segunda-feira, 30 de maio de 2011

Polo aquático: Portinado revalidou título nacional


"O Portinado revalidou este domingo o título nacional de pólo aquático masculino, ao vencer o Salgueiros por 5-4, no quarto jogo do «playoff», finalizando com um 3-1 na eliminatória decisiva. 

Equipa de Portimão celebrou segundo título do seu historial

A partida foi muito equilibrada, com os jogadores das duas formações a mostrarem muitos nervos, principalmente com o 
aproximar do fim do jogo. 

No quarto parcial, o guarda-redes algarvio, Mykola Yanochko, foi determinante, ao defender três remates isolados e 
recargas, quando já toda a assistência gritava golo. O guardião da seleção nacional recebeu o prémio de jogador mais valioso do «playoff». 

O Portinado conquistou o segundo título consecutivo, os dois únicos da história do clube. A equipa de Portimão venceu os 
dois primeiros jogos, por 16-8 e 9-7 e, no sábado, perdeu por 7-10. 

O treinador/jogador da equipa bi-campeã nacional, Evghenii Trubetcoi – que assinou hoje três golos, juntando aos dois de 
Rui Moreira –, considera que a chave do sucesso foi “a paixão pela modalidade, o jogo de equipa e a vontade de ganhar”. 

“Ontem estivemos pouco tranquilos, mas hoje mostrámos a nossa garra, o nosso querer, e a equipa esteve a um excelente 
nível”, referiu, sobre um conjunto que foi este ano reforçado com os jogadores provenientes do extinto Louletano. 

O técnico considera que a vantagem só foi visível no final da época. “Não foi fácil juntar duas equipas e só agora é que 
estamos a jogar como um todo. Mas ainda podemos evoluir e temos muitos aspectos a melhorar.” 

Evghenii Trubetcoi dedicou a vitória “aos atletas e ao clube”. “O Portinado é um clube pequeno, que todos os anos faz um 
grande esforço pela equipa e para estar entre os grandes”, afirmou." - Região Sul

Gastronomia Algarvia - Queijo de Figo


Ingredientes:

  • 270 gr de miolo de amêndoa moída
  • 270 gr de figos secos
  • 1,5 dl de água
  • 250 gr de açucar
  • 1 colher (sopa) de canela em pó
  • 1 colher (chá) de erva-doce
  • raspa de 1 limão
  • 30 gr de chocolate em pó
  • açucar para polvilhar


Confecção:
Torre, separadamente, o miolo de amêndoa e os figos no forno. No final, reserve uma porção de cada fruto para a decoração. À parte, leve um tacho ao lume com a água, o açúcar, a canela, a erva-doce, a raspa de limão e o chocolate em pó. Deixe ferver até atingir ponto de estrada (ao passar a colher de pau no fundo do tacho, deve formar-se como que uma estrada que deixa o fundo bem visível).
Pique o miolo de amêndoa torrado na picadora e junte-o à calda de açúcar. Deixe ferver durante 3 minutos. 
Pique o figo torrado com a ajuda de uma faca e junte ao preparado anterior, deixando ferver por mais 3 minutos. Retire do lume e verta sobre um tabuleiro, polvilhado com açúcar. Deixe arrefecer.
Depois de frio, molde o preparado em morgado e polvilhe com açúcar. Decore a gosto com os figos e as amêndoas torradas que reservou e sirva.



domingo, 29 de maio de 2011

Terras do nosso Algarve - Vila Real de Santo António

Vila Real de Santo António é uma cidade criada em 1774 por Sebastião José de Carvalho e Melo, conde de Oeiras e marquês de Pombal.



Cacela, aldeia medieval de pescadores (também conhecida por Santo António de Arenilha), a sul de Vila Real de Santo António, foi durante muito tempo sede do concelho. Tinha por objectivo defender a entrada do rio Guadiana e era ponto de partida do território português para Espanha. Em 1242 foi conquistada aos Mouros e em 1283 recebeu foral, tendo sido elevada a sede de concelho. Quando o marquês de Pombal decidiu criar Vila Real de Santo António, o principal objectivo era reforçar a presença portuguesa em frente à localidade espanhola de Ayamonte, do outro lado do rio Guadiana. Como esta cidade nova ficava mais próxima da fronteira com Espanha, passou a sede do concelho, em substituição de Cacela.
Outro dos objetivos para a nova cidade era torná-la o centro das reais pescarias do Algarve.
Um dos obstáculos ao desenvolvimento da cidade foi o seu povoamento, o qual só foi possível quase cem anos mais tarde, quando as indústrias de conserva de peixe e de rendas, a construção do caminho de ferro e o porto se desenvolveram.



A nível do património arquitectónico e monumental destacam-se: o edifício da Câmara Municipal; a igreja matriz, que foi construída no século XVIII por ordem de D. José I, sofrendo bastantes modificações desde a sua construção - a igreja atual foi construída já no século XX; o obelisco e a Praça do Marquês de Pombal; o rádio-farol, de onde se consegue um panorama sobre toda a cidade e arredores; e a Cacela Velha, a primitiva sede do concelho, onde são também de destacar a antiga fortaleza, o antigo cemitério, a cisterna, algumas casas particulares e a Igreja Matriz. Esta igreja apresenta uma planta longitudinal de três naves com capelas laterais do lado norte e capela-mor rectangular. A fachada principal, de pano único, com portal de arco semicircular, está ladeada de pilastras capitelizadas lavradas com grutescos a suportar a cornija arquitravada, coroada de fogaréus. Sobre o portal abre-se uma janela moderna de moldura retilínea. A fachada é rematada por uma empena. Na fachada lateral norte, sobressai o portal lateral ogival entre duas capelas; uma das capelas tem adossada a torre sineira de dois registos coroada por cupulim. As coberturas são em telhado de duas águas. No interior, colunas com bases e capitéis oitavados, decorados com bolas e cordas, marcam os cinco tramos e suportam os arcos de perfil quebrado que recebem a cobertura em tetos de alvenaria. A capela lateral, dedicada a N. Sra. dos Mártires, tem um arco em pleno centro, ladeado pelos bustos de S. Pedro e S. Paulo, sendo coberta por uma abóbada artesoada. A capela-mor, com uma abóbada de berço, tem um retábulo de madeira policromada moderno.


Na Quinta da Nora e Herdade de Marcela encontram-se vestígios de dólmenes cobertos rodeados de menires. Segundo a descrição do investigador Estácio da Veiga, o dólmen foi formado por escavação e dividido em três corpos distintos, contíguos e ligados por um eixo que passa pelo centro de todos na orientação nascente-poente.
Neste concelho realizam-se, entre outras, as festas de Nossa Senhora da Encarnação, no primeiro domingo de Setembro, as festas de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Monte Gordo, no segundo fim de semana de Setembro, e a Feira da Praia, dentro da primeira quinzena de outubro. O feriado municipal é a 13 de maio, dia da fundação da cidade.

A nível de artesanato destacam-se os trabalhos em cestaria, rendas de bilros, miniaturas de barcos e condessas.
Existe ainda no concelho o Centro Cultural António Aleixo, um espaço de animação cultural, onde se encontra a Galeria Manuel Cabanas, com um conjunto de xilogravuras da autoria deste artista.

Algumas das personalidades ilustres do concelho são o poeta popular António Aleixo (1899-1949) e o Marquês de Pombal, homem de Estado, responsável pela criação da cidade.

Redinha ou lavada, arte de pesca que já só é tradição

"A redinha ou lavada arte de pesca que pescadores puxavam à força de braços para a praia, regressa a Quarteira na Festa do Pescador e mostra-se na exposição “Pesca: Pelos mares do Tempo” em Olhão. Numa cidade há petiscos e música e noutra distinções aos homens do mar.


Confirme define a informação junto do modelo exposto no Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão em Faro a “Redinha ou lavada é a arte envolvente de arrastar pelo fundo, praticamente constituída só por asas, sem bolsa e que tem na parte superior o cabo das bóias e no inferior o dos chumbos”.

Não se acrescenta que a mesma era, depois de bem carregada de peixe, arrastada à força de braços, até à praia, pelos pescadores.

A Festa dos Petiscos do Pescador, em Quarteira, recria esta faina no sábado, dia 4, pelas 18h00, agora apresentada como “um quadro ímpar e típico desta antiga aldeia piscatória”.
Já não é aldeia, mas sim cidade, a Quarteira que repete ano após ano a lavada, para «medir» e exibir a quantidade e qualidade de pescado que ainda se encontra nas águas locais.
Afinal, e apesar de o turismo se ter praticamente assenhoreado da economia da antiga aldeia, esta preserva a sua “alma” piscatória que também transparece nos petiscos, que as famílias apresentam na festa.

A par dos sabores sempre apetecíveis do marisco e do peixe fresco, há animação que se estende de 3 a 5 de Junho tendo como palco a Praça do Mar, com espetáculos à tarde com o duo Nestor e Nuno e, à noite, Luis Guilherme canta no primeiro dia do certame, seguindo-se Ezequiel Tomás, estando a noite do dia 5 reservada para Chico Barata.
A Festa dos Petiscos do Pescador é uma organização da Associação de Pescadores e Armadores de Quarteira (Quarpesca), que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Quarteira.


Olhão e a Pesca pelos mares do tempo

Ambas as festividades celebram o Dia do Pescador que se cumpre a 31 de Maio, terça-feira e é nesse dia que Olhão festeja com a cerimónia de entrega de distinções aos pescadores de Olhão, no Salão Nobre do Município.

Será depois inaugurada a exposição “Pesca: Pelos Mares do Tempo”, no museu da cidade.
A mostra pretende ser uma viagem no tempo para retratar a evolução da arte da pesca, desde os seus primórdios, onde o homem utilizava ainda instrumentos muito rudimentares até à actualidade.

Retrata, ainda, a indústria da pesca, nas suas mais diversas formas e a sua paulatina evolução ao longo dos séculos, acompanhando os avanços da tecnologia.
As técnicas utilizadas, os apetrechos que chegaram até hoje, serão os principais temas abordados na exposição. Partindo deles, abordar-se-á a pesca enquanto forma de subsistência, a sua evolução ao longo dos séculos, numa tentativa de responder à questão: Como era?


Pescadores participam na iniciativa Limpar o Mar

A iniciativa Limpar o Mar voltou a convidar os pescadores olhanenses a participar defesa do ambiente, trazendo para terra os detritos encontrados durante as suas deslocações de trabalho, no alto mar ou na Ria Formosa.

A intenção é consciencializar o setor das pescas para a preservação do mundo subaquático e promover alterações de comportamentos, também na comunidade escolar que depois irá catalogar os detritos recolhidos, entre os dias 23 e 27 de Maio, pelos profissionais da pesca.
Vencem as embarcações que, durante este período, mais resíduos entregarem à organização, no porto de pesca de Olhão.

O programa Limpar o Mar, junta o Município a Ecoteca e a Associação OlhãoPesca, num alerta sobre o ambiente marinho, já que os detritos lançados ao mar demoram centenas de anos a biodegradar.

São exemplos disso o vidro que se mantém por período indeterminado, as garrafas de plástico (450 anos), os pacotes de leite (100 anos), a madeira pintada (13 anos), os resíduos radioactivos (250 mil anos), as fraldas descartáveis (450 anos), pastilhas elásticas (5 anos), linhas de pesca (650 anos), latas de alumínio (200 anos) ou copos de plástico (50 anos)." Observatório do Algarve

Tavira adere aos Contratos Locais de Desenvolvimento Social


"O Município de Tavira, o Centro Distrital de Faro do Instituto da Segurança Social e a Fundação Irene Rolo celebraram, na última terça-feira, um Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS), cuja área de incidência serão os bairros da Atalaia, Horta do Carmo e Jara, em Tavira.
O protocolo foi assinado numa cerimónia
que decorreu na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos
A estratégia definida no Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI, 2008-2010) é enquadrada por áreas de intervenção prioritária, entre as quais o combate à pobreza das crianças e dos idosos, através de medidas que assegurem os seus direitos básicos de cidadania e a correcção das desvantagens na educação e formação/qualificação.
Neste sentido surgem os Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS) que visam, de forma multisectorial e integrada, promover a inclusão social dos cidadãos, através de acções de combate à pobreza e à exclusão em territórios desfavorecidos.
O Instituto da Segurança Social, na qualidade de entidade gestora do programa, financia o CLDS em 450 mil euros (150 mil euros/ano)". - Jornal do Algarve

sábado, 28 de maio de 2011

Lendas Algarvias - Lenda da Praia da Rocha

Uma Sereia chegou um dia ao Algarve, não se sabe bem de onde. Instalou-se à beira-mar, descansando de uma jornada que deve ter sido longa e fatigante.

Um Pescador que por ali andava na sua faina viu-a, e admirado com aquela intrusão nos seus domínios, aproximou-se e disse:

- Não sei donde vieste, mas devo informar-te de que tudo isto que vês é meu. Foi o Mar que criou este sítio e eu sou filho do Mar!

Sorriu a Sereia de tal maneira que prendeu o Pescador, respondendo-lhe:

- Venho de longe, Pescador, de muito longe. Aportei aqui depois de muito procurar, e tanto sossego achei que quero ficar.

- Como te chamas? Quem és? - quis saber o filho do Mar.

- Não tenho nome, Pescador. Sou apenas o que sou, Sereia.

- Bem-vinda sejas então, Sereia, a este local que já é teu!

Foi então que, de longe, se fez ouvir uma voz agreste e rude:

- Não dês o que não é teu, Pescador! Esta terra é minha, foi a montanha que a criou! Eu sou o filho da Serra e tudo o que vês me pertence!

- Assim sendo, Serrano - sussurrou a sereia - talvez sejas tu o fim da minha jornada.

- Deixa-o falar, Sereia! Que pode ele e a sua Serra contra o poder de meu pai, contra as ondas sem dono!...

- Ah, ah, ah! - riu o serrano - Tenta tu subir à Serra! Que poderão as tuas ondas contra a robustez que herdei da minha mãe. Mais poderoso sou eu, que quando quiser, posso criar montanhas dentro do Mar!

Parecia iminente a luta entre os dois gigantes; procurava o Mar acalmar as suas ondas, que cresciam e engrossavam; toldava-se a Serra, agitando as urzes e os pinheiros. Deleitava-se a Sereia com a violência do amor que neles via crescer, mas disse-lhes:

- Não se zanguem! Eu vou esperar aqui que me tragam provas das vossas forças. Mas agora ide, estou cansada e quero repousar!

Lentamente afastaram-se areal fora os dois rivais. Um entrou pelo Mar dentro, o outro subiu à Serra. Iam pensativos, procurando a melhor maneira de convencer a Sereia.

Ela, por seu lado, instalou-se como se em casa estivesse e esperou.

Chegou primeiro o Pescador.Trouxe-lhe o Mar e estendeu-o a seus pés, pintando-o verde suave à bordinha, e azul profundo lá ao longe, dizendo:

- Tudo isto é o meu Mar, e é teu, Sereia!

E a Sereia ficou a olhar o mar, deleitando-se com o seu ondular. Subitamente, ouviu o Serrano:

- Sereia, aqui estou: dar-te-ei um trono de pedra lá no alto do mundo. Já pedi ao vento que te embalasse o sono, ao sol que te aquecesse os dias, e às fontes que te refrescassem as horas. Vem comigo e serás a rainha da Serra.

- Chegaste tarde, Serrano! Já me sinto a rainha do Mar - respondeu a Sereia.

Enfurecida por ser rejeitada, a Serra fez rolar enormes rochedos até ao Mar, rodeando a Sereia: se esta não subia à Serra, descia a Serra ao Mar.

O Mar zangou-se, e durante noites e dias, dias e noites, atirou-se contra as rochas, mas não conseguiu desfazê-las.

E assim continuaram até que a Sereia, não sendo capaz de se decidir, transformou-se numa areia tão fina como não há outra igual, recebendo o tributo eterno dos dois eternos gigantes enamorados, umas vezes rivais, outras inimigos, outras ainda grandes amigos. O lugar tem hoje o nome de Praia da Rocha.


Campanha “Comer bem é mais Barato” em Faro

"O Jardim Manuel Bivar, em Faro, está hoje a receber a campanha “Comer bem é mais barato” que a Fundação Calouste Gulbenkian criou e está a levar a vários pontos do país com o envolvimento da Fundação EDP, da SIC, da DECO e da Associação Portuguesa de Nutricionistas.


Depois da ida ao mercado que teve início às 9h00, os participantes vão ser convidados a aprender a confecionar um menu para um refeição saudável e económica. A confecção das receitas está marcada para as 11h00. Creme de cenoura, Sardinha assada com batatas cozidas e brócolos, pêra e um copo de água é o menu que vai ser preparado em plena baixa farense.

Importa recordar que esta campanha tem como objectivo ensinar a confecionar receitas nutricionalmente completas a preços controlados e dessa forma contribuir para a qualificação da economia familiar, bem como, dos hábitos alimentares das pessoas.
Além da presença do cozinheiro André Domingos que abraçou esta campanha e está a participar na parte pedagógica e prática desta iniciativa, a acção ainda conta com a colaboração de vários professores e alunos dos Cursos de Dietética e Engenharia Alimentar da Universidade do Algarve que vão proceder à realização de consultas de dietética gratuitas, bem como, à medição do IMC." - Jornal do Algarve