segunda-feira, 6 de junho de 2011

Show Cooking do «Allgarve’11» em Olhão

"O mercado de Olhão vai ter uma cozinha profissional por dois dias, onde se irão confeccionar pratos ao vivo com os ingredientes frescos da praça. Este é o desafio do Show Cooking que estará na cidade cubista nas manhãs de 10 e 11 de Junho, com dois chefs bem conhecidos do público a magicar novas receitas num ápice. Começa às 10h00 e termina às 12h00.


Quem passar pelo mercado municipal de Olhão naqueles dias não deve ficar surpreendido ao ver uma cozinha instalada com um chef pronto a meter as mãos na massa. É que este Show Cooking do «Allgarve’11» pretende mostrar em tempo real como se pode inventar um prato para todos… à frente de todos.

No dia 10, a demonstração culinária sairá das mãos do chef Cordeiro (do Altis Belém Hotel & Spa e membro do júri do novo concurso da RTP MasterChef) e no dia seguinte do chef Fernando Fonseca (dos Hotéis Real). Ambos terão de criar em pouco tempo uma receita com base em ingredientes escolhidos pelo público.

Mas para ser o «ajudante» dos chefs, é preciso participar na iniciativa «D’Olhão no Chefe» promovida pela Câmara Municipal de Olhão. Aqui só se pede que se enviem receitas típicas de Olhão ou fotografias do mercado da cidade para a conta de e-mail jtavares@cm-olhao.pt até ao dia 08 de Junho. No final, serão seleccionadas as cinco melhores participações e estas darão acesso directo à interacção com os chefs.

Todos os passos – desde a escolha dos ingredientes pelo público à confecção dos pratos – serão filmados e transmitidos em tempo real através das televisões do mercado. Isto para que não se perca nenhum pormenor das duas aulas criativas de culinária.

Mais Allgarve: Concurso da Cataplana

O concurso da cataplana está de volta ao «Allgarve» em Julho. Tal como em 2010, esta iniciativa está aberta aos restaurantes da região – num máximo de 40 participantes – que terão apenas de criar deliciosos pratos neste utensílio específico da cozinha algarvia. As inscrições decorrem até ao dia 15 de Junho através do sítio www.e-gosto.com/cataplana." - Press Algarve Central

Quem são os nove deputados que o Algarve elegeu

"A Comissão Nacional de Eleições está a atualizar permanentemente os dados relativos à escolha dos portugueses nas eleições legislativas que se realizaram hoje. De acordo com os dados divulgados, 201.179 pessoas inscritas no distrito de Faro deslocaram-se às urnas para apresentar o seu voto.



Dos nove deputados que a região pode sentar na Assembleia da República é possível adiantar que quatro estarão na bancada social democrata e dois na bancada socialista. Tanto o Bloco de Esquerda como o CDS mantêm um deputado e a grande novidade passa pela eleição de um deputado do PCP-PEV, neste caso, Paulo Sá.
Terminadas as contagens, é possível adiantar que o PSD elegeu José Mendes Bota, António Pedro Roque, Elsa Cordeiro e Cristóvão Norte. O PS passa a contar com a presença dos seguintes representantes algarvios: João Soares e Miguel Freitas. O CDS continua a contar com o deputado Artur Rêgo à semelhança do Bloco de Esquerda que voltou a eleger Cecília Honório". - Jornal do Algarve

Marchas populares inspiram-se na tradição em Portimão


"Junho é mês de santos populares e, cumprindo a tradição, pelo 13º ano consecutivo, diferentes locais do município de Portimão vão receber nas noites de 9, 10, 18, 23 e 25 de junho, a partir das 21h30, as Marchas dos Santos Populares, que levam para a rua arcos, balões, manjericos, música e muita animação.
O primeiro desfile terá lugar na zona ribeirinha de Portimão esta quinta-feira, 9 de junho, seguindo-se no dia 10 a zona comercial da cidade, no dia 18 a zona ribeirinha de Alvor e, no dia 23, o polidesportivo da Figueira, enquanto a Marcha Final terá lugar, a 25 de junho, na Praça 1º de Maio, em frente aos paços do concelho de Portimão.
No que toca aos temas que inspiraram as sete coletividades participantes, a marcha do Boa Esperança Atlético Clube Portimonense tem como tema “Portimonense, o Cube da nossa Terra”, e o Clube Desportivo e Recreativo da Pedra Mourinha evocará “Os Maios e as Maias”, enquanto “António Aleixo” inspira o Gejupce – Gil Eanes Juventude Portimonense Clube e a Sociedade Recreativa Figueirense tem como mote “As Regiões de Portugal”.
Por sua vez, o Sporting Glória ou Morte Portimonense vai destacar “As Floristas”, ao passo que “Os Mariscadores” servirão de fonte de inspiração para a Associação Cultural e Recreativa Alvorense 1º de Dezembro, e o Clube de Instrução e Recreio Mexilhoeirense escolhe “A Monda do Arroz” para a sua marcha." - Jornal do Algarve

domingo, 5 de junho de 2011

Gastronomia Algarvia - Arjamolho

Ingredientes:

  • 5 tomates maduros
  • 3 dentes de alho
  • 1 dl de azeite
  • 1 pimento verde ou pepino
  • 1 colher de sopa de vinagre de vinho
  • 1/2 pão caseiro
  • orégãos e sal grosso q.b.


Preparação:

Comece por descascar os dentes de alho e pise com o sal. Retire o pedúnculo ao tomate, escalde em água a ferver para tirar melhor a pele e as sementes. Corte em pequenos cubos. Depois, limpe o pimento e corte, também, em cubos pequenos. Num recipiente, deite o azeite, os orégãos, água fria e vinagre. Adicione os dentes de alho, o sal e o tomate. Corte o pão em fatias pequenas e adicione. Mexa e sirva bem frio.

sábado, 4 de junho de 2011

Compra de casa no Algarve volta a atrair portugueses

"As novas condições de mercado estão a atrair compradores nacionais.
Os hoteleiros acreditam que, este Verão, o Algarve vai estar a abarrotar de turistas. Mas não só: também os mediadores e promotores imobiliários estão com as expectativas em alta para a época. É que, apesar do mercado imobiliário, especialmente o residencial, estar a sofrer com a crise económica e com as medidas restritivas no crédito à habitação, o certo é que o Algarve apresenta, neste momento, boas oportunidades de negócio.
Os responsáveis das empresas de mediação e dos promotores, prevêem que este ano deverá registar-se um aumento dos negócios neste mercado sazonal, principalmente através do reforço das vendas a clientes portugueses, actualmente o comprador "número um" de casas no Algarve.
Para isso, os mediadores e promotores estão a contar com o facto de as casas estarem mais baratas - entre 10% e 20% -, mas sobretudo com a nova realidade algarvia, caracterizada por um mercado com "centenas de imóveis que os bancos estão a colocar no mercado, com financiamento garantido, isenção de avaliação e custos de dossier", comenta o director-geral da ERA Imobiliária, Miguel Poisson. Ou ainda, um mercado onde os ingleses e, acima de tudo, os irlandeses, "não estão a cumprir os contratos promessa de compra e venda e acabam por vender as casas por valores mais baixos", conta o director do departamento residencial da CB Richard Ellis, José Nuno Magalhães.
Aliás, de acordo com este responsável, esta é uma oportunidade que já está a ser aproveitada pelos portugueses, que estão agora a substituir os tradicionais clientes do Algarve na aquisição de uma casa de férias no Algarve, mas com a vantagem de o fazerem com desconto.
Além disso, reforça Miguel Poisson, "tem havido, também, muitos investidores a comprar casas a pronto, muitos delas para depois colocar no mercado do arrendamento". Uma tendência que poderá mesmo aumentar já que, segundo o director-geral da Fitamétrica, Paulo Fernandes, "tem-se verificado um aumento da procura de arrendamentos de longo prazo no Algarve".
A ERA é uma das mediadoras que já está a sentir os efeitos desta nova realidade, tendo aumentado significativamente as vendas de casas.
De acordo com Miguel Poisson, as agências da ERA no Algarve voltaram a apostar no mercado português e têm conseguido revender as casas de ingleses e irlandeses em euros, e assim permitir que estes recuperem o investimento, tendo em conta que a libra desvalorizou face ao euro. O mesmo se passa com a Fitamétrica que, atenta ao crescimento deste mercado, está a preparar a abertura de cinco novas lojas em Portimão, Vilamoura, Quarteira, Faro e Armação de Pêra. Agências que junta à loja de Lagos, inaugurada há cerca de um mês.
Por outro lado, diz o director do departamento residencial da Abacus Savills, Frederico Mendoça, "existe algum movimento no Algarve e as expectativas são positivas", mas ainda não sentem "grandes concretizações a nível de vendas". Contudo, a consultora - tal como as outras contactadas pelo Diário Económico - optou por manter os planos e está a preparar, para as próximas semanas, o lançamento das vendas de alguns empreendimentos imobiliários.

O mercado algarvio em números

10,4%
Faro foi o terceiro distrito do País - depois de Porto e Lisboa - mais penalizado na entrega de imóveis em dação em pagamento, por parte de promotores e proprietários, no período de Janeiro a Abril de 2011, representando 10,4% do total de imóveis entregues no país. De acordo com os dados da APEMIP, os concelhos de Portimão e Loulé são os mais penalizados.

6,3%
De acordo com os mesmo dados da APEMIP, na relevância por distritos, em relação às transacções imobiliárias realizadas nos primeiros quatro meses do ano, Faro apresenta a sexta melhor posição, com 6,3% do total do País. Refira-se que Lisboa apresenta 16%, enquanto que o Porto tem 13%, Aveiro e Braga 7% e Coimbra 6,4%.

15,8%
Ainda segundo a APEMIP, na comparação do número de transacções realizadas nos diferentes concelhos do distrito de Faro verifica-se que Loulé, com 15,8%, é a zona que melhor comportamento apresentou no período entre Janeiro e Abril de 2011. Segue-se Albufeira, com 13%, Portimão, com 10,9% e Tavira, com 9,4%.

5,7%
A APEMIP verificou ainda que a procura total de imóveis no distrito de Faro - no período de Janeiro a Abril de 2011 - foi de 5,7%, em comparação com o resto do País. Uma procura superior à registada no período de Setembro a Dezembro de 2010, em que tinha sido apenas de 4,8%. No distrito, Faro foi o concelho com mais procura, registando um total de 25%, em 2011." - Económico

Lendas Algarvias - A Lenda da Moura Floripes

No sítio do Moinho do Sobrado, havia antigamente uma casa, onde aparecia à janela, noite fora, uma formosa mulher vestida de branco.


O único que se atrevia a andar por aquelas bandas à noite era um sujeito de meia idade - o compadre Zé - que se embriagava e adormecia na rua, sem receio.


A mulher de branco aproximava-se do bêbado, fazia-lhe meiguices e até se sentava a seu lado.


O compadre Zé contava a sua história sem convencer ninguém a deslocar-se ao local para a comprovar. No entanto, o compadre Zé tinha um amigo mais jovem que se iria casar brevemente. Aproveitando-se do evento, promete ao amigo oferecer-lhe um seu terreno como prenda de casamento, caso ele tivesse a coragem de o acompanhar a ver o fantasma.

Este, transido de medo, lá foi à aventura, atendendo ao grande jeito que lhe fazia a prenda.

Sentou-se numa pedra, junto ao Moinho do Sobrado, e esperou pelas doze badaladas. Nesse momento surge da porta do Moinho uma mulher vestida de branco até aos pés. O vestido terminava numa bainha esfarrapada, a cobrir-lhe os pés descalços. A mulher aproximou-se com a face envolta num véu e uma flor nos cabelos loiros.

Julião, assim se chamava o amigo do compadre Zé, pergunta-lhe quem era e donde vinha.

- Sou a desditosa Floripes - respondeu, numa expressão triste.

- O que faz por aqui?

- Sou uma moura encantada. Quando a minha raça foi expulsa da província, viu-se o meu pai obrigado a partir, sem poder prevenir-me. Eu tinha um namorado que também fugiu e aqui fiquei sozinha, à espera a cada momento que o meu pai me viesse buscar. Numa noite em que esperava, vi ao longe a luz de uma embarcação. A noite era de tormenta e o barco escangalhou-se de encontro aos rochedos. Não era o meu pai que ali vinha: era o meu namorado, que foi engolido pelas ondas. Soube o meu pai deste funesto acontecimento e vendo que não lhe era possível vir buscar-me, encantou-me de lá.

Julião, penalizado com a triste história, logo pensou em oferecer-se para salvar a moura e perguntou:

— Existe algum meio de a salvar?

— Há sim - respondeu a moura.

— Que meio?

— É necessário que um homem me dê um abraço, à beira de um rio, e me fira no braço contíguo ao coração. Logo que tal aconteça, irei de imediato para junto dos meus familiares. Mas existe uma dificuldade.

— Que dificuldade - perguntou Julião, quase resolvido a ser o seu libertador.

— O homem que me abraçar e me ferir terá de me acompanhar até África, atravessar o oceano com duas velas acesas e casar comigo à chegada..

— Isso é que eu não poderei fazer. Já tenho casamento marcado com a minha Aninhas.

— Então continuarei novamente encantada – respondeu a moura soluçando – Até agora, ninguém se atreveu a tanto sacrifício!

A moura continuou o seu encantamento durante muito tempo ainda, sentada no cais com os pés na água, esperando o seu pai voltar de África. Era por vezes vista no cais, sempre de noite, a conversar com um menino de olhos grandes e com gorro encarnado. Seria o menino algum mouro que ali também ficou encantado? Ninguém sabe responder...

Alguns olhanenses mais antigos acreditavam tanto nesta lenda que diziam que a Floripes era vista também durante o dia a fazer compras em lojas, onde pagava com uma moeda de ouro e sempre desaparecia sem receber o troco. Ainda hoje, quando alguém por qualquer razão não recebe o troco, se diz "és como a Floripes, não queres a torna!".

A Floripes foi também a personificação do medo do transcendente. Quando se quer acautelar alguém, ainda se diz "vê lá se te aparece a Floripes!".

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Algarvios ilustres - Júlio Dantas

"Júlio Dantas nasceu em Lagos em 19 de Maio de 1876. É ainda hoje considerado como uma das figuras notáveis do Algarve do séc. XX, sobretudo devido à sua arte como escritor, um poeta distinto, um jornalista, um político, um dramaturgo, e um militar. 




Júlio Dantas estudou no Colégio Militar e formou-se em Medicina na Escola Médico - Cirúrgica de Lisboa no ano de1 900. 

Desempenhou, entre outras funções, a de médico no exército português, o cargo de presidente da Academia de Ciências de Lisboa e do Conservatório Nacional, foi ainda Ministro da Instrução Pública e dos Negócios estrangeiros entre 1 921e 23 e Embaixador de Portugal no Brasil entre 1941 e 49, sendo de destacar também o seu papel na elaboração de um Acordo Ortográfico com este País Irmão. 

É ainda de evidenciar a criatividade literária do lacobrigense Júlio Dantas, com destaque muito próprio para as peças teatrais «A Ceia dos Cardeais», «Rosas de todo o ano», «Um serão nas Laranjeiras», «Soror Mariana», «Viriato Trágico» e «A Severa», tendo com esta última, o cineasta Leitão de Barros realizado o primeiro filme sonoro português no ano de 1931. 

Note-se que a sua actividade literária se iniciou ainda no séc.XIX quer como jornalista na «Novidade», em 1893, quer com a publicação do seu primeiro livro de versos em 1897, contabilizando mais de 25 títulos de onde se reúnem poesia, prosa e teatro a que se acrescenta a tradução das obras «Rei Lear» de Shakespeare e «Cyrano de Bergerac» de Rostand. 
Júlio Dantas faleceu a 25 de Maio de 1962 em Lisboa." - EMS Publinet