realizar o Festival ‘Sons do Atlântico’." - Correio da Manhã

Terras do nosso Algarve - Loulé

Loulé é uma cidade que tem vindo a crescer tanto a nível demográfico, como a nível comercial e turistico. Com características históricas, da civilização árabe, que marcam o centro da cidade, partimos à descoberta de uma variadissíma oferta de monumentos, recantos de casas tipicas e ruelas singulares.


Apesar de não se encontrar à beira-mar, a sua oferta de praias é alargada às suas freguesias de onde surgem os mais famosos empreendimentos turísticos do Algarve. Mas a serra algarvia é um monumento por si só e não se pode deixar de testemunhar todo o seu encantamento, sobretudo na época das amendoeiras em flor.As delicias gastronómicas são um desafio que não se pode recusar, as melhores iguarias esperam por nós.

História e Monumentos
A origem de Loulé remonta ao Paleolítico Antigo e Neolítico, como comprovam achados arqueológicos. A passagem de Fenícios e Cartagineses foi registada pela fundação de feitorias na orla marítima do concelho e pelo desenvolvimento das atividades piscatória, metalúrgica e comércio.
Em meados do século II a. C., os Romanos foram responsáveis pelo desenvolvimento da indústria conserveira, da exploração mineira de cobre e ferro e da agricultura. As provas arqueológicas da passagem dos Romanos por Loulé são a ara consagrada à deusa Diana, duas pontes que atravessavam Álamo e Tôr e as necrópoles.No século V, o concelho foi dominado pelos Suevos, Vândalos, Asdingos, Visigodos e, mais tarde, no século VIII, pelos Muçulmanos. O nome Loulé provém do árabe "Al´-Ulyã".
Em 1249, D. Afonso III, com a ajuda de D. Paio Peres Correia, cavaleiro e mestre da Ordem de Sant'Iago, conquistou o Castelo de Loulé aos Mouros e, em 1266, concedeu-lhe o primeiro foral.


Do ponto de vista arquitetónico e monumental, são de destacar:

- o Castelo de Loulé, do qual ainda subsistem alguns panos de muralhas e uma torre; 
- a Ermida de Nossa Senhora da Conceição, que é um edifício da segunda metade do século XVII;
 - a Igreja da Graça, datada do século XIV, em estilo gótico; 
- a Igreja da Misericórdia de Loulé, que é um edifício do século XVI, com um portal manuelino de tipo radiado e que alberga duas imagens do século XVI, uma delas em alabastro proveniente do antigo Convento da Graça; 
- a Igreja de São Clemente, matriz de Loulé, que é datada dos séculos XIII e XVI, em estilo gótico, e que possui uma torre sineira proveniente da adaptação de um minarete muçulmano (local de chamada dos fiéis à oração), com decoração terminal barroca; 
- a Igreja de São Lourenço de Almancil, datada dos séculos XVII e XVIII, em estilo barroco;
- as ruínas romanas do Cerro da Vila, que apresenta vários vestígios de ocupação, desde o século I a. C. ao século XI d. C., referentes aos períodos romano, visigótico e árabe;
- o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, que data do século XVI e possui uma imagem de Nossa Senhora do século XV e azulejos do século XVII;
- o Museu Municipal de Arqueologia de Loulé, que está instalado em duas antigas dependências da Alcaidaria, que remontam ao século XIV, adossadas internamente à muralha.


domingo, 26 de junho de 2011

Lendas Algarvias - As Mouras do Rio Seco

Muito próximo de Faro existe o leito de um rio, o rio Seco, como lhe chamam as gentes, que é tido e havido como a principal sede de mouros e mouras encantados nos arredores daquela cidade. 

No tempo da conquista do Algarve, porém, ainda esse rio corria manso para o oceano, possibilitando a sua utilização plena pelos mouros da região, que, logicamente, o usaram para os seus encantamentos, como vamos ver. 

Numa noite de Primavera, dias depois da tomada de Faro, passava um cristão muito perto do hoje chamado rio Seco, quando ouviu umas vozes tristes, num tom manso de quem deseja não ser ouvido. 

Era meia-noite e o homem teve medo. 
Parou para não fazer restolhada e denunciar-se, e pôs-se à escuta. Daí a nada apercebeu-se que eram dois mouros, um velho e uma rapariga. 

Esta estava de joelhos e parecia suplicar qualquer coisa. E ouviu então, distintamente, a voz angustiada do velho dizer: 
- Não pode ser, minha filha, não pode ser .. Tens de ficar aqui encantada! 

- Mas por muito tempo, pai? - perguntava a rapariga com uma voz que se pressentia entrecortada de lágrimas. 


- Até que esta nora, onde mandei construir o teu palácio, seja esgotada a baldes, sucessivamente e sem intervalos. 

E ao mesmo tempo que dizia isto fez uns sinais cabalísticos sobre a cabeça da filha, olhando a lua que corria os céus deixando aqui e ali uma poalha fria e brilhante. 
E a moça, sem mais palavra, sem um ai sequer, deixou-se lançar ao fundo da nora. Tão concentrado estava o cristão no que se passava na nora, tentando perceber bem o que acontecia à moura, que nem deu pelo afastamento do velho. 
Por isso, quando quis segui-lo, não o viu nem conseguiu determinar qual a direcção que seguira. 

Na manhã seguinte, a primeira coisa que o cristão fez foi voltar ao local da cena da noite anterior. 
Viu então que a nora era já um engenho velho e usado, com ar de abandonado há muito. 
Tratou de saber a quem pertencia engenho e terreno e comprou-os sem regatear preço. 
Mandou construir, mesmo ao lado, uma cabana de junco e mobilou-a com alguns móveis. 
Passado o tempo necessário aos preparativos, o homem começou a tirar a água da nora, com o auxílio de um grande balde e de um sistema de roldanas. 

Trabalhou naquela faina dia e noite, horas infindas, sem parar. 
E quando a água do fundo era tão pouca que nem dava já para encher um balde, desceu pela corda até lá abaixo. 
Porém, assim que assentou os pés no fundo, apareceu-lhe uma enorme serpente, vinda de um buraco que comunicava para a nora. 

Ficou tão aterrado, tão cheio de um pânico sem nome, que nem tratou de saber as intenções do bicho e subiu precipitadamente pela corda, fugindo a sete pés. 
Nunca mais lá tornou, mas, dias depois, soube que a nora estava completamente entupida devido à derrocada das paredes, e que a cabana por ele construída fora queimada inexplicavelmente, em certa noite de luar. 

Daí em diante, até hoje, fala-se no aparecimento de uma moura encantada naquele lugar do rio Seco.

sábado, 25 de junho de 2011

Vilamoura: Baixa requalificada para diminuir risco de acidentes

"A baixa de Vilamoura, onde em agosto circulam diariamente mais de 30 mil pessoas, está a ser requalificada para diminuir o risco de acidentes com peões. Capacidade do espaço é para 500 carros mas circulam mais de 1500.

A intervenção, orçada em 1,3 milhões de euros, estará totalmente concluída ainda em junho e inclui o alargamento da área para a circulação de peões, a criação de uma ciclovia e a colocação de guias para invisuais, disse à Lusa o responsável pela gestão dos espaços públicos do empreendimento.

O percurso requalificado estende-se por 1,5 quilómetros e corresponde ao anel que envolve a marina e a maioria dos hotéis de Vilamoura, explicou à Lusa o presidente do Conselho de Administração da Inframoura, Nuno Sancho Ramos.

Além dos milhares de peões, em agosto chegam a circular por hora na baixa de Vilamoura cerca de 1.500 carros, mas estudos encomendados pela empresa indicam que a capacidade daquele espaço é de apenas 500 carros por hora.


O risco de acidentes e atropelamentos gerados por esse movimento levaram a Inframoura a lançar um novo conceito de mobilidade, "ao nível do que se faz noutros países da Europa", refere Nuno Ramos.
Nesse sentido, o passeio e a estrada foram nivelados segundo a mesma cota e as duas faixas de circulação automóvel que existiam no percurso foram convertidas em apenas uma, para evitar ultrapassagens e obter espaço para peões e ciclistas.

A aproximação à passadeira passou também a ser percetível aos invisuais por ter um pavimento diferente e a maior parte da calçada dos passeios foi substituída por um piso mais confortável, igual ao dos "courts" de ténis, precisa.

Para evitar que os residentes e turistas que ali passam férias levem os carros para o centro, a Inframoura vai também implementar à noite e a partir de 1 de julho três carreiras de transporte urbano para servir toda a zona residencial.

No próximo ano também a Marina de Vilamoura começará a ganhar uma nova face, com a requalificação do seu anteporto, que inclui um complexo de edifícios com lojas, restaurantes, apoio aos estaleiros e a nova sede da Lusort, que gere a marina.

O projeto, encomendado por aquela empresa e elaborado pela Broadway Malyan, inclui um conjunto de palas onduladas, que cobrirá a maioria dos edifícios.

O futuro anteporto irá acrescentar mais pontos de amarração, para barcos de maior porte, aos cerca de mil já existentes na Marina de Vilamoura, a maior do país." - Observatório do Algarve

Praias do nosso Algarve - Praia da Amoreira

É um caso raro em que se pode optar entre banhos de rio (ou, mais precisamente, nas águas da foz da Ribeira de Aljezur) ou umas braçadas no mar. Situada a cerca de oito quilómetros da entrada norte daquela vila algarvia (também ela a merecer uma visita), a praia da Amoreira reúne o melhor de dois mundos: a praia marítima propriamente dita e a ribeira afluente - uma extensa lagoa que na maré baixa cria pequenas "piscinas naturais", um espaço de praia que faz naturalmente as delícias das crianças. 



Integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a praia da Amoreira beneficia, também na paisagem natural, dessa confluência fluvial e marítima - os tons de verde dominam a encosta sul, em contraponto às falésias que recortam a praia a norte. Por detrás do extenso areal, outra paisagem que vai rareando: dunas. 



Com acesso feito através de passadiços de madeira (no caso de entrar a norte, prepare-se para uma bela caminhada), a Amoreira é cada vez mais procurada por praticantes de surf e bodyboard.




Como Chegar: Em Aljezur, junto ao Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, encontra um desvio com a indicação para a Praia da Amoreira. O caminho para a praia, ao longo de 8 Km, é alcatroado.

Infraestruturas de Apoio: bar, telefone, parque de estacionamento, escadas e passadiço de acesso em madeira / Praia Vigiada durante a época balnear.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Monumentos e Património do nosso Algarve - Castelo de Tavira

A fundação da cidade algarvia de Tavira remonta a um tempo pré-romano, de possível ocupação fenícia ou cartaginesa. Devido à sua localização nas margens do Rio Asseca e nas proximidades da orla marítima algarvia, Tavira revelou-se um importante porto marítimo, ao mesmo tempo que se constituía como importante ponto estratégico de defesa.
Balsa, assim se denominava Tavira durante a ocupação romana, cresceu em importância estratégica, já que os Romanos edificaram aqui uma ponte que estabelecia a ligação de uma das suas vias militares no Sul da Península. Apesar de não perdurarem vestígios materiais desta época, é provável que Tavira conhecesse já uma fortaleza bem dimensionada.

As invasões bárbaras e, posteriormente, muçulmana alteraram a sua configuração e também a denominação, dado que o topónimo Tavira é um legado de origem árabe.

                    

Assediada pelas tropas cristãs, Tavira é conquistada em 1242 por D. Paio Peres Correia, vindo a ser doada, dois anos mais tarde, por D. Sancho II à Ordem de Sant'Iago da Espada. Se D. Afonso III lhe concede foral em 1266, o primeiro outorgado a uma vila algarvia, D. Dinis amplia, em 1303, os privilégios contidos nessa carta régia. Reconhecendo o seu crescimento e desenvolvimento sócio-económico, D. Manuel I eleva-a à categoria de cidade em 1520, vindo os seus sucessores a confirmar os seus privilégios em diversos diplomas régios.

Ao mesmo tempo que Tavira se afirma no mapa do Algarve, também o seu castelo medieval passa por uma acentuada metamorfose. Tributário da fortificação muçulmana, o castelo de Tavira é, presentemente, uma ruína. Com efeito, as forças da natureza danificaram-no gravemente durante o terramoto de 1755, para, mais tarde, os homens procederem ao desmantelamento de grande parte do seu perímetro defensivo.


Ainda assim, o que dele subsiste remete, essencialmente, para uma reforma gótica do tempo de D. Dinis, datada de 1292, como nos elucida uma lápide comemorativa. Nesse restauro do século XIII, a sua cerca seria ampliada, ao mesmo tempo que se erguia a robusta e altiva Torre de Menagem. Em 1475, esta edificação ameaçava ruína, pelo que se procedeu a novo restauro. Posteriormente, em 1641, D. João IV mandou adaptá-la aos tempos modernos da pirobalística, introduzindo-lhe modificações estruturais que a reforçaram e lhe conferiram um carácter construtivo menos medieval.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festival multicultural anima Ria Formosa

"O Jardim do Pescador, em Olhão, volta a ser palco do festival multicultural ‘Olhares’, que decorre entre os dias 30 de Junho e 3 de Julho.


O evento pretende quebrar preconceitos sobre as culturas imigrantes, apostando em várias propostas no âmbito da música, dança, artesanato, teatro, gastronomia e exposições , marcadas pelos diferentes povos representados no festival .
O primeiro dia tem início marcado para as 19h00, com a actuação da Orquestra de Ritmo do Algarve, seguida dos grupos Splash, Las Niñas, Folclore da Associação Doina e a terminar a noite, a banda Amar Guitarra (na foto).
No dia 1 de Julho, às 18h00, na Recreativa Olhanense, sobe ao palco a peça de teatro ‘Os Olhanenses’, seguindo-se actuações de capoeira, música cigana, dança africana e flamenco e, a terminar, o espectáculo da Banda Atlântica.
No dia 2, a peça de teatro em palco é ‘A Minha Camisola Vale Mais Que a Tua’, decorrendo posteriormente uma aula de ioga e as actuações de Afromania, Batucadeira, a dança oriental de Akhawat Al Raks e dos brasileiros Ginga Show, encerrando a noite os Rio Beat.
No último dia, actua o grupo Jazzària e o Rancho Folclórico de Moncarapacho, encerrando o evento com os Celina Piedade. A entrada é livre." - Correio da Manhã