quinta-feira, 2 de junho de 2011

Filme de animação feito por jovens de Portimão premiado no Brasil


"Metragem de animação “À conversa com Manuel Teixeira Gomes”, produzida por jovens no Museu de Portimão, obteve o troféu “Arara de Prata”, na categoria Jovens Talentos, atribuído pelo júri do Tourfilm Brazil, que se realizou, entre 19 e 21 de maio, na cidade brasileira de Florianópolis.
A película agora distinguida pelo único festival internacional de filmes de turismo da América Latina, foi criada na Oficina Educativa do Museu de Portimão, durante o programa “Férias no Museu” (Páscoa de 2010) e contou com a participação de 22 jovens, dos sete aos doze anos.
Além de elaborarem o guião, os jovens realizadores de Portimão conceberam os cenários e as personagens em plasticina, ajudaram na gravação das animações e na montagem em computador e também contribuíram com as suas vozes para a dobragem final, contando em todo o processo com o apoio da Lunática Filmes e da equipa da Oficina Educativa." - Jornal do Algarve

Mundo do trabalho no sul de Portugal em debate no Museu de Portimão


"O Museu de Portimão recebe a 3 e 4 de junho o encontro “O Mundo do Trabalho no Sul de Portugal – Bolsas Industriais e Comunidades Rurais”, numa organização conjunta entre o Instituto de História Contemporânea – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e a câmara de Portimão.
A iniciativa insere-se nos encontros Áreas Industriais e Comunidades Operárias, que também se realizam em Lisboa, Porto e Ponta Delgada, que têm como motivação “a necessidade sentida de partilhar a investigação, a análise e reflexão sobre os vários autores que se têm dedicado ao estudo do universo laboral português”, adianta a organização.
Os painéis que constituem o programa reúnem abordagens que visam a compreensão dos processos históricos e sociais que estão na base da consolidação de diversificadas comunidades trabalhadoras no sul do país, que originaram fenómenos socioculturais específicos, indissociáveis do património (material e imaterial) legado pelas mesmas.
Os participantes pretendem, desta forma, “confrontar e discutir a diversidade de estudos existentes sobre temas como as áreas industriais e o meio rural, as comunidades operárias no Algarve, o património industrial ou as comunidades mineiras no Alentejo”, entre outros." - Jornal do Algarve

Boa Vida e Boa Mesa

"À sombra do claustro do Convento de São Francisco e tendo por cenário a Ria Formosa, provam-se tradições e acepipes, regados pelos vinhos do Algarve, num fim de semana preparado para despertar todos os sentidos. Depois, é flanar Vila Adentro.


“Sentidos & Tradições - Algarve’11” decorre a 3 e 4 de Junho

A receita está destinada a ter sucesso. Produtos locais e artesanais mais a alta cozinha da Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, que está instalada num antigo convento, o de São Francisco, recuperado por um dos mais reconhecidos arquitetos portugueses, Souto Moura.
Junte-se a Ria Formosa, como moldura e a cerca seiscentista das muralhas de Faro e está o quadro completo.
Ao evento chamaram-lhe “Sentidos & Tradições - Algarve’11” , mas também pode ser Mostra gastronómica e etnográfica dos sabores algarvios e decorre a 3 e 4 de Junho.
Os cozinheiros da Escola de Hotelaria vão traduzir receitas originais em tapas, para que a prova possa ser mais extensa e variada, no pátio dos claustros.
No exterior, estarão os produtores de vinho, mel, azeite, flor de sal, doçaria regional, queijos e até as conservas, das quais se recomendam os patés.
E porque é Verão e é Algarve, o tom de festa que dá sabor à boa vida chega pela mão da banda Íris e Amigos, o rock com sotaque da Fuzeta.O certame está aberto das 19h00 horas à 1h00 na sexta e no dia seguinte abre duas horas mais cedo.

A Vila Adentro
Estando no Largo de São Francisco, a porta de entrada mais próxima para o centro histórico, cidade velha ou Vila Adentro, é o Arco do Repouso, inscrito nas muralhas medievais.
Transposto ao arco, surge um dédalo de ruelas que desembocam no largo do Museu Municipal, que vale a visita pelo seu espólio mas também pelo edifício onde está instalado, no pequeno Convento de Nossa Senhora da Assunção, um magnífico exemplar da arquitetura monástica do séc. XVI, construído no local onde existia antes uma judiaria.
Ali perto, está a Sé de Faro, que já foi templo de deuses romanos, a catedral de Ossónoba visigótica e mesquita árabe. Severamente castigada pelo terramoto de 1755, as obras seguintes alteraram significativamente a traça primitiva.
No interior, impera uma decoração em estilo barroco. A cúpula da igreja, tem uma decoração rococó e possui também uma curiosa torre-mirante da qual se avista o esplendor da Ria Formosa.
Antes de sair pelo Arco da Vila, que conduz à baixa comercial e onde se concentra a animação noturna da cidade, vale a pena ir até à Porta do Mar, no lado Sul da Muralha e ainda, descobrir as Galerias de arte Trem, Arco e, na Rua do Rasquinho, a par com palacetes rodeados de jardins, a Galeria Arte a'dentro vocacionada para a arte contemporânea.
As esplanadas dos pequenos cafés não serão s marcos de uma história sucessiva de povos e costumes, mas acrescentam o sal da vida, um lugar onde se pode apreciar com vagares a cegonha de regresso ao seu ninho". - Observatório do Algarve

Agricultura: Empresa do Algarve quer quadruplicar exportação de framboesa

"A Hubel Produção Agrícola está a produzir morango e framboesa de variedade únicas na Europa e adaptadas pela empresa ao Algarve, para abastecer o mercado nórdico e quer este ano quadruplicar a exportação de framboesa.


Em 2010 a empresa, integrada no grupo Hubel, exportou 600 toneladas de morango e 80 de framboesa, mas quer em 2011 quadruplicar a exportação do segundo fruto para as 300 toneladas, revelou Humberto Teixeira.

Já passaram quase 20 anos desde que o grupo se aventurou na produção agrícola com o cultivo de meloa em hidroponia (técnica de cultivo sem solo), mas só há quatro se lançou na exportação de pequenos frutos vermelhos, como o morango e a framboesa.

A aposta no segmento aconteceu na mesma altura em que um operador norte-americano na área dos pequenos frutos identificou Portugal como base para replicar o seu negócio na Europa e se instalou no país.

A empresa passou então a integrar uma rede nacional que em conjunto exportava a produção algarvia, do Sudoeste Alentejano, Oeste e Ribatejo, ou seja, escoando um volume que "isoladamente nenhuma das regiões tinha capacidade para fazer".

Desde então praticamente toda a produção de frutos vermelhos - primeiro com o morango e mais tarde com a framboesa -, vai para exportação, dando resposta às necessidades do mercado do Norte da Europa, sobretudo entre janeiro e abril.

Uma pequena parte da produção fica em Portugal, mas a framboesa não é um fruto que faça parte dos hábitos alimentares dos portugueses, diz Humberto Teixeira, lembrando que o fruto só aparecia de vez em quando nos supermercados a preços muito altos.

"Identificámos variedades e métodos de produção que neste momento são únicos ao nível da Europa e conseguimos adaptá-los ao Algarve", resume, sublinhando, contudo, que a procura é muito superior à capacidade de produção da empresa.

Falta investimento e mão de obra sazonal
A produção podia ser superior mas está limitada pela escassa capacidade de investimento dos produtores que integram a organização Madrefruta e pela falta de mão de obra, que pode revelar-se ruinosa sobretudo na fase de colheita.

A produção agrícola nas quatro unidades que o grupo possui na região dá emprego permanente a 60 pessoas, mas há um período entre março e junho em que são necessários mais de 200 trabalhadores.

"No futuro devíamos poder recrutar trabalhadores estrangeiros num modelo de imigração circular", defende, queixando-se do facto de as autoridades não estarem ainda sensibilizadas para essa questão.

"O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o Ministério dos Negócios Estrangeiros não estão alinhados com a oportunidade de se produzir na região mais bens para exportação e dificultam a tramitação dos processos", lamenta.

De acordo com Humberto Teixeira, por cada três trabalhadores temporários (de fevereiro a maio) seria criado um posto permanente de trabalho o que permitiria aumentar a produção em cerca de 50 mil euros por ano." - Observatório do Algarve

Terras do nosso Algarve - Tavira

Tavira é um concelho favorecido pela proximidade do rio Sequa, sendo este o responsável pela fertilidade dos seus solos. Logo, Tavira é uma cidade de estuário e a sua história está intimamente relacionada com a evolução do seu porto.


A ponte que liga as duas margens do rio é prova da passagem dos romanos por esta região. No entanto, a descoberta de determinados utensílios de pedra e armas de cobre remete as origens deste concelho para a época do neolítico. A partir do final do século VIII foi também domínio muçulmano.


Em meados do século XI, Tavira foi uma das principais povoações do Algarve, devido à importância do seu porto. Em 1282, D. Dinis concedeu a Tavira foros e privilégios semelhantes aos dos marinheiros de Lisboa. Por altura da expansão portuguesa, este porto foi fundamental para a conquista de posições no Norte de África, uma vez que era o mais fronteiriço com a costa marroquina. A nível comercial, o porto de Tavira estava relacionado com a exportação de peixe salgado, frutos secos (amêndoas e figos) e vinho. Esta época áurea durou até ao final do século XVI.

Em 1242, Tavira foi conquistada aos mouros por D. Paio Peres Correia e, em 1244, D. Sancho II doou-a à Ordem Religiosa de Sant'Iago. Em 1266, D. Afonso III concedeu-lhe o foral e elevou-a a vila.

De junho a setembro de 1489, D. João II residiu em Tavira.
Tavira foi elevada a cidade em 1520 por D. Manuel I.

A partir do século XVII, começaram a notar-se sintomas de decadência da cidade, devido ao abandono progressivo das praças africanas e da perda da independência do país. Em meados do século XVIII toda a atividade do porto se resumia à pesca e cabotagem e os contactos faziam-se a nível local.


Do património arqueológico e monumental do concelho, são de salientar:

- a Capela de Nossa Senhora da Consolação, que está decorada com azulejos policromos do século XVII e com pinturas dos séculos XVI e XVII;
- a Igreja da Misericórdia de Tavira, que data do século XVI, em estilo renascença;
- a Igreja de Santa Ana, que foi construída no século XVI e reconstruída no século XVIII;
- a Igreja de Santa Maria do Castelo, que se enquadra no estilo gótico do século XIII e que foi alterada no século XVIII, em estilo barroco;
- a Igreja de Santo António, que pertenceu a um pequeno convento, do qual ainda resta o claustro e o conjunto de figuras, em tamanho quase natural, descrevendo os passos da vida do santo, ambos do século XVII, que são o seu principal valor artístico;
- a Igreja de São Francisco, de origem medieval, integrada num convento, que sofreu profunda transformação no século XIX, devido ao desabamento e incêndio do templo gótico primitivo, de que apenas restam a sacristia, duas capelas na antiga cerca e o campanário barroco, do século XVIII;
- a Igreja de São Paulo, edificada no início do século XVII, que pertenceu a um antigo convento;
- as muralhas de Tavira, das quais restam alguns panos de muralha, parte da alcáçova e o Arco da Misericórdia.



Tradições, Lendas e Curiosidades

Neste concelho realizam-se algumas festas de cariz lúdico, popular e religioso, destacando-se as festas da cidade (junho), a festa de Santa Luzia (de 11 a 13 de agosto); as procissões dos Passos (penúltimo domingo antes da Páscoa), das Matracas (Sexta-Feira Santa), de Nossa Senhora de Fátima (12 de maio) e a procissão de Santo António (13 de junho). O concelho também é palco de alguma feiras, nomeadamente a Feira de Endoenças (Sexta-Feira Santa), a Feira da Boa Morte (1 de agosto) e a Feira de São Francisco (4 e 5 de outubro). É de destacar ainda o Arraial Ferreira Neto, na ilha de Tavira.

A nível de artesanato, destacam-se os trabalhos de telhas e ladrilhos, tecelagem tradicional, rendas de bilros, ferro forjado, olaria, cestaria, trabalhos de lã, flores e desenhos recortados em papel.

Associadas ao concelho de Tavira estão algumas figuras ilustres, nomeadamente o arqueólogo Estácio da Veiga (1828-1891), o professor e estadista Tomás Cabreira (1865-1918) e o matemático António Cabreira (1868-1953).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Lendas Algarvias - A lenda da moura de Faro

A azáfama era grande intramuros do castelo que emoldurava o azul da ria, separada do oceano por um cordão de areia dourada, lembrando a estes povos de origem árabe as paisagens da sua terra natal. Era Ibn Harun uma cidade portuária, próspera e muito bem guarnecida de muralhas, cidade importante do reino Al-Gharb e governado por um emir da dinastia almóada. Era este homem pai de uma bela donzela e de um menino que fazia a delícia de seus olhos, amaciando o comportamento guerreiro e rude, de quem está sujeito às leis da guerra e da governação.

No cimo da torre de menagem os vigias acompanhavam com olhar preocupado o serpentear das tropas cristãs, que dos lados da serra se aproximavam da cidade. As notícias que chegavam falavam de cidades e castelos que iam sendo tomadas com o avanço dos cristãos. Preparavam-se as defesas e quem podia sair da cidade tomava rumo para o reino de Marrocos, que outro caminho já não havia. Aos poucos os guerreiros lusos chegaram às portas do castelo e montaram arraial no largo que se expandia terra adentro, mais tarde chamado de S. Francisco. Eram fortes as defesas e forte também o desejo de defesa dos guerreiros almóadas. O teatro estava preparado para a confrontação. De um e de outro lado se preparavam as estratégias para a refrega que se avizinhava trágica.

Um jovem guerreiro cristão rondava as muralhas na procura de fraquezas destas quando viu a filha do emir debruçada nas ameias e de olhar fixo em si. Ficou tomado de amores o jovem pela beleza da moura e de tal modo foi correspondido que combinaram um encontro intramuros na noite seguinte. Com a ajuda de um guarda mouro da sua confiança, fez-se acompanhar a bela donzela de seu jovem irmão e abrindo os portões do castelo ali se encontraram. Votos de amor eterno e olhar enamorado entre ambos prometeram tomar votos de união, logo que a batalha terminasse. Quis o destino que naquele momento as tropas cristãs empreendessem uma surtida às muralhas, tomando de pânico o guarda mouro. Convenceu o jovem oficial a bela donzela e seu irmão a acompanhá-lo para a segurança do arraial cristão. Nas suas costas o guarda mouro fechou os portões apressado e de pronto deu o alarme. Quando transpunham as portas do castelo, sob o abraço amigo do jovem, viu este, estarrecido, como a sua amada e o seu jovem irmão se desfaziam em fumo confundindo-se no ar fresco da noite. Desolado por semelhante imagem caiu em profundo desgosto o jovem, enquanto os combates decorriam junto às muralhas do castelo até à queda deste e entregue a el-rei Afonso III de Portugal.


No dia seguinte, caminhou o jovem enamorado até às portas onde se tinha dado o acontecimento fatídico, para ele incompreensível e inconsolável. Quando transpôs o portão viu um jovem assomar-se de um postigo na muralha e reconheceu o irmão de sua amada. Esperançoso perguntou:
- Que fazes aí? Onde está tua irmã?

Disse ansioso o jovem.
- Minha irmã e eu estamos encantados nestes muros.
Era triste o seu olhar, pálido o seu semblante.

-Quem vos fez semelhante ignomínia?
A voz alterosa mostrava a intenção de tomar justiça pela afronta.

-Meu pai, o emir. Soube através de seus espias dos amores de minha irmã convosco e de vosso encontro secreto e lançou-nos um encanto. Quando transpusermos os portões do castelo os nossos corpos transformam-se em fumo e intramuros deveremos viver.

-E até quando dura o encantamento?
Esperançosa era a intenção da pergunta que seu coração alimentava.

-Enquanto o Mundo for Mundo, aqui viveremos nestes muros. Épocas passarão e a lembrança de nosso infortúnio perdurará na lenda. 

Desolado o jovem sentou-se entre os arcos dos portões, que mais tarde se chamaria Arco do Repouso.

  
Num revés a sua vida tinha perdido o tino. Fixava com olhar vazio os soldados que corriam Vila-a-dentro a tomar posse da cidade, Ibn Harun, mais tarde chamada cristãmente de Faro. Santa Maria de Faro, ainda hoje assim denominada e tornada capital do reino do Algarve.

Com a tomada da cidade de Faro, no ano de 1249 por Afonso III, ficou o reino do Algarve definitivamente em mãos cristãs e a reconquista iniciada em 1143 por Afonso Henriques terminara, delineando as fronteiras do reino de Portugal, que com poucas alterações, ainda hoje se mantém.

Algarve: Locais a visitar - Castelo de Silves

"A origem do Castelo de Silves remonta ao século VIII altura em que iniciou o despertar de uma opulenta cidade que as crónicas de Xelbe descrevem como fervilhante centro urbano, comercial e cultural do mundo islâmico de então.

A partir do século X em diante foi palco de inúmeras disputas entre príncipes muçulmanos, situação que os cristãos tão bem souberam aproveitar. Sofreu inúmeros cercos, nomeadamente ao longo dos séculos XII e XIII, cuja violência destrutiva nos dá conta a narrativa de um cruzado vindo do Norte que acompanhava a empresa de D. Sancho I. Empregaram torres de madeira, catapultas, máquinas de guerra e um ouriço(máquina alemã armada de pontas de ferro) destruindo várias torres e trechos de muralha. 

A investida muçulmana, anos mais tarde, culminou com a queda cristã do território a Sul do Tejo, à exceção da cidade de Évora.
No ano de 1242, os cristãos realizam, com D. Paio Peres Correia, uma nova tentativa de ocupação do Castelo de Silves mas o êxito definitivo ocorreria com D. Afonso III que lhe concede foral de repovoamento tentando, desta forma, provir aos danos materiais e sociais que as sucessivas guerras teriam provocado.
O Castelo deve ter sofrido algumas obras e modificações no tempo de D. Manuel I que lhe concedeu foral novo em 1504 pois datam dessa altura as obras da Sé e da Misericórdia.
O correr dos tempos, as catástrofes naturais e a incúria humana contribuíram para a deflagração do património que este castelo albergava.



Subsistem os vestígios da alcáçova do último rei mouro, torres albarrãs com passadiços, sobre arcos, de ligação às muralhas, bem como panos de muralha junto à Torre das Portas da Cidade, abertas em cotovelo como era costume muçulmano.
Resquício desses tempos primordiais é ainda a monumental cisterna abobadada, constituída por cinco arcos de volta inteira assentes em pilares quadrados com capacidade, segundo consta, para abastecer a cidade ao longo de um ano. Uma outra cisterna, a Cisterna dos Cães, com cerca de 70 metros de profundidade, e, ao que parece, aproveitamento de um antigo poço de exploração cuprífera romana bem como as ruínas de um forno nas suas imediações ou os inúmeros silos subterrâneos testemunham, igualmente, a vivência de tempos mais remotos desta fortificação.
O material utilizado na construção desta proeminente fortificação é a taipa revestida pela pedra ruiva, assim denominado o grés da região de Silves, conferindo-lhe uma interessantíssima tonalidade avermelhada." - Infopedia