sábado, 25 de junho de 2011

Praias do nosso Algarve - Praia da Amoreira

É um caso raro em que se pode optar entre banhos de rio (ou, mais precisamente, nas águas da foz da Ribeira de Aljezur) ou umas braçadas no mar. Situada a cerca de oito quilómetros da entrada norte daquela vila algarvia (também ela a merecer uma visita), a praia da Amoreira reúne o melhor de dois mundos: a praia marítima propriamente dita e a ribeira afluente - uma extensa lagoa que na maré baixa cria pequenas "piscinas naturais", um espaço de praia que faz naturalmente as delícias das crianças. 



Integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a praia da Amoreira beneficia, também na paisagem natural, dessa confluência fluvial e marítima - os tons de verde dominam a encosta sul, em contraponto às falésias que recortam a praia a norte. Por detrás do extenso areal, outra paisagem que vai rareando: dunas. 



Com acesso feito através de passadiços de madeira (no caso de entrar a norte, prepare-se para uma bela caminhada), a Amoreira é cada vez mais procurada por praticantes de surf e bodyboard.




Como Chegar: Em Aljezur, junto ao Pavilhão Gimnodesportivo Municipal, encontra um desvio com a indicação para a Praia da Amoreira. O caminho para a praia, ao longo de 8 Km, é alcatroado.

Infraestruturas de Apoio: bar, telefone, parque de estacionamento, escadas e passadiço de acesso em madeira / Praia Vigiada durante a época balnear.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Monumentos e Património do nosso Algarve - Castelo de Tavira

A fundação da cidade algarvia de Tavira remonta a um tempo pré-romano, de possível ocupação fenícia ou cartaginesa. Devido à sua localização nas margens do Rio Asseca e nas proximidades da orla marítima algarvia, Tavira revelou-se um importante porto marítimo, ao mesmo tempo que se constituía como importante ponto estratégico de defesa.
Balsa, assim se denominava Tavira durante a ocupação romana, cresceu em importância estratégica, já que os Romanos edificaram aqui uma ponte que estabelecia a ligação de uma das suas vias militares no Sul da Península. Apesar de não perdurarem vestígios materiais desta época, é provável que Tavira conhecesse já uma fortaleza bem dimensionada.

As invasões bárbaras e, posteriormente, muçulmana alteraram a sua configuração e também a denominação, dado que o topónimo Tavira é um legado de origem árabe.

                    

Assediada pelas tropas cristãs, Tavira é conquistada em 1242 por D. Paio Peres Correia, vindo a ser doada, dois anos mais tarde, por D. Sancho II à Ordem de Sant'Iago da Espada. Se D. Afonso III lhe concede foral em 1266, o primeiro outorgado a uma vila algarvia, D. Dinis amplia, em 1303, os privilégios contidos nessa carta régia. Reconhecendo o seu crescimento e desenvolvimento sócio-económico, D. Manuel I eleva-a à categoria de cidade em 1520, vindo os seus sucessores a confirmar os seus privilégios em diversos diplomas régios.

Ao mesmo tempo que Tavira se afirma no mapa do Algarve, também o seu castelo medieval passa por uma acentuada metamorfose. Tributário da fortificação muçulmana, o castelo de Tavira é, presentemente, uma ruína. Com efeito, as forças da natureza danificaram-no gravemente durante o terramoto de 1755, para, mais tarde, os homens procederem ao desmantelamento de grande parte do seu perímetro defensivo.


Ainda assim, o que dele subsiste remete, essencialmente, para uma reforma gótica do tempo de D. Dinis, datada de 1292, como nos elucida uma lápide comemorativa. Nesse restauro do século XIII, a sua cerca seria ampliada, ao mesmo tempo que se erguia a robusta e altiva Torre de Menagem. Em 1475, esta edificação ameaçava ruína, pelo que se procedeu a novo restauro. Posteriormente, em 1641, D. João IV mandou adaptá-la aos tempos modernos da pirobalística, introduzindo-lhe modificações estruturais que a reforçaram e lhe conferiram um carácter construtivo menos medieval.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Festival multicultural anima Ria Formosa

"O Jardim do Pescador, em Olhão, volta a ser palco do festival multicultural ‘Olhares’, que decorre entre os dias 30 de Junho e 3 de Julho.


O evento pretende quebrar preconceitos sobre as culturas imigrantes, apostando em várias propostas no âmbito da música, dança, artesanato, teatro, gastronomia e exposições , marcadas pelos diferentes povos representados no festival .
O primeiro dia tem início marcado para as 19h00, com a actuação da Orquestra de Ritmo do Algarve, seguida dos grupos Splash, Las Niñas, Folclore da Associação Doina e a terminar a noite, a banda Amar Guitarra (na foto).
No dia 1 de Julho, às 18h00, na Recreativa Olhanense, sobe ao palco a peça de teatro ‘Os Olhanenses’, seguindo-se actuações de capoeira, música cigana, dança africana e flamenco e, a terminar, o espectáculo da Banda Atlântica.
No dia 2, a peça de teatro em palco é ‘A Minha Camisola Vale Mais Que a Tua’, decorrendo posteriormente uma aula de ioga e as actuações de Afromania, Batucadeira, a dança oriental de Akhawat Al Raks e dos brasileiros Ginga Show, encerrando a noite os Rio Beat.
No último dia, actua o grupo Jazzària e o Rancho Folclórico de Moncarapacho, encerrando o evento com os Celina Piedade. A entrada é livre." - Correio da Manhã

Portimão: Corte em festas e no autódromo

"O presidente da Câmara de Portimão prevê eliminar 50 postos de trabalho na autarquia em dois anos. Esta medida e os cortes substanciais revelados por Manuel da Luz nos apoios concedidos a eventos e ao Autódromo Internacional do Algarve (AIA) inserem-se no plano de saneamento financeiro, que será em breve entregue ao Tribunal de Contas (TC).
O presidente da Câmara de Portimão,
Manuel da Luz, reduziu investimento em eventos.
A Media Capital arranca com o Sasha a 22 de Julho
O plano já deveria ter sido entregue ao TC, para análise, em final de Maio. Mas a negociação e revisão dos contratos por alguns bancos que vão conceder crédito demorou mais que o esperado. O plano prevê empréstimos de mais de 90 milhões de euros, para que a autarquia renegoceie a dívida de curto prazo, na ordem dos 104 milhões de euros, para prazos alargados até 12 anos. Manuel da Luz prevê que o TC aprove o plano até ao final do corrente ano.

No âmbito do plano, a autarquia previa que só poderia contratar um funcionário quando saíssem dois. A troika impôs a obrigatoriedade de saírem cinco. Manuel da Luz prevê reduzir o número de funcionários autárquicos em cinco por cento (50 postos) em dois anos.
O saneamento vai obrigar também a autarquia a cortar o apoio a eventos em 40 por cento, para um milhão de euros. Já no ano passado tinha reduzido 25%. O mesmo corte de 40 por cento vai ser aplicado no apoio anual de meio milhão de euros ao AIA." - Correio da Manhã

Ria de Alvor - Ostras a três euros o kg


"As ostras já foram abundantes em vários estuários do País, mas doenças sucessivas ditaram a sua quase extinção. Nos últimos anos, através da aquacultura, houve o ressurgimento deste molusco. Os últimos dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, respeitantes a 2009, indicam uma produção de quase mil toneladas no País e uma facturação de quase 1,2 milhões de euros, valores que, segundo apurámos junto de aquacultores, deverão ter aumentado no ano passado.

A ria de Alvor, no Algarve, é uma das zonas que oferecem melhores condições para o crescimento de ostras, registando uma produção estimada em cerca de 250 toneladas por ano. Praticamente toda a produção se destina a França.
Octávio Parreira começou há cerca de uma década a cultivar ostras. "O processo é todo natural. A ria tem águas limpas e muito alimento, o que permite um rápido desenvolvimento das ostras", diz o aquacultor. Este compra os juvenis, da espécie giga e com 18 meses de idade, em França, mantendo-os em crescimento, durante um ano, na ria de Alvor. Durante esse período, a ostra pode passar de 10 para quase 100 gramas, sendo então readquirida pelos franceses.

Rui Ferreira também está na actividade há cerca de 10 anos e é, actualmente, o maior aquacultor de ostras de Alvor, dispondo ainda de uma estrutura de produção no rio Arade. No seu caso, opta por adquirir juvenis muito mais pequenos do que a generalidade dos restantes aquacultores, com apenas três meses s, pelo que o tempo de crescimento exigido é maior - entre 1,5 e 2 anos.
"As ostras são colocadas em sacos próprios, mas nem todas crescem ao mesmo ritmo, pelo que temos de peneirar, retirando as maiores para sacos com uma malhagem superior. Desta forma, as ostras mais atrasadas no desenvolvimento começam a crescer mais rapidamente", explica Rui Ferreira, que conta, actualmente, com cerca de "nove milhões de ostras em produção". Este aquacultor, que tem três trabalhadores em permanência e mais três sazonais, faz ainda uma selecção das ostras antes de exportá-las para França.
Rui Ferreira acha que "o negócio tem pernas para andar, mas acarreta muitos riscos". O custo das sementes (ostra pequena) também tem aumentado muito e existe uma grande escassez. Os preços obtidos pelos aquacultores dependem da procura do mercado, mas a ostra de tamanho comercialmente mais adequado (entre 65 e 100 gramas) pode atingir cerca de 3 euros por quilo.
O período de produção situa-se entre Setembro e Maio. Nessa altura, é retirada a ostra já crescida e colocada a pequena na ria.
QUALIDADE DA ÁGUA É ESSENCIAL
A área de cultivo na ria de Alvor ronda os 67 metros quadrados. Os aquacultores dizem que a qualidade da ostra resulta da própria qualidade da água. Há quem traga ostras de Setúbal para efectuar a sua limpeza (afinação), antes da venda.
"BUROCRACIA ATRASA PROJECTOS": Fernando Gonçalves, Assoc. Portug. de Aquacultores
CM – Qual é a importância da ostra no sector da aquacultura?
Fernando Gonçalves – A produção em aquacultura ronda as oito mil toneladas e só a ostra representa cerca de mil, segundo o INE. É uma fatia importante.
– Quais são as principais dificuldades com os aquacultores de ostra se debatem?
– Os produtores têm de ir buscar os juvenis de ostra a França porque não existem maternidades em Portugal. Faltam ainda depuradoras e apoio tecnológico. Pelo contrário, a burocracia é excessiva e está a atrasar o licenciamento de novos projectos, tanto inshore como offshore.
– O que é que o País ganha com o desenvolvimento do sector?
– É uma actividade que emprega muita mão-de-obra e que cria um produto de qualidade destinado sobretudo à exportação.
RIA FORMOSA REGISTA AUMENTO DE PRODUÇÃO
A ria Formosa, no Algarve, é a zona com maior produção de ostras, sendo a maior parte destinada ao mercado interno (cerca de dois terços). Manuel Augusto da Paz, presidente da Formosa - Cooperativa de Viveiristas da Ria Formosa, diz que tem havido "um grande incremento da actividade", estimando que a produção anual se aproxime das "600 toneladas". Os juvenis são importados de França e colocados "no solo, crescendo livremente". Quando desovam, a água leva os juvenis para toda a ria, contribuindo assim "para o seu repovoamento". Existem as variedades portuguesa (angulata) e giga (japonesa), bem como variedades resultantes do cruzamento entre ambas. Apesar dos riscos, a actividade pode gerar uma taxa de rentabilidade "entre os 40 e os 50%".
DIVERSOS TIPOS DE CULTURA
Existem diversos tipos de cultura de ostras em Portugal. Na ria de Alvor, os aquacultores optam por colocar o molusco em sacos de rede em cima de estruturas de ferro, ficando na maré baixa fora de água. Na ria Formosa, o método é diferente, sendo a ostra colocada directamente no solo. Em Sagres, existe ainda a cultura em mar aberto, em estruturas próprias.
DENOMINAÇÃO DE ORIGEM
A ostra da ria Formosa , tal como a amêijoa boa, vai dispor do selo de Denominação de Origem. Manuel Augusto da Paz refere que "o caderno de encargo será entregue à União Europeia em breve", prevendo que "até ao final do ano" o processo esteja concluído. O dirigente cooperativo refere que isso será uma garantia para os consumidores de "um produto de alta qualidade"." - Correio da Manhã

Castro Marim comemora feriado municipal

"A Câmara Municipal de Castro Marim comemora o feriado municipal, dia 24 de Junho, com um diversificado programa de animação cultural e musical, em especial dirigido à juventude, procurando também fazer desta efeméride uma reflexão consciente e empenhada sobre a longa história e o futuro deste promissor concelho. 



O programa de comemorações do Dia do Município, que decorre de 22 a 25 de Junho, tem início com uma deliciosa peça de teatro, “Elas sou Eu”, no auditório da Biblioteca Municipal, já na noite de quarta-feira.

A anteceder o feriado municipal, na noite de 23, haverá um Grande Arraial de São João, na Praça 1º de Maio, com a participação da Marcha do Rancho Folclórico do Azinhal, do Grupo Etnográfico de Castro Marim e o Grupo Coral de Altura.

No dia 24 de Junho, os festejos começam com a Alvorada pela Banda Musical Castromarinense, seguindo-se o hastear da Bandeira no edifício dos Paços do Concelho. Às dez da manhã, terá lugar uma missa solene na Igreja de Nossa Senhora dos Mártires, que será celebrada pelo Bispo do Algarve, Dom Manuel Neto Quintas.

Uma hora depois, as comemorações oficiais têm lugar no auditório da Biblioteca Municipal com a realização da Sessão Solene e a atribuição de distinções municipais a personalidades do concelho, que se têm destacado na vida pública.

Às 12.30 horas acontecerá um dos momentos solenes do Dia do Município, a inauguração das obras de requalificação da Igreja de São Sebastião, da Santa Casa da Misericórdia.

Entre as 17.00 e as 23 horas chegam as “Tardes Digitais”, no Revelim de Santo António, dedicadas aos mais jovens, com Consolas PS3, Xbox 360, Nintindos wii e, ainda, torneio Evolution Soccer. Ao cair da noite, o Revelim de Santo António é invadido pela música jovem: primeiro, os sons e os tons da música dos Allmariados; às 22.30, um concerto com o grupo Virgem Suta e a finalizar o dia temos After Hours com famoso DJ Sérgio Delgado.

A encerrar as comemorações do feriado municipal, dia 25 de Junho, às 19.30 horas, haverá um concerto no Castelo da Vila com a Banda Musical Castromarinense, no âmbito do Programa Regional "Filarmónicas nos Monumentos", promovido pela ARFA e Direcção Regional de Cultura do Algarve. Entre as 17.00 e as 23.00 horas voltam as “Tardes Digitais”." - 
http://www.cm-castromarim.pt

Gastronomia Algarvia - Massada de Peixe


Ingredientes:
(para 4 pessoas)
  • 1,5 dl de azeite
  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho
  • 750 gr de tomate maduro
  • 1 folha de louro
  • 500 gr de cotovelos miúdos
  • 1 piripiri
  • 1 ramo de coentros
  • 1 Kg de peixe (corvina, sargo, pargo ou cherne)
  • 1 pimento verde
  • 1 pimento vermelho
  • 1 folha de hortelã


Confecção:
Faça um refogado com a cebola, os alhos picados e o azeite.

Junte o tomate, o louro, o peixe temperado com sal e água que baste para cozer o peixe e depois a massa. Quando a massa estiver cozida, junte o peixe e rectifique de sal e pimenta.
Deixe apurar.Sirva bem quente, polvilhada com coentros e decorada com um ramo de hortelã.